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CONSTÂNCIA UCHÔA - "IN" CONSTÂNCIAS

OS LAÇOS É QUE SÃO NÓS

O destino de nascer no Seridó Potiguar nos impõe uma marca, dentre tantas: a obstinação por genealogia. Assim se explica o nome do ilustre conterrâneo, também colunista dessa gazeta escrota, “Jesus de Ritinha de Miúdo”.

Peço ao leitor um parêntese para relatar uma história de como esse apreço por laços sanguíneos pode chegar até a adiar o nascimento do Menino Jesus. Conversava com Jesus, o da Terra, debatíamos o modo a ser escrito o Auto de Natal do Seridó, quando surgira o impasse: a Maria seridoense não escutaria o anjo Gabriel antes de saber minuciosamente das referências familiares daquele portador do recado divino. Ali vislumbramos de pronto a Maria regional exclamativa a interrogar:

– Gabriel, filho de quem? Seria dessa forma com os Reis Magos e com quem mais surgisse naquele enredo sagrado que tentávamos contextualizar ao nosso torrão. O mais foi muito. As respostas a Maria nos fizeram adiar os escritos natalinos.

Alguns meses antes, um tio querido, afirmara-me com olhos vibrantes de convicção científica e com o respaldo doutrinário que o fizeram autoridade no assunto:

– O Adão do Seridó, chamava-se Tomaz de Araújo Pereira. Todos nós descendemos dele.

O sobrenome “Pereira” não tardaria a descer do sótão de meu juízo ao arsenal de guerra de minhas mãos.

O Seridó é uma civilização, conforme afirmara Dr. José Augusto Medeiros.

O lugar que teria tudo para ser uma região inóspita, seca, quente e infértil, o seu conteúdo humano transformara em prosperidade. Provavelmente características como a fé, a intensidade, a união, o talento e a beleza de seu povo foram-lhe fios condutores da escassez à fartura, tal qual a multiplicação do pão e do vinho realizada por Jesus, o que subiu aos céus, frisemos.

Peço licença para dois apostos. Como ilustração observemos a união in casu com que todos somam forças para resolver a celeuma de Maria Pereira e no exagero, fé e praticidade presentes na fala do poeta ao sugerir no enredo o nome para a criança:

– Batize logo de Mundo! Referendando essa característica de somar forças e de apreço pelo assunto genealógico, o escritor seridoense Luiz Rodrigues, ao se deparar com a poesia que ora apresento aos diletos leitores do Jornal Besta Fubana, de imediato alertou que adaptá-la-ia, para minha felicidade, ao teatro.

Fora então baseada na genialidade desse povo, do qual gravitacionalmente me excluo, mas ao qual louca e poeticamente pertenço, que escrevi: Todo Mundo Pereira.

Abotoemos os nossos laços.

Eis a poesia anunciada:

TODO MUNDO PEREIRA

Quando o saber nos vasculha,
Nos empoeirando a alma;
Confunde toda a visão,
De uma estrada antes calma.
Não adianta o espano,
Parecendo ser engano,
Do bom tanto que se espalha;
Saber em demasiado
Pode até ser engraçado,
Mas que atrapalha, atrapalha.

No telhado do equilíbrio,
Conectando umas telhas,
É fraco o lacre da mente,
Nas peças frágeis vermelhas;
Da loucura se aproxima,
Quando vistas lá de cima
Podem parecer distantes,
Mas por dentro pra ser louco
Precisa de muito pouco…
…Pra endoidecer: são instantes.

Era seca de oito anos,
O solo estava enrugado.
No sertão do Seridó
Maria tinha emprenhado.
Tão ardente era a fome,
Nem pôde pensar no nome;
Queimada de precisão;
Desejando ter arroz,
Deixou pra escolher depois
De findada a gestação.

O parto fora esgotante.
Tão faminta e tão sozinha,
Precisava dar um nome
Para pôr na pulseirinha;
Que o hospital exigia
Pra todo ser que nascia
Ter uma nomenclatura.
Mandou pôr o nome dela,
Foi pensar junto à janela
No nome da criatura.

