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FALA, BÁRBARA!

PERCIVAL PUGGINA

QUANDO A DESGRAÇA VEM EMPACOTADA PARA PRESENTE

Li esta história há muitos anos, não lembro onde. Motociclista e pedestre conversam sobre o preço da flamante Harley Davison que o primeiro acabou de comprar. Diante do valor informado, superior a cem mil reais, o pedestre se exclamou escandalizado: “O senhor tem ideia de quantas pessoas poderiam ser alimentadas com esse dinheiro?”. O motociclista se detém por instantes a pensar e responde. “Não posso precisar um número, mas muita gente se alimentou com o dinheiro que paguei. São mineiros das jazidas de ferro de Carajás e de cobre do Chile; são operários da montadora e de algumas dezenas de fábricas de insumos e componentes; são designers, engenheiros, administradores, publicitários, lojistas, vendedores; são servidores públicos, despachantes, importadores e exportadores. Um bocado de gente!”.

É de dar dó a desigualdade que se estabelece entre quem sai da escola com uma série de chavões malignamente enfiados no seu repertório cerebral e quem sai da escola com competências que lhe permitem vislumbrar além da primeira cerca. Quem está errado não é o aluno. É a Educação, é a escola.

Em muitos auditórios, ao longo da vida, encontrei gente convencida de que os desníveis sociais são produto das injustiças cometidas por quem tem contra quem não tem. E muitas escolas custeadas por famílias que têm estão infiltradas por professores que também têm, mas agem para que seus alunos pensem como o moço da calçada em seu diálogo com o dono da moto. Convencem seus pupilos de que o mundo seria mais justo, ou haveria um número maior de donos de bicicletas se aquela Harley Davidson desaparecesse do conjunto dos bens de consumo.

As vítimas desse acidente cerebral, no passo seguinte – pasmem! – olham para o Estado, justiceiro-padrão dos totalitários, e afirmam: “Justiça será dar uma bicicleta para cada um com o dinheiro daqueles que têm automóvel ou moto”.

A injustiça, porém, não é um subproduto da prosperidade de um ou de muitos, mas é o produto de um Estado que se apropria de quase 40% da renda nacional e vai proporcionar, lá na ponta, a quem mais precisa, a pior educação, um sistema de saúde em que os pacientes morrem na fila de espera de um exame e um saneamento tão precário que produz persistente mortalidade infantil (12,4/1000). Tudo, porém, empacotado para presente em forma do mais degradante paternalismo. E sem nenhuma oportunidade.

A ideia do igualitarismo é resultado da fácil associação entre igualdade e justiça. Da utopia da igualdade vem o corolário segundo o qual o desejo de ser melhor, e até mesmo “o” melhor, se torna uma anomalia. Sobrevém a rejeição a quem se destaca e ao reconhecimento do valor do mérito. Como resultado chega-se a uma “cultura” escolar, na qual se estuda o mínimo e se assiste ao menor número possível de aulas. Logo ali adiante, a competência, a competitividade e a produtividade caem, e a economia padece com a falta de estímulos. Nada que o comunismo não tenha exibido em profusão como insucesso e miséria.

Um país que se abraça nesse pé de tuna está pedindo para sofrer. Nenhuma das ideias que detêm o desenvolvimento social e econômico do país é mais danosa do que assumir o igualitarismo como objetivo nacional. É uma ideia que se espreme entre o marxismo-leninismo e seu genérico mais simpático e ambíguo, o socialismo, que chega voando numa pomba branca com uma rosa vermelha no bico.

DEU NO JORNAL

PENINHA - DICA MUSICAL

ANA PAULA HENKEL

O NOVO PARTIDO REPUBLICANO

Como se não bastassem todos os acontecimentos do ano, 2020 com certeza será um capítulo à parte nos livros de História. Para coroar um ano repleto de eventos marcantes para a humanidade, a cereja do bolo ficou por conta das eleições presidenciais norte-americanas. Mas na controversa disputa pela Casa Branca já há um vencedor: o Partido Republicano. Goste-se ou não da figura do atual presidente, o efeito transformador que Donald Trump produziu no Partido Republicano moldará a instituição nos próximos anos, independentemente do resultado das eleições de 2020.

