PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

DE CERÚLEO GABÃO NÃO BEM COBERTO – Bocage

De cerúleo gabão não bem coberto,
Passeia em Santarém chuchado moço,
Mantido às vezes de sucinto almoço,
De ceia casual, jantar incerto;

Dos esburgados peitos quase aberto,
Versos impinge por miúdo e grosso.
E do que em frase vil chamam caroço,
Se o quer, é vox clamantis in deserto.

Pede às moças ternura, e dão-lhe motes!
Que tendo um coração como estalage,
Vão nele acomodando a mil pexotes.

Sabes, leitor, quem sofre tanto ultraje,
Cercado de um tropel de franchinotes?
É o autor do soneto: é o Bocage!

Manuel Maria Barbosa du Bocage, Setúbal, Portugal (1765-1805)

DEU NO JORNAL

CADÊ ELES???

* * *

Pois é: os tais “institutos” que vivem catando notícias mentirosas, ficaram de bico e de cu trancado.

Não deram uma única linha sobre esse enredo ficcional absurdo, cagado em âmbito nacional pelo jornalisteiro d’O Globo Lixo.

É de lascar.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

Acelmo Goes, o retrato cagado e cuspido da atual grande mídia oposicionista, tendenciosa, venal e bostífera

PERCIVAL PUGGINA

GENTE DE MEMÓRIA CURTA

Ainda se contavam os votos em vários estados norte-americanos e a mídia militante brasileira já criticava o presidente Bolsonaro por não haver, ainda, felicitado Joe Biden pela vitória. Aquilo seria um terrível erro tático da diplomacia nacional, que iria custar caríssimo ao Brasil!

Cada vez que Bolsonaro cumpre o ritual de abertura na Assembleia Geral da ONU, a mídia militante o critica por expressar uma mensagem de soberania do próprio país acossado por governos de esquerda e por interesses dos agricultores europeus. Quando eleva o tom com o presidente francês que sugere internacionalizar a Amazônia, a mídia militante o critica.

Até parece que nos governos Lula e Dilma, a diplomacia brasileira comandada, na real, pelo falecido Marco Aurélio “Top Top” Garcia, andou nos esmerados padrões do Barão de Rio Branco…

Esqueceram-se que, durante aquele longo período, o Brasil associou-se aos mais desprezíveis e deploráveis ditadores, buscados a dedo no mapa das nações. O tráfego entre Havana e Brasília, de tão intenso, quase exigia uma ponte aérea. Sempre havia um negociante oferecendo dinheiro do BNDES. Sempre havia algum líder esquerdista deixando uma lágrima de emoção nos ombros já arqueados de Fidel Castro. Na volta ao Brasil, qualquer pergunta sobre presos políticos, acionava um discurso decorado sobre Guantánamo e “bloqueio” americano. E ficava por isso mesmo. Presos de direita não são humanos nem tem direitos.

Essa afinidade entre nossos governantes de então e os líderes cubanos era carnal, como unha e dedo. Quando se separam, dói.

Noutra perspectiva, parecia, também, algo estreitamente familiar. Fraternal na afinidade dos iguais e crescentemente filial, como quem busca a bênção do veterano e sábio pai pelo apoio político, moral e financeiro à velhice dos rabugentos ditadores. E lá se foi dinheiro nosso para consertar o estrago que a ditadura já leva mais de sessenta anos produzindo.

Um pouco diferente, mas ainda assim consistente e comprometida, solidária e ativa, a relação do nossos ex-presidente com o delirante Hugo Chávez e seu fruto Maduro. Ali também se estendeu a mão solidária do governo petista. Podia faltar dinheiro para as penúrias humanas do nosso semiárido, para os portos e aeroportos nacionais, mas que não faltassem recursos para grandes obras em Cuba, Venezuela, Equador, Peru, Angola, Moçambique, e sabe-se lá onde mais. Foram longos anos bíblicos de perdão de dívidas! Onde houvesse um tiranete africano ou ibero-americano, lá ia o Brasil rasgar seus títulos de crédito.

* * *

Haveria muito, mas muito mais, do mesmo. Mas isso me basta. Percebam os leitores que em todos os casos, a reverência, o apreço, a dedicação fluíam para as pessoas concretas dos líderes políticos, membros do clube, e não para os respectivos povos. Não eram os cubanos, mas os Castro. Não eram os venezuelanos, mas os bolivarianos Chávez e Maduro. Não eram os paraguaios, mas bispo fajuto D. Lugo. Não eram os bolivianos ou os nicaraguenses, mas Evo e Ortega. Não eram os povos africanos, mas seus ditadores. Havia algo muito errado em nossa política externa. Tão errado que me levou um dia a proclamar: “Isso não é o Brasil, senhores, isso é Lula, Dilma e seus companheiros!”.

