DEU NO TWITTER

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

DESAFIO “ENIGMA SCRAMBLEX” 3

O desafio chamado “ENIGMA SCRAMBLEX “ foi criado com o objetivo de melhorar o QI dos seus usuários.

É simples , atrativo, desafiante e seu maior benefício é divertir com educação.

Enfatizo que a concentração utilizada na sua prática diária, vai nos distanciar da doença de Alzheimer.

Veja como é o enigma :

Uma palavra lhe é apresentada com as letras embaralhadas e o desafio consiste em descobrir qual é a palavra.

Um exemplo:

A,C,I,I,L,O,P = POLÍCIA

O desafio de hoje está abaixo e a resposta você conhecerá em mais alguns dias.

1 – A , G , L , L , O , B

2 – G , A , Í , L , U , N

3 – I , O , I , R , R , É , T , C

4 – I , E , E , L , T

5 – T , T , L , S , A , A , E

* * *

RESPOSTAS DA POSTAGEM ANTERIOR:

1 – L , O , Í , D , N , E – ÍNDOLE

2 – E , E , E , T , P , R , M , N – PREMENTE

3 – C , S , A , B , R , U , L , E – BURLESCA

4 – M , U , S , A , S , E , P – ESPUMAS

5 – A , D , O , T , L , R , E – LETRADO

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JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

DOIS CAUSOS

O MENINO E A MÃE

Joãozinho vê sua mãe nuinha, sem roupa e sem toalha, pela primeira vez, e fica intrigado com os pêlos do entre-pernas e vai logo perguntando:

– Oh Mãe, que é isso que você tem aí no meio?

– Isso aqui meu filho é… Ahh, meu filho… isso é uma coisa que seu pai gosta muito! Respondeu a mãe, morrendo de vergonha.

Uns dias depois, na hora do jantar, o pai de Joãozinho pergunta para a esposa:

– Querida, o que é que vai ter pra jantar hoje?

– Ah meu amor, uma coisa que você gosta muuuuuito!

E o Joãozinho:

– Eita mãe! Vai ser com cabelo e tudo?

* * *

APRENDENDO A LIÇÃO

O pai pergunta:

– Ô meu filho, você acha que sua professora desconfia que eu te ajudo a fazer a lição de casa?

– Acho que sim, pai. Ela até já me disse que você deveria voltar para a escola!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

PROCURA-SE UM MATEMÁTICO

Procura–se um matemático que possa encontrar resposta para a seguinte equação.

Em qualquer praia da Bahia, Ceará ou Alagoas, um coco d’água custa entre cinco a dez reais.

Em contraposição, as três barracas de coco, localizadas às margens da BR 040, próximas ao Núcleo Bandeira, DF, (avizinhadas do aeroporto de Brasília), defronte ao meu CEP, Park Way, cobram dez reais por dez cocos.

Aritmeticamente falando cada coco custa apenas UM REAL.

Elementos da intrincada equação para serem pesados:

1. Esses cocos, vendidos em Brasília por apenas um real, são procedentes dos municípios praianos da Bahia, Ceará, Alagoas, enfim do Nordeste;

2. Chegam a Brasília não pelo modal ferroviário, mas no lombo de carretas movidas a Petrobrás e muita sola de sapato para percorrer a grande distância entre o Nordeste e Brasília, DF;

3. Esses cocos, de um real, não são falsificados pois não há nenhum sinal de que tenham sido furados para serem engarrafados em Brasília;

4. Se esses cocos, da lavra do litoral nordestino, são vendidos em Brasília por apernas um real, é porque alguém está lucrando sobre um produto que deve ter custado, no coqueiral, estimativamente, vinte a trinta centavos, cada.

À vista do exposto, manda a curiosidade, — de quem comicha por saber o teor de uma carta fechada —, que se identifique alguém, um matemático, um atuário, que possa decifrar esse enigma, a razão pelo qual uma água de coco custa, nas praias nordestinas, a “desprezível” importância de cinco a dez reais, cada. Não havendo uma explicação por via das ciências exatas, resta invocar o ocultismo, o esoterismo, enfim as artes divinatórias, quiromancia, etc.