Graças às políticas de Donald Trump e ao entusiasmo que ele engendra, o Partido Republicano está mais saudável, mais vigoroso (com recorde de jovens filiando-se ao partido), mais unificado e tem um alcance mais amplo do que teve em décadas. O partido da dinastia Bush, ou de homens sérios e engessados como Mitt Romney, sem nenhuma comunicação com o público mais jovem ou a classe operária americana, ficou para trás.

Em 2016, talvez Donald Trump tenha sido eleito porque do outro lado da cédula havia Hillary Clinton, figura tóxica até para democratas. Trump também recebeu votos em massa de evangélicos e cristãos em geral que depositaram no republicano a confiança de indicações conservadoras para a Suprema Corte norte-americana, na esperança de que o tribunal possa reverter um dos maiores ativismos judiciais da História na decisão Roe vs. Wade (1974), que legalizou o aborto no país. E isso aconteceu. Em quase quatro anos, Trump colocou na Suprema Corte três juízes conservadores e originalistas (apenas a Constituição como está escrita é o norte jurídico). Entre eles, uma mulher, Amy Coney Barrett.

Mas as vitórias da administração de Donald Trump, apesar de toda a gritaria de grande parte da mídia, censura das plataformas digitais e perseguição constante pelo Partido Democrata, não param por aí. Há várias críticas que podem ser feitas ao presidente norte-americano, isso é verdade. Sua retórica agressiva, sua fama de brigão, seus tuítes malcriados, sua língua afiada sempre vencendo a diplomacia do cargo. No entanto, quase quatro anos sob pesadas críticas, xingamentos diários e ameaças de impeachment, desta vez os maiores cabos eleitorais de Trump – e por isso a transformação do partido – foram suas políticas domésticas e internacionais e seus sólidos resultados.

Há vários aspectos na política externa de Donald Trump que resultaram em acordos de paz históricos entre Israel e países árabes, aproximação das duas Coreias, renegociação de acordos comerciais que não eram bons para os norte-americanos e redução do Estado Islâmico a pó. Mas talvez essas medidas não tenham sido as razões pelas quais se alteraram alguns ponteiros do mapa eleitoral norte-americano, de modo que importantes grupos tradicionalmente eleitores do Partido Democrata migraram para as hostes republicanas.

O Estado da Flórida é uma importante peça no jogo do Colégio Eleitoral, não apenas por seus 29 delegados na corrida pelo “mágico 270”, número necessário de delegados para a eleição de um presidente nos EUA, mas por ser considerado uma “mini-América” em razão de sua diversidade de etnias, classes sociais e faixas etárias. E foi exatamente na Flórida, mapeada em todas as pesquisas como território democrata, que a retórica de vitrola quebrada parece não ter funcionado.

Durante quase quatro anos, Donald Trump foi chamado de racista, homofóbico e xenófobo por seus oponentes. Tantos xingamentos pela “turma do amor e da tolerância” tinham obviamente alguns alvos: as minorias. Negros, latinos, homossexuais, mulheres e asiáticos são constantemente empacotados pelos democratas em balaios coletivistas e expostos à única salvação de suas almas, o voto no bom e caridoso Partido Democrata. Enquanto a judicialização da eleição mais importante do mundo parece inevitável, como esses grupos votaram em 2020 também parece difícil de ignorar.

Joe Biden está muito perto de conseguir o “mágico 270”, mas há pontos importantíssimos nesta eleição que os democratas não podem deixar de admitir. Eles não apenas tropeçaram feio na Flórida, um campo de batalha fundamental, principalmente entre os latinos, mas perderam um bloco de construção crucial da coalizão que agora está se voltando para o Partido Republicano. Para o partido cada vez mais esquerdista dos senadores Bernie Sanders, Elizabeth Warren, da deputada Alexandria Ocasio-Cortez e da vice de Joe Biden, Kamala Harris, essa derrapagem na Flórida representa um problema de longo prazo.