Não bastassem tantos casos concretos, tratados pela mídia militante com cortesia e tolerância, caberia uma indagação final. Seria você capaz de identificar uma nação ou um estadista realmente democrático, uma democracia estável e respeitável, que colhesse daqueles nossos ex- governantes uma consideração semelhante à que foi concedida nos vários exemplos que acabo de citar? Pois é, não tem. A mídia militante abordou esse assunto? Também não. Mas a diplomacia de hoje é dita radical e prejudicial ao Brasil.

DEU NO JORNAL

NA RODELA

O prefeito eleito de Rodelas, Emanuel Rodrigues (PC do B), disse em um vídeo, que a cidade, que fica a 115 quilômetros de Paulo Afonso, no norte da Bahia, é comandada por meliantes.

Nas imagens, Emanuel Rodrigues aparece ao lado da esposa e de apoiadores, em uma espécie de comemoração, no prédio da prefeitura.

Após a declaração, ele é aplaudido.

* * *

Vinda de um cumunista, esta declaração não é pra espantar ou estarrecer ninguém.

Mesmo que tenha falado com ironia, ele apenas traduziu a mais pura realidade: onde os canhotos governam, mandam os meliantes.

Desde o âmbito municipal até o âmbito federal.

Lula e Dilma que o digam.

O que eu gostei mais no discurso do tabacudo foi do lema “Abaixo a burguesia”, uma expressão que mora na estima de canhotos do mundo tudo.

Os burgueses rodelenses tão lascados!!!

O fato é que o povo Rodelas fez sua própria escolha: optou por tomar na rodela.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

NACINHA – CUIABÁ-MT

Meus diletos amigos!!!

Rodrigo Nhonho Maia pulou o muro durante o Natal.

Maia errou o caminho da própria casa.

Onde você passou o Natal entre 24 a 27/12 ou preciso perguntar para a Daniella Marques?

Tem até o teu retrato pulando o muro, Nhonho!!!

DEU NO JORNAL

É DINHEIRO QUE SÓ A PORRA RECUPERADO

A Polícia Federal comemorou os mais de R$ 6,7 bilhões recuperados no ano passado.

Segundo a corporação, foram 335 operações deflagradas e mais de 3 mil mandados de busca e apreensão cumpridos.

* * *

Só faltou dizer se este dinheiro recuperado foi fruto de roubalheira nos últimos dois anos.

Segundo minha vizinha, incansável militante lulo-petista, a ladroagem no governo Bolsonaro está altíssima.

Peço ajuda aos atentos e bem informados leitores fubânicos para me tirar esta dúvida.

Aproveitemos pra fazer a lista de escândalos de ladroagem de dinheiro público acontecidos no governo deste capitãozinho reacionário e corrupto.

Mãos à obra! (obra aqui no sentido nordestino: mãos à bosta…)

RODRIGO CONSTANTINO

MAIA BALEIA COM PT, E VOCÊ AINDA RECLAMA DE ARTHUR LIRA?

Quando Bolsonaro deixou claro que seu candidato para presidente da Câmara seria Arthur Lira, do PP, os antibolsonaristas histéricos partiram para cima. Então era essa a bandeira ética? Então Bolsonaro venceu para pouco mudar? Então ele vai se alinhar a alguém suspeito em esquemas de corrupção? Do centrão fisiológico?

Eram os mesmos que cobravam mais articulação do governo com o Congresso, que afinal foi eleito e de quem depende a tal governabilidade. Ou Bolsonaro era um “déspota esclarecido” que atropelaria o Congresso, validando a acusação de que é autoritário, ou ele era forçado a negociar com essa turma no poder, o que se chama democracia. Seus críticos ferrenhos não queriam saber desses detalhes, pois o lance era demonizar o presidente.

Mas em política o ótimo é inimigo do razoável, e prevalece a arte do possível, não do ideal. Lira era uma escolha ruim em relação a quem? Era essa pergunta que um analista deveria fazer. Mas na mídia não encontramos mais analistas, e sim torcedores, militantes e tucanos ou petistas disfarçados. Salve, salve! A escolha de Bolsonaro foi detonada, enquanto Rodrigo Maia era tratado como um estadista.

Ocorre que Maia, que não tinha plano B ao golpe fracassado no STF para sua reeleição, apontou Baleia Rossi como seu candidato, e este se uniu, sob a articulação do próprio Maia, com a extrema esquerda. PCdoB, Rede e até PT fecharam com o bloco de Maia, mas é para o bem do Brasil, claro, para a agenda reformista virtuosa vencedora nas urnas, que o próprio governo travava, segundo Maia.

