CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Nobre Editor:

A extinção do PT é uma excelente notícia para este final de ano.

Os resultados das últimas eleições foram ótimos.

A lavada foi geral.

PT perdeu em Vitória.
PT perdeu em Recife.
PT perdeu em Caxias do Sul.
PT perdeu em Guarulhos.
PT perdeu em São Gonçalo.
PT perdeu em Anápolis.
PT perdeu em Feira de Santana.
PT perdeu em Cariacica.
PT perdeu em Pelotas.
PT perdeu em Vitória da Conquista.
PT perdeu em Santarém.

Isso sem contar que o PCdoB perdeu em Porto Alegre.

Uma faxina exemplar.

Foram todos mandados pra Cuba que os pariu!!!!

Foi ótimo este domingo!

A PALAVRA DO EDITOR

SEAN CONNERY, UM HOMEM DURO COM NERVOS DE AÇO VIVIA ÀS TURRAS COM O FILHO

Sir Sean Connery nasceu em família pobre e foi criado numa casa de dois quartos e banheiro coletivo externo. Fez de tudo até chegar ao posto de astro de cinema: empurrou carroça, foi engraxate, serviu de modelo e também foi leiteiro. E não só chegou até o posto de celebridade internacional, como chegou lá muito bem remunerado e acumulou fortuna estimada em mais de 350 milhões de dólares, aproximadamente R$ 2 bilhões. Além de sua mulher, outro herdeiro é o filho único, Jason, 57 anos, nascido do casamento com a atriz australiana Diane Cilento, falecida em 2011.

Avaliada em 7 milhões de dólares (cerca de R$ 40 milhões), a casa onde o ator passou seus últimos tempos fica em Lyford Cay, condomínio luxuoso com forte esquema de segurança para impedir a entrada de curiosos e dos paparazzi. Durante algum tempo, a princesa Diana manteve um imóvel vizinho ao de Connery, onde se refugiava da perseguição da imprensa e da família real. O imóvel do ator, construído em terreno de 4.000 m², com cinco suítes, se destaca pela ampla piscina a poucos passos do deck onde ele mantinha sua lancha batizada ‘Out of Bounds’ (Fora dos Limites). Sean Connery gostava de ficar horas sentado no meio do jardim tropical e no ateliê onde sua mulher pintava quadros. O ídolo do cinema teve o último pedido atendido: suas cinzas foram jogadas nas águas transparentes que cercam sua casa dos sonhos.

A primeira mulher de Sean Connery, a australiana Diane Cilento, que foi casada com o ator por 11 anos, pois divorciaram-se no ano de 1973. O casal teve um filho que hoje aos 57 anos chama-se Jason Connery, filho único do ator e mora nos Estados Unidos, mais precisamente em Nova Iorque. No começo dos anos 2000 a ex-mulher do famoso personagem James Bond, Diane(que morreu em 2011 aos 77 anos), afirmou que a relação entre pai e filho sempre foi muito difícil difícil. A discussão familiar chegou a ponto de Jason ameaçar mudar seu sobrenome para que o pai pare de acusá-lo de usar a fama dos Connery. Atualmente ele trabalha como ator e diretor. “Se você trocar seu sobrenome, eu te mato”. Também teria dito Sean durante uma briga: “Você não vai ficar com um centavo dos meus milhões”, dispara Sean Connery para o filho.

Há cerca de 15 anos Jason Connery, hoje com 57 anos, fez o seguinte relato a imprensa americana: “Fico chateado em ter de responder a artigos cheios de informações truncadas e mentirosas”. Ele afirmou também que estava cansado de tantas mentiras e abordagens sobre sua vida pessoal. “Estou realmente cansado de ler que meu pai e eu temos uma relação difícil e que ele seria um tipo de monstro ou mesmo tirano. Isso não é verdade”. Jason contou também que ele e o pai vivem em diferentes países há muitos anos, e essa distância os fez seguir rumos diferentes. “Mesmo assim, aprendi com meu pai a importância de se trabalhar contra a desonestidade e os ataques pessoais”, contou o filho do galã. Sobre suas finanças, Jason Connery disse que sempre trabalhou pelo seu sustento e que recentemente pediu um empréstimo ao pai, que teria dito sim.

