DEU NO JORNAL

SÓ AQUI É QUE O LEITOR DIZ MESMO

O jornal ultra esquerdista Folha de S.Paulo disse que Bolsonaro não tinha provas para chamar traficantes que roubam e matam de “traficantes que roubam e matam”.

Segundo o folhetim, como as investigações não foram concluídas, o presidente não poderia ter dito que a patota que portava uma sub-metralhadora, fuzis, granadas e até munição anti-tanque, eram traficantes.

A vida no jornal esquerdista anda tão difícil que sua matéria é um elogio ao presidente. Ao prestar homenagem ao policial morto durante a ação, Bolsonaro fez o que qualquer pessoa com um mínimo de senso faria.

Fora das redações, a polícia ainda é respeitada e vista como parte importante da segurança pública. No mundo real, onde não se politiza sobre cadáveres, há ainda uma distinção entre quem protege e quem ameaça a vida, independentemente de cor, gênero ou opção sexual.

Esse é o mesmo jornal que criou uma das mais bizarras formas de inventar factóides de todo mundo: o “diz leitor”.

* * *

De fato, esta putaria do “diz leitor” inventada pela Folha pra mentir de cara lavada é de lascar.

Foi a maior presepada já imaginada por este papel higiênico que se passa por jornal.

O único lugar onde o “disse leitor” quer dizer que o leitor disse mesmo, é aqui nesta gazeta escrota.

Diz aí se é ou não, caro leitor fubânico!!!

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PERCIVAL PUGGINA

QUEM ESTÁ DO OUTRO LADO DA MESA?

Em política, como na guerra, é importante conhecer o adversário. Principalmente se ele é multiforme, ataca desde várias posições, é poderoso, mais experiente e usa de meios que não nos estão acessíveis.

Essa afirmação tem muito a ver com o quadro sucessório nacional. Salvo imprevistos, a cena eleitoral está posta. De um lado, o atual presidente e, de outro, a atual oposição, talvez dividida, que chegará ao segundo turno unificada em torno do PT. A tentativa de restaurar a estratégia da tesoura, com um candidato de esquerda representando a direita fica tão parecida com o produto oferecido ao Brasil durante os anos da roubalheira que não vejo como possa prosperar (eleitoralmente, claro).

O perfil desse futuro adversário é bem conhecido. É muito capaz; capaz de fazer coisas que sequer imaginamos, como confessou Lula em 2014. No entanto, quero expor aqui duas características extremamente graves que não costumam ser devidamente analisadas e explicitadas.

A primeira é o desamor ao Brasil. Para melhor entendimento, estou usando aqui a palavra “esquerda” sabendo de todas as suas limitações para fins conceituais. A esquerda é histórica e internacionalmente apátrida. É universalista, coletivista, se diz humanista, mas de um curioso humanismo onde o indivíduo não conta. Já na segunda página, então, o coitado desaparece como sujeito de qualquer ação livre.

Por isso, a rejeição e os maus adjetivos a quem canta o hino nacional, exibe a bandeira verde e amarela e ama o Brasil. Por isso, as bandeiras vermelhas proporcionam a cor característica de suas manifestações mundo afora. Por isso, viajam ao exterior, à nossa custa, falando mal do país, promovem eventos internacionais para dirigir ao governo daqui ataques que causam mal à nação. Temos um governo de perfil conservador que ousou se opor ao falso progressismo, ao globalismo e ao anticristianismo que assolam o Ocidente. O mercado político internacional tornou-se, então, comprador de toda ideia de boicote, internacionalização da Amazônia ou mentira que nos desqualifique. Tal situação agravou-se após a derrota de Trump nos EUA.

A segunda é a dissimulação. Com raras e nobres exceções individuais, seu diálogo não é franco. Seu antifascismo é fascista. É fascista na violência e agressividade dos movimentos sociais, das ações rueiras, dos gestos e palavras de ordem. O fascismo é comum aos três fantasmas que horrorizaram o século XX: o comunismo, o nazismo e o fascismo propriamente dito. Nós não estamos associados a qualquer dessas famílias ideológicas.

