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LÁGRIMAS DE CROCODORIA

* * *

Esse choro da vacina até que foi pouco.

Crocodoria chorou mesmo de emoção foi quando Neymar fez uma cirurgia de alongamento de pica numa clínica de Paris.

O rego da bunda do vachinador ficou mais apertadinho ainda dentro da calça elástica.

Foram tantas lágrimas de alegria que o piso chega ficou alagado.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GILBERTO OLIVEIRA – PARNAIBA-PI

Bom dia, Berto!

Olha aí o jornalista, Wellington Raulino, da TV Alvorada, em Barão do Grajau, no Maranhão.

Escrachando o governador do Piauí, Wellington Dias, depois que a policia federal começou a investigar o COVIDÃO na Secretaria de Saúde do Estado.

R. Interessante esta coincidência: o jornalista Wellington Raulino tem o mesmo nome do governador Wellington Dias.

Só mudam os sobrenomes.

Dois xarás que se adoram!

Caro leitor, depois que ouvi este vídeo que você nos mandou, já enviei uma mensagem pra Wellington Raulino, o jornalista, convidando-o pra ser colaborador do JBF e integrante da nossa equipe de caceteiros.

E com um salário maior que o da Chupicleide, nossa secretária de redação.

Um cabra que dá um pau desse porte num politicalho petralha, merece todo nosso reconhecimento e aplausos.

Confiram:

J.R. GUZZO

O PARTIDO CONTRA O BRASIL

É raro passar um dia inteiro sem que apareçam novas provas e contraprovas de que o Brasil, qualquer que seja o governo que está montado em Brasília, é comandado na vida real por um partido único, que não aceita a alternância no poder, não presta contas (não de verdade) do que faz, e dirige o país como o rei Luís XV dirigia a França de antes da Revolução de 1789. Talvez não seja bem o que a ciência política chama de “partido”, e sim uma casta social – a dos altos funcionários do Estado, em todas as suas modalidades, e de tudo o que vem pendurado embaixo deles. Dá na mesma, em todo caso.

Quem paga fisicamente por isso não é “o país” – são os brasileiros vivos neste ano de 2021, e o preço que pagam vai aumentando cada vez mais à medida que se desce na escada social. Os que têm dinheiro, posição e conhecimento pagam, mas não sofrem para pagar; quaisquer que forem as decisões da classe estatal, que manda em tudo, eles continuam vivendo bem, dos pontos de vista material e social. Já os que têm menos sofrem a cada real que a máquina do Estado lhes cobra, num sistema que vai ficando cada vez pior quanto menos dinheiro o sujeito tem no bolso, mais modesto é seu trabalho e menos patrimônio está registrado em seu nome. É a distribuição de renda ao avesso.

Não há nenhum mistério nisso. Quando uma população inteira trabalha para pagar R$ 2 trilhões de impostos num único ano, como em 2020 – isso mesmo, 2 tri, com “pandemia” e tudo, mais um repique de R$ 50 bilhões nos quebradinhos; quando o grosso desse dinheiro é gasto para sustentar o aparelho do Estado, sendo que o grosso desse grosso é pago em salários, benefícios e aposentadorias para os funcionários públicos, com dinheiro à vista; e quando o grosso dos salários, enfim, vai para o bolso dos funcionários que ganham mais, não é preciso ser nenhum Einstein para concluir quem é que está embolsando a riqueza do país. O pobre, matematicamente, tem de ficar no prejuízo.

Acrescentem-se à folha de pagamento as fortunas que são pagas para os fornecedores – empreiteiras de obras que cobram cinco vezes o valor real do que constroem, “prestadores de serviços”, empresas dos familiares de quem manda, ou dos seus amigos, ou dos amigos dos amigos. A parte que é gasta com as necessidades reais da população são os trocados que sobram de toda essa montanha de dinheiro. Resultado: ninguém ainda descobriu no planeta um jeito tão eficaz de concentrar renda quanto a fórmula usada para administrar as contas públicas do Brasil. Tira-se de todos os que estão sentados à mesa, ricos, médios e pobres; entrega-se só a alguns a maior parte do que foi arrecadado. Na hora de pagar, obviamente, a cota do rico dói muito menos no bolso do que a cota do pobre. Na hora de receber, a cota do pobre é uma piada.

