DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

GLOSAS

Mote desta colunista:

Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

1
Quando rego minhas flores,
Desperto a recordação,
Que mora em meu coração.
Entre suspiro e rumores,
Evoco antigos amores,
E choro a fugacidade,
Do que foi felicidade,
Porém hoje é fenecido…
Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

2
Recordo nós dois juntinhos
Debaixo do pé de ipê
Era só eu mais você
Numa sombra sem espinhos
Seguindo os mesmos caminhos
Vivendo a mesma verdade
E mesmo na tenra idade
O tempo não foi perdido:
Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

3
Quando chega a primavera
Eu puxo pela memoria
Cada flor é uma história
Pra quem viveu de quimera
Então digo: quem me dera
Com toda sinceridade
Viver com intensidade
Tudo de bom já vivido:
Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

4
Debaixo duma latada
Era o cravo era a rosa
Era um verso era uma prosa
Numa conversa animada
Era a mais bela jornada
Em meio a simplicidade
Era amor era amizade
Era a flecha do cupido:
Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

5
Recordar é reviver
Diz o dito popular
Por isso vivo a lembrar
Sem pensar em esquecer
O que senti florescer
Em tempos de liberdade
Na mente é prioridade
Não é sonho adormecido:
Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

6
Das flores do meu jardim
Só de lembrar sinto o cheiro
São flores do meu canteiro
É cheiro que não tem fim
Só por isso eu canto assim
Com gosto e vivacidade
Seguindo a minha vontade
Nesse mote repetido:
Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UM MOVIMENTADO CABARÉ

Comentário sobre a postagem MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Neto Feitosa:

Para quem quiser assistir, o encontro foi gravado.

E está disponível no youtube.

Tem uma hora e meia de duração.

Basta clicar na imagem abaixo para ver a gravação:

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

AUGUSTO NUNES

A LIGEIREZA DO ATLETA

A CPI da Pandemia é a primeira da história que começou com o relatório final já concluído. O relator Renan Calheiros, conhecido pelo codinome Atleta no Departamento de Propinas da Odebrecht, acusa Jair Bolsonaro de ter cometido pelo menos três pecados mortais: não proibiu a entrada do coronavírus no Brasil, não encomendou 420 milhões de vacinas antes que fossem inventadas e debochou dos métodos científicos aplicados pelos governadores dos Estados que lideram o ranking de infecções e óbitos.

Amparado nessas graves acusações, o senador do MDB responsabiliza o presidente da República por todas as mortes ocorridas no Brasil depois da chegada da Covid-19. Nas observações derradeiras, Renan Calheiros ressalva que o governador alagoano Renan Filho não foi investigado pela CPI porque todo mundo sabe que é tão honesto quanto
o pai.

A julgar pela sessão desta terça-feira, estrelada pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, o ritmo da CPI será muito mais lento que a redação do relatório. Inscreveram-se para discursar os 11 titulares, os 9 suplentes e quase todos os senadores restantes. Se a fila de oradores não for drasticamente reduzida, o país inteiro estará vacinado quando a CPI chegar ao fim.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Meu caro Editor,

ontem o Cabaré do Berto recebeu a talentosa poetisa natalense Adélia Costa que falou sobre as quengas que a Bíblia cita. Um show de bola, principalmente pela participação de tantos outros poetas potiguares. Não se deixou de falar de quengas, raparigagem, etc e nem tampouco se perdeu oportunidade de se conhecer o trabalho de Adélia, futura presidente da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN.

A conversa se esticou até às 21h05 e tinha vaga para mais. Teve de tudo, inclusive declamação de Flávia Arruda, outra talentosa escritora/poetisa mais ousada do que macaco fazendo cócegas num tigre.

Registramos a presença de Carlito Lima, Neto Feitosa, Edson Paiva, Veridiana Jacome, Ozany Gomes, Flávia Arruda, Arael Costa, o pariceiro Severino Souto, Jesus de Ritinha de Miúdo, Terezinha Araújo, João Joassi, Carlos Domingues, Ivon Sacramento, Patrícia Luiz, Poeta Cleber Torres, Volante Pimentel, Cláudio Wagner, Hélio Fontes, Xico Bizerra, Jussara Maria, Jairo Juruna, Gonçalves Júnior, Edson Xavier, Adônis Oliveira, dentre muitos outros que passaram rapidamente.