Pra registrar a criança,
Sem pai e sem ter saber,
Como chamaria a cria
Que acabara de nascer.
– É preciso, oficial?
– Qual o problema, afinal;
– Não pode ser apelido?
– Necessário nominar,
– Pra criança registrar.
Respondeu aborrecido.

Maria na inocência,
Tinha criado um impasse,
Não acertava escolher
Um nome que se chamasse.
No cartório quis palpite,
E um doido no pós limite,
Gritou com ares de engodo:
– Devido à vossa demanda,
– Duas partes formam banda,
– Mas o inteiro se faz Todo.

De tanta complexidade,
Ante à loucura exposta,
Revestida de ilusão,
Maria deu a resposta;
– Todo! Que nome imponente!
Mas um poeta do repente
Improvisou o dizer:
– Não rima com quase nada,
– Se chamá-lo na toada,
– Não dará para entender.

O poeta navegava,
Pois queria algo profundo;
Feito as águas do oceano.
– Batize logo de Mundo!
– Que o mundo é a beleza,
– O céu e toda grandeza,
– Feitos por Cristo Jesus,
– No mundo dessa criança,
– Contenha toda a esperança,
– De Maria aos pés da cruz.

Maria indecisa estava
Orgulhosa e rindo à toa,
Que o Todo era completo
Mas, Mundo era coisa boa.
Nessa hora um tal doutor,
Desses de interior,
Que sabe um tanto de tudo,
Disse que nome composto
Era nome de bom gosto
De gente que dá pra estudo.

O médico ficou pensando
Naquilo que ele ouvia,
O poeta mastigando
Seus versos já de poesia,
O doido que era astuto
Sabido “desses matuto”
Que não abrem nem pro trem,
Falou com o dedo em riste:
-Mãezinha, não fique triste
-Nome todo mundo tem.

Em sua fala concreta
Despida de lucidez,
Todo Mundo é a glória,
Que seja o nome da vez;
E a mãe feliz e eufórica,
Adotando a retórica
Desse louco genuíno;
O doutor se agradou,
O poeta então rimou
Com o nome do menino.

Diante dessa peleja
Da astúcia desse povo,
Atendeu, a sertaneja
Registrou um nome novo;
– És: Todo Mundo Pereira.
A mãe falando faceira,
Foi embora o empecilho,
Com o registro na pasta,
Mal sabia que era vasta
A memória de seu filho.

Era gênio o nascituro,
De conhecimento denso,
E já tornando maduro
Foi ficando mais intenso,
De história à matemática
Explicava com didática,
Se preciso em esperanto
Inglês, francês e alemão.
Diziam “quelera” o cão
Incorporado num santo.

Ninguém sabia o motivo
Todo Mundo era assim,
Falava em qualquer ser vivo
Do princípio até o fim.
A Bíblia? era de cor
Seu enredo era o maior,
Em genética ele era o bamba,
Em todo jogo apitava.
Os ritmos que ensinava?
Do xaxado até o samba.

Foi parar em Hollywood
Aquele rapaz estranho;
Meio gênio e meio bobo,
De saber sem ter tamanho.
A repórter interessada,
Quis ouvir pra ser narrada,
As raízes da existência.
– Como é saber demais?
– E o que é que o senhor faz?
– De onde vem a sua essência?

– Das mãos de mãe que calejam,
A pergunta respondendo,
– E o sol que é implacável,
– Apura o quengo fervendo,
– As condições adversas,
– São rascunhos das conversas,
– Que hoje palestro aqui,
– No Rio Grande do Norte
– Ou se nasce logo forte,
– Ou se diz logo: morri.

– Meu destino foi prescrito
– Pelas mãos de um doutor.
– O poeta deu pitaco,
– Lá no meu interior;
– Mas foi um doido danado,
– De proceder arretado,
– Que resolveu meu dilema;
– Feito carroça de boi,
– Definiu o foi não foi,
– Todo Mundo foi o tema.

– Ele herdou dos três os dons,
Disse em terceira pessoa.
– Consulta e faz bons versos,
– Tudo isso sempre ecoa,
– Do doido tem o juízo.
Finalizou no improviso,
Aquele rapaz calado:
– “De médico, poeta e louco
Todo mundo tem um pouco”.
Daí nasceu o ditado.