É assim, desde sempre, que o Brasil é governado. Os que têm a vida ganha brigam entre si como se fossem inimigos de morte, e até que são mesmo. Mas o ódio de uns pelos outros não tem nada a ver com nenhuma questão ligada aos interesses da população brasileira, e sim, unicamente, com a satisfação dos próprios desejos. “Eu quero que você saia do governo”, pensam eles, “porque eu quero o seu lugar.” É só isso. Não há ideias nem princípios aí, embora todos finjam que têm as duas coisas. Só há a vontade de mandar. Pode ganhar o lado “A”, pode ganhar o lado “Z” – os derrotados continuam com 100% de todos os seus privilégios, e o cidadão que sustenta a ambos continua no seu papel de sempre: trabalha, paga e não reclama. São as duas embalagens da mesma mercadoria, ou as duas alas do mesmo partido – o Partido Antipobres do Brasil, que vai da extrema direita ao extremo PT.

O bonito da história é que todos os que estão na vida pública, ou fazem parte do mundinho de elite que existe à sua volta, garantem em seus grandes manifestos à nação que não pensam em outra coisa a não ser nos pobres. É natural; é assim que se elegem, e é assim que se mantêm pendurados nos galhos mais altos da árvore do Estado. Mas não há nada, realmente nada, que acabem dando de verdade para a turma de baixo, a começar pelo fato de que “o governo” não tem um tostão furado para dar a ninguém; todo o dinheiro do seu caixa é dinheiro que pertence à população, na forma dos impostos que pagou. A casta estatal só “dará” alguma coisa na hora em que cortar as suas despesas, mudar a qualidade do gasto público e entregar ao cidadão, de alguma forma, o dinheiro que cortou. Isso só vai acontecer no dia em que o camelo da Bíblia passar pelo buraco de uma agulha.

O desastre permanente causado pelos proprietários do Estado brasileiro é visto em praticamente tudo o que acontece no país. Dias atrás, em mais um exemplo clássico de quem ganha e quem perde nesse jogo, a Ford, após 100 anos de presença na história industrial do Brasil, anunciou que não vai fabricar mais nada por aqui; fechou definitivamente a quitanda e não vai abrir outra vez. A morte da Ford brasileira não tem nada a ver, como andam dizendo, com a dificuldade para concorrer com o carro elétrico, ou com a negativa do governo de lhe dar benefícios fiscais. A empresa morreu, muito simplesmente, porque seus acionistas acham que não faz sentido manter sua operação num país que lhe impõe impostos dementes – e torna o lucro impossível. Junto com a Ford, morrem os empregos e a renda de 5.000 brasileiros, nenhum deles milionário nem funcionário público. Para os altos burocratas que decidem sobre a vida das empresas e de seus trabalhadores, tanto faz – com Ford ou sem Ford eles continuam tendo exatamente a mesma vida, os mesmos salários e as mesmas vantagens. A empresa, para eles, nunca foi uma indústria de automóveis e caminhões; era exclusivamente uma fonte de arrecadação, como ocorre com qualquer outra atividade produtiva neste país. Se não pode mais pagar, a Ford que se exploda; o dinheiro vai ser arrancado de outros. E se der algum problema, um dia? O “governo” resolve.

