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SUPREMO CABARÉ BANÂNICO

* * *

Uma ministra do órgão maior da justiça recebe em sua casa Nhonho e Batoré, num lauto almoço.

Deixa de ser gente, vira uma urubu togada e se reúne com dois guabirus nojentos, dois ratos asquerosos.

Pra tratar de política.

Isto é a Republiqueta Federativa de Banânia em estado puro.

A ânsia de vômito é muito grande.

Fico com o estômago embrulhado.

E tenho que sair correndo atrás do meu pinico.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

OS VERSOS QUE TE DOU – J. G. de Araújo Jorge

Ouve estes versos que te dou, eu
os fiz hoje que sinto o coração contente
enquanto teu amor for meu somente,
eu farei versos…e serei feliz…

E hei de fazê-los pela vida afora,
versos de sonho e de amor, e hei depois
relembrar o passado de nós dois…
esse passado que começa agora…

Estes versos repletos de ternura são
versos meus, mas que são teus, também…
Sozinha, hás de escutá-los sem ninguém que
possa perturbar vossa ventura…

Quando o tempo branquear os teus cabelos
hás de um dia mais tarde, revivê-los nas
lembranças que a vida não desfez…

E ao lê-los…com saudade em tua dor…
hás de rever, chorando, o nosso amor,
hás de lembrar, também, de quem os fez…

Se nesse tempo eu já tiver partido e
outros versos quiseres, teu pedido deixa
ao lado da cruz para onde eu vou…

Quando lá novamente, então tu fores,
pode colher do chão todas as flores, pois
são os versos de amor que ainda te dou.

José Guilherme de Araújo Jorge, Tarauacá-AC (1914-1987)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

AIRTON BELNUOVO – SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP

Caro amigo ,

como não vi nenhuma manifestação nas ruas e nenhum quebra quebra no pedaço dos bandidos, eu pergunto:

Quais vidas negras importam ?

Este é um pai de família, brutalmente assassinado em SP, e que nenhum movimento negro se manifestou, e obviamente os direitos humanos e as ONGs também não .

E este é homem negro para quem os movimentos negros, direitos humanos e ONGs se manifestaram .

O homenageado era um bandido com vários BO’s e o outro era um desempregado pela pandemia que foi buscar no trabalho com aplicativo o sustento dos 5 filhos.

ALTAMIR PINHEIRO - SEGUNDA SEM LEI

A NOVA MARECHAL DO VELHO CAPITA

Em que pese à cidade alagoana de Marechal Deodoro possuir mais de 400 anos desde sua fundação, hoje, está parecendo mais uma jovem debutante na flor da idade com seus 15 anos. Digo isso, em razão de, no final de 2020 e começo de 2021 tive a oportunidade de romper o ânus(no singular), naquela aprazível cidade de bela musicalidade e tão bem exaltada em verso e prosa pelo nosso ótimo camarada que é o colunista fubânico, CARLITO LIMA (tarado por Alagoas), que aliás, já teve a oportunidade de ser secretário de cultura daquele pedaço de paraíso alagoano banhado pela deslumbrante Lagoa Manguaba que se divide com outra bonita lagoa que é a do Mundaú localizada em Maceió, separadas por Bancos de areia(conhecidos por restingas) donde, juntas, desembocam no oceano.

Referindo-me àquele pedaço de chão das Alagoas, segundo conceitos antigos ou como se diz, antigamente, o patrimônio histórico de uma cidade se referia ou media-se através de seus monumentos, prédios históricos, pinturas, esculturas, ou seja, aos bens materiais. Pois bem, na atualidade, baseado nos dados da Unesco, PATRIMÔNIO compreende o material e o imaterial representado de múltiplas e variadas formas de manifestação cultural como a música, literatura, teatro, gastronomia, no qual o patrimônio cultural é representado por essa transformação de conceito que retrata a coletividade de uma região.

Essa mesma Unesco nos assegura que para formalizar um patrimônio cultural como interesse comum para a humanidade é levado em consideração o significado e a importância quanto ao valor histórico, estético, arqueológico, etimológico ou antropológico. No caso específico de Marechal Deodoro um detalhe que chama muito atenção é a sua musicalidade. No campo do conhecimento musical, a cidade é conhecida como à terra dos maestros, pois quando se sobe e desce aqueles becos e ladeiras é que percebemos vários casarões com placas indicando que ali, naquele local, funciona uma escola de música.

Marechal Deodoro que fica a 23 quilômetro da capital Maceió possui uma população de 50 mil habitantes e um fluxo de turistas de todo o país que vem conhecer as belezas da praia do Francês com suas pousadas e bares sofisticados, além de passear de lanchas ou jet ski nas lagoas da Manguaba e Mundaú que cortam os aprazíveis lugarejos de Massaguera de baixo e de cima, Barra Nova, ilha de Santa Rita e, entre tantos monumentos que embelezam à cidade, vem em destaque maior as belas igrejas que estão todas sendo restauradas pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), ficando o destaque maior para a Igreja Nossa Senhora do Amparo, da Conceição, do Carmo, Senhor do Bonfim e a histórica Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, um dos prédios mais antigos do Centro Histórico, além do Museu de Arte Sacra e a pintura de cores fortes da ala residencial central tendo como destaque o armazém das 12 portas que funciona como um centro de artesanato.

Quem se dirige à multicolorida e policromada Marechal tendo como ponto de partida Maceió, tem como obrigatoriedade passar pelo subúrbio do fubânico CARLITO LIMA, que é o tradicional Bairro Histórico do Jaraguá. Para quem é fã da arquitetura, o celular ou câmera fotográfica é um item indispensável nesse passeio. O prédio da Associação Comercial Alagoana, por exemplo, é um dos mais bonitos marcado pelo seu estilo neoclássico. Hoje, o bairro é sede da Prefeitura, do Museu de Arte Brasileira, da Associação Comercial de Maceió e do Centro de Convenções. A nota triste do belo bairro do Jaraguá é o NÃO tombamento da antiga sede da Bolsa de Valores de Maceió que está em ruínas e é considerado o mais bonito prédio daquele bairro, que antigamente era uma vila e surgiu antes mesmo da povoação de Maceió, a famosa vila tendo como destaque uma aldeia de pescadores.

Finalmente, em minha estada ou estadia na cidade de Marechal Deodoro(AL) com suas cores intensas e vibrantes, tive a honra de conhecer um casal que muito me encantou: trata-se da cantora e compositora Dona Benedita e o seu marido Nélson da Rabeca. O interessante é perceber que o Senhor Nélson da Rabeca é um exímio tocador e afinador de rabeca, instrumento este que fabrica com as próprias mãos de forma artesanal. Outro fato que chama atenção é que ele ao ver um violino pela televisão, o cortador de cana alagoano descobriu uma forma de sobreviver através da música. Em seus discos gravados, conforme nos conta seu produtor, a rabeca ganha contornos e sons ásperos, entremeados pela voz e letra de Dona Benedita, esposa de Seu Nélson, e expressam encontros, amores e amizades entre gerações de músicos e amigos, entre a cultura popular e a improvisação livre, numa grande celebração sonora. Seu Nélson e Dona Benedita são patrimônio vivo da Nova Marechal do Velho Capita.

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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO