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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

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SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER VER

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JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

“SEU XEXÉU” O INVENTOR!

“Seu Xexéu” só não conseguia inventar filhos

Quando saí de Queimadas para morar em definitivo em Fortaleza, no interior, as unidades de medidas conhecidas eram muito antigas. Não existia 1Kg de farinha, feijão, milho ou arroz. Existia, sim, 1 litro – a medida era um caixote de madeira em formato de cubo.

Se me lembro bem, 1 litro de farinha era diferente de 1 litro de querosene ou de leite, por exemplo – mas, todas eram medidas confiáveis que atravessaram gerações. Nos comércios, os bodegueiros usavam “1 Kg” com um pedaço de pedra. 2 Kg, eram dois pedaços de pedra, e daí em diante. Tudo levava a crer que vivíamos nas cavernas – mas, saltava aos olhos de qualquer um, a confiança. A palavra empenhada valia mais que muito dinheiro.

Lembro bem que, a distância entre um lugar e outro, era chamada de “légua”. Tantas léguas pra cá, tantas léguas pra lá. Era assim que se fazia entender a distância. E, na casa da minha Avó, ninguém se atrevesse a reclamar se, “na boquinha da noite” ela quisesse acender as lamparinas e não tivesse querosene.

– Zezim, meu fii, se avexe e vá comprar “meia garrafa” de querosene, apois o daqui acabou. Diga pro Seu Manuel pra me aviar essa meia garrafa, que adispois eu pago!

Ordem dada. Ordem cumprida. Sela no jumento, espora num pé, e tome estrada na direção da bodega do Seu Manuel.

Hoje, quando lembro do tamanho da garrafa que levava para comprar querosene, sinto crises de risos. Na realidade, não era meia garrafa. Era um frasco, que provavelmente só encheria a lamparina naquela noite.

Eis que essa situação mudou. O mundo também. As pessoas que até então só conheciam “Aleijadinho”, passaram a ter conhecimento do Mestre Vitalino e suas invenções, que passaram a chamar de trabalho em artesanato.

Garrafa vazia adaptada como vaso decorativo

E, foi Seu Xexéu quem descobriu para nós, morando lá nas brenhas das Queimadas, que, “queimar bosta de vaca/boi espantava muriçoca”. E passamos a fazer aquilo. Ninguém andava mais léguas e léguas para comprar aquele espiral químico.

Seu Xexéu passou a juntar garrafas vazias, embalagens de magnésio, Biotônico Fontoura e outras que tais e, delas passou a fabricar lamparinas. Fabricava lamparinas maiores até com as latas vazias do óleo comestível Pajeú. E, era exatamente porque “imitava muitas coisas”, que Raimundo Birino recebeu o apelido de “Seu Xexéu”!

Não demorou muito e “Seu Xexéu” descobriu como cortar garrafas de vidro sem quebra-las, adaptando-as para centenas de outras utilidades. Vendia os “inventos”, e com o que ganhava passou a sustentar a família.

Foto 3 – Uma futura lamparina ou ralo para ralar milho verde

Finalmente, todas essas coisas me conduziram, na juventude, a entender melhor o texto de Antoine du Saint-Exupèry, n´O Pequeno Príncipe, quando desenhou a pedido, uma caixa e afirmou que, dentro dela havia um elefante. Ou, ainda, quando diz que, hoje, “amigos não são vendidos em lojas”. Por isso eles são tão poucos.

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JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Juliano Moreira

Juliano Moreira nasceu em Salvador, BA, em 6/1/1872. Médico psiquiatra e pioneiro ao incorporar a teoria psicanalítica no ensino da medicina. Reconhecido como “fundador da psiquiatria brasileira” por ter revolucionado as concepções e métodos da psiquiatria no Brasil. A revista alemã “Psychiatrische Neurologische Wochenschritf” nº 27, de out./1910, publicou a galeria dos grandes psiquiatras do mundo, onde ele foi o único americano participante.