Os fãs do ator Sean Connery (1930-2020) ficaram emocionados ao se depararem nas redes sociais com aquela que foi a última foto do astro vinda à público. O registro foi compartilhado no Twitter pela nora de Connery, a cantora e crítica de moda Fiona Ufton, casada com o filho único do ator, o também ator e cineasta Jason Connery.

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XICO COM X, BIZERRA COM I

UM DIA HOUVE FUTEBOL

Vi ontem um jogo na TV e amanheci saudoso. Sou do tempo de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Vi-os jogar. Assim como vi o brilhantismo de um Botafogo dos anos 60/70, com Garrincha e Didi, Paulo César e Jairzinho, além de Manga e Quarentinha. Vi os Santos Djalma e Nilton, o Santos Neves a quem chamavam de Gilmar. Quem viveu Rivelino, Gerson, Ademir da Guia, Dirceu Lopes e Zico tem justificada saudade. Por essas bandas de cá existiam os Chiquinhos, Juninhos, Ramons, Lucianos, Givanildos, Leonardos … Isso tudo sem falar em Nado, Bita, Nino, Ivan e Lala. Tudo tão diferente dos Camutangas, Brocadores e Piticos hoje idolatrados. Sou do tempo das chuteiras pretas, que emolduravam a arte dos virtuosos e das bolas sem cor, que não maquiavam os pernas de pau. Sou do tempo em que havia futebol e a bola se entregava, sôfrega e docemente, aos pés (e à mão) de Diego Maradona, o mais humano dos Deuses na visão de Eduardo Galeano. Acho o hoje muito estranho e sinto saudades. Talvez por que eu seja do tempo em que existia futebol.

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PERCIVAL PUGGINA

VITÓRIA! NEM O DISFARCE, NEM A CONSPIRAÇÃO

Voto em Porto Alegre e passei as últimas semanas combatendo ideias perigosas. Segundo uma delas, os eleitores com mais de 70 anos deveriam ficar em casa, longe das urnas, cuidando da saúde, “beneficiados” que são pela dispensa do dever de votar. Era uma campanha que afastava da urna o eleitor que, pela experiência de vida, majoritariamente é conservador e não eleitor dos partidos de esquerda. Outra ideia difundida nestes dias, afirmava que ideologia não tinha importância numa disputa eleitoral, pois o eleitor estava mais interessado em questões do dia-a-dia. Afirmado insistentemente nos meios de comunicação, isso era quase tudo que a candidata mais ideologizada dessa campanha se empenhava em fazer crer.

Outra, ainda, sustentava estar em curso uma imensa conspiração para fraudar as eleições deste domingo em benefício dos partidos de esquerda. Ora, uma coisa é assegurar que as urnas têm vulnerabilidades; outra, bem diferente, é prognosticar uma conspiração para se valer delas com o intuito de adulterar o resultado das urnas, principalmente em São Paulo e em Porto Alegre. A venezuelana Smartmatic seria a operadora desse ataque à democracia…

Discordar dessa última posição, assumida por tantos nas redes sociais, não equivale a achar bom nosso sistema de apuração, não equivale a endossar a lamentável decisão do STF que considerou inconstitucional o voto impresso e menos ainda confundir voto impresso com voto em cédula de papel, como cheguei a ler em Zero Hora. A campanha pelo voto impresso precisa continuar porque logo ali haverá novas eleições. Parte ao menos da elevada abstenção em todo o país talvez se deva aos eleitores que viam no comparecimento um endosso aos “crimes contra a democracia” que estariam em curso. Os resultados deste fim de tarde de domingo em nada confirmam tal suspeita.

A capital dos gaúchos, felizmente, não proporcionou uma vitória ao PCdoB, surpreendendo a indefectível pesquisa com que o IBOPE lhe prenunciou a vitória. Ao longo da campanha ela se apresentou em versão ultraleve, quase flutuando, como anjo, numa nuvem desde a qual prometia chover bondades sem raios nem trovoadas. Mudou o visual, sumiu a foice, o martelo, a estrela, as cores e o nome do partido. Mudaram, também, as companhias habituais. Adeus, Lula.

No primeiro turno votei em Gustavo Paim. Hoje, votei em Sebastião Melo, numa chapa qualificada, também, pela presença do amigo, o intelectual e o excelente vereador que foi Ricardo Gomes. Chego ao final deste dia saboreando a vitória tão necessária ao futuro político do Rio Grande do Sul. Afasta-se de nosso rumo a marca de ser a Havana do Sul, onde a esquerda persistiria como força política hegemônica.

