CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

A CEGUEIRA DO CONFORTO

“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”, Saramago

O conforto consegue olhar tudo que se passa ao seu redor, mas dificilmente repara em quem precisa de tão pouco, um pão.

O conforto, mais das vezes, se presta ao papel de regueira do egoísmo.

Defensor estrênuo da caridade, o poeta João de Lima, por meio da sua verve poética, não se cansa de estimular práticas caritativas; na essência, sua literatura personifica a comunhão:

“Se um dia chegar no seu abrigo
Um pobre pedinte de esmola
Com a bolsa na mão ou a sacola
Não indague a vida do mendigo
Dê um quilo da massa do seu trigo
Que Deus lhe dará um armazém
Não critique nem mangue de ninguém
Tenha fé, esperança e caridade
Se quiser alcançar felicidade
Esqueça do mal e faça o bem. ”
“Contemple nos outros a beleza
Se seus olhos são limpos e perfeitos
Não enxergue somente os defeitos
Nem aumente nos tristes a tristeza
Faça sempre um gesto de nobreza
De virtude, amor e igualdade
Espalhando a semente da bondade
Nesta terra tão santa e dadivosa
Seja puro e meigo como a rosa
Perfumando a ingrata humanidade”.

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CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

CONTINUA NO RAMO

Há alguns anos apareceu na província de Maceió, um cidadão bem falante, terno impecável, roupas de grife, cabelos bem cortados, era conhecido pelo sobrenome, Karafiol. O distinto senhor montou uma empresa de consultoria dirigida especialmente aos grandes empresários, usineiros e companhias. Ele propunha negócios com vantagem inimagináveis em baixar impostos nas transações de importações de maquinarias e equipamentos. Os empresários logo se interessaram na possibilidade de baixar impostos contrataram a empresa de consultoria, “Marilda Karafiol”. Os resultados foram os melhores possíveis, Karafiol conhecia os tapetes, os bastidores de Brasília, dos impostos de importação, conseguiu baixar alguns impostos com malandragem, legislação duvidosa, propina e mulher. Tornou-se herói entre os abastados, os donos das Alagoas. No primeiro ele deu muito lucro às empresas. Karafiol frequentava a mais alta roda da cidade, seja em clubes, restaurantes ou alcovas, seu nome era sempre lembrado como cidadão de altos negócios. Um cara que consegue baixar imposto nesse país merece prêmio. Ele amava a vida entre os socialites, gostava também de um carteado, sempre jogava nas rodas particulares, as melhores e bem frequentadas mesas de baralho. Tinha uma compulsão pelo jogo, vício, jogava alto.

No segundo ano abriu uma empresa de taxi com um amigo alagoano muito conhecido e conceituado, na época era a melhor frota de taxi na cidade. Karafiol, exemplo de empresário e honestidade se dizia alagoano por opção, proclamava aos berros o amor a essa cidade. Um vereador chegou a propor o título de cidadão de Maceió, ganhou o prêmio de empresário do ano, em troca de algum valor ao cronista que organizava esse prêmio. Certo partido político convidou-o a se filiar, teria uma vaga garantida na Assembleia Legislativa, com o apoio dos empresários; ele ficou de pensar, era uma boa oportunidade.

No final do terceiro ano de consultoria, apareceu uma oportunidade de reduzir custos de imposto adquirindo uma maquinaria especial, diminuindo a mão de obra. Os empresários foram visitados por Karafiol que mostrava como poderia reduzir custos. Ele fez cálculos de redução de impostos, o custo do investimento compensava essa redução. Karafiol foi de empresário em empresário, mas precisava ter uma boa quantidade em dinheiro em mãos para propinas e outros custos costumeiros nas transações em Brasília. Nas suas visitas arrecadou U$ 300 mil de um, U$ 400 mil de outro, mais U$ 200 mil de outro, há quem diga que Karafiol arrecadou em torno de U$ 8 milhões de dólares das empresas alagoanas e pernambucanas. Ele havia comprado 20 Chevrolet OPALA na concessionária, aumentando a frota de taxi de sua empresa, uma mostra que ele estava cada vez mais arraigado à terra.

