JOSÉ NARCELIO - AO PÉ DA LETRA

RETORNO ÀS COMPRAS

Durante este isolamento forçado, muitas mudanças ocorreram e, ao que tudo indica, permanecerão no nosso cotidiano contrariando costumes arraigados há bastante tempo. Um exemplo são as compras via on-line. As vendas pela internet cresceram mais de 100% no Brasil, no período de março a junho deste ano.

O e-commerce – modalidade de comércio onde negócios e transações financeiras são realizados via dispositivos e plataformas eletrônicas como computadores, tablets e smartphones – é uma realidade ou, na conceituação do momento, o novo normal.

As categorias que tiveram maiores crescimentos, em volume de compras, foram os produtos de Cama, Mesa e Banho (166%), Eletrônicos (169%), Brinquedos (241%), Instrumentos Musicais (252%) e o setor de Bebidas e Alimentos, que encabeçou a lista com um aumento de quase 295%, em relação a idêntico período de 2019 – ressalte-se o elevado índice de vendas de bebidas alcoólicas.

Tudo leva a crer que essa modalidade de negócio se integrará, em definitivo, ao costume do brasileiro pela praticidade, comodidade e ante a possibilidade de uma análise mais apurada na qualidade, característica e cotejamento de preços do produto visado. Se já existia uma tendência natural nessa direção comercial, a quarentena decorrente da pandemia, acelerou o processo.

Porém – sempre existe um porém -, os dissabores resultantes de muitas dessas compras, também, são parte do jogo. A seguir, alguns dos problemas mais frequentes enfrentados pelos consumidores:

– entrega fora do prazo;

– não recebimento do produto;

– receber algo diferente do que havia comprado; e,

– receber o produto danificado.

Tais situações, numa loja física são facilmente resolvíveis, o que não acontece no comércio virtual. Torna-se, sim, um problema desgastante e complexo, que demanda tempo e muito aborrecimento. Basta-nos observar nos sites especializados de reclamações para constatarmos as lamúrias de consumidores insatisfeitos.

Eu, na condição de iniciante em compras pelo e-commerce, já levei inúmeras bordoadas nos costados, até criar juízo e procurar fazer a coisa certa. Acontece de todo e qualquer atraso na entrega do produto, o vendedor culpar os Correios. Nem sempre estão com a razão, porque existem outros meios de transferências ineficientes.

Pior que a tardança na entrega, é a empresa tentar negociar a sua falha ao vender um produto esgotado no estoque, mediante a concessão de vale-crédito para a aquisição de outro de gênero diferente, por preço igual ou superior ao pago originalmente, arcando o consumidor com a diferença de valor da compra.

Criei juízo porque, agora, toda compra que faço observo antes as recomendações dos sites que tratam de avaliações de empresas. Um dos mais procurados é o ReclameAQUI.

Ali as empresas são classificadas, pela reputação, por seis categorias: Não recomendada, Ruim, Regular, Bom, Ótimo e RA 1000. Dessa forma, antes de comprar um produto ou contratar um serviço, você pode pesquisar quais são as empresas mais confiáveis e fazer um bom negócio. E mais: nada é cobrado pela consulta.

Sem mais aborrecimentos em negociações on-line, agora, o retorno às compras será no novo normal.

PENINHA - DICA MUSICAL