CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

O amigo que preenchia o meu ócio foi preso. Gestado em terras cearenses, ele atende pelo nome de BINÓCULO; vinha a mim pelas mãos tardas da Empresa Brasileira de Correios, mas vinha. De fácil manuseio, onde eu ia ele ia também. No escritório, na sala, no sofá, no alpendre, sua presença era tida como certa. Até ao médico ele se fazia acompanhar. Sua prosa, boa, mais das vezes se pautava pela verdade, mas às vezes negligenciava a ela; ofertava lances de mentiras adoráveis, que brotavam do seu conteúdo inventivo, ficcional.

Porém, subitamente fora alvejado por cruel sentença, não a do Alexandre de Moraes, pela qual privou-se da liberdade de ir e vir. Atualmente encontra-se na casa de detenção, mais conhecida por computador. Para visitá-lo, haja burocracia!

Muito perdi com a prisão do amigo. Sob essa contingência tecnológica, que transmuta para impessoal o que era pessoal, o contato rareou, a prosa escasseou. Amiudado, mas de singular estatura moral, o seu raquitismo chegava a causar desilusão, mas a sua palavra apaixonava.

Com estas letras irrisórias anuncio, contrafeito, o fatídico destino do meu amigo, para aonde, aliás, se encaminham todos aqueles que ousarem distinguir-se por meio do papel, em evidente afronta à supremacia tecnológica.

DEU NO JORNAL

UM EDITORIAL SEM FUNDAMENTO

Editorial de O Globo sustenta que é hora de perdoar o PT.

A anistia proposta pelo jornal é imoral.

O Globo foi cúmplice do grande assalto do PT ao povo do Brasil, foi ricamente remunerado para permanecer em silêncio.

Vendeu sua opinião ao PT por bilionárias verbas publicitárias.

* * *

Perdão é pra quem comete erros.

Mas, segundo o petista Ceguinho Teimoso, o PT não cometeu erro algum.

Ceguinho atesta e garante que Lula foi o maior Estadista (com “E” maiúsculo) do Oriente e do Ocidente e que, graças a ele, as crianças do Brasil passaram a tomar iogurte e os pobres a viajar de avião.

De modo que, ao invés de ser perdoado, conforme apregoa o magnífico jornal O Globo, o PT deve ser exaltado, enobrecido e elogiado.

Perdão é pra quem cometeu erros.

E o estabelecimento de propriedade do ex-presidiário Lula – um homem perseguido e condenado injustamente -, não cometeu erro algum.

Ceguinho está certíssimo.

Palmas para Lula e para o PT!!!

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

AMOR E VIDA – Raimundo Correia

Esconde-me a alma, no íntimo, oprimida,
Este amor infeliz, como se fora
Um crime aos olhos dessa, que ela adora,
Dessa, que crendo-o, crera-se ofendida.

A crua e rija lâmina homicida
Do seu desdém vara-me o peito; embora,
Que o amor que cresce nele, e nele mora,
Só findará quando findar-me a vida!

Ó meu amor! como num mar profundo,
Achaste em mim teu álgido, teu fundo,
Teu derradeiro, teu feral abrigo!

E qual do rei de Tule a taça de ouro,
Ó meu sacro, ó meu único tesouro!
Ó meu amor! tu morrerás comigo!

Raimundo da Mota de Azevedo Correia, São Luís-MA (1859-1911)

DEU NO TWITTER

PERCIVAL PUGGINA

FAKE NEWS: A CAIXA DE FERRAMENTAS DO AUTORITARISMO

Também acho que fake news são uma praga. Elas promovem uma convergência entre os mal intencionados e os ingênuos para alcançar, muito provavelmente, um efeito político desejado por ambos. Entre nós, a verdade foi de tal modo relativizada e a mentira tão industrializada para ser servida em quantidades multitudinárias, que os velhos censores mentais da razão e da lógica entraram em colapso. Acredite, se quiser, como diria Jack Pallance.

Por outro lado, como já escrevi anteriormente, enquanto a pilantragem das fake news tem meios limitados para iludir a opinião pública, e normalmente produz algo parecido com cédula de três reais, a grande mídia militante, engajada, dispõe de recursos técnicos de manipulação que começam na seleção de matérias e seguem nas manchetes, nas imagens, na produção dos conteúdos, na coleta orientada de opiniões, no vocabulário, nos tons de voz, nas expressões fisionômicas, nas suítes e por aí vai. Destaque especial deve ser dado às análises falsas – as fake analysis – capazes de extrair dos acontecimentos conclusões que neles não cabem. Como o coração, as fake analysis dos fatos têm razões que os fatos mesmo desconhecem.

