DEU NO JORNAL

BANÂNIA: UM PAÍS DA PORRA!!!

Esse é o cara que vai “colaborar” com o projeto de lei das fake news (PL 2630) a convite do presidente da Câmara Rodrigo Maia.

É como botar o bandido para escrever a lei penal.

O Brasil não é para principiantes.

* * *

E foi convidado solenemente, abertamente, publicamente, pelo presidente de um dos três poderes da república.

Convite com direito até a um lindo e fofo dedinho pra cima.

Presidente que o depravado Felipe Neto chama carinhosamente de “Rodrigo”.

Que coisa linda!!!

De fato, este nosso país não é pra principiantes.

É phoda!!!

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Meu caro Editor:

Estamos há 18 meses sem uma única denúncia sequer de corrupção no governo federal, um fato que merece ser comemorado e divulgado.

Não é por acaso que a popularidade do nosso presidente está crescendo velozmente em todos os quadrantes do pais.

Adeus, ladrões!!!!!!!!!!

Um bom final de semana para você e todos os leitores.

R. Meu caro, acho que você praticou uma maldade muito grande.

Isto é sadismo puro.

Essa constatação de que estamos há 18 meses sem ladroagem de dinheiro público no governo federal vai deixar a grande imprensa brasileira puta de raiva.

Os redatores da mídia oposicionista e funerária vão babar de ódio.

Já os zisquerdistas e os derrotados de 2018 vão ter ímpetos de praticar o suicídio por hemorragia: enfiando o dedo no furico e rasgando até chegar ao umbigo.

Enquanto soltam fogo e fumaça pelos ouvidos.

Faça isso não meu caro.

Tenha piedade dessa gente.

A PALAVRA DO EDITOR

NOSSOS COMERCIAIS, POR FAVOR

Leitora aqui do Recife me pergunta quanto custa colocar um “comercial” nesta gazeta escrota.

Respondo pra ele e pra quem mais interessar possa:

Num custa nada.

É de graça.

Temos aqui uma seção intitulada Promoções e Eventos que é um espaço pra divulgar qualquer coisa, profissão, firma, evento, empresa ou atividade.

É só mandar o seu reclame que ele será postado de imediato.

E será repetido periodicamente.

Barbeiro, açougueiro, garota de programa, motoqueiro, boteco, armazém, padaria, xibungo, manicure, cantor, banco, oficina, editora de livros, ensacador de vento, cuidadora de idosos, pasteleiro, taxista, concessionária de veículos, agiota, babá, amolador de tesoura, jardineiro, enfim, estamos de portas abertas pra qualquer um.

Temos fregueses no Brasil inteiro e até no exterior.

Um público gastador, de mão aberta e que adora consumir.

Só peço que já mandem o reclame montadinho, com texto, imagens, vídeo, link, tudo certinho.

Disponham.

E vamos fechar a postagem com um comercial bem atual.

Um vídeo com propaganda do carro Renault Gordini, o primeiro automóvel que este Editor comprou:

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

HABILITAÇÃO PARA A NOITE – Carlos Drummond de Andrade

Vai-me a vista assim baixando
ou a terra perde o lume?
Dos cem prismas de uma joia,
quantos há que não presumo.

Entre perfumes rastreio
esse bafo de cozinha.
Outra noite vem descendo
com seu bico de rapina.

E não quero ser dobrado
nem por astros nem por deuses,
polícia estrita do nada.

Quero de mim a sentença
como, até o fim, o desgaste
de suportar o meu rosto.

Carlos Drummond de Andrade, Itabira-MG (1902-1987)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JESSIER QUIRINO – ITABAIANA-PB

GONZAGÃO AQUI É MATO

Se no fim de um zero dia, tudo que é fole zerasse
Toda sanfona murchasse, todo baião se exaurisse
Ainda assim restaria no mais fundo mato-adentro
Um filete de voz doce cafungando Carolina.
 
E ele ressurgiria
Largo e esperançoso
Boieiro e sanfonador:
 
Uma luneta ray-ban no quebra-molas da venta
Riso frouxo gonzagudo
Caprichando em gozação:
 
– Ah minha senhora! Comigo é nove!!!
Eu vicejo, dou pro gasto inda sobejo!
 
E tome:
 
Fum-fum-fum, Carolina
Fum-fum-fum.

* * *

31 ANOS SEM GONZAGA

Luiz Ganzaga cantando para o Presidente Dutra. Foto de imprensa – 1949

DEU NO TWITTER

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A “SEGUNDA” REVOLUÇÃO DOS BICHOS

Aquela negra alta e magra, sem a característica da bunda arrebitada tão comum nas mulheres de hoje, com uma cuia cheia de milho numa das mãos, cachimbo num canto da boca, ainda conseguia emitir um som que as galinhas, patas, galos, patos e perus conheciam como se fosse uma linguagem em cifras, entre eles:

– Ti, ti, pê, ti, ti, pê, ti-ti-ti!