DEU NO JORNAL

UMA CÓPIA PRIMEIRO-DAMÍSTICA DESCARADA

* * *

Este cabra sorridente e azulado, nesta foto aí de cima, é Marcos Luiz Jauhr, novo prefeito da cidade de Guaçuí, no Espírito Santo, ao lado da esposa.

A foto foi feita na última sexta-feira (1º), durante a cerimônia de posse na Câmara de Vereadores.

O centro das atenções foi o vestido da primeira-dama municipal, uma cópia descarada do modelo usado pela primeira-dama federal há dois anos, na posse do marido.

Essa onda bolsonárica que varre o país está uma coisa escandalosa.

Tão até copiando o vestido de Michelle!!!

Vôte!

Já tem neguinho enfartando e enfiando o dedo no furico pra rasgar, de tanta raiva.

Isso é crueldade, gente.

RODRIGO CONSTANTINO

INDEX LIBRORUM PROHIBITORUM: A CENSURA MODERNA NAS REDES SOCIAIS

Index Librorum Prohibitorum, ou Índice dos Livros Proibidos, era uma lista de publicações consideradas heréticas, anticlericais ou lascivas e proibidas pela Igreja Católica. A primeira versão do Index foi promulgada pelo Papa Paulo IV em 1559 e uma versão revista desse foi autorizada pelo Concílio de Trento. A última edição do índice foi publicada em 1948 e o Index só foi abolido pela Igreja Católica em 1966 pelo Papa Paulo VI. Nessa lista estavam livros que iam contra os dogmas da Igreja e que continham conteúdo tido como impróprio. Hoje vivemos sob a Inquisição dos “progressistas”.

O agravante é que a censura secular moderna vem embalada de “ciência” e de “tolerância”, sendo que se mostra bem mais extremista do que aquela medieval católica. Plataformas que cresceram por se venderem como ambientes neutros, e que por isso tiveram outro tipo de regulação, hoje adotam um Índice de Termos Proibidos, punindo que ousar desafiar o status quo ou a “verdade” decretada de cima para baixo por uma minoria “iluminada”. As redes sociais são as praças públicas modernas, mas elas são controladas por esquerdistas e globalistas que, na prática, não demonstram qualquer apreço pela pluralidade de ideias.

A mídia mainstream tem uma quase hegemonia “progressista” há décadas, e as redes sociais furaram essa bolha. Mas claro que haveria reação. Como essas Big Techs são comandadas por simpatizantes dessa visão “progressista”, os “jornalistas” passaram a pressionar as redes para que filtrassem conteúdo “perigoso”, combatessem “fake news” e “discurso de ódio”. Na prática, isso tem significado perseguição escancarada a conservadores e a todos que se recusam a dizer Amém (ou Awoman) para as “verdades” fabricadas pela própria imprensa ou instituições globalistas.

Cada vez mais páginas que desafiam essa narrativa única são punidas, têm seus conteúdos censurados, banidos, e suas opções de monetização canceladas. Não é de hoje e os conservadores americanos, que sofreram como alvos antes, já denunciam o fenômeno há anos. Mas com a pandemia a coisa realmente cresceu de forma assustadora e perderam qualquer pudor em tentar esconder o ambiente de censura.

No Youtube, eu mesmo fiquei de “castigo”, tomando dois “ganchos” e ficando duas semanas sem poder postar qualquer conteúdo, só por questionar as diretrizes da OMS nessa pandemia. Eis a “política” deles, que recebi no aviso:

O YouTube não permite conteúdo que contesta explicitamente a eficácia das orientações das autoridades de saúde locais ou da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o distanciamento social e o auto-isolamento que podem levar as pessoas a agir contra essa orientação.

No Facebook, por usar um trecho de menos de um minuto do Felipe Neto para expor sua hipocrisia, numa “live” de mais de uma hora, a plataforma considerou que houve desrespeito aos direitos autorais, como se eu estivesse usando vídeo de terceiros para ganhar sem autorização, sendo que claramente não se tratava disso.

