ALTAMIR PINHEIRO - SEGUNDA SEM LEI

ADELINO NASCIMENTO, O CANTOR APAIXONADO DO POVÃO

José Alves Filho que tinha o nome artístico de Adelino Nascimento, nasceu em Maracaçumé, na região de Gurupi, no Maranhão. Foi autor de muitas músicas cantadas por outros intérpretes, como “ADEUS INGRATA”, que fez grande sucesso na voz do também maranhense Cláudio Fontana (que está hoje, com idade de 75 anos). Com mais de 30 discos gravados, Adelino Nascimento estava entre os mais populares da música romântica regional, conhecida popularmente como brega.

Junto com Waldick Soriano, Maurício Reis, Reginaldo Rossi, José Ribeiro, Roberto Muller, Genival Santos e Lindomar Castilho, Adelino era considerado um dos melhores cantores do país em seu gênero. O desmantelado Adelino faleceu em abril de 2008, em Aracaju, por complicações pulmonares com apenas 51 anos de idade, pois bebia uma cachaça da gota serena e fumava maconha até umas “zora”…

Adelino Nascimento Gravou 30 discos de estilo brega nos anos 1980 e 1990 e anos 2000, tendo atingido um alto patamar de popularidade no interiorzão do norte e nordeste. Lançou compacto simples, pelo selo RCA, em 1988. Em 1989, gravou os discos de maior destaque na carreira, “O cantor apaixonado do povão – vol. 1” e “O cantor apaixonado do povão – vol. 2”, que contaram com sucessos como “Coração Arrependido”; “Não Precisa Chorar”; “Flagra do Ricardão” e “De Joelhos na Terra”. Na reta final de sua carreira, entre 2000 e 2006, só subia aos palcos às “queda” de bêbado e sua voz aguda e brilhante já não era a mesma. Eis uma balada de Adelino de arrebentar à boca do balão: Não toque essa música, que eu não posso ouvir/ Porque ela recorda triste um amor que perdi/ Dizem que o homem não chora quando sente saudade/ Mas na verdade esta música fere o meu coração…

Ele teve discos relançados por gravadoras como Unimar Music, que lançou em 2009 o CD “Adelino Nascimento – Não se Vá”, com as músicas: “Não se Vá”; “Eu Hoje Chorei”; “Eu Te Amo Feiticeira”; “Mulher Fingida”; “Te Amo,Te Amo”; “Quando Estou com Você”; “Vou Tentar Te Esquecer”; “Nosso Amor Morreu”,(grande sucesso popular); “O que Será de Mim”; “Adão e Eva”; “Juras”; Coitado de Mim”; “De Pouco a Pouco” e “Mulher Falsa”; e, ainda a Sony Music, que lançou o CD “Adelino Nascimento – 20 Supersucessos”, com as músicas “Menina Faceira”; “Na Pracinha Da Igreja”; “Voa Canarinho”; “Caminhoneiro Apaixonado”; “Ruas Do Mundo”; “Brega Do Amor”; “Viola Velha Companheira”; “De Joelhos Na Terra”; “Vou Voltar Pra São Luiz”; “Momento Infeliz”; “Coração Arrependido”; “Mulher Sem Dono”; “Decidi Ficar Sozinho”; “Bailarina”; “Garota Proibida”; “Nuvem De Chuva”; “Pelo Menos Uma Palavra”; “Secretária Da Beira Do Cais”; “A Surpresa Da Carta” e “A Cruz Que Carrego”.

Eis o verdadeiro hino de Adelino Nascimento que é um melô da dor de cotovelo, na voz de Cláudio Fontana:

Hoje à noite partirei/ Pretendo nunca mais lhe ver/ Desde o dia em que lhe encontrei/ Minha vida é um eterno sofrer/ Adeus ingrata, adeus ingrata, Adeus ingrata/ Não é preciso nem me escrever/ Amanhã estarei longe daqui/ Outras garotas irei conhecer/ Um novo sol há de brilhar pra mim/ Não quero nem lembrar de você/ Adeus ingrata, adeus ingrata, adeus ingrata/ Não é preciso nem me escrever…

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MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

O QUE SE VÊ E O QUE NÃO SE VÊ

Alguns anos atrás, eu visitei um grande asilo para idosos aqui em Curitiba. Trata-se de uma instituição quase centenária, que graças a muitas pessoas generosas e uma administração séria formou um patrimônio rentável. Esse patrimônio, na forma de imóveis alugados, mantém em funcionamento vários asilos gratuitos, sendo o maior deles esse que visitei.