Seu pluralismo é excludente até a última gota da divergência. Seu jornalismo exclui os fatos a ele inconvenientes; sua universidade sepulta autores e esconde obras; suas aulas suprimem verdades eternas; sua cultura, música, teatro, manifestos são de pensamento único. Como escreveu recentemente o Dr Alex Pipkin, que é judeu e sabe do que fala, o antirracismo da esquerda é profundamente racista, provoca divisões e acirra animosidades.

Seu apreço à democracia só se manifesta onde ela bem ou mal já existe, porque onde estão no poder, some na primeira página. E calam com descontraídos sorrisos de bem-aventurança em Cuba, na Venezuela, na Nicarágua, na Coreia do Norte.

Penso que estes exemplos pinçados do cotidiano mostre como, dissimuladamente, se valem de sentimentos que são de seu generoso apreço, leitor, para cooptá-lo e lhe proporcionar o contrário disso em modo pleno.

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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SER MULHER – Gilka Machado

Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada
para os gozos da vida; a liberdade e o amor;
tentar da glória a etérea e altívola escalada,
na eterna aspiração de um sonho superior…

Ser mulher, desejar outra alma pura e alada
para poder, com ela, o infinito transpor;
sentir a vida triste, insípida, isolada,
buscar um companheiro e encontrar um senhor…

Ser mulher, calcular todo o infinito curto
para a larga expansão do desejado surto,
no ascenso espiritual aos perfeitos ideais…

Ser mulher, e, oh! atroz, tentálica tristeza!
ficar na vida qual uma águia inerte, presa
nos pesados grilhões dos preceitos sociais!

Gilka da Costa de Melo Machado, Rio de Janeiro-RJ (1893-1980)

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURO PEREIRA – ITAPEVA-SP

ESPECIALISTAS EM PASSA-MOLEQUES

Pode ser somente devaneio de um cérebro devastado pela ociosidade, mas, ao ler o livro “Os Meninos de Ouro” escrito por Daniel James Brown contando os dramas e as tragédias vividas pelos nove integrantes da equipe norte-americana de remo na categoria “oito com” (oito remadores e um timoneiro) que sobrepujaram obstáculos quase intransponíveis para ganhar a medalha de ouro na Olímpiada de 1936 realizada em Berlim, na Alemanha dominada pelo nazismo de Adolf Hitler, me deparei com uma estranha coincidência que aproximava aquela história a um evento acontecido 78 anos depois aqui no Brasil, que sangrava sob o lulopetismo aloprado.

Em terras germânicas, determinado em esconder do resto do mundo o sanguinário projeto de dominação ariana em andamento, a Renânia desmilitarizada já havia sido invadida, o “Fuhrer” viu na grandiosidade daquele evento esportivo a oportunidade perfeita de mostrar às delegações estrangeiras, aos turistas e à imprensa internacional uma Alemanha democraticamente consolidada e voltada apenas para o desenvolvimento do seu povo. No entanto, dissociado do embuste engendrado, seguia célere o processo de purificação dos alemães.

Abduzidos pelo carisma do comandante supremo, somente os purificados eram capazes de ouvir a voz tonitruante de Hitler ordenando que se asilassem nas profundezas do nacionalismo inconsequente. Almas ainda adolescentes transbordavam de júbilo. Mentes ainda em formação recitavam extasiadas o mantra vagabundo e assassino que prometia hegemonia e poder, mas que entregaria somente vergonha e dor: “Queremos um povo obediente, vocês devem praticar a obediência. Diante de nós está a Alemanha. Dentro de nós arde a Alemanha. Atrás de nós, segue a Alemanha!”.