Filho do português Manuel Moreira do Carmo Jr. e da descendente de escravos Galdina Joaquim do Amaral, empregada doméstica do Barão de Itapuã -Luís Adriano Alves de Lima Gordilho-, renomado médico baiano. São escassas as informações sobre sua infância, mas sabe-se que desde o nascimento conviveu com a família do Barão, um dos diretores da FAMEB-Faculdade de Medicina da Bahia. Na condição de “afilhado” do Barão, pode ingressar no curso de medicina aos 14 anos. No 5º ano (1890) foi interno da Clínica Dermatológica e Sifilográfica e no ano seguinte graduou-se com a tese “Sífilis maligna precoce”, divulgada e elogiada no exterior, no “Journal des Maladies Cutanées et Syphilitiques” e nos “Annales de Dermatologie e Syphiligraphie”. Foi o primeiro pesquisador a identificar a leishmaniose cutâneo-mucosa,

No período 1893-1903 foi alienista e médico-adjunto do Asilo São João de Deus, vinculado à Santa Casa. Em 1896 participou do concurso para professor da FAMEB, enfrentando uma banca examinadora composta de escravocratas. Sob aplausos, apresentou sua tese oral “Disquinesias Arsenicais” e o texto sobre “Meopatias Progressivas”. As provas foram acompanhadas com a presença maciça de estudantes que temiam algum ato que o impossibilitasse de vencer o concurso. No dia do resultado do concurso, o Terreiro de Jesus fervilhava de gente à frente dos portões da Faculdade. Quando viram o resultado, ele obteve 15 notas máximas. Com apenas 24 anos superou concorrentes poderosos e tornou-se o mais jovem professor da FAMEB. A festa de comemoração do mérito sobre o preconceito se estendeu até o Pelourinho.

Participou da “Escola Tropicalista da Bahia” e contribuiu por 10 anos na redação da revista “Gazeta Médica da Bahia”. Liderou uma turma de jovens médicos na fundação da Sociedade de Medicina e Cirurgia e da Sociedade de Medicina Legal da Bahia, numa luta constante conta o “racismo científico”. Acreditava-se que a miscigenação era a causa da degeneração do brasileiro; que essa mistura e o clima tropical eram causadores das doenças, incluindo as mentais. Juliano combatia tais ideias evolucionistas dominantes, afirmando a necessidade de eliminar preconceitos de cor e casta, e promover um trabalho de higienização mental dos povos. Chegou a ter duros embates com seu colega Nina Rodrigues, que seguia o pensamento vigente. Defendia suas ideias de forma educada e cortês utilizando a ciência em defesa das minorias excluídas, sem o sentimento de inferioridade que sua mestiçagem pudesse sugerir. Mantinha um ritmo de trabalho intenso além de contribuir com diversas revistas nacionais e estrangeiras especializadas.

No período 1895-1902 fez uma série de viagens à Europa para tratar de uma tuberculose crônica, aproveitando a ocasião para alguns estágios e visitas à clinicas psiquiatras e manicômios. Em 1900 participou do Congresso Médico Internacional, em Paris, e no ano seguinte foi eleito, mesmo ausente, Presidente de Honra do IV Congresso Internacional de Assistência aos Alienados, em Berlim. Em 1903, tendo Rodrigues Alves como presidente, foram empreendidas profundas reformas no País. O baiano José Joaquim Seabra foi nomeado Ministro do Interior e Justiça; o Barão do Rio Branco assume a pasta das Relações Exteriores. O País passava por mudanças estruturais.

Pereira Passos, prefeito do Rio, iniciou uma “revolução” urbanística e sanitária na Capital Federal, tendo Oswaldo Cruz na linha de frente, impondo a vacinação obrigatória, que resultou na “Revolta da Vacina” em 1904. Foi nesse contexto que ele esteve no Rio de Janeiro e não voltou mais à Salvador. Numa articulação de Afrânio Peixoto com o Ministro Seabra, foi convidado, aos 30 anos, para dirigir o Hospital Nacional de Alienados. Dá inicio a uma nova fase na história da saúde mental no Brasil. Enquanto Oswaldo Cruz comanda uma “revolução” na saúde contra as epidemias, ele comanda outra na saúde mental contra o tratamento desumano praticado nos asilos. Sua primeira providência foi mudar a vetusta sala do Diretor para uma simples sala no térreo e passa a morar no Hospital. Recebia todos que o procuravam, sem cerimônia. Em 1914 recebeu um paciente famoso -o escritor Lima Barreto-, de quem recebeu o comentário: “Na 2ª feira, antes que meu irmão viesse, fui à presença do Dr. Juliano Moreira. Tratou-me com grande ternura, paternalmente, não me admoestou, fez-me sentar a seu lado e perguntou-me onde queria ficar. Disse-lhe que na seção Calmeil. Deu ordens ao Santana e, em breve, lá estava eu.”