Em poucos segundos, Raimunda Buretama ficava rodeada de todas as aves que mantinha e fazia a criação meieira do quintal. Continuava rebolando mancheias de milho, ao tempo que espantava o galo, que esquecia do milho e tentava “abaixar” a pata, mulher de Nicolau, o pato.

Não era diferente com Francisca, a galinha poedeira, mãe de quase todos os pintos e frangos do quintal – tinha até um pinto com os pés diferentes, como se filho de pato fosse. E eu não tenho conhecimento para duvidar disso. Galo corno, seria o primeiro.

Francisca, assim era chamada, como forma de insulto da Vovó ao Vovô, “raparigueiro” de marca maior, com fama de gastador de trocados em troca de uns reles e fingidos carinhos. E, no local frequentado por Vovô, havia uma fuampa muito famosa – pelo atendimento interesseiro que dispensava aos fregueses. Vovó afirmava que era atitude de “galinha”. Daí o apelido que a penosa recebera, de “Francisca”.

Foto 1 – Francisca – a galinha especial

Sempre chamando a atenção pela pretensa “conversa” com as aves, o que Vovó pretendia, na verdade, era atiçar arenga com Vovô – que, amadurecido e sem nenhuma razão, pois andara mesmo mijando fora da bacia, nem se atrevia a dar um pio sequer. Se se metesse a enfrentar a véia, com certeza o castigo seria pior, pois passaria duas quarentenas sem “trocar o óleo”. E, quem vive no sertão, perereca não é “bicho” que se dispense.

Foto 2 – Nicolau – o pato maluco e tarado

Mas, aquele quintal não se reduzia apenas à Francisca, a galinha, tampouco ao “atiçamento arengal” de Vovó com Vovô. Havia outro personagem destacado naquela segunda edição da “Revolução dos bichos”, mesmo não sendo contada por George Orwell. Era Nicolau, o pato que nada mais era que uma mistura de tarado com maluco.

Foto 3 – Para provar que não temia ninguém Nicolau “pegou” Francisca

Nicolau entendia que, galinha, sempre será galinha. E, no sentido que os modernos usam hoje, essa palavra: ficar de galinhagem. Esquecendo o apelido de doido, e agindo mais como verdadeiro tarado, Nicolau esqueceu o milho jogado por Vovó, e foi “cloacar” com Francisca. Francisca, ansiosa e sentindo a falta de Artur, o galo Rei do Terreiro, espiando para Nicolau, não resistiu ao rosnar do maluco.

Vovó bem que tentou impedir aquele verdadeiro estupro, mas chegou atrasada. Exatamente quando Nicolau estava nos finalmente, e “desceu” de cima de Francisca batendo as asas como se pretendesse dizer: “finalmente, te peguei”!

E aquele conhecido ti, ti, pê, ti, ti, pê, ti-ti-ti, continuava, com o milho sacudido dentro da cuia!

Aquela manhã ficaria marcada, realmente, como uma segunda “Revolução dos bichos”. E tudo acontecia exatamente na hora em que todos estavam soltos no quintal, comendo milho e bebendo água, ou, uns “comendo” os outros.

O quintal da Vovó sempre teve aves, e galinheiro. Mas, “galinhagem” não ocorria sempre – o que nos levava a acreditar que aquela manhã, em meio às cuias de milho e mais alguns ti-ti-ti, pê, ti-ti-tis, era revolucionário. Nunca houvera cornagem em meio aos bichos. Ainda que fosse uma manhã atípica.

Artur apareceu exatamente na hora que Nicolau, contando vitória e vantagem, sacudia as asas com ar de superioridade. Abriu as asas, fez aquele conhecido rodopio de asas abertas e deve ter pensado consigo mesmo:

– Vou dar o troco, e mostrar quem é o corno aqui.

Foto 4 – Artur na hora da vingança

Artur começou sua pretensa vingança bicando o chão. Bicou milho, cantou e procurou a terrina com água. Se serviu de umas “bicaradas” na água, e foi à luta. Disfarçadamente, esticando o pescoço, nada mais fazia que procurar Benevalda, a pata – por quem o maluco Nicolau nutria uma paixão enorme. Ciúme, era só o que ele sentia.

Não demorou muito, Artur conseguiu localizar Benevalda, distante dali uns 15 metros, caminhando “pateticamente” para a terrina d´água. Artur apressou os passos, alcançou Benevalda, e sem muita cerimônia, “crau”! Cravou Benevalda, esperou o relaxamento da cloaca, o que lhe garantiria a troca do óleo.