É tudo assim. Um dos escândalos mais agressivos do Brasil é o fato, aceito como a coisa mais normal desta vida pelo mundo oficial, pela mídia e pelas elites, de que 50% da população não é servida por rede de esgotos; no Nordeste, existem áreas onde o número chega a 75%. Não há esgotos por uma única razão: só a máquina estatal está autorizada a fazer esgotos no país, e a máquina estatal não faz o serviço que é paga para fazer. A área, como se sabe, é propriedade de empresas estaduais e municipais – ou seja, pertence a políticos, partidos, familiares, clientes, fornecedores etc. Agora, diante da nova lei de saneamento que pretende abrir o setor à iniciativa privada, para que possa ser feito o que os barões do Estado nunca fizeram, as gangues que mandam na área querem uma prorrogação de mais 30 anos nas concessões das suas “empresas locais” de águas e esgotos. “Não abrimos mão da nossa estatal”, disse uma dessas autoridades, num Estado do Nordeste, como se estivesse fazendo uma declaração de princípios para a História. Mentira. O que eles querem realmente dizer é o seguinte: não abrem mão das suas verbas, dos seus empregos e das vantagens econômicas que tiram desse pesqueiro. A última coisa que pretendem é fazer esgoto.

No grande tema do momento, às vezes o único – a covid – acontece a mesmíssima coisa: os pobres que vão para o diabo que os carregue. Governadores, prefeitos, médicos domesticados, o funcionalismo em peso e quem mais existe no compartimento da primeira classe, exigem, como uma questão de fé religiosa, todos os rigores do “distanciamento social”. Não passa pela cabeça de nenhum deles que o sistema de trens metropolitanos de São Paulo, por exemplo, transporta todos os dias cerca de 8 milhões de passageiros – só no metrô, são mais de 5 milhões. No Rio, os números variam entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas transportadas diariamente. E daí? Essa gente toda não existe; sua única função é pagar imposto – e sustentar “hospitais de campanha” como os que foram recentemente fechados no Rio, onde o Estado vinha doando à malandragem médico-burocrática diárias de R$ 12,5 mil reais para cada paciente internado. Isso mesmo: R$ 12,5 mil reais por dia e por cabeça, todo santo dia. É a maneira preferida, na casta estatal, de tomar posição “em favor da vida”.

Quando um ministro do STF fala em suas aflições com a questão “social”, depois de encher o bucho com lagosta que você paga, confiscar vacinas anticovid para si e para sua família e exigir os serviços de um pobre coitado, também pago pelo cidadão, para lhe puxar a cadeira ao sentar-se nas sessões plenárias, a única reação compreensível é dar uma gargalhada. Não exijam muito de Suas Excelências, porém. Todos os que pertencem a esse universo e que militam no Partido Antipobres do Brasil são exatamente iguais – ou seriam, se pudessem. São eles de um lado, e a população brasileira do outro. Todo o resto é pura conversa-fiada.

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FRANCISCO ITAERÇO - MEUS RISCOS E RABISCOS

GUARDA-ME CONTIGO

Se algo em mim te apraz
Toma e guarda contigo
Tu hás de cuidar melhor
Do que cuida meu espelho
Desconfio que o fedelho
Rouba-me todos os dias
Minha beleza e energia…
Quando me olho, me vejo
De relance, num lampejo
No rosto, rugas e estrias

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Excelentíssimo Sr. Presidente do Cabaré do Berto

Em decorrência dos feitos da lei 001/2021, aprovada em sessão extraordinária no último dia 16/01/2021, na qualidade de gerente, imPUTAdo, do Cabaré do Berto, solicito sua assinatura no diploma de concessão do Título de Cidadão Nordetinês ao agraciado Sr. Roque Nunes da Cunha.

Sem mais para o momento, pelo qual agradecemos a atenção dispensada.

R. Meu caro amigo Maurício Assuero, para perfeito entendimento dos leitores fubânicos, vou repetir o comentário feito pelo nosso colunista Roque Nunes e que deu origem a este diploma.

Roque escreveu o seguinte:

“Vou advogar minha ascendência pernambucana e pedir a cidadania nordestinês….

Essa gente é boa demais para existir por geração espontânea.