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AUGUSTO NUNES

O DOMADOR DE TEMPESTADES

Nasci numa cidade dividida entre janistas e ademaristas. Tornei-me adulto e amadureci num país dividido entre partidários do regime militar e militantes da resistência democrática. Envelheço num Brasil que Lula dividiu entre “eles” e “nós” e continua dividido pelo coronavírus entre simpatizantes e inimigos do uso da cloroquina no combate à pandemia. Com a chegada da primeira caravela, muitos séculos antes da invenção do futebol, índios cor de cobre e brancos europeus inauguraram o Fla-Flu que nunca mais terminou. Os períodos de trégua foram tecidos pelos poucos líderes políticos que souberam desde o útero que não há democracia consistente sem o convívio dos contrários. Uma dessas raridades foi Tancredo de Almeida Neves.

O que faria Tancredo?, pergunto-me quando as coisas, sempre difíceis por aqui, ficam especialmente complicadas. Era nesses momentos que os mais ferozes desafetos entendiam que chegara a hora de chamar o doutor Tancredo. “Nunca me convidam para um banquete”, ouço a voz do conciliador vocacional, em dezembro de 1983, na mesa do restaurante em Belo Horizonte. “Só se lembram de mim na hora da tempestade”. Ele enrola e desenrola a gravata azul antes da ressalva:

“A conciliação só pode ser feita em torno de princípios. É por isso que uma vitória eleitoral é mais fácil do que conseguir um acordo entre antigos adversários.”

O domador de tempestades teve um desempenho luminoso na crise provocada pela renúncia do presidente Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961. Recolhido ao casarão em São João del Rey, onde nasceu, convalescia desde outubro do ano anterior da derrota para Magalhães Pinto na disputa pelo governo de Minas Gerais. E examinava a ideia de encerrar a carreira política quando o destino o encarregou de abortar o temporal em gestação.

Decolou para Brasília a pedido do general Ernesto Geisel, chefe da Casa Militar do governo que, formalmente presidido pelo deputado Ranieri Mazzili, estava sob a tutela dos ministros do Exército, da Aeronáutica e da Marinha. A trinca, contou-lhe Geisel, não admitia a entrega do gabinete abruptamente desocupado ao vice João Goulart, em viagem oficial à China. Como o governador Leonel Brizola, entrincheirado no Palácio Piratini e apoiado pelas tropas aquarteladas no Rio Grande do Sul, exigia a posse de Jango, as dimensões e a tonalidade das nuvens anunciavam a tempestade que prenuncia a guerra civil.

É coisa para o doutor Tancredo, concordaram os comandantes militares e os aliados de Jango. Era mesmo. Cinco dias e incontáveis sussurros depois, estava costurado o mais improvável dos acordos. O vice tornou-se presidente, mas com poderes reduzidos pela adoção do regime parlamentarista. A escolha do nome do primeiro-ministro foi feita sem disputas, debates ou dúvidas. Só podia ser Tancredo Neves.

Mais de vinte anos depois, de novo só podia ser Tancredo o candidato da mais multifacetada aliança política da história republicana.

Nenhum outro líder juntaria no mesmo balaio todos os “autênticos” e “moderados” do PMDB, todos os partidos de oposição (com a exceção previsível do PT, que optou pela abstenção no Colégio Eleitoral e expulsou três deputados que discordaram da ordem de Lula). Nenhum outro candidato atrairia tantos governistas dissidentes sem tornar inevitável o veto ostensivo de oficiais inconformados. Se não existisse um Tancredo, o Brasil teria de esperar sabe-se lá quanto tempo ainda pela ressurreição da democracia.

Ele está em boa forma, equivoco-me ao ouvi-lo pedir um licor depois da sobremesa. É provável que já estivesse suportando as dores que esconderia até 14 de março, quando o país pronto para festejar a posse do eleito foi abalado pela notícia da primeira cirurgia. Escondeu-as por achar que o presidente João Figueiredo não aceitaria passar a faixa presidencial a José Sarney, vice-presidente eleito, ou ao deputado Ulysses Guimarães, presidente da Câmara.