Cada formador de opinião mais à direita, e que se recusa a aderir a essa histeria midiática, terá vários exemplos para dar. Uma página conservadora teve uma postagem retirada só por mostrar estudos que atestam a eficácia de tratamento preventivo. Ou aceitamos que a OMS é uma espécie de Deus, ou seremos punidos, eis a constatação. Não posso mais sequer mencionar a Organização Mundial de Saúde nas minhas “lives”, caso contrário serei suspenso, um canal com praticamente meio milhão de seguidores. Vou chamar de Orquestra Mundial do Socialismo, para ver se passa pela censura. Pai, afaste de mim esse cale-se!

Essas “plataformas” viraram instrumentos dos “progressistas”, eis a verdade. Alguns acham que a solução é fugir para um Parler, mas eis o problema: a crescente segregação só interessa à esquerda. Nós queremos o embate de ideias! Nós desejamos a verdadeira pluralidade! Eles, que não vivem da verdade, preferem a divisão tribal, pois assim os independentes e neutros não entram mais em contato com o contraditório. Claro que novas plataformas vão surgir e a competição é a melhor resposta. Mas só “libertário” boboca repete que são empresas privadas e por isso fazem o que bem entendem, esquecendo que deveriam ser plataformas neutras. Ou vamos aceitar operadoras de telefonia decidindo o que pode ou não ser dito pelo telefone agora?!

Em Areopagítica, seu discurso pela liberdade de imprensa ao Parlamento, John Milton iria apresentar argumentos liberais contra a censura prévia. Publicada em 1644, a obra-prima do poeta seria escrita no contexto de batalha parlamentar, já que o líder da Assembléia, Herbert Palmer, havia exigido que um livro de Milton em defesa do direito de divórcio fosse queimado. Para Milton, a censura sempre esteve associada à tirania, e mais recentemente seria fruto do reacionarismo católico do Concílio de Trento e da Inquisição. Ele foi direto ao afirmar que o “projeto de censura surgiu sub-repticiamente da Inquisição”.

Milton defendia que cada um pudesse julgar por conta própria o que é bom ou ruim. “Todo homem maduro pode e deve exercer seu próprio critério”, ele escreveu. Ele diz ainda: “O conhecimento não pode corromper, nem, por conseguinte, os livros, se a vontade e a consciência não se corromperem”. Para ele, todas as opiniões são de grande serviço e ajuda na obtenção da verdade. Os homens não devem, portanto, ser tratados como idiotas que necessitam da tutela de alguém.

Desconfiar das pessoas comuns, censurando sua leitura, “corresponde a passar-lhes um atestado de ignomínia”, considerando que elas seriam tão debilitadas que “não seriam capazes de engolir o que quer que fosse a não ser pelo tubo de um censor”. Para Milton, ao contrário, cada um tem a razão, e isso significa a liberdade de escolher. O desejo de aprender necessita da discussão, da troca de opiniões. A censura, então, “obstrui e retarda a importação da nossa mais rica mercadoria, a verdade”.

Mais tarde, John Stuart Mill iria na mesma linha em seu clássico On Liberty:

Se todos os homens menos um partilhassem a mesma opinião, e apenas uma única pessoa fosse de opinião contrária, a humanidade não teria mais legitimidade em silenciar esta única pessoa do que ela, se poder tivesse, em silenciar a humanidade. Se a opinião é correta, privam-nos da oportunidade de trocar o erro pela verdade; se errada, perdem, o que importa em benefício quase tão grande, a percepção mais clara da verdade, produzida por sua colisão com o erro. Todo silêncio que se impõe à discussão equivale à presunção de infalibilidade. Há uma enorme diferença entre presumir uma opinião como verdadeira porque, apesar de todas as oportunidades para contestá-la, ela não foi refutada, e pressupor sua verdade com o propósito de não permitir sua refutação. 