Imaginem minha surpresa quando um dos funcionários me contou que quase metade dos quartos do asilo estavam vazios! Naturalmente, perguntei o porquê. A resposta foi mais surpreendente ainda: ordens da prefeitura.

Acontece que pelas normas municipais, os asilos devem ter médico, enfermeiro, dentista, psicólogo, assistente social e nutricionista em seu quadro de funcionários, de acordo com uma tabela definida pelos burocratas. O asilo tinha um de cada, o que permitia manter exatamente 80 idosos. Se fossem 81, seria preciso contratar mais um médico, mais um dentista, mais um psicólogo… vocês entenderam.

Mas espera: não existem pessoas precisando? Claro que sim. Se você ainda não entendeu: para a prefeitura, ter 130 idosos (o número de leitos disponíveis) recebendo cama, comida e banho e sendo cuidados por um médico, um dentista e um nutricionista é inaceitável. É preferível manter apenas 80 e deixar os outros 50 na rua, sem comida, sem roupa, sem médico e sem dentista.

O nome disso é cegueira seletiva: ver apenas o que se quer e ignorar o restante. É feito o tempo todo por políticos, e muita gente não percebe (e até apoia).

Esse caso serve de introdução para um assunto bem mais importante: salário mínimo. Vejam essa notícia recente:

“Eleitores em Genebra, na Suíça, concordaram em introduzir um salário mínimo equivalente a US$ 25 por hora. Considerando-se 41 horas trabalhadas por semana, são US$ 4.347 (cerca de R$ 24.700) por mês – o que se acredita ser o mais alto salário mínimo em todo o mundo. A medida foi apoiada por uma coalização de grupos sindicais, que tem como objetivo “lutar contra a pobreza, favorecer a integração social e contribuir para o respeito da dignidade humana”. Esse novo salário mínimo vai se aplicar a cerca de 6% dos trabalhadores do cantão a partir de 1º de novembro. A adoção da iniciativa do salário mínimo em Genebra era “necessária”, uma vez que o desemprego representa uma ameaça à existência para muitos dos trabalhadores de baixa renda na cidade.”

Digamos que uma cidade constate que as pessoas de baixa renda não estão conseguindo ir ao dentista anualmente como recomendado: a solução seria aumentar o preço dos dentistas? Parece estúpido, não parece? Mesmo assim, o jornalista que escreveu a notícia acima não viu problema em dizer que aumentar o salário mínimo – ou seja, aumentar o preço do trabalho – é uma solução para o desemprego.

Os bons livros de história mostram que as primeiras leis de salário mínimo eram explicitamente xenofóbicas e racistas: visavam impedir pessoas consideradas “indesejáveis”, em geral imigrantes, de conseguir emprego. O recado era: “não venham para cá”. Funcionou, e funciona até hoje. Os motivos não são exatamente os mesmos. Antigamente, as sociedades eram muito mais fechadas, e barrar estrangeiros era considerado normal, e bom para a economia. Hoje, isso é politicamente incorreto e não pode ser dito, mas manter os pobres desempregados através do salário mínimo traz outras vantagens: de um lado, mantém estes pobres dependentes do governo, o que significa votos garantidos e de baixo custo. De outro lado, criam uma imagem de bondade e “amor aos pobres” que ganha votos daqueles que não sofrem as consequências e podem se dar ao luxo de abdicar da lógica para parecer bondosos. De quebra, garante ao político o apoio de sindicatos e ONGs que costumam ser bons em fazer propaganda.

Basicamente, salário mínimo significa dizer ao pobre exatamente o seguinte: Para nós, é melhor que você fique desempregado do que ganhar novecentos reais por mês. É mil ou nada. Exatamente como no caso do asilo: melhor ficar na rua do que descumprir as sagradas exigências burocráticas.

Nosso sistema educacional, como o de boa parte do mundo, se esforça em tirar das pessoas qualquer ideia lógica no que se refere a conceitos econômicos. É mais conveniente para o governo que as pessoas acreditem em clichês ilógicos do tipo “o patrão malvado paga sempre o mínimo possível”. Ora, a mesma imprensa que difunde estas ideias se contradiz quando admite, como no caso acima, que o novo salário mínimo de Genebra vai afetar 6% dos empregados. Isso quer dizer que 94% dos empregados de Genebra já ganham mais do que o novo mínimo estabelecido. Ué, mas não era um dogma que “as empresas só pagam mais se forem obrigadas pela lei”? Claro que não. Empresas pagam aquilo que cada um vale. Funcionários melhores, mais especializados, com mais conhecimento ou maior competência ganham mais do que os que não tem estas qualidades. E quem não tem qualidades suficientes para justificar o valor mínimo que a lei exige, perde o emprego.

