COLUNA DO BERNARDO

DEU NO JORNAL

ÀS ORDENS

As declarações provocadoras e criminosas feitas pelo ministro Gilmar Mendes, acusando os militares pela prática de genocídio, provocam nova crise política envolvendo diretamente a Corte Suprema.

Desta vez, porém, a crise é política e militar.

O STF cutuca perto demais o jipe, o cabo e o soldado, que há bastante tempo encontram-se acantonados e à espera de ação.

E isto poderá custar caro para o STF.

A dura nota do ministro da Defesa e dos Comandantes da Marinha, da Aeronáutica e do Exército, anunciando que a PGR processará Gilmar, é demonstração cabal de que desta vez as coisas não sairão barato para o STF.

Desde sábado, os comandantes militares ensaiam a reação, que poderá desbordar a qualquer momento, já que boa parte dos comandos das tropas querem punir o ministro – de imediato.

Bastará um jipe, um cabo e um soldado para acabar com o único dos Poderes que continua mantendo incólume o entulho montado pelo lulopetismo e seus aliados do fisiologismo corrupto brasileiro.

* * *

Habituado a cagar oralmente, todo dia, toda hora, através daquela sua boca-de-buceta, dessa vez Gilmar ultrapassou todas as medidas do bom senso e se superou em sua arte de falar merda.

Coisa que a gente pensava que era impossível.

Mas ele conseguiu.

Bom, eu sou setentão e estou na reserva.

Mas já fui soldado e cabo e sei dirigir um jeep.

Se os comandantes militares precisarem de mim, declaro que estou às ordens.

ALEXANDRE GARCIA

CHARGE DO SPONHOLZ

AUGUSTO NUNES

FIASCO VITORIOSO

Deputada petista explica que Haddad e o PT ganharam a eleição que perderam

“Quem perdeu a eleição de 2018 não foi Haddad ou o PT. Quem perdeu a eleição de 2018 foi o Brasil”.

Erika Kokay, deputada federal pelo PT do Distrito Federal, no Twitter, jurando que Fernando Haddad e o PT não perderam as eleições que Fernando Haddad e o PT perderam.

ANDERSON BRAGA HORTA - SONETO ANTIGO

SONETO DOS LÁBIOS

Finos, firmes, sensuais, no entanto plenos
de espiritualidades misteriosas,
desenham-se os teus lábios como rosas
nas rosas do teu rosto almo e sereno.

Violetas ou rubis, conforme coras
ou descoras na sucessão dos dias,
são teus lábios, nas horas de alegria,
róseos, rubros, rorados – como auroras.

Se tu falas, – são zéfiros tremendo.
Se tu cantas, – enfloram-se de alados,
doces bandos de pássaros nascendo.

Vermelho céu de estrelas pequeninas…
Se os beijo, amor, são como um céu fechado
– que um sorriso, de súbito, ilumina!

DEU NO TWITTER

ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

FRASES ANÔNIMAS BEM-HUMORADAS

“Quando eu entro numa briga, meu lema é: ou mato ou morro. Se der pra fugir pelo mato eu vou, se não der… vou pelo morro.”

“A covid-19 fez o que nenhuma mulher conseguiu fazer. Fechar os bares, acabar com o futebol na TV, e manter o marido em casa ajudando nos serviços.”

“Sempre quando estou triste eu canto, porque aí eu percebo que a minha voz é bem pior que meus problemas.”

“Tem gente que tem problemas, tem gente que cria problemas e tem gente que é o próprio problema.”

” Claustrofobia: medo de lugares fechados. Exemplo: quando eu estou indo para o bar e sinto medo dele estar fechado.”

“Existem por aí mentirosos tão bons, mas tão bons, que no fim conseguem convencer os outros de que as vítimas são eles.”

“O povo diz que quem tem boca vai à Roma, pois o fogão lá da minha casa tem seis bocas e nunca saiu da cozinha.”

“Os estrangeiros dizem que o povo brasileiro é sorridente. Mal sabem eles, que a gente ri muito, mas é de desespero.”

“Existem dias que estou tão analfabeto, que não sei como o Aurélio não sai do dicionário pra me bater.”

“Eu só queria saber se a ciência que os gestores públicos estão se guiando, é aquela que afirma que o ovo faz bem pra saúde, ou a que diz que faz mal?”

“Acho que a vacina do coronavírus já chegou na minha cidade, e eu não estou sabendo. Porque está todo mundo fazendo festas e saindo para passear.”

“Eu olho para os dois lados da rua, mesmo antes de atravessar uma rua de mão única. Isso representa a quantidade de fé que eu tenho na humanidade.”

“Tem quase 6 anos que inseriram o 9 na frente dos números de celular, e ainda fazemos aquela pausa dramática antes de falar o resto do número.”

“A partir dos 25 anos, não é mais necessário ativar o despertador. As preocupações da vida já te fazem acordar, automaticamente.”

“Quando nasci, não me lembro de ter assinado nenhum contrato dizendo que era obrigado a agradar alguém.”

“Uma sensação estranha de não querer estar mexendo na internet, mas continuar mexendo, porque é a única coisa que se pode fazer.”

“Tenho meu orgulho, mas sei pedir desculpas quando a culpa é minha. Acontece que ela nunca é minha, porque estou sempre certo.”

“Amizade moderna para mim, são duas pessoas com o psicológico emocional abalado, rindo da própria desgraça e trocando receitas de remédios controlados.”

“Amor não é aquilo que quando chega você torce para que nunca acabe. O nome disso é feriado.”

“Sabe aquela roupa branca que você usou no Réveillon para atrair paz e prosperidade em 2020? Pode tacar fogo nela.”

