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A PALAVRA DO EDITOR

FRASES DE UMA OTORIDADE BANANÍFERA

Três frases antológicas.

Três juízos – expelidos por um juiz -, que são a cara dessa nossa republiqueta bananiqueira.

Vejam só:

João de Deus sabe extrair o que há de melhor das pessoas”

“Cesare Battisti é inocente, eu vi nos olhos dele”

“As urnas eletrônicas são seguras, confiáveis. Nunca houve fraude com as urnas eletrônicas “

As três frases aí de cima foram excretadas por um servidor público que atende pelo nome de Luís Roberto Barroso.

Essa figura ocupa uma cadeira vitalícia no órgão supremo da justiça deste país e preside a entidade máxima que comanda as eleições bananeiras.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

Hoje de tarde, quando me lembrei destes três tolôtes fedorentos obrados pelo dotô, me deu uma ânsia de vômito da porra.

Tive que sair correndo atrás do meu pinico.

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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO CÓSMICO – Anderson Braga Horta

Matriz de tudo, imperatriz serena,
núcleo da nebulosa, sol fecundo,
– mulher – és tu no teu pequeno mundo.
És a luz, que em galáxia o caos ordena.

És todo o azul, que todo me dedicas,
e és destes céus a via-láctea ardente.
E no teu seio acolhes-me a semente,
que em luas e planetas multiplicas.

Longe de ignotos, de impossíveis ninhos,
exposto à fúria, ao tédio dos caminhos,
– sem ti – sou como pássaro sem asa.

De teu microuniverso és o eixo e a norma.
E, como a luz, que, só por ser, conforma,
tua simples presença ordena a casa.

Anderson Braga Horta, Carangola-MG, 1934

DEU NO JORNAL

EMPREGADO DOS ZAMERICANOS

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro foi anunciado neste domingo (29) como novo diretor da empresa de consultoria americana Alvarez & Marsal.

Trata-se do escritório que atua como administradora judicial da Odebrecht, empreiteira investigada pela Lava Jato.

O ex- ministro confirmou a nova função e informou que não vai se pronunciar no momento.

* * *

Não precisa se pronunciar, Dotô Morno.

Quem enxerga as coisas (caso de 99% dos leitores fubânicos…) já entendeu tudo.

Fature muito.

E veja se arranja um patrocínio da Alvares & Marsal para esta gazeta escrota.

Chupicleide, nossa estimada secretária de redação, está num aperto danado, com salários atrasados e devendo até pra barraca de cachorro-quente onde ele almoça e janta todo dia.

Ela está torcendo pra que Vossa Insolência arranje pelo menos um anúncio da  Alvarez & Marsal pro JBF.

É baratinho, baratinho. Mais barato do que um reclame da Odebrecht.

E o sinhô pode contar com o nosso apoio pra derrotar Bolsonaro nas eleições de 2022.

Serás um presidente porreta!!!

Ajuda nóis, Morninho!!!

Chupicleide na redação: faminta e ansiosa por um retorno do Dr. Morno

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

O CONTRÁRIO DO CONTRÁRIO

– Então? A experiência não foi boa? – perguntou Allan pondo o chá na xícara. A fumaça dançando estranhamente no espaço.

– Não. Nada boa – respondeu Kyra cabisbaixa.

– Mas vocês não apoiaram o movimento? Digo, sua família?

– Sim! Você sabe que sim. Quando retornei para lá papai inclusive havia feito de nossa fazenda uma espécie de quartel general em favor da causa. Ele também escrevia diariamente no jornal, com crônicas e artigos defendendo veladamente o movimento. Nosso armazém na cidade distribuía o saldo do estoque entre os camaradas – nesse ponto ela levantou a cabeça e olhou diretamente para o amigo, depois prosseguiu: – Antes mesmo da nossa vitória, papai fez oficialmente de cada empregado um sócio. Tanto do armazém, quanto das terras – falou pressionando o indicador esquerdo em dois pontos da madeira da mesa. Depois continuou: – Mas, pouco tempo depois de alcançarmos o nosso objetivo, já não éramos mais donos de nada – ela gesticulou levando as mãos a se afastarem bruscamente com as palmas viradas para o tampo do móvel.

– E por que já não eram mais os donos? Como assim?!

– Tudo foi mudando rapidamente. O povo estava insatisfeito, não se cumpriam as promessas de igualdade, senão nas obrigações de subserviência. Os líderes necessitavam mostrar controle da ordem e do poder. Dimitri um dia apareceu para agradecer pessoalmente o empenho de papai, mas aproveitou para nos comunicar que tudo, tudo, pertencia ao estado. Era do povo. Já não tínhamos direitos sobre nossas propriedades. Nos informou a nossa casa na cidade sendo desapropriada. Depois ele mesmo passou a ocupá-la. O armazém fechou há dois anos – respondeu com ar de decepção. Queria dizer que sequer sabia notícias do pessoal, mas calou-se.

– Lembra do que eu lhe…

Allan deteve-se coçando o queixo. Era melhor não falar.