Na véspera de ele viajar para Brasília e Rio de Janeiro a fim de resolver o mais alto negócio dos empresários nordestinos, ele compareceu à casa de um amigo para alta jogatina de pôquer. Às três horas da manhã Karafiol havia perdido mais de R$ 20.000,00. Como tinha que embarcar no avião às oito horas, precisava de dinheiro vivo, passou um cheque de R$ 20 mil saldando a dívida do jogo e outro de R$ 10 mil arrecadando o dinheiro que havia na mesa dos parceiros, ele precisava do dinheiro para viajar. Todos aceitaram sorrindo a troca dos dois cheques, ninguém jamais suspeitaria, desconfiaria que os cheques daquele homem extraordinário não tinham fundos.

Na segunda-feira o dono da casa que bancava o jogo ao depositar o cheque no mesmo banco, teve a triste notícia que não havia fundo para cobrir os cheques, e que Karafiol havia raspado todo dinheiro da conta. Foi um Deus nos acuda. Houve uma reunião urgente dos empresários. Nunca mais Karafiol pisou em Alagoas, aquela noite do jogo, foi a última vez que o viram. Embolsou todo dinheiro, até hoje está desaparecido. Os magnatas alagoanos foram à polícia, contrataram detetives em Maceió, Brasília, Rio e São Paulo, gastaram uma enormidade em passagens e hospedagens, ninguém até hoje conseguiu uma pista sequer, foi o maior golpe até agora dado em dinheiro privado. Corre uma versão que Karafiol fez uma cirurgia plástica no rosto. Dizem que está irreconhecível, se candidatou, gastou uma grana, elegeu-se Deputado Federal por São Paulo, quer dizer, continua no ramo.

DEU NO JORNAL

BANDIDOS NA TELA

A soltura do super-traficante serviu para reforçar a glamourização de criminosos, tão ao gosto da imprensa brasileira, do Bandido da Luz Vermelha a líderes do “PCC”.

É questão de (pouco) tempo um cineasta oportunista transformar em filme a vida do bandidão André do Rap.

* * *

Tem filme com bandido pra todos os gostos.

Até com o ex-presidiário Lula já fizeram um.

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

POR QUE SOMOS POBRES?

Antigamente, no tempo dos neandertais, todo mundo era pobre. Ninguém tinha carro, smartphone ou casa própria (no máximo, uma caverna). Mas o homo sapiens aprendeu que unindo trabalho e inteligência, é possível produzir coisas, e que estas coisas melhoram a vida, e que por isso são chamadas coletivamente de “riqueza”.

Mas olhando o presente, não é difícil perceber que alguns lugares são mais ricos e outros são mais pobres. Especificamente, nós brasileiros somos mais pobres do que os moradores de vários países. Por quê?

1. PORQUE SOMOS BURROS

Essa não precisa explicar muito, é só olhar nossos números em qualquer ranking internacional. Acontece que nossa cultura (herança ibérica) enxerga os diplomas como um equivalente moderno dos antigos títulos de nobreza, e os acadêmicos e bacharéis são valorizados não pelo que sabem, mas pela quantidade de títulos e diplomas que ostentam. A missão de nosso sistema educacional não é produzir ou transmitir conhecimento, mas separar nobres dos plebeus, ou seja, definir quem pertence à classe que só tem privilégios e quem pertence à classe que só tem obrigações.

O resultado é óbvio: sem estudar português, somos deficientes em escrever e interpretar textos, o que dificulta a transmissão do conhecimento. Sem estudar matemática, não sabemos usar raciocínio lógico para resolver problemas e não sabemos avaliar idéias e propostas de forma objetivamente (o tal do “povo cordial”, que pensa com o coração e não com o cérebro). Sem estudar história, não entendemos o mundo em que vivemos e continuamos a acreditar em utopias e repetir erros que já foram cometidos muitas vezes. Sem estudar ciências, não sabemos produzir coisas, o que nos torna meros consumidores daquilos que povos mais inteligentes produzem.

2. PORQUE NÃO TEMOS CAPITAL

Bens de capital são coisas que facilitam nosso trabalho e aumentam a produtividade. Quem tem um trator produz mais alimentos do que quem só tem uma enxada. Quem tem uma máquina de costura produz mais roupas do que alguém que costura à mão. E assim por diante.

