COMENTÁRIOS SELECIONADOS

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

VAQUEIRO ALADO

Partiu seu Hermes Medeiros
Pra aboiar no firmamento
Juntar gado nas estrelas
Nos vales do encantamento
Vaqueirando a eternidade
Encourado na saudade
Tão livre quanto o vento.

Por esse seu chamamento
Os céus todos se alegraram
Serafins bateram palmas
Querubins comemoraram
Nas veredas divinais
Dos campos celestiais
Os santos todos cantaram.

Com a sua chegada.

Vai! Planta um mourão lá no céu, macho bom e arretado, e instala nele uma porteira.

Qualquer dias desses eu abrirei sua tramela.

E espera por nós, bom amigo! Um dia chegaremos por aí também e a prosa continuará no mesmo gosto de sempre.

Ah! E obrigado pelo carinho, pelos conselhos e pelas boas risadas, Seu Hermes.

O senhor foi luz na vida de muita gente.

DEU NO JORNAL

NESTA GAZETA ESCROTA É BEM MAIS BARATO

A deputada Gleisi Hoffman (PT-PR) já gastou R$ 19,5 mil de sua cota parlamentar para contratar a empresa LeadWhats desde abril.

A companhia presta serviços de disparo automatizados de mensagens pelo WhatsApp.

As nove contas do PT suspensas pelo aplicativo no fim do mês passado por disparos em massa eram operadas pela empresa.

De acordo com dados do site da Câmara dos Deputados, Gleisi, que é presidente do PT, contrata a empresa desde abril do ano passado.

Até abril deste ano, o serviço custava R$ 1,2 mil. Depois passou a custar R$ 1,7 mil.

O gasto está registrado no site da Câmara como “divulgação da atividade parlamentar”.

A nota fiscal é para contratação de “serviço de divulgação de mensagens de prestação de contas do mandato parlamentar”.

A LeadWhats é uma empresa de Curitiba já conhecida pelo WhatsApp – o serviço de disparos automatizados de mensagens em massa é considerado irregular pelo aplicativo.

O WhatsApp já enviou diversas notificações extrajudiciais à empresa, sempre por disparos em massa de mensagens.

* * *

Gleisi, aquela que botou chifres em Paulo Bernardo e que tem o codinome de Amante na lista de propinas da Odebrecht, gastou pouco dinheiro público pra contar mentiras e espalhar boatos.

Gastou muito pouco mesmo.

Mas ela poderia gastar bem menos ainda.

Explico:

Por um décimo do que ela pagou pra essa empresa, a tal da LeadWhats, usando sua cota parlamentar, a gerenta da bodega de Lula poderia fazer o mesmo serviço aqui no JBF.

Pagando dez vezes menos.

Se ela topar, eu botarei Chupicleide, a nossa querida secretária de redação, pra ficar o dia todo disparando mensagens pelo zap e espalhando falsos pra tudo quanto é lado.

Acabei de mandar mensagem pro e-mail da chifradora () e estou aqui ansioso, aguardando a resposta dela.

Tomara que aceite.

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

O PADRE QUE MATOU O BISPO: UM DOCUMENTÁRIO E UM FOLHETO

* * *

Um folheto de José Soares – A MORTE DO BISPO DE GARANHUNS

Garanhuns está de luto:
numa bisonha manhã
foi morto dom Expedito,
um bispo de alma sã,
pelo revólver dum padre
partidário de Satã.

Um padre matar um bispo
quase não tem fundamento;
maculou com sua fúria
dos dez, este mandamento:
‘Não Matarás’, disse Deus
no sagrado sacramento.

Quantas vezes esse padre
lá no púlpito a pregar
repetiu nos seus sermões
que Deus não manda matar,
quando ele próprio faz
su’alma se condenar.

É lamentável leitores
mas tudo se comprovou
e desse drama de ontem
que a todo o mundo abalou
vou contar em poucas linhas
como tudo se passou.

O padre Hozana Siqueira,
vigário de Quipapá
não cumpria pela regra
a lei de Deus Geová,
ligando pouco os deveres
de ministro de Alá.

Porque ele, sendo padre
estava no seu critério
defender e pugnar
pelo santo presbitério,
combater e condenar
qualquer ato deletério.

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COLUNA DO BERNARDO

DEU NO TWITTER

J.R.GUZZO

O ÓDIO DO BEM E O MANIFESTO EM FAVOR DA MORTE DO PRESIDENTE

O presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista para informar que seu exame para a Covid-19 deu positivo

Eis aí, enfim: de ódio em ódio, e com o empenho cada vez maior da elite intelectual brasileira na tarefa de selecionar tipos diferentes de ódio, os maus e os bons, chegamos ao topo do pódio. Embora a prudência ensine que não há limite para o pior, vai ser difícil ir muito mais longe do que o ponto em que acabamos de chegar: num artigo publicado em jornal, o autor diz que quer que o presidente da República morra de Covid-19.