– Do que você… o quê, Allan? Fale – pediu a moça.

Ele pigarreou e pôs a mão no ombro da amiga. Fechou os olhos e inspirou, quando olhou novamente para ela, respondeu:

– Bom… Em nossas discussões antigas eu lhe falava que a diferença entre ignorantes e estúpidos, é que os primeiros podem aprender.
Ele se arrependeu de haver dito aquilo.

– Entendi, Allan.

Ela falou com o olhar perdido por entre o espaço da janela aberta. Tinha os campos verdes da primavera inglesa à sua frente.

Allan lhe serviu o chá calado, pousando a xícara sobre o pires na mesa. Observou o olhar perdido da moça. Ela parecia assistir um filme através da janela.

– E o seu diploma? – ele perguntou relembrando a colega de faculdade, empolgada com os rumos políticos em seu pequeno país no leste europeu.

– Não me rendia absolutamente nada. Era como se o meu conhecimento adquirido na educação financiada por papai fosse patrimônio também do Estado. Se eu não tivesse fugido, estaria trabalhando obrigada e praticamente de graça em algum hospital.

Allan notou o tom de tristeza na voz de Kyra. Passou a mão suavemente em sua cabeça.

Ela já não tinha os cabelos soltos e caídos na cintura. Estavam mal cortados, mal cuidados, na altura dos ombros.

Allan deu a volta na mesa. Sentou-se à sua frente, puxando a cadeira mais para direita. Queria deixar a janela totalmente à vista da amiga.

Kyra levou a xícara à boca e soprou levemente no chá, bebericando alguma coisa em seguida. Estava com os olhos fixos no jardim. Lembrou de quando soube do suicídio do pai, divagando que o velho havia morrido bem antes. De tristeza. De falta de esperança.

A fumaça do chá parecia contornar objetos, em movimentos lentos.

– Sabe, Allan, há uma diferença enorme entre o Capitalismo que você sempre defendeu em nossas discussões e o Socialismo visto por mim como a solução para os conflitos sociais – ela falou após um breve silêncio.

Voltou a se calar. Bebeu mais um pouco do chá com os olhos fixos na primavera lá fora. Depois da janela.

O amigo observava a sua figura triste. Não enxergava mais a jovem de olhos vivos por quem se apaixonara havia quatro primaveras. A moça estava maltratada, magra, embora a beleza ainda fosse presente em seu rosto pálido.

Um vento entrou pela janela e trouxe os cabelos dela para cima do olho direito.

– Qual, Kyra? Qual seria essa enorme diferença? – quis saber Allan com um pouco de amargura na voz.

Ela segurava a xícara de chá com a mão direita. O cotovelo, ao lado do pires, apoiado na mesa.

– No Capitalismo os homens exploram desumanamente outros homens – ela respondeu. Apertou o lábio inferior com os dentes e tirou com a mão esquerda a franja do olho. Allan apenas a observava. Ela prosseguiu: – No Socialismo é o contrário.

Tomou um gole do chá e descansou a xícara no pires.

Allan segurou as mãos de Kyra sobre a mesa. Os olhos dela marejavam.

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CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

O ENCONTRO DE MARIA BAGO MOLE COM UM CASAL DE EX CANGACEIROS DO BANDO DE LAMPIÃO

Quando a volante do tenente João Bezerra da Silva, por ordem do então presidente Getúlio Dornelles Vargas, pôs fim ao cangaceiro Lampião, Maria Bonita e outros malfeitores na Grota de Angicos, (SE), no dia 28 de julho de 1938, muitos cangaceiros que faziam parte dos subgrupos se dispersaram, fugiram caatinga adentro e nunca mais se ouviu falar deles.

Nessa época o Cabaré de Maria Bago Mole estava de vento em popa, conhecido por toda Zona da Mata Sul e Norte de Pernambuco, graças à propaganda boca a boca feita por todos que frequentavam o distintivo. Comentava-se que a cafetina possuía uma presença de espírito incrível que magnetizava todos que chegavam àquele açougue de carne mijada.

Todo dia era dia de frege no Cabaré, ideia de Maria Bago Mole, quando percebeu que havia muitos homens a procura de fêmeas, vindo de todos os rincões do Nordeste para trabalharem na empresa alemã Great Western do Brasil, responsável pela expansão da Rede Ferroviária do Nordeste, sobretudo a estação do Brum, que ligava o Recife à cidade de Limoeiro e adjacências.

Era um dia qualquer, e o sol já vinha desvirginando a madrugada, quando apareceu um casal de desconhecido vindo de lugar incerto e não sabido querendo falar com a dona do estabelecimento que, àquela hora estava ocupada com as meninas organizando a desordem deixada pela festividade do dia anterior.

Nesse momento o casal de desconhecido, fedendo que só gambá, se dirige à Maria Bago Mole e pergunta-lhe se já tinha ouvido falar nos cangaceiros de Lampião que tocavam o terror por quase todo Nordeste: Bahia, Sergipe, Alagoa, Pernambuco e que tiveram de abandonar o bando porque o chefe havia tombado morto numa emboscada e não havia mais sentido seguir naquela vida de perseguição, fome e morte.

