DEU NO TWITTER

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO JORNAL

AÇÕES FUBÂNICAS

As ações do Google, Facebook e Twitter caíram após banirem perfis de Trump, considerado grave ataque à liberdade de expressão.

O Twitter perdeu US$ 5 bilhões e o Facebook US$ 34 bilhões em valor de marcado.

* * *

Já as ações da grande empresa Complexo Midiático Besta Fubana continuam valendo zero bilhões de dólares.

As únicas ações que sobem por aqui são as ações dos leitores de acessar, ler, elogiar ou esculhambar esta gazeta escrota.

E só.

PERCIVAL PUGGINA

LEIA E CREIA

Leia e creia. Os tempos verbais comandam os acontecimentos. Os gerúndios, por exemplo, não são usados com a cautela devida. Por isso, chama a atenção a invasão deles na comunicação nacional. Você liga para um 0800. Quer providência e solução. Não obstante, a resposta vem assim: Vamos estar encaminhando sua solicitação… Vamos estar entrando em contato. Vamos estar agendando. E por aí “vão indo” os encaminhamentos.

Poderíamos dizer que é apenas um dos muitos erros acolhidos no nosso modo de falar. No entanto, se prestarmos atenção aos motivos dessa construção verbal, perceberemos quanto a linguagem frauda a mensagem. Empregado assim, o gerúndio dissimula a negação do que afirma. Cria uma ilusão, ao sugerir que a ação ocorrerá no tempo presente, de modo continuado – encaminhando, entrando em contato, agendando. Mas faz o inverso ao remeter às imprecisões do futuro e da impessoalidade, através do “vamos estar”. Quem diz vamos estar não está, não diz quem estará, nem quando estará. Para que a frase merecesse credibilidade seria necessário usar o verbo no tempo futuro, estabelecer quando a ação seria cumprida e indicar seu sujeito: encaminharei neste momento, entrarei em contato hoje, e assim por diante. Imagine o que aconteceria se um gerente, interpelado por seu chefe sobre determinado problema, respondesse com um “vamos estar verificando e estaremos encaminhando”…

Mas isto aqui não é lição de Língua Portuguesa. Nem eu a saberia ministrar. Pretendo mostrar que essa formulação marota, depois de ter sido durante muitos anos a cara da nossa política, está em pleno vigor no Congresso Nacional que, em breve “vai estar elegendo” seus novos presidentes. Sabemos todos que Câmara e Senado vão estar examinando os grandes temas do país. Mas isso não significa real interesse, efetivo estudo, ou sensibilidade à sua urgência. Os projetos do governo tomam chá de gaveta nos gabinetes com poder de mando. As reformas rastejam nos corredores, do abandono para a indiferença.

Por outro lado, felizmente, o gerúndio morreu no governo da República. Hoje, o Poder Executivo, no que dele depende, fala na primeira pessoa. Os ministros do governo usam o presente do indicativo para dizer o que pensam e fazem. Seria bom que aqueles governadores, prefeitos e jornalistas para os quais “a economia a gente vai estar vendo depois” escrevessem sobre o que estão vendo agora. Nada que o ministro Paulo Guedes já não tenha visto há oito meses, e no futuro do presente.

O STF, em má hora, promoveu o velório de um prolongado gerúndio. Em 2018 não aderiu sequer ao presente do indicativo. Foi direto para o imperativo afirmativo. Sujeito a multa e guincho. Ou será gancho? Não dissimula. Assumiu o comando geral das cacholas nacionais, ficando interdito pensar fora da sua caixinha progressista. Justamente a que perdeu fiéis, saiu do poder, e devolveu anéis que não eram seus.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

PURA COERÊNCIA

A atrasadíssima esquerda sul-americana pediu ontem em carta, assinada inclusive pelo ex-presidiário Lula, a soltura de outro ladrão, o argentino Amado Boudou, ex-vice de Cristina Kirchner, que cumpre pena de 5 anos e 10 meses de prisão por corrupção e etc.

Que vergonha.

* * *

Discordo de quem redigiu esta nota aí em cima.

Não acho que seja “vergonha” a solidariedade destes dinossauros sul-americanos a um presidiário trancafiado por ladroagem.

Isto é apenas pura coerência.

Quando se trata de roubalheira, burrice ou desatino, as zisquerdas não destoam nunca e são sempre unidas por grande solidariedade.

