J.R. GUZZO

INDIGÊNCIA DE PROPOSTAS MARCA CAMPANHA

Para ter esperanças de se tornar um lugar melhor do que é para os seus 12 milhões de habitantes, São Paulo, a maior cidade brasileira, uma das maiores do mundo e capital econômica do Brasil, precisaria contar com pessoas de primeiríssima qualidade no topo de sua administração. Governar São Paulo é um desafio de escala mundial; as questões que a cidade tem de resolver a curto e a longo prazo exigem a combinação de competência, visão e equipamento mental que só um estadista de verdade pode oferecer.

Mas nem foi preciso abrir as urnas da eleição municipal para se verificar uma realidade muito simples: a distância imensa que continua separando os paulistanos de qualquer possibilidade de alguma mudança séria no desastre continuado que os seus gestores lhes impõem há décadas.

Desde sempre esteve claro, diante do nível dos candidatos, que o máximo que se poderia esperar seria a escolha dos menos ruins para a Prefeitura e a Câmara de Vereadores. Ficou nisso.

Abertas as urnas, o que menos se ouviu foi alguma ideia sobre como melhorar (nem se diga resolver) um único dos problemas reais de São Paulo – da mesma forma que não houve durante toda a campanha o mais remoto sinal de vida inteligente na disputa entre A, B ou C.

Falou-se, basicamente, de uma coisa só: quais as perdas políticas relativas (nada foi dito sobre ganhos, pela excelente razão de que não houve ganho nenhum) do presidente Jair Bolsonaro e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu PT.

Ambos têm em comum o fato de seguirem projetos políticos que não têm nada a ver com a solução dos problemas de São Paulo; além disso, nenhum dos dois vai ser nem prefeito nem vereador da cidade. O atual prefeito Bruno Covas, que ficou em primeiro lugar, festejou a derrota de Bolsonaro em São Paulo. O segundo colocado, que parece em excelente posição para continuar em segundo no turno final, também nada disse de útil para os interesses da população.

Essa indigência diz muito sobre a mediocridade terminal da política brasileira de hoje.

DEU NO JORNAL

BABÃO SE MANIFESTOU

O ministro Luís Roberto Barroso finalmente admitiu que tiveram motivações políticas os ataques de hackers aos computadores do TSE no dia das eleições.

E pediu investigações da Polícia Federal.

Os ataques, segundo o ministro, foram repelidos durante o dia, mas no processo de apuração e tabulação verificaram-se atrasos que não tiveram explicações convincentes.

Ministros do próprio TSE e do STF, que segundo o Estadão não quiseram se identificar, criticaram a gestão da crise por parte de Barroso.

* * *

Nada a comentar.

Nada a declarar.

O fato é que ao ler esta notícia aí de cima, na qual aparece a sigla STF, eu me lembrei logo da nossa querida Carmem Miranda.

Num sei mesmo porque o nome da Pequena Notável, com a cabeça decorada por cachos de banana, me veio à lembrança.

Coisas do pensamento.

Alegremos e embelezemos nossa quarta-feira.

DEU NO TWITTER

COLUNA DO BERNARDO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARLUCE PEIXOTO – VITÓRIA-ES

Nobre Editor:

Já que a grande imprensa brasileira não publica, publique aí na nossa gazeta.

Obrigado e minhas saudações.

R. Cara leitora, quero deixar claro que não confio muito neste cabra, o presidente russo Putão.

E, segundamente, quero dizer que desconfio muito das legendas destes vídeos que circulam na internet.

Eu só vou acreditar que Putão falou isso mesmo que está nas legendas se o poliglota fubânico Ceguinho Teimoso atestar que a tradução está correta.

E vamos ao vídeo que você nos mandou:

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

UM POBRE INVASOR RICO

A maioria dos eleitores do candidato Guilherme Boulos (Psol) reside em bairros de classe média alta, onde ele próprio viveu a maior parte de sua vida.

Ou em bairros de elite como os Jardins, e, portanto, são brancos, ricos e têm escolaridade de nível superior, conforme mostram os mapas de votação de domingo (15).

Isso foi reafirmado na primeira pesquisa para o segundo turno, divulgada segunda-feira.

O presidente do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, confirmou o perfil elitista do eleitorado de Boulos.

* * *

O Departamento Investigadeiro de Invasões do JBF vai apurar se Boulos, além de ser membro das zelites, também gosta de passar férias em Paris, desprezando Havana e Caracas.

Assim como faz o zisquerdista luleiro Chico Buarque.

Se isto for comprovado, estará confirmado, sem qualquer sombra de dúvida, o seu perfil de esquerdista revolucionário, inimigo do capitalismo burguês e batalhador incansável da causa do operariado e do campesinato.

Boulos na sede do MDCT, Movimento dos Destrabalhadores com Teto

COLUNA DO BERNARDO

CHARGE DO SPONHOLZ

A PALAVRA DO EDITOR

UM NOVO RECORDE

Ontem, terça-feira, 17, foi feita uma postagem que está batendo um recorde em número de comentários.

Trata-se de uma mensagem enviada pelo leitor Danyllo, de Uberlândia-MG.

Um texto ao qual ele deu o curioso título de A urna eletrônica, os espertos e os trouxas.

Até o presennte momento em que estou editando esta postagem, 8:36 da manhã, já vai em 87 comentários.

Não me lembro de nenhuma publicação anterior nesta gazeta escrota que tenha chegado a este número.

A arenga continua grande e o pau tá quebrando.

Vôte!!!