A cafetina os ouviu atentamente. Atendeu-os dando alimentos e dormida por um dia e lhes pediu que no outro dia arrancassem do lugar a procura de outro espaço para se estabelecer e morar antes de serem descobertos pelos homens da volante que àquela altura poderiam estar os caçando como gado para os abaterem, e não gostaria que a carnificina ocorresse no seu cabaré.

Firme em suas convicções, prudência e experiência de cabaré, disse ao casal:

– Olhem, meus queridos, não lhes conheço. Também não desejo saber de onde vieram nem para onde vão, mas de uma coisa tenham certeza: não é bom ficarem aqui. Minha casa não é de hospedagem; é de diversão. A única ajuda que posso lhe oferecer é uma noite de descanso e alimentos para seguir viagem. Há espaço para todo mundo nesse mundão de Deus.

No outro dia de madrugada, como havia prometido, o casal, que se dizia ex cangaceiros do bando de Lampião, fora embora como havia prometido à cafetina, agradecendo-lhe a hospedagem e os mantimentos doados.

Dias depois a cafetina tomou conhecimento, por meio de um comissário de polícia da região que frequentava o cabaré, que uma volante, vinda de Sergipe, houvera encurralado um casal de ex cangaceiros e morto dentro de uma igreja na circunvizinhança. Por sorte, nenhum fiel ficou ferido.

Maria Bago Mole havia previsto esse desfecho e repassado para as meninas.

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ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

FRASES ANÔNIMAS INTELIGENTES

“Às vezes, quando enfrentamos uma fase difícil, acreditamos que ela esteja nos destruindo por dentro. Mas depois percebemos que, na verdade, ela estava construindo uma fortaleza dentro de nós.”

“Não importa o seu nível de educação, talento, riqueza ou popularidade. A maneira como você trata o outro diz tudo sobre você.”

“A felicidade começa com você. Não com seus relacionamentos, não com seu trabalho, não com seu dinheiro, não com suas circunstâncias, mas com você.”

“O fundo do poço te ensina lições que o topo da montanha jamais conseguiria te ensinar.”

“Pense o quanto é difícil mudar a si mesmo e assim poderá entender o quão pequena é a chance de você mudar o outro.”

“É preciso trocar reclamação por gratidão… Reclamar vibra baixo e quando você vibra baixo essa energia volta. Cada reclamação cria uma reação igual. Experimente focar a atenção no que de bom já está em sua vida. Tudo que você foca, expande!”

“Seguir em frente não significa que você tenha esquecido o que aconteceu. Significa que você aceitou aquilo e continuou a sua vida.”

“Somos o resultado das nossas escolhas e decisões. A felicidade ou o sofrimento está em nossas mãos. É certo que não podemos voltar no tempo e apagar o que foi feito, mas podemos sempre começar de novo e tomar decisões diferentes.”

“Quando você estiver pensando na vida, lembre-se disso: nenhuma culpa vai alterar o seu passado e nenhuma ansiedade mudará o seu futuro.”

“Nada destrói o ferro, a não ser sua própria ferrugem. Da mesma forma, nada pode destruir você, a não serem os seus próprios pensamentos.”

“Você não tem de estar feliz a toda hora. Não tem problema se você se sentir triste, irritado, ansioso. Isso não faz de você uma pessoa negativa. Apenas lhe faz humano!”

“Quando as coisas não fizerem mais sentido e nada mais prender você, não tenha medo de trocar o roteiro. Você só descobre novos caminhos quando muda a direção.”

“Sucesso não tem nada a ver com o dinheiro que você ganha. Tem a ver com a diferença que você faz na vida das pessoas.”

“Navios não afundam por causa da água ao redor deles. Navios afundam por causa da água que está dentro. Não deixe o que está acontecendo em torno de você invadir o seu interior e afundá-lo.”

“Ás vezes precisamos abandonar a vida que havíamos planejado porque já não somos mais a pessoa que fez aqueles planos.”

“Nenhum de nós é responsável por todas as coisas que acontecem conosco, mas nós somos responsáveis pela maneira como agimos quando acontecem.”

“A vida fica mais leve quando você decide não ficar mais triste pelas decisões que os outros tomam. É desgastante demais carregar o fardo do outro, quando o seu já é tão pesado.”

“Não é o desafio com que nos deparamos que determina quem somos e o que estamos nos tornando, mas a maneira com que respondemos ao desafio.”

“Vivemos na corda bamba da vida. Não podemos esperar demais, pois o amanhã pode nem chegar, mas também não podemos ser tão imediatista e deixar a vida nos levar, sem planejamento, metas e tentativas de ser melhor a cada novo dia.”

“As horas têm vontade própria, porque os minutos não param e os segundos não voltam. É exatamente por isso que é preciso aproveitar cada chance. É melhor seguir um caminho com dúvidas do que passar o resto da vida se perguntando como teria sido a caminhada. “