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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

O ACENDEDOR DE LAMPIÕES – Jorge de Lima

Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Esse mesmo que vem, invariavelmente,
parodiar o sol e associar-se à lua,
quando a sombra da noite enegrece o poente.

Um, dois, três lampiões acende e continua
outros mais a acender, imperturbavelmente,
à medida que a noite, aos poucos, se acentua
e a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita!
Ele, que doura a noite e ilumina a cidade,
talvez não tenha luz na choupana que habita.

Tanta gente também nos outros insinua
crenças, religião, amor, felicidade,
como esse acendedor de lampiões da rua!

Jorge de Lima, União dos Palmares-AL, (1895-1953)

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RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

MEU 7 DE SETEMBRO

A data Magna de nossa INDEPENDÊNCIA do jugo Português sempre me foi muito cara. Lembranças de minha tenra infância ainda estão vivas em minhas memórias.

Não sei se são verdadeiras ou, apenas ‘flashs’ de histórias do passado. Mas me recordo de ir, de mãos dadas com meu avô, assistir aos desfiles militares na Avenida Duque de Caxias, em frente ao Quartel do 9º BIMtz. Devia ter 3 ou 4 anos, por isso as lembranças são como névoas em minha mente.

Mais vívidas, talvez porque minha mãe ainda guarda algumas fotos da época, são dos desfiles, na mesma avenida, a partir de 1978, com cinco anos no jardim de infância do Colégio Municipal Balbino Mascarenhas. Era uma Escola simples de periferia, mas desfilávamos garbosos atrás de uma pequena Banda Escolar. Minha mãe fez um sacrifício e me comprou uma pilcha, então eu desfilei à frente da escola, carregando a bandeira e ostentando o título de Gaúcho Mirim. Segundo minha mãe a menina (a Prenda Mirim) que me fazia par se chamava Karen. Nunca mais vi, apenas nas fotos dos 3 ou 4 anos seguintes em que desfilamos lado a lado sempre como Gaúcho e Prenda Mirins.

Mais do que o desfile em si, com todos os colegas uniformizados garbosos, marchando em homenagem a Pátria, ficaram-me as lembranças dos dias a fio que treinávamos, marchando no pátio do Colégio ou cantando hinos e canções patrióticas.

Neste ínterim o desfile mudou para a Avenida Bento Gonçalves, onde se localiza o Altar da Pátria e o Fogo Simbólico. Ao lado da Boca do Lobo, Estádio do Glorioso Esporte Clube Pelotas, o Lobo Áureo-Cerúleo. Estádio este que é o mais antigo campo de futebol, em funcionamento contínuo, do Brasil, desde 1908.

Ali continuei meus desfiles. Mudei de Escola, meu Colégio só atendia até a quinta série, as coisas tinham melhorado e fui para uma Escola particular de classe média. Lá fui coordenar o Jornal da Escola, misto de Grêmio e Centro Cívico e continuei nas boas vibrações do 7 de setembro. Lá conheci, ainda que de forma um pouco tardia (já tinha 12 anos) o Movimento Escoteiro, onde algum tempo mais tarde, passei a desfilar em um garboso uniforme de calças curtas.

Fui fazer meu ensino médio (com 13 anos) na famosa Escola Técnica Federal de Pelotas, à época considerada a segunda melhor escola técnica industrial do país. Lá diante de uma potência, tive acesso ao grupo de Escoteiros da própria ETP. Tornei-me Escoteiro, Presidente do Centro Cívico e do Grupo Ecológico Tucunaré.

A Escola Técnica da época seguia a risca a lei (válida até hoje e, sumariamente ignorada) que preconizava a cada 15 dias um momento cívico nas escolas. Tínhamos a cada quinze dias uma palestra sobre temática cívica, onde algumas turmas eram ‘convidadas’ a assistir e, quinze dias depois uma efeméride no Pátio de Educação Física, com hasteamento de bandeiras, hinos e palestra cívica.

Autoridades militares e, até o Prefeito e Vereadores se faziam presentes junto com a Banda do Exército, da Brigada Militar (PM Gaúcha) ou com a Possante (a multipremiada Banda Marcial da Escola Técnica). Os alunos acabavam matando a Educação Física e assistindo ‘voluntariamente’ a Cerimônia.