Só essa pergunta “se os empresários malvados pagam sempre o mínimo possível, por que existe gente que ganha mais que o mínimo?” já serve para desmentir praticamente toda a argumentação a favor do salário mínimo. Pode-se complementar com outra: “se o salário mínimo é tão bom e só tem vantagens, por que todos os países não aumentam continuamente o salário mínimo e se tornam ricos?” A resposta, claro, é que aumentar salário mínimo não traz riqueza nem progresso, traz desemprego.

Os exemplos mais claros desse efeito em tempos recentes aconteceram na era Obama nos EUA. Entusiasmados pelo clima progressista, estados como Califórnia, Washington e Nova Iorque criaram leis estaduais estipulando salários mínimos bem maiores que o piso nacional. O efeito foi imediato, especialmente na população mais jovem: desemprego. Vejam este gráfico do Wall Street Journal: a linha vermelha é o salário mínimo, a linha azul o desemprego na faixa 17-25 anos.

Acontece que a realidade econômica não se importa com demagogias, populismos e palavras bonitas como “bondade”, “empatia”, “dignidade”. Empresários que investem seu próprio dinheiro não gostam de ver políticos dizendo a eles como administrar sua empresa. O resultado do populismo é sempre o desestímulo ao empreendedorismo, e a concentração do mercado na mão do governo e de seus amigos, que podem se dar ao luxo de praticar demagogia porque têm outras formas de garantir seu lucro.

O que vai acontecer em Genebra? Provavelmente quase nada, já que é uma cidade riquíssima com uma população altamente produtiva, e que já ganha mais do que o salário mínimo. Talvez um ou outro jovem tenha mais dificuldade em achar um emprego de salário mínimo e tenha que procurar em outra cidade.

Mas em países pobres como o Brasil, a política populista traz consequências desastrosas: literalmente milhões de possíveis pequenos empreendedores são impedidos de criar ou manter seus negócios porque não podem pagar o mínimo que o governo exige. Outros milhões de pessoas que poderiam ter um emprego e um salário são obrigadas a permanecer desempregadas.

E para muita gente, deixar uma pessoa trabalhar por oitocentos ou novecentos reais por mês seria feio, faria mal à “dignidade” dessa pessoa. Mas não é ruim para a dignidade dessa mesma pessoa permanecer improdutiva e viver com seiscentos reais de “auxílio”, auxílio esse que é bancado, a duras penas, por toda a sociedade.

XICO COM X, BIZERRA COM I

ANJOS E AMENDOINS

Amendoins, não os como. Não me atrai comê-los. Tampouco suporto suas cascas e seu pelo. Nem mesmo a crença popular sobre seus poderes afrodisíacos, segundo a qual, na versão de Aldir Blanc, ‘ajuda a levantar o manche mancho dos machos caidinhos’, são suficientes para despertar em mim o desejo de degustá-los. Ofereci-os ao anjo que me visitava. Sou educado. Mas aquele anjo pouco entendia de amendoins e sequer quis libertá-los da casca. Disse-me preferir as azeitonas, sem caroços. Terão dentes os anjos? Não sei. Sei, isso sim, que aquele anjo presunçoso pensava saber de amor. Também não sabia. Insistia em dizer e repetir que o amor acabou. Estranhou quando disse-lhe que o amor não acabou. Mal sabe ele que o amor é uma das poucas coisas da vida, tal qual a matemática, definitivamente imutáveis e exatas. Como um mais um, que pode ser três ou quatro…

Toda a obra de Xico Bizerra, Livros e Discos, pode ser adquirida através de seu site Forroboxote, link BODEGA. Entrega para todo o Brasil.

DEU NO JORNAL

NOTICIÁRIO COVÍDICO DE BANÂNIA

Mais de 86% dos infectados pelo novo coronavírus no Brasil conseguiram se recuperar da doença.

Os dados são do Ministério da Saúde e foram divulgados neste sábado (3).

De acordo com a pasta, das 4.906.833 pessoas que testaram positivo, 4.248.574 já estão livres do vírus chinês, o que representa 86,6% do total.