Acessei o site do Senado Federal para ler o teor do PL 2630/2020 conforme aquele parlamento o aprovou. Não encontrei o que queria, mas vi que o projeto do senador Alessandro Vieira foi apresentado no dia 13 de maio e saiu aprovado do plenário no dia 30 de junho. Ou seja, em apenas um mês e meio e em aborrecidas sessões remotas, sem público nem debates, esse ataque à liberdade de informação, montado na covid19, surfou um plenário vazio e foi em frente para a Câmara dos Deputados.

Isso tudo mostra que o projeto, seu trâmite, o trabalho do relator, a votação e a aprovação foram resultado de minucioso roteiro e cronograma combinados na “cocheira”. Aprovações assim, vapt-vupt, quase sempre envolvem interesse próprio dos parlamentares e ferram os cidadãos. O interesse próprio, sabe-se bem, é a mais intensa das motivações. Quando está em jogo, faz o texto e a estratégia; é o motor e o combustível da rápida tramitação.

A maioria dos senadores se valeu do movimento de opinião criado em torno do fenômeno das fake news para avançarem seus objetivos de autoproteção. Exatamente o mesmo que os ministros do STF, sob o comando de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, estão conduzindo para constranger o antagonismo da sociedade, a liberdade de opinião e o trabalho de jornalistas com foco no Supremo e seus ministros.

Leia o projeto. Vale a pena. São 31 artigos e cerca de 120 preceitos para constranger, complicar e acabar com a liberdade nas redes sociais imobilizando-a num emaranhado de regras que, melhor do que qualquer discurso, caracteriza muito bem a intenção de quem o apoia.

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO JORNAL

PEIDÃO NA EDUCAÇÃO

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (10) por meio de uma rede social o professor e pastor evangélico Milton Ribeiro como novo ministro da Educação.

O novo ministro da Educação é militar da reserva do Exército e pastor da Igreja Presbiteriana de Santos.

Segundo o currículo na Plataforma Lattes, mantida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ele é graduado em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, doutor em educação pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em direito constitucional pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, instituição da qual é ex-vice-reitor.

* * *

De acordo com a Folha de S.Paulo, o novo ministros é muito feio, careca, bochechudo e se veste mal.

Já William Bonner, no Jornal Nacional, disse que Milton Ribeiro usava um cavanhaque ridículo debaixo do beiço inferior.

Enquanto isto, o Jornal da Besta Fubana descobriu que o novo ministro peida muito.

E peida fedido que só a porra!!!

Além de ser conhecido no meio universitário pelo apelido de Bigode-de-Escovar-Pinico.

Como diz Ceguinho Teimoso, esse nosso presidente é mesmo um destrambelhado!!!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

NIKOLAI HEL – MANAUS-AM

COMENTÁRIOS COMENTADOS – ENTENDIMENTOS SOBRE FUNDAMENTO (E INFUNDAMENTOS)

Uma vez eu vi em um comentário do JBF (não me recordo precisamente em qual coluna, ou do seu autor) que coluna jornalística boa é aquela que ninguém comenta mantendo incólume o salário do jornalista.

Eu particularmente discordo, e a prova disso encontro em um escrito de nome “Fundamentais”, da autoria de Marcelo Bertoluci, senhorio do feudo fubânico “Dando Pitacos”. Feudo este cujo nome me faz pensar que, se o escrito em evidência é um “pitaco”… Que nome se pode dar aos incontáveis calças-mijadas do “Fôicebuque” que arrotam, peidam e cagam soluções ao país sem terem sequer competência para manterem alimentado um peixe de aquário?!

Não é à toa que o Sr. Adônis Oliveira (outro colunista fubânico de grossíssimo calibre) definiu esse ₢ pitaco ₢ contundentemente como “arrasador de imbecilidades”, pois dentre seus (até então) 14 comentários subsequentes, alguns foram oriundos de uma troca riquíssima de informações, teses e perspectivas entre o ₢ pitaqueiro ₢ autor do ₢ pitaco ₢ e um frequente comentador desta bodega digital.

Nesse bate-e-volta de argumentos, senti-me compelido a seguir à risca a minha proposta de feudo na terra do Papa Berto para comentar sobre o comentário logo abaixo:

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Click aqui quem quiser saber do que quero tratar a seguir:

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Dentro do meu entendimento, João Francisco não deixa de ter razão. Contudo, vejo como um entendimento incompleto do que o nosso estimado ₢ pitaqueiro ₢ quis elucidar.

Aonde o excelso fubânico Bertoluci pretende chegar, e o que ele propõe, em nada têm ligação com a ótica de que o Estado é maligno em essência, ou que não deve haver uma Carta Magna da qual derive, inclusive, um código penal que responsabilize e puna qualquer cidadão que perturbe a ordem social. Até onde pude nele observar, ainda que se defina como “pitaqueiro”, trata-se de um ₢ pitaqueiro ₢ cuja lucidez o distancia astronomicamente de insanidades como o Anarquismo e todas as presepadas paridas por essa corrente de flatulência cefálica (“corrente de pensamento” meus ovos!).

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