Eu recebia da Direção a autorização de naqueles dias não participar das aulas. Nestes dias eu organizava bandeiras, adriças, trabalhava recebendo as autoridades, etc. Claro que depois das aulas, na mesma noite eu tinha de assistir aulas de recuperação dos conteúdos e fazer os trabalhos perdidos. Os professores, por ordem da Direção tinham de atender a mim e aos colegas que ajudavam nas cerimônias. Muitos professores, principalmente de ciências humanas ficavam muito ‘felizes’ com este retrabalho.

Com os Escoteiros a realidade da Semana da Pátria se multiplicou. Íamos junto com os militares buscar a Chama (no RS geralmente a fagulha que acende as Piras da Pátria sai da Fazenda Boqueirão, onde uma família mantém um Fogo Crioulo aceso a mais de 200 anos). Acompanhávamos, a meia-noite do dia 31 de agosto o hasteamento das bandeiras. E do altar da Pátria íamos para nossos acampamentos, montados dias antes, na Praça atrás do Altar.

Estes acampamentos eram a casa dos Escoteiros pelos próximos 7 dias, dormíamos, comíamos, jogávamos ali. Também tínhamos uma escala de Guarda, junto com os militares, onde ficávamos em pé, posição de sentido, guardando a chama. E aí de quem a desrespeitasse, brotavam escoteiros, as dezenas, com seus bastões, prontos para ensinar civismo ao incauto.

Ir em casa só para tomar banho e na escola só para fazer provas e trabalhos. Na noite de 6 para 7 de setembro fazíamos uma vigília que terminava as 5 da manhã quando íamos até em casa para um banho e um uniforme limpo e impecável. Sete horas estávamos de volta a Avenida para garbosamente desfilar.

Cresci e fui fazer parte da Liga de Defesa Nacional, organizando a Semana da Pátria. Agora de rádio na mão ajudava a coordenar, zelosamente, os desfiles. Com os DeMolays e, depois, com os Irmãos da Maçonaria acompanhei as homenagens ao Patriarca José Bonifácio, sempre em sua estátua às 07:30h da manhã do dia 7. E, como partícipe ativo das festividades, era convidado à Cerimônia do ‘Vinho de Honra’, que encerra os festejos, no Centro Português 1º de Dezembro.

Segui, já na vida profissional, participando ativamente das festividades, agora representando os Reitores da Universidade que consideravam a Semana da Pátria enfadonha, azar deles.

Depois mudei-me para Santana do Livramento, onde como Diretor Geral da Universidade Federal do Pampa (que estava em implantação, por isso não tinha Reitor ainda) acompanhei diversas cerimônias lindas, onde irmanados militares brasileiros e uruguaios marchavam juntos, nas datas cívicas do Brasil e do Uruguai.

Voltei a Pelotas e fui morar a uma quadra do altar da Pátria. Nas manhãs das Semanas da Pátria vindouras lá estava eu, na Estátua de José Bonifácio, no Altar dos desfiles, etc. Agora carregando no colo ou pela mão meu pequeno filho.

No ano passado fui, pela primeira vez, assistir ao meu filho, Lobinho, desfilar com seu Grupo de Escoteiros.

Neste ano, além da peste chinesa, tivemos a suspensão das festividades pátrias. Partiu meu coração, depois de 45 anos em que só não participei da Semana da Pátria no ano em que morava na Espanha, ver tudo vazio.

Estive na Avenida e o Altar sem bandeiras ou chama era guardado por dois guardas municipais, ali postados para evitar aglomerações. Nem mesmo aqueles energúmenos, que tanto me incomodavam, por sentarem-se desrespeitosamente no Altar, estavam por ali.

Doeu mesmo, passaram anos de lembranças ante meus olhos. Elevei os pensamentos à Pátria e entoei, silenciosamente, em minha mente os Hinos e Cânticos cívicos que fizeram alegres meus setembros.

O amor a Pátria continua o mesmo, a alegria, por hora foi sequestrada pela mídia, pelos interesses, pelos idiotas, idólatras do vírus chinês. Mas meu coração soprou-me que deixe estar. Nos os venceremos, como vencemos todos os inimigos da Pátria.

A eles sobrará o lado mau da história, as cinzas das memórias ridículas e o peso das mortes que vieram e virão seja pelo obscurantismo que condenou a cloroquina ou pela quebradeira econômica que o ‘distanciamento social’ provocará.

Isto sem contar nas crianças sem escola e sem educação e nos desvios e roubos de nossos ‘desgovernantes’. Diz um ditado que: A única piedade que merecem os inimigos da Pátria é uma morte rápida e sem dor.