Vitorioso, sacudiu as asas, arrepiou-se todo e cantou!

– Corno é o escambau!

Mas, aquele dia literalmente revolucionário estava longe de terminar. Vovó já se recolhera para a camarinha e Vovô achava que ela teria ido buscar mais milho. Não foi. Foi verificar se todos os ovos estavam nas suas devidas cumbucas – pois o que vira naquela manhã no quintal, tinha tudo para que ela desconfiasse que não criava bichos aves. Criava verdadeiros “animais” – ainda que alguns tivessem recebido nomes de humanos.

Foto 5 – Assim fica difícil legendar e saber quem é o que

Quando Vovó continuava contando ovos dentro das cumbucas, Vovô assistia, incrédulo, uma cena para ele nunca vista. Sem que até hoje se tenha uma explicação em termos de “quem comia quem”, o cachorro Berimbau estava literalmente engatado com o galo Artur. Com certeza, um dos dois jogou água fora da bacia – mas, era apenas a confirmação de uma nova e moderna “Revolução dos bichos”.

DEU NO JORNAL

UM SUMIÇO DIGNO DE REGISTRO

* * *

Esta manchete aí de cima saiu na insuspeita revista Veja.

Na edição que está nas bancas e circula neste final de semana.

Podes crer, amizade.

Num tô inventando não.

Saiu mesmo desse jeito que está aí em cima.

Se tiver dúvida, clique aqui e comprove.

A imprensa oposicionista e funerária inventa cada uma da porra.

Semana passada a Folha publicou uma chamada dizendo que Bolsonaro “despiorou” a situação do Brasil.

Quando é agora, a Veja diz que Bolsonaro fez o poder eleitoral de Lula “sumir”.

Sumir especificamente na cidade de Maceió, a bela capital alagoana, onde mora o cabra mais feio do Brasil, o Bernardo, fubânico viciado e renitente.

Pois é, minha gente.

O que os redatores da revista classificam como “poder eleitoral de Lula”, escafedeu-se.

Despareceu no espaço.

Sumiu nos ares feito peido de aviador.

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

MINHAS MUSAS DE NARIZ AQUILINO

Quem foi o babaca que disse que os homens preferem as louras? De minha parte, sou absolutamente fascinado bela beleza clássica de uma série de musas portuguesas, todas morenas, com olhos amendoados que remontam às origens árabes, e enormes narizes aquilinos, típico das descendentes dos romanos que estiveram a povoar Portugal há mais de dois mil anos. Vejam, analisem e concordem comigo.

AMÁLIA RODRIGUES

Nem às paredes confesso

Foi Deus

Uma casa portuguesa

* * *

CRISTINA BRANCO

Tive um coração. Perdi-o.

* * *

CRISTINA NÓBREGA

Escadinha da bica

Duas lágrimas de orvalho

* * *

CUCA ROSSETA

Estranha forma de vida

* * *

MARTA PEREIRA DA COSTA

Ai Mouraria

Essas são as minhas musas. Daqui para a frente, só as ouvirei! Adeus funk! Adeus pagode! Adeus sertanejo, universitário ou não! Só abrirei exceção para Haydn e Mozart.

Falar de Covid? Nem pensar! Falar de Cloroquina? Nem pensar! STF? Sei nem o que é isso! Ouvir algum imbecil repetindo a cantilena do “É golpe!”; ou chamando o presidente de “fascista e de genocida, sem nem saber direito que diabo é isso? NUNCA MAIS! CHEGA!

Estou só esperando a ocasião de ir embora desta terra desgraçada! EU QUERO É IR EMBORA!!!

P.S. Peguei esse vício de “PS” com algum imbecil. Minha passagem estava marcada para o dia 21 de março passado. Dia 18, as fronteiras da Europa foram todas fechadas. Um dia elas abrem de novo…

DEU NO TWITTER

JUSTIÇA PLANETÁRIA

Xandão mandou que o Facebook bloqueie contas no exterior.

O Brasil ficou pequeno pra ele.

Agora já é Inter-Continental e, em seguida, será o Inter-Planetário.

Xandão, o Pica das Galáxias!!!!

* * *

Gostei da denominação “O Pica das Galaxias”.

Casa-se admiravelmente com a figura do nosso tolerante e democrático magistrado.

A figura do Cabeça-de-Pajaraca.

Bom, o fato é que, a partir de agora, ao invés de STF, temos o STM

Está criado o Supremo Tribunal Mundial.

Uma presepada típica da justiça bananífera deste nosso país surreal.