Um exemplo prático: uma pessoa que mora em um país rico chama alguém para consertar um vazamento ou uma porta emperrada. O profissional chegará de botas, capacete, e com tantas ferramentas penduradas no cinto que parece uma árvore de natal. Graças a estas ferramentas (e ao seu conhecimento) ele fará o serviço de forma rápida e bem-feita. Na mesma situação no Brasil, o “profissional” (aspas obrigatórias) chegará de camiseta e havaiana, trazendo uma chave de fenda espanada e um martelo com o cabo frouxo. E, portanto, o serviço vai demorar mais e talvez não fique bom.

Porque não temos capital? De certa forma, é um círculo vicioso: a pessoa produz pouco porque não pode comprar ferramentas, e não pode comprar ferramentas porque produz pouco. Mas há um elemento externo nesse círculo: de tudo que a pessoa ganha, o governo fica com uma parte, e na hora de comprar a ferramenta, a pessoa tem que pagar uma ferramenta para ele e outra para o governo. Aí fica difícil. (A tarifa média de importação no Brasil é a maior da América Latina, dados do Banco Mundial. Em todo o mundo, ficamos atrás apenas de Camarões, Etiópia e Chade, pelo critério da média simples/não-ponderada. Já falei sobre as consequências do protecionismo: não podemos comprar produtos bons, e os fabricantes locais não precisam se esforçar nem reduzir preços, já que não têm concorrência.)

3. PORQUE MUITO DAQUILO QUE PRODUZIMOS É DESPERDIÇADO

Em lugares pobres, as coisas são feitas sem planejamento. Muitas vezes, de improviso. Quase sempre atendendo a alguma necessidade específica e urgente ou a algum interesse pessoal. Claro que o resultado é desperdício.

Em países de “primeiro mundo” a pavimentação das rodovias é projetada para durar cinquenta anos. Aqui, ano após ano joga-se asfalto sobre uma base inadequada apenas para vê-lo ir embora na primeira chuva. Países ricos planejam a longo prazo, países pobres como nós empilham um “quebra-galho” em cima de outro. Se é necessário fazer uma obra de cem milhões, corta-se vinte porque o orçamento sempre está curto. O resultado são oitenta milhões jogados fora, porque o problema continua, e logo em seguida começa-se a planejar gastar mais cinquenta para remendar a obra inadequada onde economizaram vinte.

Vou contar uma historinha que ouvi de um fornecedor de minha ex-empresa. Ele estava em outro cliente, onde a equipe de manutenção estava sofrendo para trocar uma peça de difícil acesso em uma máquina de um milhão de dólares. Na hora de remontar a peça, ao invés de recolocar os cinco parafusos, colocaram só quatro. Esse meu conhecido estava observando junto com um funcionário de outro setor, que estava indignado: “bando de incompetentes! Se os alemães colocaram cinco parafusos, é porque precisa de cinco parafusos!”. Mas como não era assunto do setor dele, não podia fazer nada. Trocada a peça, colocaram a máquina para funcionar. Duas horas depois, a peça recém-trocada quebra e danifica várias outras. Máquina parada por dois dias, dez mil reais em peças, perda de faturamento estimada em mais de cem mil reais, fora a insatisfação dos clientes com os pedidos atrasados. Por um parafuso que “dava muito trabalho” para recolocar.

4. PORQUE ENQUANTO OS OUTROS ESTÃO TRABALHANDO NÓS ESTAMOS PARADOS NA FILA

Isso é algo que me intriga desde meus dezoito anos, quando abri minha primeira conta no banco. A quantidade de pessoas que passam horas e mais horas sem produzir nada porque estão paradas em uma fila é um incrediente importante da nossa pobreza. O tempo não é infinito. Cada hora que uma pessoa perdeu em uma fila é uma hora improdutiva que jamais será recuperada. Pior ainda é pensar que boa parte destas filas é inútil, serve apenas para cumprir uma obrigação completamente dispensável que alguém (geralmente o governo) inventou. Pelo que me lembro, meu recorde pessoal aconteceu a muitos anos atrás, para conseguir uma segunda via de um documento no detran: foram nove filas e três horas e meia de espera para conseguir um papelzinho que a rigor nem precisaria existir.