Confiante na passividade inglesa, na fragilidade francesa e no desinteresse norte-americano, comportamento que as autoridades dessas nações viriam a lamentar profundamente, incumbiu seu ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, de colocar em prática a mais fraudulenta campanha publicitária até então por ele elaborada, com a única finalidade de mostrar aos críticos do nazismo a face mais bonita do país. Cumpliciado com a cineasta Leni Riefensthal, vendeu com excepcional competência a imagem de uma Alemanha livre do antissemitismo e imbuída da mais pura índole pacifista. Manchetes como “O judeu é a desgraça da Alemanha!”, publicada meses antes pelo jornal “Der Sturmer” foram habilmente trocadas por matérias mais amenas, saudando a igualdade proporcionada pelo esporte e dando boas vindas aos visitantes.

Extasiados com a magnificência alemã encarnada na figura de Hitler, os governantes da Inglaterra, da França e dos Estados Unidos da América do Norte não foram capazes de vislumbrar nas entrelinhas daquelas peças de publicidade a confirmação dos cada vez mais distorcidos anseios nazistas. Não perceberam que a utopia do espírito esportivo havia chegado ao seu destino, onde cerveja e sangue judeu fluíam em abundância e os robôs hitlerianos atormentavam os mortos-vivos. Milhões de Reichsmarks investidos em propaganda conseguiriam sepultar a barbárie em curso nas valas da insensibilidade oficial enquanto perdurasse a competição. Entretanto, tão logo os Jogos Olímpicos terminassem, seus túmulos seriam profanados e os mortos voltariam a perambular pelo cotidiano da Alemanha real.

1936 foi o ano em que Adolf Hitler, Joseph Goebbels e Leni Riefensthal aplicaram um passa-moleque nos líderes das nações mais poderosas do planeta.

No Brasil, 78 anos depois, aconteceria uma competição diferente, que transcendia o universo esportivo e se enveredava pelos caminhos nem sempre retos da política. Apesar de distintos, os dois acontecimentos traziam nos seus enredos uma similaridade inquietadora. A busca incessante pelo domínio absoluto.

O desespero batia à porta do Partido dos Trabalhadores. A vitória dada como certa no primeiro turno das eleições presidenciais de 2014 não se confirmou e a possibilidade de uma derrota no segundo já não mais se apresentava como uma quimera fugaz. Suas principais lideranças tinham ciência de que um fracasso nas urnas traria consequências desastrosas. Além de verem cair por terra o projeto de dominação perseguido com método e perseverança durante doze anos, temiam, também, uma devassa nas contas do governo possibilidade que, consumada, poderia arrastar quadros de alta patente do partido às barras dos tribunais.

Sem perda de tempo convocaram o ministro honorário responsável pela propaganda do governo e que nas horas vagas emprestava (por alguns milhões de reais!) seus serviços à legenda partidária. Despudoradas quantias de reais foram disponibilizadas para que João Santana elaborasse um plano dedicado a mostrar a face mais bonita do partido. Parido nos laboratórios da hipocrisia e legitimado pelo santanismo aloprado, desembarcava na disputa o protótipo do petista perfeito, inquestionável senhor das virtudes e incontestável proprietário da verdade. Estava inaugurada a temporada de caça ao inimigo, iniciando aquela que seria considerada a mais sórdida campanha de nossa história política.

Apostando na farta distribuição de benesses, na potencialidade eleitoral dos benefícios, na gratidão aterrorizada dos beneficiados e na devoção remunerada da militância, João Santana recorreu a elaboração de filmes tecnicamente primorosos, mas com seus conteúdos deturpados desde a sua criação pelo descompromisso com a verdade vendendo a imagem da presidente competente e enaltecendo a pureza ética da candidata que concorria à reeleição. Espontâneos flashbacks oriundos do longínquo 1936 teimavam em vadiar pela minha memória: “Queremos um povo submisso. Vocês devem implantar a submissão. Diante de nós está o poder. Dentro de nós arde o poder. Atrás de nós agoniza o Brasil!”.

Perseguindo fielmente as pegadas do seu criador e sentada confortavelmente no colo do seu ventríloquo, a candidata reverberava nos palanques os desatinos perpetrados por aquele que a criara, e, na televisão, reagia ao comando daquele que a manipulava. De dedo em riste, e caráter em baixa, acusava: “O meu adversário é o candidato dos banqueiros. “Se ele for eleito, preparem-se para o aumento dos juros”. “Ele é representante da direita”, como se a direita fosse a desgraça do Brasil.