Sobretudo aquela parte da canhota que compõe o bando de propriedade do ex-presidiário Lula.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO DE TODAS AS PUTAS – Bocage

Não lamentes, oh Nise, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putíssimas fidalgas tem Lisboa,
Milhões de vezes putas têm reinado:

Dido foi puta, e puta dum soldado;
Cleópatra por puta alcança a c’roa;
Tu, Lucrécia, com toda a tua proa,
O teu cono não passa por honrado:[1]

Essa da Rússia imperatriz famosa,
Que inda há pouco morreu (diz a Gazeta)
Entre mil porras expirou vaidosa:

Todas no mundo dão a sua greta:
Não fiques, pois, oh Nise, duvidosa
Que isto de virgo e honra é tudo peta.

Manuel Maria Barbosa du Bocage, Setúbal, Portugal (1765-1805)

RODRIGO CONSTANTINO

INQUISIDORES DAS BIG TECH DECLARAM GUERRA À LIBERDADE

Declararam guerra mesmo! Com quase 90 milhões de seguidores, sendo o presidente dos Estados Unidos, ainda assim Trump teve sua conta no Twitter banida. O hipster com barba de bode acha que manda no mundo. E talvez mande mesmo! Ao menos até a reação, que certamente virá.

Candace Owens resumiu muito bem a coisa: “Os esquerdistas estão tão cegos por seu ódio por Trump que não entendem o quão absolutamente aterrorizante é que as empresas de tecnologia possam censurar o atual Presidente dos Estados Unidos. Eles não vão entender até que TODAS as suas liberdades acabem. Eles estão cegos pelo ódio”.

Era para ser uma esperança de liberdade. As redes sociais furaram a bolha hegemônica “progressista” da mídia e deram voz a milhões de pessoas que se sentiam totalmente órfãos de espaço na imprensa. Agora a coisa virou uma distopia totalitária, nos moldes de 1984 de Orwell, controlada por um hipster com barba de bode e um nerd esquisitão…

Carlos Bolsonaro, acusado por vários jornalistas de comandar um gabinete de ódio, deu o merecido troco: “Depois do ‘ódio do bem’, da ‘aglomeração do bem’, da ‘destruição de bens públicos e privados do bem’, agora blogueiros gargantas profundas pedem a ‘censura do bem’! A mesma escória que diz lutar por… liberdade!” Ele está certo. Que moral essa turma tem agora para falar em censura, em gabinete do ódio, em gado?

Quem está calado hoje já é cúmplice; quem está aplaudindo e vibrando é um tirano enrustido, que só não manda gente para o gulag na Sibéria por falta de oportunidade e poder. Gabriel Kanner, do Brasil 200, resumiu: “Incrível quantas máscaras estão caindo. Vivi para ver “liberais” defendendo a censura e aplaudindo feito palhaços, enquanto são levados para a beira do precipício sem perceber que qualquer voz dissonante da agenda progressista poderá ser simplesmente extirpada do debate público”.

Mas tem idiota que diz “é só o Trump, nós ainda estamos aqui, não é censura”. Ditaduras opressoras nunca precisaram perseguir todos; basta dar alguns exemplos destruindo os adversários mais fortes. Putin fez assim, e tantos outros. Banir Trump é um sinal, um alerta claro: ninguém está á salvo.

Filipe G. Martins, assessor da Presidência, foi direto ao ponto: “Donald Trump permanentemente banido do Twitter. No tribunal das grandes corporações não há critérios claros, respeito às leis locais ou garantia de devido processo legal. Se eles fazem isso com o presidente dos EUA, o que não farão contra cidadãos comuns e sem recursos de defesa?”

Outro aspecto fundamental é que essas empresas não agem mais como plataformas, e sim como veículos de comunicação que editam conteúdo, ou seja, devem estar sujeitas a outras regulações. Filipe Martins também tocou nesse ponto: “Empresas devem ser totalmente isentas da responsabilidade pelo que ocorre em seus domínios? Não é óbvio que quando uma empresa opta por fazer curadoria do conteúdo a ser publicado em sua plataforma, ela deve também se responsabilizar pelo conteúdo cuja publicação ela permite?”

Causa espécie a comemoração de supostos “liberais”. “É fácil ser um defensor da liberdade de expressão quando isso se aplica aos direitos daqueles com quem estamos de acordo”, resumiu Walter Block. Natan Sharansky, autor de The Case for Democracy, criou um método simples de se avaliar quão livre é uma nação: verificar se o indivíduo pode ir em praça pública e contrariar o governo, ou o consenso. Podem xingar Trump e Bolsonaro à vontade. Já STF, OMS e companhia…

O pior de tudo é a falta de critério. O aiatolá do regime iraniano, opressor e ditatorial, pode usar o Twitter para destilar ódio contra Israel, a única democracia sólida na região; o ditador socialista Nicolás Maduro segue com sua conta ativa, espalhando mentiras; mas Trump foi banido da rede!