Nordestino deve ser uma invenção de extraterrestre, ou de algum gênio benevolente, ou de Deus, que, num dia de alegria suprema, criou o nordestino.”

Pronto: o desejo dele foi atendido e está concedida a cidadania nordestinês pra este nosso amigo muito especial.

Um fubânico lá do Centro Oeste e que, desde Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, abrilhanta esta gazeta escrota com suas escritas.

E, mais ainda: Roque é um participante ativo e pioneiro das nossas reuniões semanais às quintas-feiras, aquela digna assembleia que vocês acanalhados batizaram de “Cabaré do Berto”.

E ainda criaram um grupo no zap.

Pois sim…

Meu estimado amigo Roque Nunes, saiba que é um privilégio ter um cabra da sua marca e do seu tope como meu conterrâneo!

E aqui está o seu Diploma com o título de Cidadão Nordetinês, conforme estabelecido pelo Tabelião Maurício Assuero:

ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

O BOM HUMOR NOS VERSOS DOS REPENTISTAS

Pobre morando em cidade
De qualquer forma se aperta:
A conta da luz não falta,
A conta da água é certa;
De graça só entra o vento
Quando encontra a porta aberta.

Adauto Ferreira

O Bem-te-vi quando canta
O seu cantar é exato…
… Valha-me Nossa Senhora
Que ali vai passando um gato
Mas ele morre e não come
Um Bem-te-vi de sapato!

Bem-te-vi Neto (1922- 1959)

Esse troço que ele traz
Tem reta e tem caracol,
A ponta é ver uma espada,
O cabo é ver um anzol,
No inverno é guarda-chuva
E no verão, é guarda-sol.

Louro Branco (1943 – 2018)

Eu fico impressionado
Com o sapo do sertão
Fazer capulhos de espuma,
Branca da cor de algodão,
Sem matigar Sonrisal;
Sem usar pasta dental;
Sem ter barra de sabão.

Geraldo Amâncio

Ter um político decente
É coisa muito escassa,
Vivem enganando a gente
O diabo desta raça,
E quando um bosta deste ganha
De um mandato não passa..

Cancão de Mirandiba

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

SONINHA IMPREVISÍVEL

Soninha era uma mulher imprevisível quando o assunto era guardar segredo de amigos. Sempre que saia às festas com a turma ficava na moita, só de mutuca, atenta a um escorregão de um colega: falar mal de outro ausente para depois revelar a este colega que aquele havia falado mal dele, quando se reunia nos bate-papos. Ela mentalizava tudo com riqueza de detalhes para depois detonar em ocasiões inapropriadas. Tinha o prazer mórbido de ver o circo pegar fogo só para se lambuzar de rir da situação constrangedora!

Soninha adorava apimentar as fofocas dos outros, mas quando o assunto era consigo, ela se esquivava, fechava-se em si de tal forma que ninguém ouvia uma palavra a seu respeito do passado, do presente ou do futuro. Esse comportamento dela era característico de sua personalidade.

Muitas vezes em mesa de bar ou em festa cerimonial: batizado, casamento, aniversários, ela se sentava à mesa com os colegas de profissão e começava a instigar um e outro para falar mal de terceiros só pelo prazer de ouvir um detonando o segredo do outro pelas costas, para depois confrontá-los na cara quando junto estivessem para provocar atritos e bate-bocas.

Depois de tomar umas e outras os colegas iam abrindo o bico e começavam a baixar o cacete nos outros ausentes à festa: “Fulano é chato, não vale o que o gato enterra”. “Sicrano não gosta de fulano porque ele é intragável, insuportável, alma sebosa.” “Maria de Jesus é casada com José, mas dá o priquito ao patrão que lhe dar de tudo do bom e do melhor.” “O pai e a mãe de Antônio e Zefa só querem ser as pregas de Odete, mas ele é veado e ela é sapatona e ninguém da família sabe por que eles abafam “o segredo.”

