CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

NACINHA – CUIABÁ-MT

Meus queridos amigos:

Isto não dá na grande mídia.

Não vai sair hoje de modo algum no Jornal Nacional.

Vejam como o “genocida” foi recebido em Manaus.

É de fazer a esquerdalhada se entortar de raiva.

Lula, vai lá em Manaus também!!!

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

A PALAVRA DO EDITOR

DIA DO LIVRO

Hoje de manhã, dia 23 de abril, quando virei a página do meu calendário de mesa, estava lá escrito que era o Dia Mundial do Livro.

Um dia muito, muitíssimo especial.

Quem quiser celebrar esta data, eu tenho uma sugestão:

É só entrar na página da Editora Bagaço e comprar os meus livros!

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COLUNA DO BERNARDO

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PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

POEMAS DE PATATIVA DO ASSARÉ

Antônio Gonçalves da Silva, Assaré-CE (1909-2002)

* * *

MINHA VIOLA

Minha viola querida,
Certa vez, na minha vida,
De alma triste e dolorida
Resolvi te abandonar.
Porém, sem as notas belas
De tuas cordas singelas,
Vi meu fardo de mazelas
Cada vez mais aumentar.

Vaguei sem achar encosto,
Correu-me o pranto no rosto,
O pesadelo, o desgosto,
E outros martírios sem fim
Me faziam, com surpresa,
Ingratidão, aspereza,
E o fantasma da tristeza
Chorava junto de mim.

Voltei desapercebido,
Sem ilusão, sem sentido,
Humilhado e arrependido,
Para te pedir perdão,
Pois tu és a joia santa
Que me prende, que me encanta
E aplaca a dor que quebranta
O trovador do sertão.

Sei que, com tua harmonia,
Não componho a fantasia
Da profunda poesia
Do poeta literato,
Porém, o verso na mente
Me brota constantemente,
Como as águas da nascente
Do pé da serra do Crato.

Viola, minha viola,
Minha verdadeira escola,
Que me ensina e me consola,
Neste mundo de meu Deus.
Se és a estrela do meu norte,
E o prazer da minha sorte,
Na hora da minha morte,
Como será nosso adeus?

Meu predileto instrumento,
Será grande o sofrimento,
Quando chegar o momento
De tudo se esvaecer,
Inspiração, verso e rima.
Irei viver lá em cima,
Tu ficas com tua prima,
Cá na terra, a padecer.

Porém, se na eternidade,
A gente tem liberdade
De também sentir saudade,
Será grande a minha dor,
Por saber que, nesta vida,
Minha viola querida
Há de passar constrangida
Às mãos de outro cantor.

***

MINHA SERRA

Quando o sol nascente se levanta
Espalhando os seus raios sobre a terra,
Entre a mata gentil da minha serra
Em cada galho um passarinho canta.

Que bela festa! Que alegria tanta!
E que poesia o verde campo encerra!
O novilho gaiteia a cabra berra
Tudo saudando a natureza santa.

Ante o concerto desta orquestra infinda
Que o Deus dos pobres ao serrano brinda,
Acompanhada da suave aragem.

Beijando a choça do feliz caipira,
Sinto brotar da minha rude lira
O tosco verso do cantor selvagem.

***

ARTE MATUTA

Eu nasci ouvindo os cantos
das aves de minha serra
e vendo os belos encantos
que a mata bonita encerra
foi ali que eu fui crescendo
fui vendo e fui aprendendo
no livro da natureza
onde Deus é mais visível
o coração mais sensível
e a vida tem mais pureza.

Sem poder fazer escolhas
de livro artificial
estudei nas lindas folhas
do meu livro natural
e, assim, longe da cidade
lendo nessa faculdade
que tem todos os sinais
com esses estudos meus
aprendi amar a Deus
na vida dos animais.

Quando canta o sabiá
Sem nunca ter tido estudo
eu vejo que Deus está
por dentro daquilo tudo
aquele pássaro amado
no seu gorjeio sagrado
nunca uma nota falhou
na sua canção amena
só canta o que Deus ordena
só diz o que Deus mandou.

* * *

O POETA DA ROÇA

Sou fio das mata, cantô da mão grossa,
Trabáio na roça, de inverno e de estio.
A minha chôpana é tapada de barro,
Só fumo cigarro de páia de mío.

Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestré, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola,
Cantando, pachola, à percura de amô.

Não tenho sabença, pois nunca estudei,
Apenas eu sei o meu nome assiná.
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre,
E o fio do pobre não pode estudá.

Meu verso rastêro, singelo e sem graça,
Não entra na praça, no rico salão,
Meu verso só entra no campo e na roça
Nas pobre paioça, da serra ao sertão.

Só canto o buliço da vida apertada,
Da lida pesada, das roça e dos eito.
E às vez, recordando a feliz mocidade,
Canto uma sodade que mora em meu peito.

Eu canto o cabôco com sua caçada,
Nas noite assombrada que tudo apavora,
Por dentro da mata, com tanta corage
Topando as visage chamada caipora.

Eu canto o vaquêro vestido de côro,
Brigando com o tôro no mato fechado
Que pega na ponta do brabo novio,
Ganhando lugio do dono do gado.

Eu canto o mendigo de sujo farrapo,
Coberto de trapo e mochila na mão,
Que chora pedindo o socorro dos home,
E tomba de fome, sem casa e sem pão.