* * *

Este é o tipo de estatística que não sai de modo algum na imprensa funerária.

Sobretudo na Globo, onde só se divulgam os óbitos.

Óbitos por covid, claro.

As mortes por tuberculose, doenças do coração, malária, sarampo, peste bubônica, aids, papeira, tosse, caganeira, engasgamento, acidente, assassinato, gonorreia e nó-na-tripa sumiram do mapa e do noticiário.

Mortes por outras causas que não o coronavírus estão todas zeradas nas estatísticas midiáticas de Banânia.

Bonner no Jornal Nacional falando do que ele mais gosta de divulgar: o vírus oposicionista que veio pra derrubar o governo

J.R. GUZZO

DO RUIM AO PÉSSIMO

O nome que o presidente Jair Bolsonaro indicou para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal tem todos os requisitos para ser a pior de todas as decisões que tomou no seu governo – ou uma das duas piores, já que ele promete fazer com o próximo lugar a ser preenchido no STF, no ano que vem, o mesmo que está fazendo agora. Bolsonaro teve quase dois anos inteirinhos para pensar direito numa das decisões mais importantes que um presidente da República pode tomar enquanto está no Palácio do Planalto, sobretudo quando o mais alto tribunal de Justiça do País, como acontece no momento, está desesperadamente necessitado de ficar um pouco melhor do que é. Veio com isso aí que foi anunciado. Bolsonaro conseguiu algo que parecia fora do alcance humano: piorar o STF.

O novo ministro, que vai ficar aí pelos próximos 27 anos, é o preferido e conterrâneo de um senador do Piauí denunciado na Lava Jato, em fevereiro último, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, sob a acusação de ter recebido uma propina de R$ 7 milhões da empreiteira Odebrecht, a campeã da roubalheira nos governos Lula-Dilma. Desde então, seu processo jaz num canto qualquer do STF. “Todos nós do Piauí estamos na torcida”, disse o senador pouco antes da indicação ser confirmada – dá para entender perfeitamente, com a sua folha corrida criminal, o quanto ele realmente torceu. Não há nada parecido com isso em nenhum país do mundo. Como o presidente da República e os militares que se apresentam como a rede de segurança moral do seu governo podem explicar uma coisa dessas?

As demais qualificações desse dr. Kassio são uma perfeita desgraça. Ele nunca foi juiz na vida – no STF de hoje, por sinal, parece proibida a entrada de juízes de direito, sendo um “plus a mais”, na verdade, se você é reprovado duas vezes seguidas no concurso para a carreira. Foi nomeado para a magistratura federal pela ex-presidente Dilma Rousseff. É contra a prisão de criminosos depois de serem condenados na segunda instância. No seu entender, não se pode mandar um sujeito para a cadeia só porque ele recebeu duas sentenças de condenação; não é “consectário”, diz ele, que o crime deva ser seguido de punição. “Consectário”? Pois então: essa é a língua que o homem fala.

O dr. Kassio, quando teve de se manifestar sobre o assunto, decidiu que é perfeitamente normal você pagar pelas lagostas servidas aos ministros do STF. Em outras coisas ele não tem pressa nenhuma: está respondendo a mais de 30 queixas no Conselho Nacional de Justiça por ficar segurando processo. Cinco anos atrás ficou a favor da permanência no Brasil do terrorista italiano Cesare Battisti, quatro vezes assassino em seu país. Sua indicação para o cargo foi abençoada por Gilmar Mendes, Antonio Toffoli e o senador Alcolumbre; aliás, a reunião em que se decidiu a indicação foi na casa do próprio Gilmar, com Bolsonaro dizendo que quer se entender melhor com o STF e com o Congresso. Houve festa nas gangues do “Centrão”. Todos adoraram. É difícil fazer pior.

Num país com mais de 1 milhão de formados em Direito, por que escolher justo esse? Na única explicação que deu sobre o caso, Bolsonaro disse que indicou o dr. Kassio porque os dois tomaram “muita tubaína” juntos; havia outros bons nomes, mas seu problema, segundo o presidente, é que “não tomaram tubaína” com ele. Lembrou, aí, os melhores momentos de Dilma Rousseff. Em compensação, comprou a paz possível com o STF, o PT, a OAB, o Congresso, os intelectuais, os comunicadores e a ladroagem raiz – que, como ensina a experiência, é o melhor caminho para chegar ao coração da esquerda. É onde estamos.

