CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Nobre Editor: 

Solicito espaço na nossa gazeta pra fazer mais um pedido.

Coloque aí esta postagem que catei no Twitter.

Em tempos de quarentena, é muito bom rir e levantar o astral.

Agradeço

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DEU NO JORNAL

A FEDERAL NA PORTA DA PREFEITURA

Ontem, quarta-feira, 22, em entrevista a uma rádio local, o prefeito socialista de Recife reclamou do governo Bolsonaro e disse que a verba enviada à Prefeitura era insuficiente.

Hoje, quinta-feira, 23, a Polícia Federal fez operação na Prefeitura de Recife por conta de desvios na compra de material médico-hospitalar.

* * *

Pois foi isso mesmo.

Não era “verba insuficiente”.

Era “verba roubada”.

Verba suficiente enviada pelo governo federal e que se tornou insuficiente pela roubalheira do governo municipal.

Verba destinada à saúde.

Destinada à compra de material hospitalar para combater a epidemia do Covid-19.

É phoda!!!

Verba desviada pelo prefeito ladrão, um tabacudo socialista zisquerdóide (tinha que ser…) que atende pelo nome de Geraldo Julio.

Que não teve o meu voto, não custa nada ressaltar.

Hoje eu estava vendo o noticiário depois do almoço e vibrei com a linda visão: uma monte de camburões da Polícia Federal na porta da prefeitura daqui da nossa cidade.

Uma imagem linda que alegrou o meu dia.

Chega bati palmas!!!

DEU NO JORNAL

A EGOTRIP DE MANDETTA

Rodrigo Constantino

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta admitiu que pode ser candidato a presidente da República daqui a dois anos. “Em 2022, eu vou estar em praça pública lutando por algo em que eu acredito”, afirmou ele em entrevista ao Programa Ponto a Ponto, do canal BandNews TV.

“Se o Democratas [o DEM, partido ao qual é filiado] acreditar na mesma coisa, eu vou. Se o Democratas achar que ele quer outra coisa, eu vou procurar o meu caminho. Eu vou achar o caminho. Como candidato, ou carregando o porta-estandarte do candidato em que eu acreditar. Mas que eu vou participar ativamente das eleições, eu vou”, seguiu Mandetta.

Em conversas sobre as chances de uma chapa com Sergio Moro para 2022, Luiz Henrique Mandetta tem dito que toparia a composição, mas com ele como candidato à presidente e o ex-ministro da Justiça, como vice.

Segundo pessoas que falaram com Mandetta sobre o tema, ele justifica o formato com o argumento de que tem mais experiência política e que Moro foi inábil, politicamente, em sua saída do governo. Mandetta tem dito que teria um perfil mais adequado para liderar um processo eleitoral.

Em entrevistas recentes, Mandetta não descartou uma dobradinha com Moro e emendou um “vai que rola”. Ambos também fazem acenos mútuos nas redes sociais.

Pois é: vai que rola, né? Mandetta usou a pandemia como palanque eleitoral, a ponto de eu te-lo apelidado de Rolando Lero na ocasião (o que me rendeu um block seu no Twitter). Muitos, para atingir Bolsonaro, enalteceram seu papel na crise. Ele era a “ciência, ciência, ciência”, contra o “obscurantismo sociopata” do presidente.

O problema é que o político ortopedista parece ter acreditado no troço! A megalomania é tanta que ele quer ser o cabeça da chapa, com Moro como seu potencial vice. Vejam que até Mandetta dá uma desprezada no potencial político do ex-juiz e ex-ministro.

A egotrip do Mandetta, que nem será lembrado direito em 2022, é impressionante. Ele tem feito de tudo para se manter sob os holofotes da mídia, mas ainda pega carona na inércia da crise e o no desejo dos jornalistas de atingir o presidente. Com o passar do tempo, porém, a tendência é Mandetta cair no esquecimento.

Nas bolhas do Beautiful People a dupla faz ainda o maior sucesso, com postagens um tanto “lacradoras” nas redes sociais. Para o povo, contudo, a imagem não é das melhores. Forçaram demais a barra no oportunismo e na tentativa de parecer sensíveis contra um ex-chefe “troglodita”.

Imaginando uma chapa dessas, para ocupar o espaço do “centro isentão” que, na prática, mostra-se um tanto traidor das bandeiras vencedoras nas urnas, só posso parafrasear certo professor papagaio: a derrota seria pujante, acachapante e tal…

DEU NO TWITTER

DEU NO JORNAL

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

O NÃO DO AMOR

Uma caboca faceira
Esqueletou meu juizo
Pousou sem nenhum aviso
No corpo nu da paixão.