Enquanto em outros países as pessoas usam seu tempo para produzir riqueza, nós usamos nosso tempo para cumprir rituais que não sabemos por que ou para que existem. Enquanto eles estão construindo máquinas, fazendo projetos, pesquisando tecnologias, nós estamos preocupados em “pagar uma guia”, “pegar um carimbo”, “pedir um alvará”, “dar entrada num requerimento”, “conseguir autorização”, “reconhecer firma”, “tirar certidão”, “protocolar a solicitação” e “anexar cópia autenticada do rg, cpf e comprovante de endereço”.

5. PORQUE QUANDO ALGUÉM DIZ ONDE ERRAMOS, AO INVÉS DE PARAR DE ERRAR PREFERIMOS FICAR OFENDIDOS COM QUEM DISSE

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JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

TEJE SOLTO

Os sinos tocaram. Saramago descreve a cena em uma Florença do século XVI. Na Igreja, todos se perguntam, “Quem morreu que não sabemos?” E o camponês, que tocava o sino, responde: “Ninguém com nome e figura de gente, foi pelo Direito que toquei finados. Porque o Direito morreu”. E completou: “É que aqui vale a mais velha, a mais permanente e a mais efetiva de todas as leis, a da força”. Uma força que vem sendo exercida em alguns casos, pelo Supremo, de forma lamentável. Como agora.

Essa decisão do Ministro Marco Aurélio é, antes de tudo se diga, inocente. Muito além do razoável. Basta ver as exigências que fez, ao soltar André do Rap: 1. “Permanecer na residência indicada pelo juízo”. 2. “Atender aos chamamentos judiciais”. 3. “Informar possível transferência desse endereço”. 4. E, por favor não riam, “adotar a postura de cidadão integrado à sociedade”. Só para ver o traficante internacional, já condenado em 3 instâncias, entrar num carro de luxo, ir até seu jatinho e voar para destino (por nós) ignorado. “Obrigado, querido Ministro”, deve ter dito ao partir.

O Ministro afirmou que “não lê a capa” dos processos. Nem o interior, pelo visto. Que sua decisão foi, tecnicamente, equivocada. Por, pelo menos, duas razões. 1. Porque contraria jurisprudência do STJ (ver HC 516.305 RJ), que aplica o art. 316 do CPP (mais um escárnio de nosso Congresso) apenas quando ocorra fato novo no processo. Não o caso, agora. 2. E contraria, também, jurisprudência do próprio Supremo. Porque o traficante já teve negado Habeas Corpus, no STJ, pelo Ministro Rogério Schietti. E a Súmula 691 não admite questionamento de decisões monocráticas por HC. Que deveria ter sido impetrado perante sua turma, no STJ.

Sem contar que poderia aplicar os arts. 282 e 312, em vez do 316. E, já tendo relator esse processo (a Ministra Weber), jamais seria ele a decidir. Era só ver na “capa”. Tudo como se seu advogado, sócio de um assessor do Ministro, já esperasse a ordem. E decidindo sozinho. Sem ouvir ninguém. Quando, uma semana atrás, foi alterado o Regimento da casa, para que matérias penais sejam sempre decididas no Pleno. Lembro versos de Eliot (A Terra Desolada): “Rubra e dourada/ A rápida pulsação das águas/ … carregava/ O repicar dos sinos”. O som daquele antigo sino florentino que ainda bate, tanto tempo depois, em nosso Brasil. É triste.

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SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

A MAN

“Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo.” Martin Luther King

A realidade esmurrou-me o rosto quando, na quinta fubânica da semana passada (como são fantásticas as nossas quintas feiras), o palestrante Marcos André perguntou quem de nós tinha livro publicado…O murro levou-me à adolescência. Começa o sonho em meados de 1980, quando uma amante de meu pai da época do futebol, lhe escreveu dizendo que queria visitar a aldeia e que presente gostaria que lhe levasse.

Respondeu-lhe Nelson que trouxesse uma máquina de escrever, “o sonho do guri”, e assim me vi eu com uma portátil (não recordo a marca) em que tanto e tão furiosamente escrevi, que poucos meses depois não havia mais tinta na fita rubro-negra. Mágica era a ilusão de que aquelas letras me fariam ver impresso um livro meu, mas nem de longe imaginava que seria sonho, jamais realidade.