O quão grave é ver jornalistas e deputados aplaudindo isso?! Estão assanhados, querem calar toda a direita, não se importam mais em expor sua faceta autoritária. Eis alguns exemplos, entre tantos:

A Suprema Corte tinha impedido Trump de bloquear jornalistas pois considerou que ele usava a conta para coisas de governo, certo? Logo, era uma conta oficial. Portanto, o Twitter baniu a conta do POTUS, o presidente dos Estados Unidos, não do Trump, o indivíduo. É ainda mais grave!

Mas não pensem que será tão fácil assim calar toda a direita. Em A Arte da Guerra, Sun Tzu alerta: nunca deixe seu inimigo sem alternativas. Estão cutucando a fera com vara curta. Nigel Farage alertou: transformem Trump em mártir e virá algo muito pior. Estão provocando demais, esticando a corda a ponto de rompe-la, se é que já não rompeu.

As últimas máscaras caíram. Quem aplaude um “critério” que bane o presidente dos Estados Unidos mas mantém o ditador Maduro e o aiatolá iraniano que quer varrer Israel do mapa é um comunista desgraçado. Sem mais. Será inevitável escolher um lado. Ou fica com o clubinho, a patota “progressista”, os tucanos autoritários, os globalistas, os “jornalistas” arrogantes, os inquisidores e canceladores; ou fica contra o totalitarismo e a favor da liberdade. Com todas as nossas divergências, é hora de união!

COLUNA DO BERNARDO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

RÔMULO SIMÕES ANGÉLICA – BELÉM-PA

A nova Inquisição

Já tive a oportunidade de expressar, por diversas vezes, que um dos traços mais marcantes do nosso nobre editor é a sua ironia sagaz, inteligente, e a forma magistral como ele a transpõe para os seus textos, como uma marca registrada do Jornal da Besta Fubana.

E ao me integrar à família JBF, percebi que também passei a adotar esse estilo, brincado com as palavras, fazendo chacota, zombando, caçoando de tudo e de todos.

Porém, desta vez, este texto não será de brincadeira. Não há ironia no que vou escrever.

Estamos vivendo tempos verdadeiramente sombrios, da tentativa de imposição de um modelo tirano de pensamento único, global, em que, qualquer ser humano que ouse agir ou pensar diferente, será sumariamente executado pelos pelotões de fuzilamento dos novos inquisidores, como tão bem retratado no meme reproduzido abaixo, que andou circulando recentemente na internet.

Eu me permiti fazer apenas uma pequena edição, com as iniciais do nosso precioso Jornal.

Temo, sinceramente, pela LIBERDADE que estão nos roubando.

R. Meu estimado amigo, antes de mais nada quero expressar minha gratidão pela generosidade de sua apreciação sobre este Editor e o trabalho desenvolvido no Jornal da Besta Fubana.

Fiquei ancho que só a peste e ganhei o dia com a sua gentileza!

Quanto à sua preocupação com estes tempos sombrios de perseguição, de censura e de expulsão das redes, compartilho o mesmo temor que você tem.

Sábado passado dei notícia aqui de que fui covardemente enxotado do Twitter, bem antes de Trumpão. 

Essa ilustração que você montou, meu caro Rômulo, mostrando o JBF sendo fuzilado, foi materializada no dia de ontem, quando salvei no canal desta gazeta escrota no Youtube um vídeo irônico, humorístico, um vídeo de gozação feito pelo talentoso pessoal do Canal Hipócritas.

Salvei o vídeo no meu canal mas não consegui publicar, como pretendia.

Veja só um trecho do e-mail que recebi do Youtube ontem, segunda-feira:

Certamente os censores nem se deram ao trabalho de ver o vídeo e olharam apenas para o título que eu coloque: Tratamento.

Se é “tratamento”, então, concluíram os nobres cientistas youtubanos, deve falar de Covid-19.

Tô dizendo isto porque o mesmo vídeo está lá intacto na página do Canal Hipócritas.

O vídeo que o Youtube censurou na página de vídeos do JBF, é este mesmo que está postado a seguir, cujo link eu peguei na página dos talentosos rapazes do Hipócritas.

Agora só falta mesmo eles censurarem e tirarem do ar esta postagem aqui.

É de lascar!!!