Como medida institucional, manteve contatos com o Ministro Seabra no intuito de garantir assistência aos necessitados. Com isto foi promulgado o Decreto nº 1132, de 22/12/1903, (Lei Federal de Assistência a Alienados). No âmbito interno do hospital, promoveu mudanças significativas: retirou grades das janelas e eliminou as camisas de força; implantou oficinas artísticas; construiu um pavilhão dedicado ao trabalho dos internos; organizou uma biblioteca para uso dos pacientes e funcionários; mudou o foco da psiquiatria francesa, copiada integralmente, para a alemã, adaptada à nossa cultura etc. Com dedicação integral e intensa ao trabalho, descuidava-se de sua saúde comprometida por uma tuberculose crônica.

Em 1905, junto com Afrânio Peixoto e outros, fundou a revista “Arquivos Brasileiros de Psiquiatria, Neurologia e Ciências Afins”. 2 anos após, junto com 40 colegas, fundou a Sociedade Brasileira de Neurologia Psiquiatria e Medicina Legal, cujo objetivo era “fazer uma grande propaganda em favor da melhora da sorte dos alienados”. Em seguida representou o Brasil no Congresso de Medicina de Portugal, onde manteve contatos com Julio Dantas, médico que defendeu a tese “Pintores e Poetas Rilhafoles”, inspirado nas manifestações artísticas dos pacientbes em hospitais psiquiátricos. Trouxe estas experiências para o Brasil, que mais tarde viriam incentivar os trabalhos de Nísia da Silveira.

Participou de diversos congressos médicos na Europa: Milão (1907), Ansterdam (1908), Viena (1908), Londres (1909) Budapeste (1910) Em 1911 foi nomeado diretor da Assistência Médico-Legal de Alienados e na sua gestão (acumulada com a direção do Hospital) criou o Manicômio Judiciário e envidou esforços para a aquisição do terreno, construção e fundação da Colônia Juliano Moreira. Em 1925 comandou uma comitiva recepcionando Albert Einstein em Visita ao Hospital. Em 1928 foi convidado por 4 universidades japonesas para fazer conferências e foi condecorado com a “Ordem do Tesouro Sagrado” pelo Imperador Hiroito. No mesmo ano criou a Seção Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Psicanálise, fundada em 1927 pelo Neuropsiquiatra Franco da Rocha, em São Paulo

Impressionante sua capacidade de trabalho, mesmo doente. Dirigiu o Hospital durante 27 anos, até 1930 e ainda encontrou tempo para fundar e dirigir a Academia Brasileira de Ciências no período 1926-29. Com a instauração do “Estado Novo”, em 1930, foi destituído da direção do hospital e aposentado. Seu legado é de 112 artigos científicos publicados no âmbito nacional e internacional, comprovados na dissertação de Vera Portocarrero “Juliano Moreira e a descontinuidade histórica da psiquiatria” (2003) e na pesquisa realizada pelo IFB-Instituto Franco Basaglia “Fontes primárias e secundárias relativas a Juliano Moreira”. Faleceu em 2/5/1933, pobre, contando com ajuda de amigos na tentativa de sobreviver a doença que o castigara durante anos. Em sua homenagem, o Governo da Bahia criou em 1936 o Hospital Juliano Moreira, onde é mantido um projeto de museu dedicado à sua memória: “Memorial Prof. Juliano Moreira”.