– Vejo o senhor em Brasília – despeço-me na calçada em Belo Horizonte.

É um sorriso cansado, noto enquanto me deseja boa viagem.

– Vejo o senhor no Palácio do Planalto – ainda me ouço dizendo em 15 de janeiro, depois de emocionar-me com o discurso retocado pela caneta que o jovem ministro da Justiça de Getúlio Vargas ganhou do presidente suicida. “Com o êxtase e o terror de haver sido o escolhido, como diria Verlaine, entrego-me hoje ao serviço da nação”, dissera o presidente eleito.

Achei ainda mais cansado o sorriso de Tancredo ao reiterar a data do reencontro:

– Até o dia da posse – despedi-me.

Não voltei a vê-lo vivo.

O Brasil que foi dormir com Tancredo Neves acordou dividido por José Sarney.

DEU NO JORNAL

FERNANDO ANTONIO GONÇALVES - DE UM SEMPRE NORDESTINADO

CARTA DE EX-ALUNO

Prezado professor:

Envio-lhe, estando de quarentena desde abril, alguns textos de pensação, intitulados Para um pós COVID-19, publicados num site carioca. São reflexões escritas desde 2005 para ir complementando a minha passagem por este mundão de Deus. Espero que o que escrevi possa auxiliar pessoas mais desavisadas e as que estão com uma cidadania incompleta ou necessitando de um novo enxergamento profissional para os anos próximos. Abaixo, alguns dos meus pitacos.

1. Hoje, já quase beirando os cinquenta anos, tenho a convicção plena de que o pior envelhecimento é o mental e a pior praga da Terceira Idade é a acomodação, agindo como se o mundo já tivesse acabado.

2. Não sei bem a razão, mas para a burocracia, genialidade é aberração. Muitos dos seus componentes adoram carimbar um monte de papéis e se acham os reis da cocada preta, adorando procrastinar decisões através de despachos mediocremente sensaborões. A obsessão deles, principalmente os de nível superior, é transformar todos em ninguém, com um carimbo qualquer sempre à sua inteira disposição.

3. Preocupa-me as manifestações neo-nazistas que estão emergindo por todos os recantos do planeta, nos últimos tempos. Percebo que elas são a sequela maior de uma escassa criatividade dos responsáveis pelo desenvolvimento sociocultural do mundo. Escassez quase desanimadora, excludente, alienante mesmo, muito preocupante. E como os comportamentos alienantes levam a um descomprometido com tudo e todos, inclusive com os procedimentos democráticos, as atenções devem ser redobradas, coibindo-se os messiânicos salvadores da pátria dos atuais regimes políticos.

4. Penso que a questão universitária, no Brasil, ainda não foi devidamente “fotografada”. O ensino superior se encontra multifacetado, havendo cursos bons e cursos medíocres, públicos e privados. E o pior é que todos estão sendo tratados da mesma maneira. Há cursos que poderiam ser ainda melhores se fossem trabalhados como deveriam ser. Uma estratégia diferenciada é um procedimento mais que justo, posto que tratar desiguais igualmente nunca foi uma postura consistente. Chegada está a hora de se separar o joio do trigo, enaltecendo os melhores e obrigando os menos qualificados a um aprimoramento não-embromatório, densamente efetivo. Uma Universidade somente sobreviverá, nos próximo anos, se alcançar um excelente nível de convivialidade entre os especialistas das suas diversas áreas. Um docente que se preze não pode ser um especialista destituído de consistente cultura geral, como também não deve ser um superficial generalista.

5. Costumo dividir a atual classe docente em três grandes categorias: a dos instrutores, a dos professores e a dos educadores. Ser educador é preparar, preparando-se também, para um juízo crítico das alternativas pedagógicas propostas através de processos diferenciados integrativos. Somente através dos educadores, situados muitos furos acima das funções meramente instrutivas, se reestruturará o todo educacional brasileiro, possibilitando a criação de um integrador projeto nacional, os esforços voltados para as diferenças e não para as semelhanças, para a criatividade cidadã, nunca para a mera reprodução de passados.

6. Sou radicalmente a favor dos que querem, sempre dando uma solução, enquanto os que nada querem só desculpas oferecem.

SABENDO EDUCAR, O BRASIL PRA MELHOR FICARÁ!

PENINHA - DICA MUSICAL