DEU NO JORNAL

AS CASSANDRAS BOQUIRROTAS

Fábio Jacques

Observo com atenção e apreensão o grande debate nas redes sociais ditas de direita gerado pela nomeação do Kassio Nunes para a cadeira que ficará vaga com a extremamente tardia saída do decano (já ouvi falar que o correto é “deu o cano”) Celso de Melo, aquele que, segundo Saulo Ramos, se vivesse no zoológico teria sido recolhido pelo Lulinha quando limpava excrementos de elefante.

Aproveitei o ensejo para deixar de seguir vários blogs como o do Rodrigo Constantino, do Silas Malafaia, do Alan dos Santos entre muitos outros que, crentes que sabem das coisas, atacam ferozmente a decisão do Bolsonaro em escolher este novo ministro. São os mesmos que o atacaram quando saíram ou foram saídos Sergio Moro, Mandetta, Bibiano, Santos Cruz e que apoiaram com muito ardor Joice Hasselmann, Janaína Pascoal, Mourão, o MBL, Major Olímpio ou Alexandre Frota.

A intenção destas cassandras, não é apenas criticar a decisão do Bolsonaro. Pretendem, isso sim, arvorar-se como entendidos naquilo sobre o que nada entendem e, de inhapa, fazer a cabeça daqueles que apoiam o Capitão para que o abandonem. O negócio deles é trazer de novo a esquerda para o poder, ainda que talvez até nem saibam exatamente disso.

Se são tão entendidos, por que não se candidatam em 2022 à presidência da república. Certamente qualquer um deles seria eleito e resolveria todos os problemas do país.

Todo ministro ou desembargador nomeado após 1985, ou seja, há 35 anos foi de alguma forma simpático aos governos de plantão caso contrário, não teria sido nomeado, e, portanto, todos deram algum apoio aos projetos e pautas da esquerda. Então, nenhum serve para o imaginário governo dos confusos oráculos da pseudo-direita.

Bolsonaro nomeou quem ele quis e não aquele que eles queriam. E estão todos revoltadinhos.

Se eu disser que enxergam a árvore e não a floresta estou sendo condescendente. Não enxergam o musgo nos troncos, quem dirá a própria árvore.

2022 está logo ali. Vamos aguardar o que acontecerá nos próximos pouco mais de dois anos.

Se o governo fracassar, se o Brasil estiver pior do que foi deixado pela esquerda, votem em outro candidato. Simples assim.

Porque querem, a todo o custo, destruir o que se tenta reconstruir a duras penas? Será que querem parecer míopes enquanto, na verdade, são completamente cegos?

Nenhum país onde a esquerda tomou conta prosperou. Naqueles onde ela continua mandando, o povo está na miséria e a liberdade não existe mais. Será isso que querem para o Brasil?

Deixem de ser boquirrotos e assumam o lado em que estão. Se são contra o atual governo que o digam e que assumam seu viés esquerdista. Mas não continuem se dizendo de direita lutando pelos ideais da esquerda.

Tenho certeza de que viverei até os 100 anos e, portanto, ainda tenho quase trinta para acompanhar a evolução dos fatos. Seremos livres e prósperos ou escravos e miseráveis?

Durante estes anos que me restam vou ter que passar por tudo isso. Depois é cada um por si e Deus por todos.

DEU NO JORNAL

SERTÃO NORDESTINO VIRA UM TERRITÓRIO NAZI-FASCISTA

A aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro em Coremas, no sertão paraibano, atingiu os inacreditáveis 71,4%.

Os números integram pesquisa do Instituto Opinião, divulgada sexta-feira passada, dia 2 de outubro, na Rede Mais (Portal MaisPB Programa Hora H).

Pesquisa do Instituto Opinião, também divulgada essa semana pela Rede Mais, mostrou que em Piancó, na mesma zona geográfica de Coremas, Bolsonaro é aprovado por 66% da população do município.

Os dois levantamentos foram realizados entre os dias 21 e 24 de setembro e registrados na Justiça Eleitoral sob os protocolos 05259/2020 (Coremas) e 04105/2020 (Piancó), respectivamente.

* * *

Eu gostei da palavra “inacreditáveis” usada no primeiro parágrafo desta notícia aí de cima.

A popularidade do presidente da república aqui na Nação Nordestina é uma questão de fé.

Ou você acredita ou não.

