CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Mestre Berto,

Porque não puseste na área DEU NO JORNAL aquele maravilhoso vídeo que saiu no programa do ALERTA NACIONAL, comandado pelo destemido SIKÊRA JUNIOR, mostrando um exemplo de educação, civilidade e cordialidade de um desembargador do TJSP chamando um guarda civil de analfabeto e rasgando o auto de infração por não usar máscara no parque?

Temos que dar dimensão universal em todas as redes sociais a canalhice dessas ditas autoridades que se acham os deuses da justiça.

A matéria está fantástica por causa da ironia refinadíssima sikêriana.

R. Meu caro colunista fubânico, o expediente aqui na redação do JBF está num aperto danado.

Chupicleide tem trabalhado que só uma condenada.

A audiência aumenta a cada dia e o volume de mensagens e de comentários, além da participação intensa dos leitores, está simplesmente estrondoso.

Fora isso, a incansável participação, neste começo de semana, do lulo-petista Ceguinho Teimoso, com suas tiradas fanáticas, surreais e loucas, tem feito a equipe de edição rir que só porra, diminuindo mais ainda o tempo que temos aqui na redação pra botar esta gazeta escrota no ar. Passamos mais tempo rindo do que trabalhando.

De modo que às vezes falta tempo e espaço no nosso expediente pra botar no ar certas coisas do dia, da hora, do momento.

Elas ficam na fila que vai se encompridando.

É só isso.

Esta matéria do destemido Sikêra, meu estimado conterrâneo de Palmares, enfiando uma pajaraca de grosso calibre no furico do desembargador canalha, já estava aguardando chegar sua vez.

Chegou a vez agora, com a publicação desta sua mensagem.

Além do vídeo do Sikêra que você nos mandou, acrescentei outro com todos os detalhes do comportamento idiotífero do fela-da-puta togado.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

LEGADO – Carlos Drummond de Andrade

Que lembrança darei ao país que me deu
tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?
Na noite do sem fim, breve o tempo esqueceu
minha incerta medalha, e a meu nome se ri.

E mereço esperar mais do que os outros, eu?
Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.
Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu,
a vagar, taciturno, entre o talvez e o se.

Não deixarei de mim nenhum canto radioso,
uma voz matinal palpitando na bruma
e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.

De tudo quanto foi meu passo caprichoso
na vida, restará, pois o resto se esfuma,
uma pedra que havia em meio do caminho.

Carlos Drummond de Andrade, Itabira-MG (1902-1987)

DEU NO TWITTER

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Meu nobre Editor:

Solicito espaço na gazeta mais democrática do mundo pra fazer um pedido.

Por favor, publique este vídeo em anexo.

Trata-se de pequeno trecho de uma longa entrevista que o ex-deputado Roberto Jefferson concedeu ao canal Terça Livre.

Coisas saborosas sobre o nosso Supremo e seus excelentíssimos ministros!!!

Acho que vale a pena dar conhecimento aos leitores.

Saudações anapolinas!!!

DEU NO JORNAL

SANEAMENTO BOSTÍFERO

A diminuição das caneladas do governador João Doria em Bolsonaro coincide com a transferência impressionante de recursos federais para a área de Saúde do governo de São Paulo.

Agora, o Ministério do Desenvolvimento Regional mandou R$ 7,7 milhões para saneamento.

* * *

Essa verba que o governo federal mandou para saneamento em São Paulo, segundo apurou o JBF, é destinada especificamente a tratar os rios de bosta que Doria despeja pela boca.

Todo dia e toda hora.

A partir de agora, espera Bolsonaro, o despejo doriano vai diminuir sensivelmente.

DEU NO TWITTER

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

PALAVRAS AO VENTO

1) “Os brancos não são culpados da situação (da escravidão). Ao contrário: os brancos são os inventores da abolição”. (Olavo de Carvalho)

2) “Preta (Gil), eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco (de meu filho se relacionar com uma negra) e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu.” (Jair Messias Bolsonaro)

3) “Não é fácil achar alguém articulado e sensato dentro do bolsonarismo” (Ricardo Feltrin)

4) ”Criaram agora a Frente Parlamentar de Combate à Homofobia, a frente gay. O que esse pessoal tem a oferecer para a sociedade? Casamento gay? Adoção de filhos? Dizer para vocês que são jovens que, no dia em que vocês tiverem um filho, se for gay, é legal e vai ser o “uhuhu” da família? Esse pessoal não tem nada a oferecer.” (Jair Messias Bolsonaro)

5) “(As pessoas que rejeitam os gays) não têm coração humano” (Papa Francisco)

6) “A tortura é a ferramenta de um poder instável, autoritário, que precisa da violência limítrofe para se firmar, e uma aliança sádica entre facínoras, estadistas psicopatas, lideranças de regimes que se mantêm pelo terror e seus comandados.” (Marcelo Rubens Paiva)

7) “Eu sou favorável à tortura” (Jair Messias Bolsonaro)

8) “(A tortura) é o meio mais seguro de absolver os criminosos robustos e condenar os fracos inocentes.” (Cesare Beccaria)

9) “O objetivo (da tortura) é fazer o cara abrir a boca: – O cara tem que ser arrebentado para abrir o bico.” (Jair Messias Bolsonaro)

10) “O medo é que faz que não vejas, nem ouças porque um dos efeitos do medo é turvar os sentidos, e fazer que pareçam as coisas outras do que são!” (Dom Quixote De La Mancha)

11) „Gastaram muito chumbo com o Lamarca: – Ele devia ter sido morto a coronhadas.“ (Jair Messias Bolsonaro)

12) Precisamos vencer a fome, a miséria e a exclusão social. Nossa guerra não é para matar ninguém: – É para salvar vidas.” (Luiz |Inácio Lula da Silva)

13) “Mudar o mundo, meu amigo Sancho, não é loucura, não é utopia: – É justiça.” (Dom Quixote De La Mancha)

14) “São os comunistas os que pensam como os cristãos.” (Papa Francisco)

15) “O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem.” (Jair Messias Bolsonaro)

16) “O Jair Messias Bolsonaro tinha de levar uma surra de cinto da mãe dele” (Kássia Kis)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

RÔMULO SIMÕES ANGÉLICA – SANTA MARIA DE BELÉM DO GRÃO PARÁ

Prezado Berto,

Não sou estatístico, mas usuário dessa importantíssima ferramenta de trabalho – a estatística – no tratamento de resultados analíticos, dentro da minha profissão e para o ensino.

