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JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CANTIGA PARA NÃO MORRER – Ferreira Gullar

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento

José Ribamar Ferreira, o  Ferreira Gullar, São Luís-MA, (1930-2016)

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COLUNA DO BERNARDO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Prezado Editodos,

Hoje, dia 14/01, das 19h30 às 20h30, o Cabaré do Berto receberá a jovem competente Neide Nascimento que atualmente preside a APPTA – Associação de Poetas e Prosadores de Tabira.

Essa associação, dentre outras grandes contribuições à cultura pernambucana, é responsável pela realização da Missa do Poeta, em homenagem ao poeta Zé Marcolino.

São mais de 30 anos de uma missa da mulesta dos cachorros toda rezada em versos ao som de violas.

Avise aos fubânicos que para participar basta clicar aqui.

Maurino convidou Maurinha de Paulo Afonso, uma mulé-dama parida no beco do cuscuz, para ajudar na limpeza do ambiente e na recepção dos frequentadores que vão ganhar uma lapada de cana com limão e um “cadinho” de torresmo de porco.

É só chegar.

Abraços.

R. Se sem oferecer qualquer agrado, esse ambiente escroto já vivia cheio, imagine hoje, com o agradinho da lapada de cana com limão e tira-gosto.

Vôte!

Isso sem o contar o tema que vai ser tratado no encontro pela jovem Poeta Neide Nascimento, diretamente de Tabira, uma terra que é marcada pelo culto à poesia popular e por ser berço de muita gente talentosa.

Tudo sob o comando e a batuta do colunista fubânico Maurício Assuero, criador e gerente da plataforma onde ocorre este magnífico evento.

Vai ser arretado como sempre é, ao vivo e a cores, um olhando pro outro na tela do computador.

A comunidade fubânica estará presente pra abrilhantar o evento com sua participação, intervenções e perguntas.

Às sete e meia da noite estaremos todos lá!!!

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J.R. GUZZO

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Todo mundo tem direito hoje em dia a seus quinze minutos de fama como herói da esquerda internacional, mas em geral é mais ou menos só isso que se consegue. O mais recente desses heróis foi o Twitter, que proibiu o presidente Donald Trump de mandar mensagens pela sua plataforma – acompanhado por seus companheiros Facebook e Instagram – depois da violenta invasão do Congresso norte-americano por grupos de militantes trumpistas. Criou-se, rapidamente, um clima de esperança no chamado “campo progressista”: as empresas-gigante que controlam a comunicação através das redes sociais estariam assumindo a liderança da luta mundial contra a “direita”, e ninguém tem força para resistir a elas. Mas não rolou.

Logo em seguida a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, denunciou a decisão das redes americanas como uma “séria violação do direito fundamental à liberdade de expressão”.

Em vez de cortar a palavra de Trump, o certo é ter leis que combatam o incitamento à violência, como na Alemanha. Não se pode admitir, disse o porta-voz de Merkel, que “o Twitter e o Facebook façam as regras”. Não há como achar que a chanceler da Alemanha seja uma extremista de direita pró-Trump – ela é justamente o contrário disso. E agora?

A mesma reação aconteceu na França, onde o ministro das Finanças, Bruno Le Maire, declarou-se “chocado” pela censura à Trump – e disse que “a regulação da arena digital não pode ser feita pela própria oligarquia digital”. Isso, segundo o ministro do governo de Emmanuel Macron, tem de ser decidido “pela soberania do povo, através de suas instituições e de sua justiça”. Também não se pode dizer que haja alguma coisa direitista no governo da França. Outras vozes protestaram – inclusive o principal dissidente da Rússia, Alexander Navalny, para quem houve “um ato de “censura inaceitável, que vai ser aproveitado pelos inimigos da liberdade através do mundo.”

Essas reações, na verdade, refletem a divergência fundamental entre as visões que Europa e Estados Unidos têm sobre a questão. Na Europa, a tendência é que as redes sejam reguladas por lei. Nos Estados Unidos, a ideia é deixar isso a cargo das próprias redes. Para o governo da Alemanha, é perigoso entregar ao Twitter ou Facebook todas as decisões “Um direito de importância vital”, disse o porta-voz do governo alemão, “só deveria ser restrito pela justiça – e não pela gerência das redes”.

A mensagem que a Alemanha, a França e outros estão passando ao Twitter, Facebook o Instagram é bem clara: “Não tentem fazer a mesma coisa por aqui. Não vamos deixar.” É pouco provável que o chamado “Big Tech” compre essa briga.