DEU NO TWITTER

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ROGERIO ARAUJO – ITATIBA-SP

Caro editor

Desejo um bom domingo ao senhor e sua família.

Vi a noticia abaixo e não contive a vontade de lhe enviar.

Eu acho que dessa vez esse papa meia boca acertou.

Dividir é cristianismo mesmo, porque o comunismo não divide nada a não ser as migalhas que caem da mesa dos dirigentes e a conta para o povo pagar.

Clique na manchete abaixo para ler a matéria completa:

Papa: “Dividir bens não é comunismo, é cristianismo puro”

Abraços

J.R. GUZZO

UM ESCÂNDALO

Há no Brasil um escândalo mantido virtualmente em sigilo, como se fosse um segredo de Estado, ou algum tema proibido pela censura: o jornalista Oswaldo Eustáquio, indiciado num inquérito ilegal no STF, está preso há três meses e meio por crime de opinião, acusado de violar a Lei de Segurança Nacional que sobreviveu ao regime militar. Não foi preso em flagrante. Não cometeu nenhum crime descrito na lei como “hediondo” e, portanto, inafiançável. Não tem direito a nenhuma das múltiplas garantias que a lei brasileira oferece a qualquer acusado de infração penal.

Não tem acesso completo às informações do seu processo. Não lhe foi dito até agora quais são, exatamente, as acusações que estão sendo feitas contra ele. Não há data para a conclusão do inquérito, e nenhuma obrigação por parte dos carcereiros de responder às perguntas dos seus advogados. Não tem culpa formada. Não foi condenado por nenhum dos 361 artigos do Código Penal. Mas está preso desde o dia 18 de dezembro de 2020, por ordem e desejo do ministro Alexandre Moraes.

O caso de Eustáquio é um escândalo porque não existe nada de correto, de compreensível ou de legal em sua prisão. Se tivesse cometido um assalto a mão armada, e caído no “juiz de garantias” certo, ele já estaria solto há muito tempo; como é um jornalista de direita, falou mal do PSOL e deixou bravo o ministro Moraes, está preso – hoje em “prisão domiciliar”, com tornozeleira.

O que o jornalista fez? Em junho do ano passado, ele foi preso uma primeira vez, por ter “instigado uma parcela da população” que “tem sido utilizada para impulsionar o extremismo do discurso de polarização e antagonismo ao Congresso e ao STF”. Acredite se quiser: é nesse português que estão escrevendo o inquérito. “Impulsionar o extremismo do discurso”? Que raio de crime seria um negócio desses na lei penal brasileira?

Eustáquio ficou na cadeia um mês, e quando saiu recebeu a ordem de não se comunicar com outros investigados no inquérito ilegal que Moraes vem tocando há quase dois anos para apurar o incentivo a “pautas antidemocráticas”; não chegar perto da Praça dos Três Poderes e não sair de Brasília. Em dezembro, foi preso de novo, acusado de desacatar a ordem do ministro por ter saído da capital.

Entre as suas ações de desacato, foi citada a gravação de um vídeo com o título “O laranjal de Boulos: PSOL utiliza empresas fantasmas para lavar dinheiro na corrida eleitoral em São Paulo”. Moraes considerou que “os fatos são gravíssimos” e mandou o jornalista de volta ao xadrez; no fim de janeiro, ele passou à prisão domiciliar, sem data para sair. Está proibido de “acessar redes sociais”, receber visitas ou se comunicar com os demais indiciados no inquérito.

A desordem legal imposta ao Brasil pelo STF não é novidade. Extraordinário, embora também não seja novo, é o silêncio de cemitério com que o caso é tratado na mídia. Se um “morador de rua” for agredido por um segurança qualquer, o mundo para – o assunto vai direto para a primeira página e para o horário nobre. Mas o jornalista escreve “pautas antidemocráticas”, segundo a linguagem oficial de hoje; pode ficar preso pelo resto da vida que ninguém vai abrir a boca.

O assunto não está proibido apenas na imprensa. O mundo político brasileiro em peso, as organizações de direitos humanos, a Ordem dos Advogados, as entidades que representam jornalistas e o consórcio democrático-equilibrado-intelectual-civilizado e de centro-esquerda também faz de conta que não está acontecendo nada.

Todo mundo tem o pleno direito de detestar o que Oswaldo Eustáquio diz. Mas isso não lhe tira a cidadania, nem a proteção da lei.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VIVALDO ROCHA – JOÃO PESSOA-PB

Grande Berto.

Impossível não lembrar do JBF e, consequentemente, do POLODORO.

Grande abraço.

R. Meu caro, Polodoro está aqui rinchando de felicidade porque você se lembrou dele.

Abraços e bom domingo!

E vamos ao vídeo que você nos mandou:

CONSTÂNCIA UCHÔA - "IN" CONSTÂNCIAS

AS DUAS

Referente à poesia Duas Luas, do poeta Dudu Morais

De corpos esculturais
Encostadas aos seus donos,
Seus gemidos roubam sonos…
Imaginem os seus ais.
São cenas do amor explícito,
Cada acorde faz ilícito,
E acordam nuas nas ruas!
Deslizam pra despertar:
Duas violas pra tocar,
Na alma de “Duas Luas”.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Mestre Berto,

Circula nas Redes Sociais desde 2018, sobretudo no facebook, um texto espetacular do filósofo Olavo de Carvalho, onde ele revela com muita perspicácia, o que cai com a ascensão do presidente Jair Bolsonaro, que vale apena ser reproduzido no Jornal da Besta Fubana, para uma maior compreensão da multidão que o lê.