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

TIA DO ZAP – MANAUS-AM

Editorzão querido:

Recebi da minha amiga Lina Lambisgóia e fiquei estarrecidérrima.

Estes números são verdadeiros?

Me diga por favor.

R. Querida Tia, não posso tirar sua dúvida porque sou completamente ignorante neste assunto.

Num manjo PN dessas coisas de estatais ladroadas ou lucreiras.

Mas, temos aqui no JBF um especialista neste assunto que vai responder pra você.

O nosso estimado fubânico Explicador de Dados é doutor em números gunvernamentosos.

Ele nos dirá se os bilhões contidos nesta montagem são verdadeiros ou falsos.

Ou, como dizem os muderninhos, se isso aí em cima é feiquinius.

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

POR UM PUNHADO DE DÓLARES (1) – A MAGNA TRILOGIA DO DIRETOR SERGIO LEONE

Texto escrito com a colaboração do estudioso de filmes de faroeste D.Matt.

Clint Eastwood em cena magna de “Um Punhado de Dólares”

Nasce uma lenda: “Por um Punhado de Dólares”. (Per um Pugno di Dollari) – Itália – Espanha – Alemanha Ocidental – (1964). Um sangrento e cruel conto de fadas adulto.

Primeiro filme da Magna Trilogia dos Dólares ou Trilogia do Homem Sem Nome, estrelada por Clint Eastwood (o pistoleiro solitário), no papel principal, filmado na Itália, na Espanha e na Alemanha Ocidental. Dirigido pelo genial diretor italiano Sergio Leone.

Nesse primeiro filme da série, todos os atores, técnicos e diretores estão com os nomes americanizados. O diretor Sergio Leone consta como sendo Bob Robertson. A trilha sonora ficou a cargo do genial maestro Ennio Morricone, que usa a sensibilidade musical para marcar presença. Nos créditos do filme seu nome aparece como Leo Nichols. Cacoetes da época.

“Por um Punhado de Dólares” provoca uma forte impressão no telespectador. Dirigido com precisão, porém sem o rigoroso estalão empregado em Três Homens em Conflito (1966) ou Por Uns Dólares a Mais (1965), Por Um Punhado de Dólares é uma espécie de crônica impiedosa que nos deixa em estado de atenção durante toda sua projeção e termina por nos fazer sorrir com amargura para a tela. A história é simples, transportada quase que de maneira integral do filme “Yojimbo – O Guarda-Costas”, de Akira Kurosawa. No caso específico desse início da Trilogia dos Dólares, temos um pistoleiro solitário e sem nome (Clint Eastwood), que chega a uma pequena vila na fronteira dos Estados Unidos com o México, um lugar dominado por duas famílias de bandidos e contrabandistas, os Baxters e os Rojos.

Apesar de não constar na apresentação, o filme cujo roteiro dispensa comentário, foi escrito por várias mãos, como sendo Sergio Leone, Andrés Catena, Jamie Comas Gil, Fernando Di Leo, Duccio Tessari, Tonino Valerii, com versão inglesa de Mark Lowell e Clint Eastwood.

Isso não desmerece em nada o filme, pois o roteiro original e a cópia italiana são perfeitos, com muita ação e belamente interpretados. A versão italiana é colorida. Quanto à versão japonesa é em preto e branco. A versão japonesa é considerada um clássico. Mas o filme “Por um Punhado de Dólares” tem uma interpretação muito convincente do ator Clint Eastwood, que foi dirigido magistralmente pelo diretor Sergio Leone, que desde este seu primeiro filme como spagheti western, demonstra a que veio e nos dá uma aula de como dirigir um filme com segurança e genialidade, isso com pouco recurso.

A História tem muito suspense, a direção é soberba e os atores são todos de primeiríssima qualidade, muitos são celebridades do cinema italiano, que confiaram no talento do diretor Sergio Leone, aceitaram o papel secundário e realizaram um belíssimo trabalho interpretativo.

Necessário faz-se chamar a atenção dos leitores para uma característica muito usada pelo diretor Sergio Leone em todos os seus filmes, sendo que neste ele usa e abusa inteligentemente dos closes. São praticamente centenas de closes em todas as cenas. O diretor procura mostrar aos espectadores a reação dos personagens com closes longos e repetidos a exaustão e os personagens reagem belamente com essa técnica com belíssimos e expressivos closes em quase todas as cenas.

As cenas finais são antológicas, principalmente o duelo final, no qual o personagem (sem nome) interpretado pelo ator Clint Eastwood, usa um escudo de ferro embaixo do seu ponche. Cena esta já histórica e sabiamente aproveitada pelo diretor Robert Zemeckis no filme “De Volta Para o Futuro nº. 3” com um resultado de muita criatividade.

A Trilha sonora é tão importante neste filme, como se fora um personagem vivo e testemunha presente dos fatos. A música pontua, chama atenção para pequenas cenas, pequenos gestos e segue os atores nas cenas em que há alguma expectativa, de modo insistente como a advertir os personagens do que está por vir. A música é um personagem do filme, coisas do maestro Ennio Morricone que já declarou que antes de fazer a música ele precisa conhecer toda história do filme e mais importante: acompanhar as principais cenas da filmagem, como ele fez no clássico “Era Uma Vez no Oeste” o que resultou naquela magnífica obra-prima do western spaghetti.

“Por um Punhado de Dólares”, apesar do pouco recurso para realizá-lo, já nasceu clássico.

Trilha sonora de “Um Punhado de Dólares do genial Ennio Morricone

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Clique aqui para assistir ao filme completo “Por um Punhado de Dólares”, primeiro da Magna Trilogia com um final antológico.