Depois de tomar dois copos de cerveja e uma caipirosca, Soninha escancarava os segredos e confissões cabeludas ditas a ela pelos colegas de forma confidencial. Ela tinha o prazer mórbido de revelá-los na cara dos colegas, dando altas gargalhadas sem se importar com o constrangimento dos envolvidos, e depois saía de fininho, assistindo a confusão à distância se rindo de se mijar.

Certa ocasião Soninha estava numa festa de casamento com vários colegas e, lá para tantas, ela sentou-se na ponta da mesa com vários colegas que conheciam o noivo, e, às costas dele, tinham-no detonado em outras ocasiões sem a noiva saber. Lá para as tantas, depois de ter tomado dois copos de cerveja e duas caipiroscas de caju e limão, sua bebida preferida, juntou-se a todos que estavam em redor da mesa e mandou chamar a noiva, que era sua amiga. Quando a noiva chegou, Soninha a mandou sentar-se para dar os parabéns pelo casamento e depois abriu o bico e começou a contar os podres do agora marido, revelados pelos colegas ali presentes.

A confissão foi tamanha que a recém-casada começou a chorar, mandou chamar o marido, perguntou se tudo aquilo era verdade sobre a história da viadagem dele. Foi quando o agora marido procurou saber quem revelou seus segredos de baitolagem para a noiva e quis tirar satisfação com quem os revelou. Como não apareceu quem espalhou os boatos que a mulher havia sabido, o marido entrou em fúria, começou a quebrar as mesas, cadeiras e o que lhe tivesse pela frente. Dez minutos depois de iniciado o quebra-quebra, não havia ninguém na festa, e até a recém-casada havia saído correndo segurando o vestido para não tropeçar nele e cair.

Enquanto o buruçu comia no centro dentro e fora da casa, com o recém-casado quebrando tudo, procurando tirar satisfação e saber quem espalhou o boato da sua vida pregressa, Soninha saiu à francesa dando altas gargalhadas sem ninguém saber que tudo havia começado com ela que espalhou os podres do agora marido da amiga para todo mundo saber.

Soninha não tinha jeito. Sempre aprontava as suas e jogava os colegas na fogueira da intriga.

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RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

A GALHOFA DE CRONOS

Cronos, o Deus do Tempo na mitologia grega

Cronos é um pândego. O Titã do Tempo é inexorável, o Tempo nos é caro e fugaz e passa para todos. Aliás este é o grande desafio da humanidade: vencer o Tempo. Ao vencermos o tempo nos tornamos imortais e, consequentemente mais que humanos.

Claro que não é fácil ou, melhor dizendo, possível vencer o tempo em nossas vestes corporais de carne e osso. Por isso as religiões nos dão o alento da vida eterna da alma, mas fisicamente também tentamos imortalizar este invólucro de matéria através de nossos atos, feitos, ideias, escritos e, principalmente, filhos e netos.

Este é a razão que rege a existência de todos os seres vivos, de qualquer reino, procriar e perpetuar seus genes. Numa tentativa de enganar o implacável passar do Tempo.

Mas o Tempo é titânico e implacável, passa para todos e, quiçá talvez, só nos seja possível vencê-lo em outros planos. Só que as vezes Cronos nos prega peças. Cronos, o Titã do Tempo muitas vezes põe a humanidade a prova com seus gracejos zombeteiros.

E assim foi o Ano de 2020. Cronos nos presenteou com um ano que não iniciou e, que mesmo sem ter iniciado, recusa-se a terminar. Um paradoxo que só o tempo pode explicar em sua caprichosa caminhada rumo a eternidade.

Parece-me que 2020 será um ano riscado dos calendários tal e qual os 11 dias que sumiram do Calendário em 1752, na troca do Calendário Juliano pelo Gregoriano.