Disse-me um palpiteiro que de duas ocorre uma: ou os vendedores nordestinos de água de coco desconhecem o princípio do giro rápido da mercadoria, ou nutrem o equivocado entendimento de que turistas e banhistas (os que pagam dez reais por um coco d’água) são por essência: idiotas, dementes ou desabotinados. A bem dizer, não são loucos, mas, para os vendedores de coco, fazem o que o doido faz.

É preciso ter muito juízo para ser louco de pedir dez reais por uma água de coco, no terreiro da fábrica de coco.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

TRINDADE – Manuel Antônio Álvares de Azevedo

A vida é uma planta misteriosa
Cheia d’espinhos, negra de amarguras
Onde só abrem duas flores puras –
Poesia e amor…

E a mulher… é a nota suspirosa
Que treme d’alma a corda estremecida,
É fada que nos leva além da vida
Pálidos de langor!

A poesia é a luz da mocidade,
O amor é o poema dos sentidos,
A febre dos momentos não dormidos
E o sonhar da ventura…

Voltai, sonhos de amor e de saudade!
Quero ainda sentir arder-me o sangue,
Os olhos turvos, o meu peito langue,
E morrer de ternura!

Álvares de Azevedo, São Paulo (1929-1960)

DEU NO JORNAL

DEMOCRACIA MONICAL FOLHETÍFERA

A jornalista Mônica Bérgamo, Folha de São Paulo, usou seu Twitter ontem para pedir censura de um colega, no caso o jornalista Oswaldo Eustáquio.

Oswaldo Eustáquio foi parceiro do UOL, portal da Folha, onde trabalha Mônica.

Ela está furiosa por que o STF cassou os registros do jornalista nas redes sociais, mas ele continua publicando seus comentários e entrevistas, inclusive denúncias.

No Twitter, Mônica Bérgamo escreveu:

* * *

A bovina zisquerdelha apelou pra instância certa: o STF.

Falou em acabar com liberdade de imprensa e de opinião, o lugar certo pra se recorrer é àquela porra mesmo.

A luleira da cara lisa tá puta porque o colega continua “a mil no Twitter”, exercendo seu direito de opinar.

Esta é a ideia de “liberdade de imprensa” dessa canalhada jornalisteira que passa o dia peidando nas cadeiras das redações e cagando bosta fedorenta nos teclados dos computadores.

É este o conceito de democracia da grande mídia extremista.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

A PALAVRA DO EDITOR

ÓTIMO: ESTAMOS INCOMODANDO

Ontem, quarta-feira, esta gazeta escrota ficou fora do ar por um bom tempo na parte da manhã.

Segundo informou o nosso suporte, tudo em consequência de tentativas de invasão e bloqueios.

O sistema de segurança barra os ataques, mas acaba gerando muito tráfego na página e derrubando-a por algum tempo.

Especialistas fubânicos me disseram que isto acontece por conta do conteúdo das nossas matérias.

Tem neguinho que é contra muita coisa que publicamos aqui e, ao invés de argumentar e usar o nosso espaço aberto e democrático, parte para a sacanagem mais rasteira que pode existir, querendo calar a liberdade de opinar e de dizer o que se pensa.

Tem dias em que esta gazeta escrota sofre mais de cem ataques tentando  nos bloquear.

Até ontem, quarta-feira, foram 570 tentativas só neste mês de agosto!

Uma média de mais de 100 por dia.

Confesso que não estou puto, nem com raiva.

Na verdade, me deu uma alegria enorme saber que estamos incomodando esses “democratas” felas-de-puta que não suportam ver a verdade escancarada no seu fucinho.

Pra estes canalhas eu já tenho um presente reservado: a pajaraca do jumento Polodoro enfiada no furico deles.