Uma fofinha malvada
Uma fofura morena
Uma almofada de pena
De sobre-cu de pavão.

Meu tangedor de viver
Ganhou um trote seguro
Escutando com apuro
A fala dessa mulher
Nem escura nem acesa
Água quebrada a frieza
Na fonte do bem-me-quer.

Contorniei as fronteiras
Do corpo da caboquinha
Que nem a fada madrinha
Com varinha de condão
Que mesmo dizendo NÃO
Só parecia que sim
Pois NÃO de amor é assim
Se engana com o coração.

Porque o NÃO do amor
Tem sentido diferente
Um NÃO  bem forte diz: NÃO!
Depois um NÃO displicente
Traz dez NÃOZINHOS manhosos
Pra bem juntinho da gente.

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO TWITTER

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

FESTA COM O BOLO ALHEIO

Breves considerações sobre as agencias reguladoras

Tal como num livro de contos de fadas, reza a lenda que – Agência reguladora – é um “órgão do governo criado (com regime jurídico especial) no intuito de regular/fiscalizar a atividade de um determinado setor da economia”. Nessa fábula, dentre inúmeras razões para a existência de determinada agência, consta um capítulo muito especial dedicado a ficção: sua principal função é a “Defesa de direitos do consumidor em relação as empresas” (recém desestatizadas ou criadas).

Ou seja, sua existência é imperiosa para impedir que o setor privado que exploram atividades que antes eram de exclusiva função do Estado, venham a cometer eventuais abusos aos consumidores.

Existem agencias reguladoras pra todo gosto – Federais, estaduais e municipais.

As federais são 11:

1 – ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações
2 – ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica
3 – ANCINE – Agência Nacional do Cinema
4 – ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil
5 – ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviários
6 – ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres
7 – ANP – Agência Nacional do Petróleo
8 – ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
9 – ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar
10 – ANA – Agência Nacional de Águas
11 – ANM – Agência Nacional de Mineração

12ª – Pode-se até acrescentar nesta relação o Banco Central do Brasil que, mesmo não sendo uma agência reguladora de fato, é encarregado por regular e fiscalizar todo sistema financeiro do país.

Se no papel, as tintas da letra fria da lei nos vende uma utopia como se as Agencias Reguladoras fossem a oitava maravilha do mundo na defesa do consumidor, a realidade é totalmente o contrário.

RAPOSAS CUIDANDO DO GALINHEIRO

Paradoxalmente, as agencias criadas para proteger o consumidor da ganância dos empresários, como num passe de mágica, suas diretorias e conselheiros são nomeados, politicamente, para os principais cargos. Daí se dizer que é a raposa tomando conta do galinheiro.

IMUNIDADE E FESTA COM O BOLO ALHEIO

Como a indicação de diretorias e conselheiros funciona como uma nítida troca de favores, os membros diretores das agencias que “regulam” as empresas, são nomeados por políticos. E empresas costumam financiar campanhas políticas. Capiche???

Sabe aquela grande mentira na qual a pessoa ferra a outra, mas assegura que “é para o próprio bem dela???… é muito parecido com as agencias reguladoras.
As nomeações (diretores, juristas, conselheiros), dizem, obedecem a “rigorosos critérios” que na verdade só beneficia duas partes: o politico que o nomeia e a empresa que deveria ser “regulada”

O TREM BALA DA ALEGRIA

Com mais servidores do que a Câmara e Senado, juntos, já em 2017, existia nas “agencias reguladoras” a distribuição de 9.261 “boquinhas” (nomeações). Á época, as lideres em nomeações foram a Anatel (Telecomunicações) com 1.511 e dona de uma folha que custa R$322 milhões/ano, seguida pela Anvisa (Vigilância Sanitária) com 1.994 indicações.

MORALIZAÇÃO FRUSTRADA

Por conta do advento da pandemia, procurou-se, via projeto de lei, uma forma de frear e limitar o controle das nomeações/indicações politicas nas agencias reguladoras. Absurdamente (pero no mucho), os políticos nomeiam acionistas, dirigentes ou sócios das empresas privadas para cargos chave nas agencias reguladoras. É comum encontrar dirigentes nomeados para as agencias, advindos de algum escritório criado por lobby de empresas privadas, só para esta finalidade.

Como era de se esperar, esta tentativa de proteger as agencias das nomeações politicas, não logrou êxito. Pois a própria Lei Geral das agências reguladoras, impede esta intervenção de limitação.