É a medalha de ouro, até agora, em matéria de ódio do bem. Seu alvo é o presidente Jair Bolsonaro – e odiar Bolsonaro, no Brasil bem pensante de hoje, é lutar em defesa dos valores democráticos, da inclusão social, da igualdade e, no fim das contas, da salvação da pátria. Uma salva de palmas, portanto, para esse manifesto em favor da morte, do fundo do coração civilizado, liberal e moderno do Brasil 2021.

Cada um, naturalmente, tem o direito de dizer em público o que quer. Desejar a morte do próximo, desde que o dono do desejo fique só nisso, não é proibido por lei – ao contrário, é um direito estabelecido pelo artigo 5º da Constituição Federal brasileira, que assegura a todos a plena liberdade de expressão.

O único problema neste caso – mas aí já é realmente um problema de 400 talheres – é que no Brasil onde se construiu a doutrina do ódio do bem o cidadão tem o direito de escrever que deseja a morte do presidente, mas não pode desejar a morte dos seus atuais inimigos políticos, pelo menos nas “redes sociais”. Experimente, para ver o que acontece, escrever que você quer que o ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, caia morto. Melhor não.

Para começar, o ministro vai mandar a Polícia Federal à sua casa, às 6 horas da manhã, e você será trancado numa cela de prisão. Essa prisão poderá ser prorrogada por um número indefinido de vezes. Os seus advogados não terão acesso à totalidade dos autos – só vão poder ler o que o ministro Moraes deixar. Você pode ser proibido de trabalhar como jornalista, e o seu site pode ser banido pelos operadores das redes de comunicação na internet. No caso de ser funcionário de alguma empresa dedicada à defesa da democracia, à luta contra o racismo e à manutenção do “distanciamento social”, vai perder o seu emprego.

O Brasil que cultiva o ódio do bem não é apenas moralmente absurdo. É uma aberração do ponto de vista legal — a lei, pelo menos enquanto o atual presidente continuar no governo, é oficialmente desigual. Depende, para proteger e para punir, da sua posição política.

DEU NO JORNAL

CASCATEIRO FALASTRÃO

A alta de 13,9% nas vendas do varejo comprova que o ministro Paulo Guedes (Economia) matou a pau dizendo que o Brasil vai surpreender o mundo com a “recuperação em V”: queda e volta rápidas.

Quase toda a perda de abril (-16,3%) foi recuperada em maio.

E junho foi ainda melhor.

* * *

Esse tal de Paulo Guedes é um tremendo dum cascateiro.

Um técnico de contabilidade chinfrim e de currículo pobre.

Além de altamente incompetente.

Em termos de competência, Paulo Guedes não chega nem perto da sapiência do Guido Mantega.

ALEXANDRE GARCIA

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

GLOSAS

Mote:

Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.

1
Namorei um Zé Mané
Porém não fiquei contente
Pois gostava de aguardente
Nele eu não botava fé
Fui com ele a Canindé
Numa moto romaria
Quando na moto eu subia
Da moto ele escorregava
Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.

2
E naquela confusão
Para escapar do fuxico
Me apeguei com São Francisco
Fiz promessa e oração
Para não cair no chão
Eu gritava e me benzia
Enquanto eu me maldizia
Sua moto ele empinava
Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.

3
Agarrada na cintura
Eu apertava o sujeito
Era sim daquele jeito
Que gostava a criatura
Eu já estava com gastura
E o cabra não reduzia
Minha bolsa escapulia
Nele meu corpo roçava
Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.

4
Um vento forte bateu
Nessa viagem sofrida
Minha saia colorida
Para segurar não deu
Minha bunda apareceu
Enquanto a saia subia
Segurar eu não podia
E o vento não ajudava
Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.

5
E sem nenhum arranhão
Nós chegamos a cidade
Ao parar em Caridade
Me livrei do beberrão
Deixei ele no balcão
E acabei com a agonia
Pois enquanto ele bebia
De fininho eu escapava
Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.

6
Minha promessa paguei
Na matriz de Canindé
Depois daquele banzé
Minha graça eu alcancei
O Bebum eu despachei
Mas pra ter a regalia
Mas de mil Ave Maria
São Francisco me cobrava
Quando eu ia ele voltava
Quando eu voltava ele ia.