Em 2016, a candidata democrata à Presidência, Hillary Clinton, venceu no condado de Miami-Dade, por exemplo, por cerca de 30 pontos porcentuais. Os democratas não esperavam que Joe Biden se saísse tão bem no maior condado da Flórida como Hillary, que perdeu no Estado; no entanto, eles não poderiam imaginar que Trump não apenas venceria, mas que a vitória seria por uma margem de mais de 20 pontos. Em Miami Gardens, a maior cidade negra da Flórida, Trump obteve quase 16% dos votos. Em 2016, não ultrapassara os 6%. Nelson Diaz, presidente do Partido Republicano em Miami-Dade, assim avaliou os resultados: “Estamos vendo uma revolta contra candidatos que apoiam as agendas socialistas”.

Mas esse movimento dos imigrantes não é o único fator que explica o avanço dos republicanos. No distrito de Robeson County, na Carolina do Norte, onde os nativos norte-americanos são a maioria dos eleitores, Barack Obama obteve 59,4% dos votos em 2012 e o republicano Mitt Romney, 39,2%. Em 2020, 70% dos votos foram para Donald Trump e apenas 30% para Joe Biden. Entre os negros, Donald Trump já é o segundo presidente republicano com o maior número de votos da História.

A famosa Blue Wall, uma imaginária parede azul (cor do Partido Democrata), por muitas décadas cercou o Cinturão da Ferrugem (Rust Belt), evitando que republicanos atuassem com robustez na região. No entanto, Estados considerados decisivos em eleições, como Michigan, Wisconsin e Pensilvânia, foram capturados pelas políticas de cortes tributários, incentivos fiscais, desregulações, desburocratização e investimentos na indústria da administração de Donald Trump. A parede azul hoje está no chão – e, de acordo com o Centro de Doações Eleitorais, em 2020 os maiores doadores para a campanha presidencial do republicano foram exatamente trabalhadores da construção civil, fazendeiros, caminhoneiros, membros do Exército e pessoas físicas, enquanto Joe Biden recebeu suas maiores doações de bancos, grande corporações e da indústria farmacêutica.

Para muitos dos eleitores latinos da Flórida, a adesão quase cega dos democratas às reformas esquerdistas radicais lembra os regimes socialistas opressores dos quais eles ou seus familiares fugiram para vir para os Estados Unidos. Liberdade. As promessas de assistência médica gratuita, inclusive para imigrantes ilegais, faculdade gratuita e a expansão do Estado de bem-estar na vida das pessoas (welfare state), junto com bloqueios draconianos em nome da segurança pública, foram recebidas com ceticismo entre eleitores que já viveram experiências comunistas na América Latina. Deu certo a retórica de Trump e dos republicanos segundo a qual a agenda radical do Partido Democrata poderá levar os Estados Unidos ao mesmo caminho sombrio.

A guinada perigosa para a extrema esquerda dos democratas não é exclusiva de sua ala socialista. Biden se mostra de joelhos para a turba do politicamente correto. A obsessão dessa turma com a política identitária e seu apelo quase segregacionista aos negros corroeram a posição dos democratas entre latinos e a classe trabalhadora em geral. O partido que ajudou a empurrar os direitos civis nos anos 1960 para um patamar histórico vive hoje uma obsessão perigosa, quase tribalista, que não se dissolverá após a semana das eleições.

Os precursores da cultura do cancelamento que estão no comando do Partido Democrata, diante do fiasco nas urnas com seus grupos para manipulação, agora partem da lógica de que todas as minorias estão hipnotizadas (por empregos e progresso?) e operando com a maioria branca em uma sociedade sistematicamente racista. A realidade das ações públicas eficientes mostra uma experiência muito diferente da narrativa retratada pelos apoiadores do movimento marxista Black Lives Matter. Muitos imigrantes vieram para os Estados Unidos sem absolutamente nada, mas trabalharam seu caminho para o sucesso, ilustrando que o sonho americano ainda está muito vivo.

Os democratas também tiveram um desempenho muito inferior nas disputas pelo Senado e pela Câmara nesta semana, perdendo terreno em áreas críticas como Iowa e Flórida. Houve um número significativo de mulheres conservadoras, algumas das quais veicularam anúncios de campanha destacando que seus oponentes apoiavam o socialismo, o corte de fundos para a polícia e pautas identitárias.