O “PREJU” QUE CUSTEAMOS

Pra se ter uma ideia, se em 2018 as 10 “agências reguladoras” contabilizavam um custo anual de R$ 1,575 Bi/ano, apenas com cabide de empregos (uns 6 mil cargos). Só a ANVISA – a mais dispendiosa – possuía um orçamento de 535 milhões/ano. A ANATEL ficava na rabeira com R$ 38,9 milhões/ano. Embora díspares em custos, tinha em comum a ineficiência. Imaginem o custo anual de hoje!

LOBBY FORTE

Via de regra, lobistas das empresas privadas costumam aparelhar, ao bel-prazer, a maioria dos diretores das agencias reguladoras ( ANTAQ, ANP, ANAC, ANATEL, ANEEL, ANVISA, ANCINE, ANTT, etc.)

INVERSÃO DE PAPEIS

Ao invés de normatizar/fiscalizar as empresas, as “agencias reguladoras” funcionam como uma espécie de clube fundado exclusivamente para… defender as empresas.

ALGUNS EXEMPLOS:

• Em vários pedidos de liminares na justiça, feitos pela Associação Paulista de Medicina na procura de amparar desesperados consumidores, solicitando a cobertura dos planos de saúde para testes de covid-19, para espanto de ninguém, a ANS saiu em socorro dos… planos de saúde. Acredite. Intercederam juridicamente (Deus do céu…) Num flagrante desvio de seu verdadeiro papel social.

Onde está o Ministério Público Federal que não investiga essas incestuosas relações dos planos de saúde com a “agência reguladora” ANS.

• Em total prejuízo dos consumidores, a ANAC aprovou alta de 8% no preço das passagens aéreas em 2019. Diziam que com a cobrança de bagagem esses preços reduziriam naturalmente. Foi a mais pura conversa pra boi dormir.

• NINHO POLITICO PARTIDÁRIO – Quando Bolsonaro flertou fazer mudanças na Agência Nacional do Cinema (ANCINE), sentiu que ali estava um verdadeiro bunker da “resistência”. Percebeu que a referida agencia reguladora (com um orçamento de R$ 153 milhões) estava completamente dominada por diversas empresas e sob a batuta do PCdoB, que só libera verba para “camaradas” com projetos alinhados politicamente a sua ideologia.

• DINHEIRO NO RALO – Em meados de 2018, já se vislumbrava uma dolorosa sangria com o dinheiro do contribuinte em forma de propagandas. Orçamentos anuais para este fim: ANP R$12 milhões, Ancine R$15 milhões, ANS R$4,2 milhões. Mais festa com o bolo alheio.

MINA DE OURO E PODER

Outro fator pra cobiça dos políticos sobre as agências reguladoras está em seus orçamentos e faturamentos bilionários, que vão desde o setor de energia à aviação civil, passando por plano de saúde, telefonia etc.

Verdadeira galinha dos ovos de ouro são as “consultorias”, concebidas por ex-diretores de agencias reguladoras, que lucram (e muito), com empresas beneficiadas por suas resoluções.

Como extensão de uma contaminação bem “republicana”, conhecida nossa (como uma reprise de filme), houve casos de pedido de investigação pela Policia Federal por conta de suspeitas de vendas de decisões/resoluções de algumas agencias reguladoras.

Tudo que os lobistas têm a fazer para que uma empresa obtenha e se beneficie (jurídica e economicamente) de resoluções (que tem força de lei), é “induzir” – numa conver$a de pé da orelha – 5 (cinco) diretores/conselheiros para sua aprovação. É muito poder nas mãos de poucos.

DEU NO JORNAL

NO FURICO DO TUCANO

O ex-governador Geraldo Alckmin foi denunciado, nesta quinta-feira, por falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A ação foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo no âmbito da chamada Lava Jato Eleitoral, um desdobramento da operação no estado.

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Com uma denúncia constando de três itens, o tucano Geraldo Xuxu Alckmin ganhou de Lula, que foi condenado por apenas duas, corrupção e lavagem de dinheiro.

Se eu estiver errado, que o jurista luleiro Ceguinho Teimoso me corrija.

O fato é que o item “falsidade ideológica eleitoral” deixou Lula morrendo de inveja.

De acordo com a denúncia, Alckmin recebeu R$ 2 milhões em dinheiro vivo da Odebrecht na campanha ao Palácio dos Bandeirantes em 2010.

E mais R$ 9,3 milhões quando disputou a reeleição, em 2014.

Em dinheiro vivo, não custa nada repetir.

Uma ninharia pros padrões banânicos.

A Odebrecht é um exemplo fantástico de tolerância ideológica: comprava tanto mercadoria petista quanto mercadoria tucana.

Se era corrupto passivo, a empresa não queria nem saber de que lado o vendido estava.

Um belo exemplo, uma verdadeira aula de administração de grande empresa.

Veja, Aiquimim: nóis dois forma uma dupra do carai”