“Tudo é político”. Era isto que Polodoro sempre diz. Era esta visão além do alcance que sempre admirei no auxiliar de Berto. Hoje, mais que ontem, tudo é político, tudo é política. Os de extrema-esquerda chamam-me imbecil. Os que se dizem moderados de esquerda acham que estou estúpido. A ambos dou razão. Mas (raivoso mas), a caravana passa… Os de direita nada dizem, porque direita não há no Brasil. Todo dia Sancho passa as noites em claro esperando a madrugada para pegar seu caminhão, seus cocos e chegar à Baixada Santista para distribuí-los pelos quiosques nas praias ouvindo o ladrar dos cães.

A insônia o atormenta desde que saíra do maravilhoso Exército Brasileiro para ganhar as estradas da vida com seu caminhão. Toda noite em quase 30 anos de estrada teima com o sono, que jamais aparece. Pega lápis e folhas de papel e deixa ali cravadas histórias e mais histórias até o momento em que o relógio avisa que é hora de ganhar o pão.

O Alienista (1882) é uma sátira de Machado de Assis à ciência? Deixemos o “machado” fincado na porta e vamos para outro manicômio…O dr. Bertão Bertamarte, sentindo na boca um gosto de corrimão-de-cabaré, decide trancafiar no seu manicômio, o JBF, qualquer indivíduo que exiba comportamento insano de qualquer natureza. Ele constata então que ninguém é normal, e que pelo andar da carruagem todos os que acessam o viciante Jornal da Besta Fubana terão que ser internados. Um dia far-lhe-ão justiça.

Possuía Sancho uma coleção de gibis com mais de 5000 exemplares com aventuras de super-heróis. Teve uma brilhante ideia. Abriu a geladeira e furou o congelador com uma tesoura. De imediato, libertou-se um gás, que, ao que me explicou o técnico em refrigeração, possui papel importante no sistema de refrigeração, o qual, o retardado inalou durante alguns minutos. Agora é só esperar a manifestação de algum super poder.

Aguardo impacientemente, desde então, que os super-poderes, como capacidade de voar, visão raio-x para ver mulheres peladas (ops, para encontrar vilões escondidos atrás de de paredes) e o sopro gelado para congelar políticos safados e transformar o espelho de água das piscinas em ringue de patinação), se comecem a manifestar ainda esta semana, afinal, o mundo está repleto de vilões malvadões. Quem sabe eu possa impedir o tal K de assumir.

Imaginem o Super Sancho sobrevoando a Amazônia e o Pantanal em chamas apagando com sopro gelado focos de incêndio, salvando girafas amazônicas, elefantes do pantanal, pinguins do cerrado, tigres dentes de sabre, mamutes e até a fênix dourada, para aplausos da tal Greta.

Às vezes é trágico. A história a ser escrita à nossa frente, tão perto que temos dificuldade em ler, tão perto que não é história, nem está escrita e jamais será escrita. Inúmeras vezes chegou frente a editores famosos que nunca publicaram seus livros, pois Sancho possui o maior de todos os defeitos de um escritor: Sancho é de direita em um mundo editorial simpático à esquerda, em um país onde direita é ficção.

Três livros escreveu, várias mãos apertou e nenhuma lhe estendeu o tão desejado contrato para a publicação de nenhum deles. A decepção o levou aos bares da vida, onde afoga em álcool as decepções pelos livros que nunca serão publicados, pois o lixeiro levou para destino ignorado os manuscritos para sempre perdidos. Nos braços da putas também procura o consolo pelo livro que não terá seu nome nas livrarias, no sebos, nas bancas de jornais, nas resenhas de blogs de literatura.

A pior coisa que há é o insuflar das expectativas. Nunca nada está ainda contado. Que bom. Que ninguém “prigunte” que mais irá “acontecê”?! Porque vai. Ô se vai…! Tem saído Sancho todas as noites a percorrer puteiros e similares em busca do tal “ponto G”. Há de sair do prazer feminino o livro que o levará aos holofotes, às entrevistas, ao sucesso e às livrarias.