Certa vez, Ronald Reagan disse: “O melhor programa social é um emprego”. Talvez Donald Trump não seja comparável ao cowboy que conquistou seu segundo mandato vencendo em 49 dos 50 Estados norte-americanos. Talvez Donald Trump não tenha o mesmo carisma ou a mesma diplomacia que o 40º presidente dos Estados Unidos. Mas se há algo em comum entre Ronald Reagan e Donald Trump é a transformação do Partido Republicano por meio do contato direto com a classe trabalhadora, pilar forte desta nação que foi deixado à margem, trocado pelo discurso barato de políticas sentimentalistas vazias e platitudes dos sinalizadores de virtude.

Joe Biden, democrata, está com um pé na Casa Branca. O Partido Republicano? The Republican Party is great again.

A PALAVRA DO EDITOR

CONVERSA FIADA

Conforme postagem que fiz ontem aqui no JBF, a Rádio Jornal do Recife repetiu um programa que foi ao ar há mais de dois anos, em janeiro de 2018.

Trata-se do Mesa de Bar, um programa de grande audiência que consiste num encontro, num debate, numa conversa fiada de alguns convidados em torno de uma mesa de bar.

Com o aparecimento dessa tal de pandemia que tomou conta do mundo, o programa deixou de ser realizado ao vivo.

Então a rádio resolveu reprisar programas antigos.

Participei do programa reapresentando ontem, sábado, ao lado de uma dupla de queridos amigos, o Poeta Jessier Quirino e o artista Santana, o Cantador, dois grandes nomes da cultura nordestina da atualidade.

Quem não tiver nada melhor pra fazer neste domingo, pode rever o programa no vídeo abaixo.

Abraços e um excelente dia pra todos os estimados leitores desta gazeta escrota!!!

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP

O ministro lá, nós aqui

Li recentemente que nosso nobre ministro Barroso – impossível vê-lo sem lembrar do qualificativo colocado pelo eterno em cima do muro Bob Jefferson – esteve em missão oficial aos USA, cuja finalidade era observar as eleições americanas.

Acho justo; aqui no sul temos poucos problemas a resolver, tudo está em perfeita sintonia e, noves fora, somos o exemplo do mundo.

Quem sabe, até possa ensinar.

Agora mesmo, o tal quintal do Sarney – Amapá – está sem energia elétrica, mas quem se preocupa?

O presidente do senado federal é de lá, mas e daí?

Ele vive em Brasília, onde todos os sonhos são possíveis, dependendo do lado que você está e, as luzes e flashes não faltam.

Uma hora é um, outra hora é outra e, por ai vai.

Como reclamar de energia elétrica, quando nem se sabe de saneamento básico?
Melhor ter a cerveja gelada; que mal tem um côco flutuante; esperando não ter errado o acento o termo, é isso mesmo que se quer dizer.

O Brasil jamais será um grande país se continuar restrito a feudos; no Pará os Barbalhos, no Maranhão/Amapá os Sarney, no Ceará os Gomes, na Bahia os Magalhães e por ai vai.

Os do sul e sudeste, mais discretos não mostram tantos os descendentes, mas basta olhar as eleições e, “bingo” são os mesmos reencarnados.

Os sobrenomes são os mesmos e, a faixa colocada no casamento do “botafogo” não foi obedecida: “por favor, não procriem “…

Volto ao ministro Barroso e sua viagem “oficial”: creio que lá ele aprendeu, tal como cá que o povo, apesar de preferir este ou aquele candidato, nunca terá a última palavra, pois sempre existe o “tapetão”.

Por oportuno: qual o sentido dessa viagem onerosa para os contribuintes – vulgo povo – para a nossa pátria amada?

Inté!