O texto está atualíssimo, quatro anos depois de publicado e serve de reflexão ao momento tenso vivido entre o Poder Executivo e o Judiciário, com este se transformando no partidão mafioso, onde onze urubus desejam instalar a tirania da toga, ou “a urubucracia.”

* * *

1) Cai: Todo o esquema de poder construído pelo PT e seus associados ao logo de cinqüenta anos.

2) Cai: O centro motor e financiador de todo movimento comunista latino-americano. Portando, o Foro de S. Paulo com as duzentas organizações que o compõem.

3) Cai: Os planos internacionais de eliminação da soberania nacional brasileira e de subjugação do país ao esquema globalista.

4) Cai: Milhares de carreiras e biografias de políticos, intelectuais e artistas de esquerda.

5) Cai: Todo o poder impune do narcotráfico e do crime organizado em geral.

6) Cai: Todas as grandes empresas de mídia.

7) Cai: Toda a constelação de prestígios do show busnness.

8) Cai: Todo sistema de poder instalado nas universidades e no sistema de ensino em geral.

A queda de tudo isso é imediata e automática no dia mesmo da posse de Bolsonaro.

Ademais, o famoso “Gigante Adormecido”, o povo brasileiro acordou e não há soporífero capaz de fazê-lo a voltar a dormir.

É um novo poder soberano decidido a subjugar ou anular todos os outros.

Por tudo isso, é óbvio, é patente e inegável que os representantes do atual esquema de poder não podem aceitar uma derrota de maneira alguma, porque não será só uma derrota, será a sua total destruição enquanto grupos, enquanto organizações e até enquanto indivíduos.

Eles, os onze urubus de toga e outras organizações criminosas, não estão lutando pela volta do poder nem para vencer uma eleição, estão lutando pela sua sobrevivência política, social, econômica e até física.

É inconcebível que, nessas condições, não lutem com a fúria de milhares de leões feridos, apelando a todos os recursos lícitos e ilícitos, morais e imorais, para obter não só a vitória a todo preço, mas, se possível, a redução do povo a total inermidade.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

VAIDADE – Florbela Espanca

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo…
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho… E não sou nada!…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)

DEU NO JORNAL

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A POESIA DA NATUREZA

O tapete de folhas do outono tecido pela Natureza

Com certeza trabalhando melhor que todos os poetas que existiram ou existem no mundo, entre 20 de março e 21 de junho, a Natureza usa o vento, e escreve no chão com folhas multicoloridas, poemas inteiros dignos de serem inseridos nas mais perfeitas coletâneas.

É o outono!

Naquele tapete multicolorido, por horas, o vento faz o seu papel e propicia o acasalamento das folhas de ipês com as folhas das acácias para garantir a geração de algo tão belo, que ninguém se atreveria a fazer, ou descrever. Só Deus, usando a natureza e o vento.

Nas primeiras semanas de março o ensaio se repete. Como acontece todos os anos. As folhas, no cio, amadurecem e caem abertas, prontas para serem possuídas e fecundadas – e os incautos ainda vociferam que o vento é fresco (no sentido da homossexualidade).

O trabalho do sol não fica fora. O da chuva, idem. Como componentes das ininterruptas edições poéticas, a cada ano, por três meses, o amadurecimento da Natureza numa gestação tão profícua quanto bela.

O viçoso tapete de folhas

As várias espécies de árvores, independentemente de qual família pertençam, no outono, se entregam à beleza da transformação e da renovação.
É o rejuvenescer!

É o florir!

É o preparar para o frutificar que se aproxima.

Novos frutos e novas sementes – a garantia da eternização do que existe de mais belo no planeta Terra. A árvore e seus frutos.

Mas, como seria a primavera se, entre ela e o outono não existisse o inverno?

É?!

Se logo após o outono, começasse a primavera?!

Será que as árvores seria mais belas, com seus encantadores ares e cores primaveris?

A PALAVRA DO EDITOR

UMA PROMESSA DE SOL

Essa madrugada foi chuva a noite inteira aqui no Recife.

Foi água pra torar!

Só parou quando o dia estava amanhecendo.

O domingo ainda não está ensolarado, mas o céu já está limpando neste começo de manhã.

Chupicleide está ansiosa pra que o sol apareça e ela possa dar sua caminhada no Parque da Jaqueira, tomando água de coco e se rindo-se para os machos que dão expediente por lá.

A inxirida tá aqui relinchando de alegria com as generosas doações feitas pelos leitores Esdras Serrano e Paulo Ferreira.

Gratíssimo a todos vocês que nos ajudam a manter esta gazeta escrota nos ares.

Receberão o troco em forma de paz, alegria, saúde e tranquilidade.

Um excelente domingo pra todo a comunidade fubânica.

“Um xêro para todos os meus queridinhos!!!”