Em seus importantíssimos estudos verificou “in loco” que infelizmente o tal ponto por ele não foi detectado e nenhuma de suas solícitas companheiras de jornada souberam confirmar tal teoria. Há algum viandante letrado, alguma alma lida que por aqui se aventure e que queira pegar no desafio para me auxiliar em minha aprazível jornada? Isn’t it ironic? Don’t you think?

PS 10: Tanti Auguri… ♫ ♬ ♩ Happy birthday to you / Happy birthday to you♫ ♬ ♩ Sancho deseja Feliz Cumpleaños à belíssima carioca Arlette Pinheiro Monteiro Torres (Rio de Janeiro, 16 de outubro de 1929). Dona Arlette foi galardoada com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, cinco vezes galardoada com o Prêmio Molière, ganhou ainda o Urso de Prata no Festival de Berlim de 1998 pela interpretação de “Dora” no filme Central do Brasil de Walter Salles, o que valeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz em 1999 e ao Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático. Seu único defeito, aos olhos de Sancho, é que entre Bolsonaro e Lula crê que ela não possui nenhuma dúvida, o que prova que ninguém é perfeito.

PS 51: Paula Marisa está concorrendo a Vereadora em Canoas-RS. Paula Marisa – 28000 vereadora/ Canoas RS. A campanha não para de crescer! Rumo a vitória!!!!! Crê Sancho que o povo de Canoas está #FechadoComPaulaMarisa

PS 69: Pandêmico a virar endêmico? El COVID-19 podría dejar de ser pandemia y volverse endémico – Hans Heesterbeek, Catedrático de Epidemiología Teórica de la Universidad de Utrecht, abre una posible ventana para esclarecer: “Según la experiencia con otras infecciones -explica-, hay pocas razones para creer que el SARS-CoV-2 desaparecerá pronto, incluso cuando las vacunas estén disponibles. No sabemos cuánto tiempo durará la inmunidad contra la infección por COVID-19 -explica Heesterbeek-, o qué tan buenas serán las vacunas para proteger a las personas. Pero otros coronavirus que son endémicos en la población humana, como los que causan resfriados, solo confieren inmunidad temporal de aproximadamente un año”.

PS 171: Spider-Man 3 – Tom Holland, Tobey Maguire y Andrew Garfield juntos. Isso mesmo que você leu… Loucura, loucura, loucura… Teremos 3 homens-aranha em Spider-Man 3. Los actores Tobey Maguire, Tom Holland y Andrew Garfield repetirán sus papeles de Peter Benjamin Parker en la película Spider-Man 3, que será una auténtica locura.

Van a juntar a todos los Peter Parkers del cine, ya que Tom Holland estará acompañado de Tobey Maguire y Andrew Garfield. La forma en la que harán que regresen y den el salto al Universo Cinematográfico de Marvel todavía se desconoce, pero está claro que será algo digno de verse en los cines.

PS 666: Teoria da relatividade… O presidente Jair Bolsonaro escreveu na 4ª feira (14/10/20), no Twitter, referindo-se à política econômica da Argentina, Venezuela e de Cuba. “Existe 1 modelo econômico que conseguiu o impossível: Argentina sem carne; Venezuela sem petróleo; e Cuba sem açúcar”.

PS 1000: Simples assim… O presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, anunciou, por meio do Twitter, na 3ª feira (13/10/20), que a maravilhosa Marina Silva (aquela que as más linguas dizem que aparece de 4 em 4 anos para tentar ser eleita) foi excluída da lista de personalidades negras do órgão porque “não tem contribuição relevante para a população negra do Brasil“.

PS 1313: Capitán Cueca 2 é um novo filme em cartaz? Don’t Look Up (No mires hacia arriba) – Eleições 2020… O político mentiu? Mas (eleitoreiro mas), qual é o espalhafato? Há então os que não mentem?

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GROSSERIA E INDELICADEZA PRESIDENCIAL

* * *

O presidente Bolsonaro postou esta resposta lá no Twitter do Globo.

Que coisa absurda!

Nosso estimado colunista Goiano tem toda razão quando diz que este sujeito é muito grosseiro, bronco, indelicado, mal educado.

E ainda tem gente neste país que aplaude estas baixarias.

Coisa horrorosa!!!

A nossa grande imprensa, isenta e objetiva, e que noticia os fatos políticos sem paixão, não merece este tipo de tratamento.