DEU NO JORNAL

UMA GIGANTESCA OPERAÇÃO DE DESINFORMAÇÃO E FRAUDE

Paulo Eneas

A grande imprensa norte-americana e brasileira declarou na tarde deste sábado (07/11) que o candidato comunista e pedófilo do Partido Democrata venceu as eleições presidenciais dos Estados Unidos. A declaração foi feita pela grande imprensa após a apuração na Pennsylvania ter indicado a vitória de Joe Biden naquele estado. Logo em seguida, o candidato pedófilo do Partido Democrata endossou a declaração da mídia, colocando-se como o novo presidente de “todos os americanos”.

A pressa de toda a grande imprensa em declarar Joe Biden vencedor ignora descaradamente o fato de que os estados que supostamente concederam a vitória ao candidato democrata são os estados onde os resultados finais ainda não foram oficialmente declarados. Mais do que isso, são justamente os estados onde a disputa será judicializada até a Suprem Corte de Justiça dos Estados Unidos, diante das inúmeras evidências de fraudes ocorridas nas eleições.

Portanto, não existe “vitória de Joe Biden” neste momento, conforme a grande imprensa está declarando. O que existe no início de noite deste sábado (07/11), é mais uma etapa de uma estratégia criminosa montada pelo establishment político globalista norte-americano em conjunto com a organização criminosa chamada grande imprensa.

Uma estratégia que desde o início visava tomar de assalto a Presidência dos Estados Unidos por meio de uma operação que envolveu desde o fim o ano passado a ação do Partido Comunista Chinês, que providenciou a providencial pandemia do coronavírus para esta finalidade.

Uma estratégia que levou o Partido Democrata a descartar aquele que seria seu candidato natural, Bernie Sanders, e escolher em seu lugar um pedófilo corrupto que há anos está na lista de propinas do Partido Comunista Chinês por meio de um testa de ferro, seu filho Hunter Biden.

Não por outra razão, esta mesma grande imprensa ignorou por completo todos os crimes de Hunter Biden, revelados poucos dias antes da eleição. E também por esta mesma razão, as redes sociais igualmente mancomunadas nesse gigantesco crime cometido contra o povo americano e contra todo o Ocidente, censuraram toda e qualquer menção a estes crimes revelados.

Se o leitor ainda tinha dúvidas sobre a existência de um deep state, conforme revelado há anos por figuras como o professor Olavo de Carvalho e por Alex Jones entre outros, essas dúvidas podem agora ser dissipadas:

Esse deep state, formado por uma elite globalista internacional, anticristã e antiamericana e tendo o movimento revolucionário a seu serviço e em sua folha de pagamento, e com seus largos braços presentes na grande mídia norte-americana, mostrou sua face e seus métodos nesta eleição, com a decisão deliberada de usar todos os meios ao seu alcance para tomar de assalto o poder nos Estados Unidos, à revelia da vontade do povo americano.

O que o público brasileiro, envenenado que é pela grande imprensa nacional, que não passa de uma caixa de ressonância da grande imprensa americana, precisa ter claro é o seguinte: a eleição norte-americana não está decidida. Ela será resolvida pela Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos.

A suposta “vitória de Joe Biden” que a grande imprensa nacional anuncia e celebra nesse momento com regozijo – uma apresentadora de televisão aqui no Brasil chegou a dizer no ar que “nós viramos” quando anunciou o resultado da Pennsylvania – não passa de uma gigantesca operação de desinformação para a qual o público brasileiro informado não pode nem deve dar crédito algum.

Por fim, cumpre observar que figuras públicas brasileiras, como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, apressaram-se em “cumprimentar Joe Biden pela vitória”, em um gesto próprio de quem endossa o crime cometido contra a democracia nos Estados Unidos.

Comportamento como este serve apenas para revelar a estatura política diminuta, como a do próprio Rodrigo Maia, de parcela da elite política brasileira. Uma elite corrupta e antipatriótica que enxerga a si mesma como o reflexo tupiniquim do deep state criminoso norte-americano.

Nesse aspecto, o Presidente Bolsonaro agiu corretamente ao não manifestar-se ante o “anúncio de vitória de Joe Biden” feito pela grande imprensa. O presidente brasileiro age corretamente ao aguardar que todas as disputas judiciais sejam resolvidas, para somente então manifestar-se oficialmente após a declaração final do resultado das eleições, o que será feito pela Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos, e não pela CNN, Fox News ou New York Times.