E assim, sem cobiça dos cofre luzente,
Eu vivo contente e feliz com a sorte,
Morando no campo, sem vê a cidade,
Cantando as verdade das coisa do Norte.

* * *

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FUERA, FUERA !

RODRIGO CONSTANTINO

CÚPULA DO CLIMA É PARA INGLÊS VER

“A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”, disse La Rochefoucauld. Foi a primeira coisa que me veio à cabeça ao ver os discursos dos líderes globais na Cúpula do Clima organizada pelo governo Biden.

A meta de cortar pela metade a emissão de CO2 até o final da década, anunciada pelo próprio presidente Biden, é não só inviável como indesejável. Levaria milhões de americanos à miséria. O Green New Deal, endossado por inúmeros democratas, é um documento que mistura infantilismo com stalinismo, e pretende alterar toda matriz energética do país em dez anos. Ainda bem que é só discurso.

Mas se Biden pareceu “agressivo”, eufemismo para mentiroso, o que veio em seguida foi ainda pior. É o caso do regime comunista chinês, o maior poluidor do planeta, que decretou uma meta para lá de “ambiciosa”:

A China ainda está em meio à sua “revolução industrial”, depende muito de carvão para produzir energia. Pode ser algo terrível para ambientalistas do conforto capitalista, em nações que já passaram por isso, mas para os chineses é isso ou miséria.

O próprio capitalismo costuma levar a um aumento de produtividade, de eficiência, fazendo mais com menos insumo energético. Não foram discursos de ativistas, mas o próprio mecanismo de incentivos do capitalismo que permitiu um grau de eficiência bem maior em países como os Estados Unidos.

Mas se hoje a China tivesse que adotar os mesmos níveis de emissão por PIB, a pobreza geral seria o resultado. E normalmente quem aponta para os pecados do capitalismo industrial também adora consumir produtos baratinhos da manufatura chinesa, sejam intensivos em mão de obra barata (semi-escrava?), sejam fruto dessa matriz energética “porca”.

O Canadá foi na onda. A coisa mais parecia uma disputa para ver quem lançava metas mais ambiciosas – e inexequíveis.

O objetivo ali é jogar para a plateia. Se Bolsonaro fosse um presidente hipócrita, ou seja, um típico esquerdista, bastava ele jogar um número alto qualquer, tipo uma meta de reduzir em 73% as emissões numa década, e todos ficariam encantados. A visão estética de mundo só liga para a imagem, nunca para os resultados concretos. Mas o Brasil não pode aceitar esse papel de vilão do meio ambiente. Eis o motivo, em síntese:

Não podemos cair nas narrativas da esquerda globalista. O Brasil não é o patinho feio do mundo, o vilão do meio ambiente. Desconfie de quem banca o salvador do planeta demonizando o ministro Ricardo Salles e o presidente Bolsonaro, enquanto poupa a China. A Gazeta do Povo publicou uma reportagem expondo a hipocrisia dos nossos críticos. Eis um trecho:

Na última quarta-feira, 14 de abril, o ministro norueguês do Meio Ambiente, Sveinung Rotevatn, reafirmou o congelamento de recursos. “As condições para a reabertura e a disponibilização destes fundos é a diminuição substancial do desmatamento e um acordo sobre a estrutura de governança do Fundo Amazônia”, afirmou.

Ocorre que a Noruega é também uma notória produtora de combustíveis fósseis, extraindo cerca de dois milhões de barris de petróleo por dia, de acordo com a Agência Internacional de Energia. É a segunda maior produtora de petróleo na Europa depois da Rússia, superando outros países europeus também na produção de gás natural. “A Noruega tem uma relação esquizofrênica com o clima, o petróleo e o gás”, admite Lars-Henrik Paarup Michelsen, CEO da Norwegian Climate Foundation. “Somos ótimos na adoção de metas ambiciosas de emissão, mas ao mesmo tempo planejamos a produção de petróleo e gás nas próximas décadas.”

Há muitos interesses nessa questão climática, um negócio multibilionário. Há medo da concorrência com o Brasil, um país com vantagens comparativas no agronegócio. Há recursos públicos inesgotáveis para quem vende “solução” após destilar pânico e alarmismo. E há o intuito de se impor um governo mundial com poder concentrado em entidades supranacionais, que poderão ignorar fronteiras nacionais, constituições e até a democracia, tudo em nome da “ciência”.

Tivemos uma boa amostra do perigo nessa pandemia. Globalistas precisam de crises globais graves, riscos catastróficos iminentes, para justificar seus meios autoritários. Na Cúpula do Clima, os discursos são para “inglês ver”. Mas todo cuidado é pouco: tem método ali, e o objetivo é instalar uma nova ordem mundial em que bilionários dão as cartas e criam as regras, enquanto o povo fica na miséria.

DEU NO JORNAL

ERVA ESTRAGADA

Europa e EUA respondem por 64% das emissões de gás carbônico do planeta e do “efeito estufa”.

Mas o ator Leonardo Di Caprio e a cantora Katty Perry, americanos, atacam o Brasil, que responde por 1,2%.

* * *

A maconha dos Zistados Zunidos tá mais estragada do que a nossa.

Os puxadores de fumo daquele recanto de mundo estão disparando tolôtes com bem mais intensidade nos últimos tempos.

Vôte!!!

Leonardo Di Caprio e Katty Perry: precisam se informar com os maconheiros do Brasil onde é que tem uma erva de boa qualidade