Todinha, até o talo.

Sem cuspe e sem vaselina.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ISMAEL GAIÃO DA COSTA – RECIFE-PE

Prezado amigo Papa Berto,

Tenho a felicidade de lhe informar que meu soneto, SER HUMANO, foi um dos trinta selecionados e recebeu Mensão Honrosa, entre 997 poemas inscritos no 1° Concurso de Poesia da Academia Montes-Clarence de Literatura, Montes Claros – MG, Poesia em tempos de Quarentena.

E foi o único selecionado do estado de Pernambuco.

Ficaria muito feliz de vê-lo publicado no nosso querido e tão prestigiado Jornal da Besta Fubana.

Um forte abraço.

SER HUMANO

Esse clima de horror, tão obscuro,
Colocou-nos num mundo em aperreio.
A mãe terra ficou com ar mais puro,
Vendo a flora e a fauna sem receio.

Ser poeta é viver em devaneio,
Enxergando pro mundo um bom futuro,
Mas por tudo que vejo, eu já não creio,
Que o planeta terá lugar seguro.

Nesses dias do tal distanciamento,
O desejo é sair do sofrimento,
Mas curar todo o mal é ledo engano.

De que forma teremos esperanças?
Que futuro daremos às crianças?
Se o problema da terra é o ser humano?

JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

CONVERSAS DE MEIO MINUTO (1)

Estou escrevendo livro que vai ter esse título. Reunindo conversas que tive, pela vida, com todo tipo de gente. Ia dizer desde Presidentes da República até pessoas modestas. Mas logo percebi o erro. E já corrigi. Que muitos dos simples são personagens que valem a pena. E nem todos os Presidentes são grandes homens. Como palavras da abertura, fiz esses versinhos: Tem conversa que é de pai/ Conversa pra um irmão/ Conversa de padre santo/ Conversa de assombração/ Conversa de paz e amor/ Conversa de confusão/ Conversa de prato caro/ Conversa café com pão/ Conversa de vida boa/ Conversa de solidão/ Conversa de amor a Deus/ Conversa na lei do cão/ É um bom, outro ruim/ Esse mundo é mesmo assim/ Viva tu e viva mim/ Viva Dom Sebastião. E decidi reproduzir, aqui no JBG, algumas dessas conversas. Na esperança de que o amigo leitor sinta, quando ler, pelo menos um pouco do prazer que tive ao participar delas. Aqui vão as primeiras:

* * *

Padre EDWALDO GOMES, de Casa Forte. Chegamos ao Hospital Memorial São José. No quarto, o padre Edwaldo parecia bem disposto. E fui logo dizendo:

– Maravilha, pastor. Imagino como deve estar contente.

– E por que?, José. Estou aqui cheio de fios…

– É o seguinte. O amigo passou a vida inteira sonhando em encontrar com o Pai Eterno. E agora, quando esse momento está tão próximo, deve ser o homem mais feliz do mundo.

Vade retro, José. Pare com isso que não tenho pressa.

E se benzeu – Pai, Filho, Espírito Santo.

* * *

ELIAS SULTANUM, santeiro. Ligou para saber do Coronavirus.

– Como estão?

– Muito bem.

– Graças.

– Adeus.

* * *

JOSUÉ DE CASTRO, autor de Geografia da Fome. Em seu apartamento de Paris, à beira do Sena. Alí, cumpria seu destino de exilado. Fim do jantar, começou a tomar comprimidos. Eram 12, escondidos entre os talheres de sobremesa (que ia pondo bem devagar, na boca; um comprimido, e um gole de água). Dava para contar, sem nem perceber. Então perguntei:

– Para que isso, Dr. Josué? O senhor está tão bem.

– Estou não, meu filho. Estou morrendo!

– De que?, Dr. Josué.

– De saudade.

Josué de Castro ia fenecendo, cada dia um pouco, por não poder voltar ao Brasil. Dois meses depois, como previu, acabou morrendo. Saudades.