Alguns cabarelistas estão nos deixando com saudade, dentre eles, Goiano Braga Horta, Roque Nunes, Renata Duarte, Cícero Tavares, Rodrigo de Leon, Luiz Neto, Magnovaldo Santos, mas a gente entende o grau de ocupação do pessoal e sabe que a ausência é temporária e que dentro em breve esse pessoal vai trazer novas tecnologias e inovações na arte da quengagem e raparigagem.

Finalmente, peço que publique este poema da autoria de Adélia Costa, como uma forma de agradecer a talentosa poetisa.

NÓS

Teu corpo, meu corpo
Cópula, perfeição
Muito-pouco: imensidão
De almas e líquidos: encontros
Juntos: infinito e limite
Aurora, eclipse, clarão
oh, que bela paisagem
Mãos, lábios, verdades
Amor em habitat
Alinhando planetas “meusteus”
Quão suave o trêmulo sussuro
Contrariando a performance
Produzindo órbitas
Momentos únicos
Momentos mágicos
Apagando o trágico
Versificando poemas
Fim do caos
Houve luz
E tudo se fez renovo
Nós

Abaixo, uma amostra da sala com a carinha dos participantes.

R. Meu amigo, só tenho uma coisa a dizer:

A reunião de ontem foi espetacular!

O nosso cabaré ficou muito movimentado e a participação dos fregueses foi muito intensa.

Quem não veio, não sabe o que perdeu.

Parabéns pra você, gerente e organizador de tudo, e para todos os participantes.

Semana que vem tem mais!!!

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

COM LICENÇA POÉTICA – Adélia Prado

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
– dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Luzia Prado de Freitas, Divinópolis-MG (1935, 85 anos)

RODRIGO CONSTANTINO

É A PAUTA, ESTÚPIDO!

A julgar pela grande imprensa, a coisa mais importante para o futuro do Brasil hoje é a CPI da Covid, cuja relatoria cabe ao seríssimo e imparcial senador Renan Calheiros. Só se fala da CPI, enquanto as manifestações lotadas do sábado a favor do presidente praticamente nem ocorreram, não tiveram qualquer relevância.

Mesmo nos veículos mais sérios, a pauta acaba sendo dominada pela grande imprensa e, logo, pela esquerda. Só se fala da CPI circense, que ninguém sério leva a sério, enquanto quase nada se falou das manifestações que lotaram as ruas no fim de semana a favor de Bolsonaro. Como diria o marqueteiro de Clinton, numa adaptação: é a pauta, estúpido!

Das pautas debatidas nas rádios aos temas quentes das redes sociais, são os grandes jornais restantes que acabam tendo voz. Às vezes acontece de serem atropelados pelo povo, mas via de regra ainda há esse poder remanescente de uma mídia que agoniza e perde credibilidade a cada dia: ditar as pautas. E como gostariam de ter o poder de outrora, para além das pautas, terem condições de impor a narrativa hegemônica desses temas!

Mas isso já era. Em sua coluna no JBF, o experiente jornalista J.R. Guzzo falou desse “complexo de galo” da imprensa. Diz um trecho: “A maioria dos jornalistas brasileiros tem certeza de que só acontece aquilo que eles publicaram; o resto não existe. Qualquer despropósito vira verdade se aparece no noticiário, e nenhuma verdade existe se não aparece”. Eles querem comandar o show todo, como antes.

E essa arrogância autoritária é o que explica a postura militante de tantos jornalistas, que se enxergam como ungidos e iluminados que precisam ensinar seu público a pensar. Guzzo comenta:

Os comunicadores decidiram que tais “conteúdos”, como se diz hoje, podem iludir o público na sua boa ingenuidade – e, portanto, é seu dever ético impedir que tais fatos cheguem ao conhecimento do povão. Imagine se as pessoas acreditarem que há gente a favor de Bolsonaro e contra o Supremo? Não pode: é um claro desrespeito à religião oficial da mídia. Não é notícia; é o mal. O mal tem de ser combatido. E por aí vamos.

