PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

LONGE DA VISTA – Guilherme de Almeida

Vou partir, vais ficar. “Longe da vista,
longe do coração” – diz o ditado.
Basta, porém, que o nosso amor exista,
para que eu parta e fiques sem cuidado.

Dentro em mim mesmo, o coração egoísta,
quanto mais longe, mais te quer ao lado;
tanto mais te ama, quanto mais te avista
e, antes de ver-te, já te havia amado.

Vou partir. Para longe? Para perto?
– Não sei: longe de ti tudo é deserto
e todas as distâncias são iguais.

Como eu quisera que, na despedida,
quando se unissem nossas mãos, querida,
nunca pudessem desunir-se mais!

Guilherme de Andrade de Almeida, Campinas-SP, (1890-1969)

DEU NO JORNAL

ELEIÇÃO LIMPA E TRANSPARENTE

Mais de 5.000 cédulas não contadas foram encontradas em três condados da Geórgia durante recontagem no estado.

A maioria delas com votos para Trump.

Também foi descoberto que num lote que considerava antes 10.707 votos para Biden, ele teve na realidade apenas 1.081 votos.

* * *

Fique tranquilo o novo presidente dos zamericanos, o impoluto Bidê, eleito com toda dignidade e honradez.

Sem qualquer indício de fraudes!!!

Nosso estimado leitor Francisco, com a ajuda do apurador de dados fubânico Ceguinho Teimoso, vai provar que isto tudo é golpe de baixo nível, desonestidade absurda.

Notícias como esta aí de cima são insinuações malévolas sem base em fatos reais.

Mentiras descaradas  postadas na internet por reacionários rancorosos.

Ao final de tudo, a portentosa águia americana irá cagar é na cabeça do galêgo Trumpão.

E não na cabeça de Bidê, como insinuou um cartunista maledicente com esta charge de péssimo gosto:

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

O SOLDADOR E O ARROMBADOR DE PORTAS

Comentário sobre a postagem ACONTECEU NA MAIOR CIDADE DO PAÍS

Marcelo:

Façam assim agora paulistanos:

Na hora que alguém soldar a porta do seu comércio, agradeça ao mais votado.

E na hora que invadirem sua residência à noite e destruírem tudo, agradeça ao segundo mais votado.

* * *

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

Ç

O C cedilha, ou C cedilhado é uma daquelas coisas que só existem na Língua de Camões. Eu já vi essa grafia na escrita turca, mas a reprodução do som é diferente da que ocorre em Português. Lá soa mais como o nosso CH. Mas, o Ç é uma daquelas construções planejadas pelo sujeito de pata rachada e cheiro de enxofre que só atazanam nossa vida. Tem suas regras específicas de uso, mas, como não estou aqui para dar aula de Língua Portuguesa, deixa pra lá.

Digo isso, porque semana passada, assim, meio como não querendo nada, fui visitar o escritor deste texto e o encontrei esmerilhando o mesmo, para ver se saía alguma coisa que valesse a pena. Sentamos. Bebemos um quartilho de caña – para homenagear meu amigo gaúcho, homem macho de verdade, Rodrigo de Leon -, e alguns a chama de pinga, cachaça, a que matou o guarda, fofa toba, aguardente, birita, bagaceira, engasga-gato, manguaça, cangibrina, branquinha, etc. Mas, não é sobre ela que quero falar.

Como eu dizia, o autor deste texto, depois de brindarmos com dois copitos, ofereceu-me um charuto, e ficamos, alegres, com o fumacero debruçado na varanda do beiço, aí ele veio me falar da história do Ç. E foi me contando das diversas enrascadas que muitos se meteram ao tentar escrever usando o Ç, e criaram mais confusão do que esclarecimento. Eu, nessas situações fico pubo com as histórias deles. Histórias de antigamente, pratrasmente de uns quarenta, ou cinquenta anos. E ele me disse, historias daqueles tempos quando os animais ainda falavam. E eu, para mangar dele, com tudo quanto é dente vindo ver o encabulamento do coitado dizia: Não é tão antiga. Você fala que é do tempo em que os animais ainda falavam. Tá atraso. Hoje, não somente falam, como alguns tipos, com casco inteiriço são eleitos para altos cargos na Res Pública, mas deixa isso pra lá.