Mas como algumas imagens valem mais que mil credos, vamos a um vídeo da visita do bronco Bolsonaro (segundo Ceguinho Teimoso) aos cafundós do sertão da Paraíba, na cidade de Coremas, que fica a 400 km da capital João Pessoa.

Foi no dia 17, mês de setembro passado.

Pelo visto, o sertão nordestino se tornou um território com uma população bronca de maioria reacionária, direitista e nazi-fascista.

Vejam:

FERNANDO ANTONIO GONÇALVES - DE UM SEMPRE NORDESTINADO

PESQUISADORA BRASILEIRA ARRETADA DE ÓTIMA

Recentemente, uma patrícia me deixou com uma vontade de ser mais brasileiro, apesar das merdalidades ambientais cometidas por travestidos de ministros que imaginavam engabelar a inteligência nacional, fazendo passar ilícitos por debaixo dos panos e das ventas da criticidade pátria, desejando castrar o meio ambiente.

Não a conheço, mas a entrevista concedida pela demógrafa Márcia Castro, professora da Universidade de Harvard, publicada na FSP, domingo 27/09, deveria ser reproduzida nos jornais todos, numa época eleitoral onde milhares de desinformações se postam, como a daquele candidato a vereador, de sobrenome Furico e de lema Não Prometo, Dou Sempre!

Sem lero-leros, ela pontifica com pertinência histórica: “A época em que professores tinham sua salinha, davam sua aula, publicavam seus artigos e ficavam famosos já era.” Segundo ela, o momento é de engajamento com políticos, companheiros docentes, líderes comunitários e também com os discordantes, para um combate às desinformações sobre a pandemia no Brasil, posto que ainda existem milhares de abilolados que proclamam que a COVID-19 é apenas uma simples gripezinha, nunca uma pandemia fodona.

No departamento que chefia, na Universidade de Harvard, Márcia Castro estrutura um amplo programa de estímulos e debates no combate às múltiplas desigualdades que humilham mundo afora, a demógrafa se especializando na batalha contra às doenças contagiosas, malária uma delas, que afetam os mais carentes, negros a maioria.

Ela conta uma história acontecida com ela que ilustra a imbecilização gritante que campeia nos quatro cantos terrestres. Na Carolina do Sul, onde ensinava, um aluno seu, branquinho, riquinho e jumentinho, tirou nota baixa numa avaliação. Pedindo reavaliação, obtendo a mesma nota. Não satisfeito, escreveu para ela desaforadamente: “Volta pra Cuba!”. Interpretando mal a origem do seu sobrenome Castro e demonstrando uma dupla estupidez, comportamental e cultural, pois seu sobrenome Castro é originário de Portugal, dado seu pai ter emigrado para o Brasil.

A professora Castro lamenta os docentes que se deslocam para trabalhar em instituições estrangeiras e não mais se relacionam com seus pares brasileiros, muitos deles tratando até mal o contexto pátrio, como se aqui nada prestasse.

Ela tem toda razão quando diz: “Se a gente só conversa com quem concorda com a gente, não se muda a cabeça de ninguém.” E explica: “É importante para entender o que faz cada um pensar do jeito que pensa. Ajuda a encontrar a melhor forma de falar, os melhores argumentos”.

Sobre os estupidificantes movimentos anti-vacinas, ela se declara altamente preocupada, pois já se percebe em algumas regiões um retrocesso percentual da cobertura vacinal. E revela que o índice de confiança na vacina contra dengue, do Instituto Butantã, que era de 76% em 2015, atualmente se situa na faixa de apenas 56%.

As pesquisas da Dra. Márcia Castro atualmente se concentram na identificação de riscos sociais, biológicos e ambientais associados a doenças transmissíveis por vetores nos trópicos, identificando estratégias de combates efetivas. Na Amazônia, por exemplo, ela atualmente estuda a mobilidade humana e infecções assintomáticas de malária e seus impactos potenciais na transmissão da doença. E também reclama de programas de Saúde da Família travados por implicâncias políticas entre prefeitos e governadores.

Um economista sueco famoso, Gunnar Myrdal, já proclamava que “o pior subdesenvolvimento é o mental”. E quanto esse subdesenvolvimento vem acompanhado de sectárias e fundamentalistas posturas políticas ou religiosas, não tem fundo que aguente, como dizia minha avó Zefinha, já do outro lado da rua, que muito me tem auxiliado nas minhas enxergâncias binoculizadoras, separando saberes de safadezas, grandezas posturais de miudezas cagânicas.

PENINHA - DICA MUSICAL