Não, não desejo suas mortes, desejo apenas que o futuro se lhes incuta o sofrimento que seus atos, práticas e pregações incutiram a todo um país. E que no ano que vem e, mais ainda, em 2022, possamos encher nossas praças e avenidas, num retumbante canto de regozijo pátrio.

SALVE O BRASIL! BRASIL ACIMA DE TUDO!

P.S.: Ao final da noite fui convidado para um momento cívico do Grupo de Escoteiros de meu filho. Ali, virtualmente é claro, depois das homenagens a Pátria fizeram a entrega a Rodrigo, meu filho de 10 anos, da Insígnia do Cruzeiro do Sul. Este é o mais alto grau que um Lobinho (escoteiros de 7 a 11 anos) pode alcançar e, é bastante raro, pois demanda diversas (centenas, para ser exato) de provas e atitudes cotidianas para que a criança seja considerada merecedora de ser um Cruzeiro do Sul. Parabéns meu filho! E, O MELHOR POSSÍVEL (Lema dos Lobinhos).

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

NACINHA – CUIABÁ-MT

Berto, Berto!!!!

Me diga se estou certa ou errada.

Ainda falta prender 25% desta quadrilha de ladrões que está na foto:

É isso mesmo? Fiz a conta certinha?

Ou todos os bandidos da foto já foram presos???

Falta 25% ou falta 0%?

R. Cara leitora, pode ficar tranquila.

Os argutos e bem informados leitores e colunistas desta gazeta escrota tirarão sua dúvida daqui a pouco.

Certamente o colunista Goiano, pesquisador e catador de links, dados e notícias, vai se interessar pelo caso.

Aguarde só uns minutos.

E disponha sempre deste jornaleco pra ficar bem informada e se inteirar de tudo quanto é safadeza e coisa que não presta existente em cima da redondura do mundo.

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MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

SOCIEDADE DOS POETAS QUE SE FINGEM DE MORTOS

O título acima, carregada de metafórica e barata analogia às avessas da magistral e premiada obra cinematográfica Sociedade dos Poetas Mortos, escrita por Tom Schulman e dirigido por Peter Weir. Em que o novo professor de Inglês John Keating é introduzido a uma escola preparatória de meninos que é conhecida por suas antigas tradições e alto padrão. Ele usa métodos pouco ortodoxos para atingir seus alunos, que enfrentam enormes pressões de seus pais e da escola, onde aprendem como não serem tão tímidos, seguir seus sonhos e aproveitar cada dia.

E por aqui, nesta gazeta escrota, o que mais se vê são métodos pouquíssimos ortodoxos de se noticiar e comentar um pouco sobre tudo. Por isso o título sociedade dos poetas que se fingem de mortos.

2010

Há uns dez anos, eu andava fuçando pela internet, alguma página que fugisse dos padrões enfadonhos de se apresentar e da mesmice incrustada nos sites de notícias. Que levasse a informação de um modo diferente, criativo, com sarcasmo mas, sem perder o originalidade. Com humor bem debochado e excrachado, mas que permanecesse fiel e verdadeiro. Que atingisse o sacana e a sacanagem perpetrada, bem nas fuças. Que os comentários também fossem do mesmo nível.

Começava navegando pelas páginas dos grandes jornais, de norte a sul do país: Globo, Folha, JB, Correio Braziliense, O Dia, Correio do Povo, etc. Para se inteirar de alguma coisa, tinha-se que coser uma verdadeira colcha de retalhos do noticiário.

EURECA

Qual não foi minha surpresa quando, pesquisando no google sobre o escritor Mario Vargas Llosa, nobel de literatura de 2010, algo me chamou atenção: “Mario Vargas Llosa – Jornal da Besta Fubana”. Cliquei. Eis que me deparo com o Besta Fubana. Foi uma baita surpresa. Lá estavam notícias, criticas e comentários sobre as principais “chamadas” dos grandes jornais do país. Um balaio de notícias pinçadas da mídia de todo país. Onde os temas eram expostos e debulhados com as criticas pertinentes. Podia-se (e pode) descer a lenha. Salvei a página “nos favoritos” para acessá-la com frequencia.