Aí ele me contou a história da menina, apaixonada por ele que escreveu o seguinte bilhete: R…. eu te amo, çofro muito porque vosse mim dispreza. Meu corassão fica dolorido quando eu olho vosse paçandu na rua. Axo que to doente. Qui remédio vosse me recomenda? A resposta dele foi lacônica, mas certeira: Consulte um professor de Português que esse faniquito passa!

Mas a história do C cedilha é antiga, data do século XIV, lá na terrinha, sim sinhoire. Aliás, meu amigo escritor contou para mim que, certa vez, no cais de Lisboa, viu a despedida de dois amigos portugueses. Um estava indo de navio para fazer um “tour” pela Itália: Manoel e Joaquim, para variar. O navio desatracou, e o Manuel lembrou-se de dar um recado para o Joaquim e gritou…. Ó Joaquim, na Itália não te esqueças de visitar o Coliseu…. Na balbúrdia o Joaquim mandou de volta… Cu de quem????

Mas, voltando à vaca fria, meu amigo, além de escritor, também é professor igual a mim e se lamuriava… ah meu caro.. o que já vi de aluno escrever açassino, cassarola, miça, e por aí vai, parece que desconhecem a própria língua. Aí lembrei a ele um caso famoso, ocorrido nas bandas do sul do Mato Grosso. Conta-se que certo prefeito de uma cidadezinha às beiras do pantanal, na famosa inundação de 1974, desesperado, pois fora pego despreparado, a municipalidade começou a ter carência de produtos de primeira necessidade. Principalmente sal, para o gado vacum, que estava no entorno da cidade. Chamou o secretário e mandou este oficiar ao governador, solicitando, com urgência o envio de 10 toneladas de sal para atender a demanda, tanto animal quanto humana. Pedido feito, quatro dias depois avisaram ao prefeito que atracou no porto da cidade, uma embarcação com 10 toneladas de cal, a mando do governador. O prefeito sentou-se na cadeira, botou a mão na cabeça e começou a chorar…. puta que pariu…. esqueci de botar o cedilha no pedido.

DEU NO JORNAL

BANDIDÃO INVASOR DE PROPRIEDADES ALHEIAS

Como professor de matemática, Guilherme Boulos entende é de invadir propriedades alheias.

Ele propõe inchar a máquina pública, contratando mais gente, como “solução” para equilibrar contas da previdência.

Está precisando voltar a estudar operações básicas de somar e multiplicar.

* * *

Esse terrorista urbano é tão babaca quanto quem deu um voto a ele.

Será que já avisaram pra esse vagabundo desocupado que ele terá de dar expediente e trabalhar caso seja eleito?

Desconfio que se ele for avisado disso, vai desistir da candidatura na hora.

A seguir, a aula de um marginal zisquerdóide sobre como invadir propriedades alheias.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Prezado Editodos,

por favor, ponha na garupa da Besta que teremos uma reunião fubânica hoje, quinta-feira, 19/Nov, dia do falso a bandeira, das 19h30 às 20h30, com Neto Feitosa (Feitosa Neto).

O macho vai traduzir para gente algumas expressões cearenses, com a graça do Padim Ciço.

Para participar do furdunço é só clicar aqui e se preparar para rir.

Maurino Júnior se encarrega de limpar o “ambiente”, botando mesas e cadeiras, de modo que todo mundo fique tranquilo porque ninguém vai precisar sentar no colo de ninguém.

Segundo as estatísticas de Goiano, tivemos 96 mil participantes na última quinta-feira, então, por via das dúvidas, é melhor passar sebo nas canelas e correr pra porta.

Abraços.

R. Pronto: chegou a tão esperada quinta-feira.

Hoje é dia de entrelaçamento, de fuxicos, de debates e de gozarmos (êpa!) o prazer de uma hora inteira de boa conversa.

O especialista fubânico Neto Feitosa será o palestrante do dia.

Contamos com a presença dos estimados leitores na nossa movimentada reunião semanal.

Ao vivo e a cores, com as carinhas de todos aparecendo na telinha.

Até lá!!!!

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

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PRETO MENTIROSO

CHARGE DO SPONHOLZ