Quem está junto com o PT na defesa de uma “democracia viva e forte” é um fanfarrão! Afinal, o PT é o mesmo que tentou destruir nossa democracia, mirando no exemplo venezuelano. O ditador Maduro é até hoje defendido pela quadrilha petista. As máscaras democratas e tucanas não param de cair nessa pandemia. Os que apontam cada mínima falha em Bolsonaro para pinta-lo como a pior coisa que já aconteceu na política nacional são os mesmos que se aliam ao PT. Alguém ainda cai nessa armadilha patética?

CHARGE DO SPONHOLZ

GUILHERME FIUZA

2020, O ANO QUE NÃO COMEÇOU

Éramos muito inocentes no final de 2019. Achávamos que 2020 seria mais um ano de tentativas de sabotagem contra a agenda de reconstrução do Brasil – com aquele persistente número da resistência cenográfica contra o fascismo imaginário. A inocência acabou rapidinho com o raiar do fascismo sanitário – esse muito real e assustador, mas muito bem recebido pelos antifascistas.

Como fazer a retrospectiva de um ano que nem começou, barrado na entrada pela Seita da Terra Parada? O certo seria dizer ao prezado Sr. 2020: nada de retrospectiva. Volta ao início e faz o seu trabalho direito. Incluindo o ano letivo, roubado na mão grande pelos fiquemcasistas. Mas não adiantaria. Com toda certeza algum advogado de réu da Lava Jato entraria com um habeas corpus no STF e 2020 seria liberado na hora.

Sendo assim, vamos nos conformar e captar aleatoriamente no retrovisor cinco cenas desse ano bastardo – e se elas te parecerem surrealistas é sinal de que você ainda não perdeu o juízo por completo.

1. Após um mês dizendo todos os dias na televisão, em coletivas com horas de duração, que o isolamento total era a única salvação possível, o ministro da Saúde Henrique Mandetta deixa o cargo se abraçando, se beijando, cantando e dançando com assessores sem máscara em ambiente aglomerado. À luz da ciência, esse é o teste clínico sem “l” – realizado por meio de contraste entre hipócritas e trouxas. Deu positivo para ambos;

2. Seguindo os rigorosos protocolos da infectologia circense, o mesmo Mandetta repetiu o teste meses depois – dizendo para todo mundo se isolar enclausurado enquanto ele ia jogar uma sinuquinha sem máscara no boteco, que ninguém é de ferro. O teste foi um sucesso, confirmando o duplo positivo para hipócritas e trouxas – e comprovando tecnicamente que você pode ser um charlatão zombando da cara do povo sem pagar nada por isso se tiver a cobertura dos holofotes certos;

3. Sergio Moro, o herói da Lava Jato, mergulhou com tudo na ciência transformista de Henrique Mandetta e abandonou o cargo de ministro da Justiça no auge da crise. Foi um ato coerente, porque a dupla estava desempenhando o papel inovador de “ministros de oposição” – usando a pandemia para fazer política contra o governo ao qual serviam. Depois de assinar embaixo do lockdown totalitário e burro de Mandetta, Moro montou um circo para sair também – atirando e acusando o presidente da República de complacência com a corrupção. O ano de 2020 termina sem que as acusações graves de Sergio Moro tenham sido provadas, mas ele continua à vontade no seu novo personagem de surfista de tragédia;

4. Depois da saída ruidosa de Sergio Moro, indignado ao constatar que o governo não tinha caído, o governador de São Paulo, João Dória, telefonou para o ministro da Economia, Paulo Guedes, com um convite de elevado espírito público para que Guedes abandonasse o barco também. Não era possível que as coisas continuassem não dando certo no Brasil, nem mesmo um naufrágio tão bem planejado. Paulo Guedes agradeceu o patriotismo de João Dória, mas disse que não ia largar o leme numa hora daquelas. Ou seja: não se pode confiar em mais ninguém nem para uma traição honesta, perfumada e fundamentada na ciência;

5. Depois de mandar São Paulo voltar para o lockdown, João Dória viajou para passar as festas de fim de ano em Miami, onde não há lockdown. João Dória é o mesmo que quer vacinação obrigatória de toda a população afirmando que esta é a única chance de se voltar a viver em sociedade. Só está imune quem tem avião particular para pousar sob as palmeiras certas, para se aglomerar nas festas certas e cara de pau suficiente para se fantasiar de herói da vacina chinesa.

Saiu o habeas corpus do STF em favor do ano de 2020 – liberando-o de começar de novo. O jeito é encarar 2021 mesmo. Mas, atenção: ele só será uma bad trip surrealista conforme a retrospectiva acima se você permitir.

A PALAVRA DO EDITOR

BAITOLAGENS EXPRESSIONAIS

O sujeito que inventou a expressão “distanciamento social” é baitola.

Uma viadagem que é repetida o dia inteiro pela mídia funerária.

Deve ser o mesmo que inventou as expressões “agregar valor”, “desenvolvimento sustentável” e “inclusão social”.

Putz!!!