No dia seguinte ao falecimento, o Jornal do Brasil publicou o necrológio “O Brasil (…) não pode avaliar o que perde com o desaparecimento, ontem, do sábio Juliano Moreira. Grande entre os maiores psiquiatras do país, com um renome e uma fama que ultrapassaram as fronteiras brasileiras para fulgurar nos centros científicos mais adiantados do mundo. Juliano Moreira devotou à ciência toda a sua vida e toda a sua dedicação (…) mais tarde, teremos então ideia de quanto perdemos com a sua morte”. Nas biografias que temos publicado aqui, é comum reclamarmos a falta de uma filmografia sobre os ilustres brasileiros. No caso de Juliano Moreira, reclamamos, também, a falta de uma biografia.

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ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

POR QUE ESTOU INDO EMBORA DO BRASIL?

Vejam meus fubânicos leitores, o quanto este autor que vos fala é profético:

LEX LUTHOR PARA PRESIDENTE!

Dos EUA!

O próximo movimento será ordenar “Busca e Apreensão” na Casa Branca, seguida de “Condução Coercitiva” e debaixo de vara para Trump. ahahahahah

O confisco do celular do tirano já está sendo cogitado.

Vou correr atrás dos meus sonhos, em vez de ficar aqui, sendo submetido quotidianamente a montanhas de canalhices, patifarias, roubalheiras, criminalidade, cinismos, estupidez, incompetências, e outras “cositas” de mesmo jaez. E, pior de tudo: Tudo isso se iniciando nas mais altas esferas governamentais da nação.

Chega de aturar um “governo” de ladrões, inchado e glutão, entupido de parasitas autoritários, que não contribuem com porra nenhuma e ainda ficam o tempo todo cagando regras sobre como cada um de nós deve viver, se comportar e, agora, até como deve pensar.

Como se isso não bastasse, hordas de imbecis bradando diuturnamente para que o governo torre parte da imensa montanha de dinheiro que nos arranca a ferro e fogo, a parte que eles mesmos não se apropriaram, para distribuir benesses a pobres miseráveis semianalfabetos, que só pensam em arrancar algumas migalhas de esmola governamental a fim de sobreviver, em vez de trabalhar e produzir, num grande esforço para cooptar as massas ignaras para sua perpetuação política.

Multidões de ignorantes, estagnados no paleolítico e entupidos de doutrinação estupidificante, sempre adoraram uma tirania, desde que lhes proporcionasse ‘Pão e Circo”. A família, base da educação dos seres humanos, sendo solenemente explodida por todos os meios possíveis e imagináveis, a fim de que o Estado assuma o papel de grande “Educador” (Argh!) e líder das massas estupidificadas.

“De certa forma, a visão do mundo imposta pelo partido foi bem-sucedida exatamente nas pessoas incapazes de entende-la. Eles podem ser levados a aceitar as mais flagrantes violações da realidade, pois nunca entenderam a enormidade daquilo que lhes estava sendo solicitado, assim como não estavam suficientemente interessados em política, de modo a notar o que estava acontecendo. Foi por falta de entendimento que mantiveram a sanidade mental. Simplesmente engoliram tudo e, o que foi engolido, não lhes causou nenhum mal, pois não deixou nenhum resíduo, tal como um grão de milho passa pelo tubo digestivo de uma ave sem ser digerido. ”

Já na Venezuela Bolivariana, 85% das empresas fecharam; a inflação anual está em 10.000.000%; os cidadãos perderam em média 7 Kg de peso devido à má nutrição; o PIB teve uma queda de 35% em 2019, e vai pelo mesmo caminho em 2020.

Não é que o socialismo NÃO tenha sido implantado corretamente. O problema é que O SOCIALISMO FOI IMPLANTADO CORRETAMENTE!

Enquanto isso, em um imenso país com formato de pernil de porco, mais ao sul, uma multidão de canalhas, ATIVAMENTE APOIADOS PELO MAIS ALTO NÍVEL DO APARATO JUDICIAL DO ESTADO, e por boa parte do congresso nacional, vem há anos lutando, de todas as formas possíveis e imagináveis, para leva-lo na mesma direção da catastrófica Venezuela, mesmo tendo contra si a maioria absoluta da população e tendo perdido as últimas eleições majoritárias.

É POR ISSO QUE EU QUERO IR EMBORA DESTA MERDA DE PAÍS!!!!! O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!!!!

CHARGE DO SPONHOLZ