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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

RENÚNCIA – Virginia Vitorino

Fui nova, mas fui triste… Só eu sei
Como passou por mim a mocidade…
Cantar era o dever da minha idade,
Devia ter cantado e não cantei…

Fui bela… Fui amada e desprezei…
Não quis beber o filtro da ansiedade.
Amar era o destino, a claridade…
Devia ter amado e não amei…

Ai de mim!… Nem saudades, nem desejos…
Nem cinzas mortas… Nem calor de beijos…
Eu nada soube, eu nada quis prender…

E o que me resta?! Uma amargura infinda…
Ver que é, para morrer, tão cedo ainda…
E que é tão tarde já, para viver!…

Virgínia Vitorino, Alcobaça, Portugal (1895-1967)

FALA, BÁRBARA!

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JORNALISTEIRA BANÂNICA

CHARGE DO SPONHOLZ

AUGUSTO NUNES

AMANTE INVENTIVA

Gleisi revela o significado do verbete “todo mundo” segundo o Glossário da Novilíngua Lulopetista

“As pessoas iam para o supermercado e enchiam o seu carrinho. Todo mundo podia fazer um churrasco no final de semana, todo mundo podia tomar um refrigerante, tomar uma cervejinha. As famílias tinham dignidade. Quem não lembra disso?”

Gleisi Hoffmann, deputada federal e presidente do PT, conhecida pelo codinome Amante no Departamento de Propinas da Odebrecht, informando que, segundo o Glossário da Novilíngua Lulopetista, o verbete “todo mundo” significa “petistas e demais devotos do partido que virou bando”.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARCOS ANDRE – RECIFE-PE

Nesses tempos de cólera, a palavra do poeta torna-se necessária.

Não há como fazer silêncio.

Compactuar?

Jamais!

E viva a literatura de cordel!

* * *

O HOMEM QUE DEFECAVA DINHEIRO
Autor: Antonio Barreto/BA

Já vi dinheiro na mala
Na gaveta, no baú
Na carteira, no colchão
No Bradesco, no Itaú,
Na Caixa, no Santander
Em sutiã de muier
Mas nunca dentro do ku!

Já vi dinheiro no cofre
No bolso do paletó
No jaleco, no sapato
Na bolsinha da vovó
Na guarita do porteiro…
Mas eu nunca vi dinheiro
Guardado no ‘fiofó’.

Já vi dinheiro no armário
Na cela, no matulão
Na sacola, na gravata
Na caixa de papelão
Na bota, no ‘miaeiro’…
Mas eu nunca vi dinheiro
No bumbum de um cidadão.

Vi dinheiro no bozó
No fosso do elevador
Dinheiro todo espalhado
Lá no Cristo Redentor
No alforje do vaqueiro…
Mas eu nunca vi dinheiro
Na porta do ‘cagador.’

Já vi dinheiro escondido
Na capa do celular
Na saleta do Geddel
No barco dentro do mar
Mas agora um senador
Escolheu o ‘bufador’
Pra o dinheiro ocultar.

Já vi dinheiro escondido
Na poltrona do fuscão
No paiol, na prateleira
Na dispensa, no porão…
Mas o senador fominha
Enjoou da ‘rachadinha’
E aplicou no ‘rachadão’!

O dinheiro vale muito
Na vida de um sonhador
Mas todo cuidado é pouco
Devagar com o andor…
O poder é surreal
E o dinheiro é vendaval
Na bunda de um senador!

Já se viu grana guardada
Num caixão em um velório
Num bueiro da favela
No cinzeiro, no escritório
Mas é grande a confusão
Enfiar um dinheirão
Na porta do ‘cagatório’.

Tem dinheiro escondido
Na pochete do assaltante
Guardadinho no telhado
Pendurado no barbante
Mas agora a novidade
É dinheiro à vontade
Escondido no ‘bufante’.

A gente encontra dinheiro
Escondido no convento
Na gamela, na piscina
Na beira do acostamento
Mas o fato é inusitado
De dinheiro colocado
No ‘buraco fedorento’.

Haja cabra corajoso
Pra gostar duma aventura.
Esse tal de senador
É um homem de bravura
Pois pegou os 30 mil
Botou dentro do ‘funil’
Sem perder a compostura.

O agente quando viu
Na cueca um objeto
Perguntou: o que é isso?
E o senador discreto:
“De covid me tratando,
Agora tô colocando
O ozônio pelo reto”!

Dizem que na hora H
O parlamentar faceiro
Disse logo ao delegado
Que queria ir ao banheiro…
Quando ele se abaixou
Acredite, ele cagou
Um pacote de dinheiro.

Bolsonaro sorridente
Com a notícia bem quentinha
Disse logo pra família:
“Isso é uma pegadinha,
O Francisco plagiou
E agora colocou
Dinheiro na ‘rachadinha’.

Sérgio Moro foi chamado
Pra dar jeito na firula.
Ele fez um relatório
No formato de uma bula
Afirmando: “Essa cueca
Cheia de grana e meleca
É do Presidente Lula”.

Esse fato inusitado
Já virou até paródia
Já intriga os poetas
Os amantes da prosódia
Pois nunca se viu dinheiro
Escondido, tão maneiro
Na caixinha de “hemorródia”! […]

A PALAVRA DO EDITOR

O EDITOR É REBAIXADO DE POSIÇÃO

Este Editor no seu exercício diário de abestalhar o mundo

Um leitor desta gazeta escrota fez um comentário trocando meu ofício de editorzinho  safado por “jornalista”.

Um rebaixamento inominável, haja vista o nível do jornalismo banânico dos dias atuais.

Minha ocupação de fuxiqueiro em tempo integral foi ofendida de forma pesada.

Quem quiser me ver puto, é só me chamar de “jornalista”.

O leitor escreveu o seguinte, com parêntesis e tudo, se referindo a mim:

“Te manca JBF (jornalista bolsonariano fanático)”

E deu um novo sentido para a sigla JBF, que designa o Jornal da Besta Fubana.

Bom, ainda bem que o leitor não me tachou de “jornalista luliano”.

Ufa!!!

Aí seria uma ofensa imperdoável.

Uma injúria de lascar.

Conversei com Chupicleide sobre o assunto e ela deu mais um significado para a sigla JBF:

– Esse leitor é um Jumento Bostífero Ferrenho.

Vôte!!

Dei uma bronca nela e ordenei que não fizesse isso nunca mais.

Todo leitor tem espaço aberto nesta gazeta pra me esculhambar à vontade.

Mas eu não permito que ninguém da minha equipe esculhambe com qualquer leitor.

Na verdade, quem ficou muito ofendido com a frase de Chupicleide foi o nosso jumento Polodoro.

Ele relinchou de raiva e deu um coice nela.

Chupicleide pediu desculpas e os dois fizeram as pazes.

Polodoro e Chupicleide numa boa