E essa patota corporativista já decidiu que a CPI tem muita importância, ao contrário das manifestações. É por isso, por exemplo, que seu presidente foi o entrevistado desta segunda no falecido Roda Viva, sem uma só pergunta incômoda sobre suas ligações com Lula ou sobre os escândalos de corrupção que rondam sua família. O troco do público é na baixa audiência, na falta de interesse na militância disfarçada de jornalismo, para capturar manchetes como esta, de que Bolsonaro teve postura “negacionista” na pandemia:

Poderiam ter ao menos questionado se há algum conflito de interesses por parte de um companheiro de longa data do ex-presidente Lula, não é mesmo?

Não é para me gabar, até porque não considero grande mérito ter mais destaque do essa militância. Mas comparem os dados. Um tem (muita) grana da “TV Doria”, tem o DOBRO de inscritos (por legado do bom trabalho anterior). Só não tem uma coisa: audiência, público, gente interessada em tanta militância partidária.

Além do presidente Omar Aziz, temos o relator, como já mencionei. Mas não pensem que a imprensa trata Renan com o devido respeito que ele merece, ou seja, nenhum. Ao contrário! O homem foi transformado em figura respeitável, e disse até que não vai se encontrar com Lula pois “relator tem que ser imparcial”. Oi? Alexandre Garcia, outro experiente jornalista, apontou para o ato falho:

Mas Lula nada (tem) a ver com a investigação da CPI e sim com a eleição de 2022. Ato falho do relator. Imparcialidade é não falar com candidato a presidente? Então o objeto da CPI é eleição do ano que vem? Se não for, imparcialidade é evitar laços de sangue e se declarar impedido.

Quem liga para isso na grande imprensa? Não os militantes que trabalham para derrubar o presidente, com certeza. Um deles, aliás, chegou a comparar os vândalos dos black blocs ao povo trabalhador que foi às ruas no sábado pedir respeito à Constituição, que vem sendo rasgada pelo próprio Supremo, e voto auditável. O quão bizarra é tal comparação?

Mas a militância não descansa. Precisa impor suas pautas. É por isso que a chamada do Antagonista enaltece Mandetta, o convocado de hoje na CPI, e quem Diogo Mainardi, um dos “antas”, já declarou ser seu candidato em 2022:

É muito escárnio mesmo! Mas já que vai rolar a CPI, e que quem define a pauta ainda é essa imprensa carcomida, só nos resta comentar os mesmos assuntos, derrubando máscaras, expondo a hipocrisia e rebatendo a narrativa da turma. Ficam, então, algumas sugestões de perguntas ao ex-ministro:

1. Ao transformar as coletivas de imprensa em palanque, com discursos infindáveis de Rolando Lero voltando até à infância, o senhor realmente acreditou que tinha chances de ser presidente?

2. Quantas vidas poderiam ter sido poupadas sem a recomendação absurda de ficar em casa até sintomas graves?

3. Dança com funcionários, praia sem máscara, sinuca sem máscara: por que o senhor mandava outros fazerem aquilo que o senhor mesmo não fazia?

Boa sorte aos militantes que tentarão dar uma aura de seriedade a esse circo…

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO TWITTER

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

HÉLIO FONTES – VIDEIRA-SC

Editor Berto:

Recibo do depósito em anexo.

Para os alfinetes da Chupicleide.

E também para as rações de Polodoro e Xolinha.

R. Vossa doação já está na conta desta gazeta escrota, meu caro amigo e leitor.

Aqui na redação teve muito riso, relincho e latido.

Chupicleide, Polodoro e Xolinha ficaram felizes que só a peste.

Xolinha chega arreganhou a tabaca de tanta satisfação!

Aproveito a oportunidade para agradecer também as doações dos leitores Áurea Regina e Vanderlei Zanetti.

Essa patota fubânica é muito solidária e generosa.

É ela quem dá a força necessária para manter o JBF nos ares, atualizado o dia e todo e todos os dias.

Alegria, paz, saúde, felicidade e longa vida pra todos vocês!!!

“Gratíssimo a todos vocês, queridos amigos fubânicos!!!”