E quis o caprichoso Titã colocar a humanidade a prova de uma coisa microscópica, um encapsulado de proteínas e DNA, que nem ser vivo é. Pois, um vírus não é a rigor um ser vivo, precisa parasitar células vivas para “procriar” e perpetuar seu DNA. Tudo gira em torno de enganar o tempo.

Mas, mais do que o vírus chinês que fez a humanidade cair de quatro e trancar-se em casa, 2020 foi um ano de muitas mudanças tenebrosas no mundo todo. E o pior é que estas mudanças simplesmente passaram despercebidas ante a microscópica praga oriunda do Império do Meio. Resumidamente, ou melhor, fazendo a síntese da sinopse do resumo, registrarei aqui alguns dos horrores deste 2020, ano do escárnio de Cronos.

Em 2020 fomos encurralados pelo medo de um vírus e pelo poder da mídia. Vimos ruir a maior e mais longeva democracia do mundo através eleições fraudulentas, que macularam e puseram de joelhos não só a América do Norte, mas, possivelmente todo mundo livre.

No ano do vírus Chinês, sua pátria mãe, proposital ou acidentalmente, expôs ao mundo suas mazelas. E pôs as garras de fora, seja nos Campos de ‘Reeducação’, seja no sumiço de bilionários e de opositores do regime. A China renasce como um Império opressor sob o aplauso de muitos daqueles que em breve estarão sob seus jugo e grilhões.

Instalou-se no Brasil a Ditadura do Judiciário, com os 11 Supremos mandando e desmandando sem votos e sem nenhuma cobrança e/ou possibilidade de responsabilização. Os brasileiros estão sob o jugo da tirania do judiciário, a pior das ditaduras, tal e qual previu o grande Rui Barbosa: “A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer.

2020 foi o ano dos políticos corruptos, com despesas liberadas pelo COVID, comprando respiradores que não funcionam, remédios que não existem em lojas que lhe servem vinhos e mimos. Foi o ano dos Gestores incompetentes, que pelo mundo a fora brincaram de tiranetes, proto-ditadores, fechando tudo, sem nenhuma lógica. Condenando as pessoas à fome, ao desemprego, as enfermidades e que depois, hipocritamente comemoraram sem máscara e com cara-de-pau em festas, reuniões e convescotes, seja em ilhas particulares ou em Miami.

Se para Zuenir Ventura o longínquo ano de 1968 foi o ano que não acabou por causa do acirramento da ditadura que, já passou e, que só é lembrada pelas esquerdas como bandeira de luta e por aqueles que receberam e recebem milhares de reais de indenização, por que foram presos assaltando bancos e sequestrando autoridades. Lhes digo que 2020 é o ano que não começou e, mesmo assim, se recusa a acabar.

Este foi o ano em que a pior das Ditaduras se implantou no mundo civilizado ocidental, a Ditadura das Big Techs e da Mídia, que censuram e cancelam todos que ousam delas discordar. Elas mesmas que monitoram seus passos, vidas e pensamentos resolveram agora que você só existe se pensar o que elas querem. É o Grande Irmão, de 1984, obra premonitória do grande George Orwell.

E, você rindo não é. O Twitter censurou o Trump, rá, rá, rá! Lembre-se do Pastor luterano no Gueto de Varsóvia: Eles vieram e marcaram os judeus, mas calei-me pois não sou judeu; eles vieram e levaram os Judeus e calei-me de novo. Eles vieram e fecharam comércio, casas e prenderam todos e levaram, mas fiquei quieto, não era comigo. Mas quando vieram, fecharam a Igreja e me prenderam eu gritei, mas não tinha mais ninguém para me escutar, não tinha ninguém para me socorrer. Ria do Trump, mas as Big Techs e Mídia Funerária vão lhe cancelar, tenha certeza disso, não importa seu posicionamento ou lado ideológico, chegará o dia que qualquer ideologia será perigosa aos seus interesses.