Sou leitor assíduo do JBF desde 2010, ou seja, do tempo em que o Berto dizia na prímeira página que era editor de “uma gazeta da bixiga lixa! Especialista em generalidades, extremista de centro, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer saliência digna de nota, autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol… ensacador de fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco e… “A esquerda garante que o JBF é de direita. A direita afirma que o JBF é de esquerda. Os moderados dizem que o JBF é radical. Os radicais reclamam que o JBF é moderado. Bem-vindos a informação e a esculhambação”…

Era exatamente o tipo de página que eu procurava. Quando participei com comentários houve repercussão. Enviei charges e sugestões… idem. Notei que os colunistas mantinham um certo diálogo com as críticas ou elogios.

PREOCUPAÇÃO E LOUCURA

De tanto ler e participar do JBF, minhas filhas, preocupadas, vieram me dizer: “Pai, este editor é meio maluco. Andei pesquisando e vi que Besta Fubana era uma figura folclórica e lendária… um vulgo da besta fera. Espécie de aberração que “pune ou punia” os cristãos hereges, mais tarde apelidados de bestas humanas. Pra aliviar e parecer menos ofensivo às pessoas passaram chamar de besta fubana. E virou jargão. Quando alguma coisa fosse comentada sutilmente fala-se: EITA BESTA FUBANA!!.

“E esse editor doido, tem vários livros, entre eles tem esse tal de O Romance da Besta Fubana”

Parti para advogar em defesa de Berto o quanto pude. Expliquei pra elas que tratava-se de um escritor premiado, com excelentes obras publicadas, com ótima aceitação pela crítica literária nacional. Além do blog ser acessado diariamente por centenas de usuários, etc.

De tanto participar comentando, dando pitacos, narrando alguns “causos”, o Berto acabou jogando por terra toda defesa fundamentada que fiz a respeito da sanidade dele. Pois o danado me convidou, via e-amil, a assumir uma coluna no JBF. PQP!!! O cara é maluco, mesmo!

Imaginei: E agora? O editor só me conhece pelos comentários… O trabalho toma todo meu tempo (advogado operário).

Para aumentar minha aflição, decidi perguntar ao editor:

– Berto, o colunista fubânico Mario Vargas Llosa, é o grande Jorge Mario Vargas Llosa, peruano, ganhador do Nobel de literatura 2010?

– O próprio. Autor de um dos meus livros de cabeceira: “A Guerra do Fim do Mundo”

Deus do céu! Quanto mais repassava a vista nos nomes dos colunista, mais desespero me dava.

Fui tranquilizado. Disse-me que escrevesse temas livres. Semanalmente ou por quinzena. Quando farrapo, ele me “puxa as orelhas”.

UM JORNAL NA LINHA DE FOGO

Um jornal que já contabilizou 650 tentativas de invasão e bloqueios na sua página internética (média de mais de 100 por dia), por conta da liberdade e conteúdo das suas matérias, é sinal que incomoda tanto ou mais que 30 elefantes. O saco desses ataques é acabam causando quedas temporárias por conta do intenso tráfego.

Os pseudos democratas usam desta estranha forma de “contra-argumentar” a liberdade de expressão/pensamento inseridas nas páginas do JBF.

Pela covarde sabotagem, todos, (conforme a praga rogada pelo editor) serão condenados à espera do espeto polodoriano.

SOCIEDADE DOS COLUNISTAS/POETAS QUE SE FINGEM DE MORTOS

Nesta “gazeta escrota”, o editor, colunistas, colaboradores e leitores atuam, cada qual a seu modo, como os protagonistas do referido filme. Um professor (Berto) que chegou para balançar o coreto. Pra bagunçar a lerdeza e a falsa moral da referida “unidade de ensino” (grande mídia). Opinando e comentando com liberdade, como alunos rebeldes, sem medo e usando métodos pouco ortodoxos, confrontando o “politicamente correto” e o incorreto… o caraca a quatro. A liberdade aqui é plena!

E esta Sociedade tem incomodado bastante muita gente. De forma que, aos trancos e barrancos, a caravana JBF vai passando, sabendo que, as opiniões ali contidas, tais como as batatas, vão se ajeitando com o chacoalhar da carroça.

Acautelai-vos, tolhedores e coveiros da liberdade de expressão. Os bestasfubenenses estão por aí… vivinhos da silva, se fingindo de mortos.

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PEDINDO AJUDA

* * *

Vi essa pesquisa aí de cima agora há pouco, no Twitter.

E fiquei curioso…

Quem danado é esse sujeito, o Rafinha Bastos, que botou a pergunta no ar?

Algum leitor fubânico conhece ou já ouviu falar desse cabra?

É zisquerdista?

Me ajudem-me, por favor.