Como estamos em tempos de pandemia e de uma profusão descomunal de números e de … “estatísticas”, e obviamente, interpretações e especulações – para não dizer, “chutometria” – feitas ao bel prazer (ideológico) do freguês, gostaria muito de trazer ao nosso JBF um texto que já utilizo há bastante tempo em aulas diversas.

É daqueles textos sem uma origem ou fonte específica, contado de diferentes formas, e que com o advento da internet, já circulou bastante e pode ser facilmente encontrado em buscas na rede.

A versão que apresento a vocês foi extraída do endereço, da ABAS (Associação Brasileira de Águas Subterrâneas).

Quem assina é um professor da USP, conhecido meu, que trabalha na área de hidrogeologia.

É extremamente didático e, na verdade, é uma grande lição básica do Método Científico.

Gostaria de dedicá-lo aos nossos vários colunistas fubânicos, que usam tão bem os números, sem “torturá-los”, para que eles “confessem” aquilo que se quer ouvir deles.

Um forte abraço a todos,

* * *

AS CEGONHAS, OS BEBÊS E O MÉTODO CIENTÍFICO – Ricardo Hirata

Em uma pequena cidade portuária na Inglaterra foi constatada uma forte correlação entre a chegada das cegonhas, que construíam seus ninhos sobre as casas, e o aumento na taxa de nascimento de bebês. Durante mais de três anos foi contado, por estudantes de graduação de um curso de biologia, o número de ninhos ao longo do ano e verificou-se que, através de comparação com o registro de nascimento da cidade, nos meses em que se observava o aumento de ninhos também se verificava o aumento no número de bebês. A conclusão de tal estudos foi que as cegonhas obviamente não estavam trazendo as crianças ao mundo, mas induziam inexplicavelmente a taxa de nascimento da cidade.

Por parecer estranho, os dados foram questionados e se provou que embora houvesse correlação entre ninhos de cegonha e nascimento de crianças, as coisas ocorriam independentemente. Havia inter-relação entre os fatores, mas um não era causa do outro. A explicação correta é que a sazonalidade climática induzia a chegada das cegonhas e, por ser uma vila de pescadores em um país frio, a vida dos habitantes era também controlada pelos períodos de pesca e outras atividades, induzindo o aumento de concepções dos casais.

A estória acima mostra bem um erro bastante comum das teses, dissertações e relatórios técnicos apresentados às universidades ou aos órgãos de controle ambiental.

Os profissionais e cientistas buscam relações entre parâmetros, normalmente utilizando-se de técnicas estatísticas como correlações lineares ou não, diagramas de Pearson, ou análise fatorial, e quando as encontram, acabam por concluir o que parece mais óbvio. No caso das cegonhas todos sabem que por princípio não existe causa-efeito, mas quando estamos trabalhando com algo pouco óbvio, as conclusões, mesmo erradas, podem parecer plausíveis. A inter-relação entre duas variáveis, mesmo que altíssima, não é por si só um indicativo de que um é condição da existência do outro ou que ambos tenham o mesmo controle, que até era verdade no caso das cegonhas-bebês.

O entendimento das causas do fenômeno é necessário, mas não suficiente para provar alguma coisa. É como se você como delegado tivesse que prender alguém somente com algumas provas circunstanciais e só porque o fulano tinha motivos concretos de matar a vítima.

Quando estamos trabalhando com hidrogeologia, as evidências não são tão claras e a busca de dados geralmente é difícil e cara. O meio geológico é bastante variável no espaço e tempo e muitas vezes temos algumas peças em um complexo quebra-cabeças. Isso complica a vida da gente, na medida que diminui o número de dados e o acesso à informação.

Mas como então ter certeza que determinado fenômeno realmente se processa de uma forma e não de outra? Como ter uma boa aproximação da verdade científica?
Um método bastante aceito por vários pesquisadores que trabalham em hidrogeologia é provar por duas formas independentes que o fenômeno ocorre. Por isso vários projetos de pesquisa nas universidades tentam obter constatações em campo e depois tentam reproduzir em laboratório esses mesmos fenômenos, através de modelos físicos ou numéricos, por exemplo.

Isso permite que, embora possamos estar erroneamente concluindo que cegonhas trazem bebês, estamos bastante longe de fazê-lo facilmente.

Ricardo Hirata é professor e pesquisador do Instituto de Geociências da USP e do CEPAS- IGc-USP.

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DEU NO JORNAL

UM ACOITA O OUTRO

O presidente do Senado, David Alcolumbre, proibiu a ação da Polícia Federal no gabinete do senador José Serra.

Os agentes foram barrados pela Polícia Legislativa e tiveram que voltar.

David Alcolumbre avisou que nenhum senador terá seu gabinete vasculhado, parta a ordem de quem partir.

* * *

Bandido que protege bandido, tem cem anos de fudido.

Essa é a praga que rogo pro Botijão.

“Se você tivesse roubado outro ladrão, amigo Serra, teria 100 anos de perdão…”