2020 foi o ano em que a ciência virou dogma e, dogma mais severo que os dogmas religiosos. Foi o ano em que a ciência calou o pensamento divergente. Não analisou provas e fatos, considerou apenas versões e apenas de um lado. Pelo menos a mídia só divulgou um lado, mesmo quando a divergência foi muito maior. 2020 foi o tempo em que abandonamos a ciência em nome da ideologia.

Foi o ano no Brasil em que subcelebridades ‘cagaram’ regras nas redes sociais e mandaram mais, graças ao STF, que o Presidente eleito. Mandaram-nos ficar em casa, só sair se for para servi-los. E, forma para suas ilhas privadas, para Europa e Miami. Foi o ano em que um idiota que imita focas, um biólogo que não tem capacidade de dar aulas de ciências no ensino fundamental (e não sabe contar: 3 milhões de mortos) e um reitor de Universidade Federal, formado em Educação Física (se intitulando Epidemiologista) ganharam voz e vez na mídia e rios de dinheiro de órgãos público como o TSE. Opinaram sobre tudo e todos, vomitando bobagens e ódio, em nome dos dogmas da ‘ciência’.

Foi o ano em que o STF legislou e administrou sem votos e sem noção, contrariando a constituição e os anseios de milhões de brasileiros. Foi o ano da reação das esquerdas, da oportunidade que o vírus de, segundo Jane Fonda. O ano dos desejos da Professora de Caxias do Sul que destilou seu ódio nas redes sociais tal e qual destilou por anos nas salas de aula e nas mentes de seus inocentes alunos.

Alunos que, no péssimo ensino Freiriano brasileiro foram condenados a ficarem em casa, aprendendo de qualquer jeito, qualquer coisa que lhes enviavam os ‘mestres’, que sem condições ou vontade ensinaram remotamente. Sem problemas, se não aprenderem não vão reprovar mesmo. E, pronto! Garantimos mais uma geração de idiotas úteis.

2020 foi o ano da bestialidade, da imbecilidade e da hipocrisia humana. Foi o ano dos Xi-Jipings, dos Barrosos, Levendowiskis, Maias, Alcolumbres, Dórias, Covas e Lulas. Da Rede que governou com um único deputado e o STF. Foi o ano do Twitter, dos Bidens, da Mídia hipócrita, das Big Techs, dos Nelipes Fetos, dos Átilas, dos Pedros Reitores.

2020 foi o ano em que o medo venceu a razão, as versões venceram os fatos, o dogma subjugou o espírito científico e a hipocrisia aprisionou a humanidade.

Talvez tenha sido vingança de Cronos, o Homem anda muito ousado, manipulando genes e átomos tentando subjugá-lo, logo ele o Titã do Tempo. Por isso resolveu nos dar uma lição, mostrar que Ele o tempo é inexorável, invencível.

Talvez tenha sido apenas uma galhofa ou uma chance da humanidade, especialmente o ocidente, retomar os rumos do mundo, deixando de preocupar-se com diversidade ou gênero neutro e preocupar-se novamente com ela mesmo a humanidade.

Seja qual for o motivo de Cronos, ele se fez presente neste 2020, que não começou, não acaba e, mesmo assim, sem ter existido, deixou-nos profundas marcas.

Mas aprendamos com a Mitologia Grega, mesmo Cronos o Titã do tempo foi derrotado por seus filhos, liderados por Zeus, venceram o tempo, tornaram-se imortais e fizeram-se deuses. E, os deuses gregos, foram os mais humanos, com seus vícios e virtudes, de todos que já habitaram o imaginário humano. Usemos seu exemplo para derrotar os ecos de nosso tempo.

Encerrar 2020, aprender com ele e, tocar para frente a vida em 2021. Buscando aquilo que é mais caro a nós, a civilização ocidental: Liberdade, Democracia, Racionalidade e Mérito.

Que em 2021 possamos retomar nossas vidas, vencer nossos medos, suplantar a zombeteira galhofa de Cronos e conquistar, de novo, nossa Liberdade.