O único modo pelo qual é possível a um ser humano tentar aproximar-se de um conhecimento completo acerca de um assunto é ouvindo o que podem dizer sobre isso pessoas de grande variedade de opiniões, e estudando todos os aspectos em que o podem considerar os espíritos de todas as naturezas. O hábito constante de corrigir e completar a própria opinião cotejando-a com a de outros, longe de gerar dúvidas e hesitações ao pô-la em prática, constitui o único fundamento estável para que nela se tenha justa confiança. A verdade de uma opinião faz parte de sua utilidade. Se quiséssemos saber se é ou não desejável crer numa proposição, seria possível excluir a consideração sobre ser ou não verdadeira? Na opinião, não dos maus, mas dos melhores, nenhuma crença contrária à verdade pode ser realmente útil.

A posição “progressista” não é uma de força, de convicção genuína, de quem acredita de fato estar do lado da verdade e da ciência. Se fosse, não seria preciso apelar tanto para a censura, a perseguição, a intimidação. Essa postura arrogante e autoritária vem da fraqueza, da insegurança, de quem sabe, no fundo, defender algo sem o devido respaldo científico. Daí a necessidade de calar o outro, de impedir o debate, de interditar o diálogo. Na Idade Média o sujeito podia ser até queimado por desafiar a censura; hoje somos “cancelados”, perdemos o direito de usar as plataformas ou de monetizar nosso conteúdo. Tentam asfixiar nossa própria existência, tal como os fascistas faziam. E tudo em nome da ciência e do nosso próprio bem, claro…

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

BOAVENTURA BONFIM – FORTALEZA-CE

Caro Berto,

Percebo que essa Gazeta insolente atua como porta-voz da verdade, sem distinção de qualquer natureza.

Portanto, para o JBF, o mais importante é que a verdade chegue ao povo sem tergiversação, isto é, sem evasivas, sem rodeios, sem subterfúgios.

Imbuído do mesmo propósito de difundir a verdade, e haja vista o esquipático silêncio da grande mídia nacional, envio-lhe, para deleite dos aguerridos leitores fubânicos, um vídeo em que o intemerato e intimorato potiguar Rogério Marinho, Ministro do Desenvolvimento Regional, divulga, com riqueza de detalhes, as Ações praticadas pelo Governo Federal no ano de 2020.

R. Meu caro, antes de publicar o vídeo que você nos mandou, eu gostaria de fazer um pedido.

Que os oposicionistas mandassem vídeos baixando o cacete no governo federal e em seus ministros.

Assim ficava empatado e os linguarudos não iriam dizer que a gente tá recebendo a verba que deixou de ser repassada pra Globo e pra Folha.

E se for vídeo com xingamentos, palavrões, cenas de natação e esculachos, melhor ainda!!!

Conta com a ajuda de vocês.

E vamos ao comercial governamental que você nos mandou, meu caro Boaventura:

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

VERSOS ÍNTIMOS – Augusto dos Anjos

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te a lama que te espera!
O Homem que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera

Toma um fósforo, acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa ainda pena a tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga.
Escarra nessa boca de que beija!

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, Cruz do Espírito Santo, Paraíba (1884-1914)

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FROM CUBA WITH LOVE

* * *

Que lindo!

O condenado está livre, leve e solto.

E solto numa terra cheia de gente presa.

Com autorização pra viajar dada pelos seus comparsas togados.

Nesta foto aí de cima, eu gostei mesmo foi do modelito do chapéu.

E do artístico corte da barba.

Uma gracinha!

DEU NO JORNAL

AUGUSTO NUNES

ESSE É GÊNIO

Lula insinua que Bolsonaro é responsável por todos os brasileiros que morreram desde 1.500

“A cada dia que passa, a irresponsabilidade do atual governo mata três vezes mais brasileiros do que todos nossos mortos na II Guerra Mundial”.

(Lula, culpando Bolsonaro por todas as mortes causadas pela pandemia no país, pronto para debitar na conta do presidente da República os pracinhas que morreram durante a 2ª Guerra Mundial)

DEU NO JORNAL

BANDIDOLATRIA MIDIÁTICA

* * *

É desse jeito mesmo que vocês leram.

Tá lá na notícia:

A vítima da tentativa de estupro, uma criança de 13 anos, é classificada como “agressora”.

Coisas dos jornalisteiros banânicos, diplomados pelo Método Paulo Freire.