Confirmada sua reeleição, o primeiro ato da presidente foi elevar a taxa de juros. Com mais quatro anos de mandato garantido, mandou o constrangimento às favas e, tresloucada, saiu à procura de algum banqueiro que topasse ser seu ministro da Fazenda. Esperta, absteve-se de comparecer à entrevista coletiva convocada para confirmar o nome do banqueiro Joaquim Levy como ministro da Fazenda do seu governo. Insatisfeita com o tamanho da perfídia imposta aos seus eleitores, convenceu(?) a senadora Kátia Abreu, até então uma de suas adversárias mais ferozes, para chefiar o ministério da Agricultura. A utopia do socialismo do bem havia chegado ao seu destino, permitindo fluir em abundância de suas entranhas corrompidas uma torrente inesgotável de mentiras vis e promessas vãs.

2014 foi o ano em que Lula da Silva, João Santana e Dilma Rousseff aplicaram um passa-moleque em pouco mais de 51% dos eleitores da nação mais poderosa da América do Sul.

A vida passa, a hora passa, até a uva passa. No entanto, mais dia menos dia, em algum lugar da história sempre é barrada a passagem dos especialistas em passa-moleques. E essa máxima se confirmou: Lula e João Santana foram presos e Dilma destituída do cargo de presidente do Brasil. O que sobrou, então, foram só suas biografias, que hoje jazem moribundas na vala rasa da degradação perpétua.

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A PALAVRA DO EDITOR

VAI SER UMA EXCELENTE SEMANA

Choveu de madrugada aqui no Recife.

Mas o tempo agora está ótimo e o sol já despontou nesta manhã de segunda-feira.

Vai ser um dia bonito.

Chupicleide chegou pra trabalhar de ressaca, com a cara mais cínica do mundo.

Encheu o rabo de cachaça e de cerveja neste final de semana.

Tomou todas no Bar da Tripa, aprazível ambiente no bairro do Totó, localizado em Jaboatão, na Grande Recife.

Ela estava feliz, muito feliz, com as doações feitas pelos leitores Mara Nepomuceno, Rubens do Couto e Marc Aubert.

E já foi logo pedindo um vale de adiantamento do salário deste mês.

Gratíssimo a todos vocês cuja generosidade nos ajuda a manter esta gazeta escrota nos ares e a arcar com as despesas de hospedagem e manutenção.

E também a custear os porres de Chupicleide.

Aliás, a pedido dela,  fecho a postagem com uma música comovente, intitulada “Desça daí seu corno”.

A interpretação é do autor da letra, o Nenho, um talentoso compositor baiano, especialista em temas que envolvam gaia.

Segundo Chupicleide, essa música tocou o tempo todo enquanto ela enchia a cara no Bar da Tripa, tanto no sábado quanto no domingo.

Uma excelente semana pra toda a comunidade fubânica!!!

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CHEGA FAZ PENA…

Enquanto os coronalovers se esforçam na defesa de que a vacinação no Brasil está “parada” ou segue “a passos lentos”, os números comprovam que isso não passa de mais uma fake news.

De acordo com a plataforma independente de monitoramento vacinabrasil.org, o País aplicou ao menos uma dose em mais de 35 milhões de pessoas, ou 16,5% da população brasileira.

Isso equivale a mais que o dobro da média mundial de 8,11%, registrada no portal Our World in Data.

* * *

Mais que o dobro da média mundial???!!!

Francamente, eu fico morrendo de pena da torcida funerária.

Já imaginaram a agonia dos jornalisteiros nas redações da grande mídia banânica com uma notícia feito essa aí de cima?

Os coitadinhos ficam tão desolados com estes dados que chega me dá vontade de chorar ao ver a tristeza deles.

Xiuf, xiuf, snif, snif…