ALEXANDRE GARCIA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DOMINGOS SALVIO FIOROT – COLATINA-ES

Boa Tarde Prezado Editor

Segue em anexo o áudio de uma música de minha autoria.

Caso o Prezado Editor goste da música, e resolva publicá-la, quem sabe os vários outros Fubânicos possam gostar também.

R. Meu caro, este prezado Editor não tem que gostar ou não gostar de nada.

Aqui nessa bodega quem manda são vocês, os fregueses: enviou, eu publico.

Mas, tenho que dizer: gostei da sua música!!!

Tá ótima.

Como eu digo sempre, nesta gazeta escrota só tem gente talentosa.

E vamos ao gostoso sacolejado que você compôs: 

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

UM CAUSO E UM POEMA

O DOUTOR E O BÊBO

O cabra era carrapato por uma cervejinha. Chega de bode amarrado no doutor e ouve a sentença:

– O senhor vai ter que parar de beber cerveja. Veja bem: durante um ano, o senhor só vai beber leite.

– Puta-merda doutor, outra vez??????

– O quê?!… O senhor já fez esse tratamento?

– Já doutor. Durante os dois primeiros anos da minha vida…

* * *

BANDEIRA NORDESTINA

A bandeira nordestina
É uma planta iluminada
É qualquer raiz plantada
Mostrando o caule maduro
E quando o sol varre o escuro
Com luz e sombra no chão
É quando germina o grão
É quando esbarra o machado

É quando o tronco hasteado
É sombra pro polegar
É sombra pro fura-bolo
É sobra pro seu vizinho
É sombra para o mindinho
É sombra prum passarinho
É sombra prum meninote
É sombra prum rapazote

É sombra prum cidadão
É sombra para um terreiro
É sombra pro povo inteiro
Do litoral ao sertão
Essa bandeira que eu falo
Tem cores de poesia
Tem verde-folha-avoada
Amarelo-jaca-aberta

Em tudo que é vegetal
Tem bandeira desfraldada
No duro da baraúna
No forte da aroeira
No bandejar buliçoso
Das folhas das bananeiras
Das bandeirolas dos coentros
E na marca sertaneja:

O rijo e forte umbuzeiro

* * *

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

DA ESCRAVIDÃO AO MATADOURO

Tema dos mais recorrentes na região Nordeste diz respeito à figura do jumento, a mascote nordestina. Conhecido popularmente por jegue, o jumento remonta às priscas eras. Desde os primórdios da colônia esse servo, manso e cordato, testemunhou, mudamente, as cardeais páginas nordestinas: as secas, o cangaço, as emigrações caudais, o fanatismo religioso e, evidentemente, as chagas sociais tão vivamente decalcadas ao dorso do Nordeste que jamais se dissiparam; tristemente ainda singularizam a região.

Durante séculos esse animal proletário foi decisivo no papel de fomentar o Brasil rural; ora como cargueiro da riqueza do campo, ora, (no papel de cavalo de pobre), transportando pessoas: crianças, moçoilas, rapazolas e idosos. Os nordestinos que dele se serviram durante o labor sertanejo não cansam de exaltar as virtudes, os méritos desse resignado serviçal. Porém, os nascidos no asfalto pouco conhecem acerca dessa folha de serviços relevantes, tão gabada pelos campônios que exsudaram na lavra da terra. Diferentemente dos cavalos, cujos nomes carinhosos realçam virtudes, nem sempre reais, os jumentos mais das vezes são tratados (em tom de mofa), por inumeráveis apelidos que, na sua grande maioria, lhe conferem defeitos, desqualificações.

Aliás, no dizer de Euclides da Cunha, o jumento é, dentre os equídeos, o animal mais caluniado. Porém, as desqualificações e zombarias que rosnam contra a sua figura apenas mascaram as excepcionais qualidades desse animal tardo; de mansidão evangélica. Afinal, que outro animal de doma tem mais resistência, mais temperança, mais energia, mais sobriedade, mais tenacidade e mais poder de adaptação ao meio inóspito do que o jumento? Que outro animal suportaria os rigores da seca?

Depois de séculos de trabalho cativo, realizado, mais das vezes, sob o estímulo do açoite, eis que lhe veio merecida carta de alforria. O modal rodoviário eclodiu do seu casulo e se apresentou, capaz, diligente, cheio de disposição, para assumir as tarefas relativas ao transporte de cargas e de pessoas. Concausa, o jumento libertou-se da escravidão e da detenção; fora para o ostracismo. Sem serventia, desaproveitado, descartado, negligenciado, e enxotado para fora das propriedades, o jumento, numa pachorra de lesma, passou a errar por plagas nordestinas.

Nessa errância acabou por descobrir as estradas e rodovias em cujas margens, devolutas, estanciou-se, desgraçadamente estorvando o fluxo de veículos. Prolífero por essência, sem ninguém que lhe administre um fármaco contraceptivo para lhe pôr freio à natalidade, o jumento expandiu a sua prole e, às manadas, põe-se a pastejar, justamente na linha da morte. Essa opção pelos leitos rodoviários, a única que lhe restou, lhe rendeu o libelo acusatório de ser o causador de inúmeros acidentes nas estradas nordestinas. Mas nessa verdade, irrecusável, ele não está sozinho; outros animais libertários concorrem para esses acidentes, dão azo a essas ocorrências.

Mas a carta de alforria virou pesadelo. Sua carne, conforme noticiário indistinto, começa a ser exportada para países da Ásia, que têm urgência em aprovisionar suas bocas inumeráveis. Esse triste fim de quem deu ao Brasil, e aos brasileiros, expressivo quinhão contributivo, ainda que “debaixo de vara”, faz lembrar a moeda comumente utilizada pelos humanos para quitar benefícios recebidos: a ingratidão. Ao invés da morte, o jumento carece de merecido descanso. E quando Jesus voltar, para a derradeira chamada de salvação, ele deve estar no habitat que lhe foi conferido pelo Criador. Oxalá, os órgãos responsáveis, pródigos em cantilenas e jogo de empurra, tomem o alvitre de solver esse controvertido problema asinino, inclusive para que se restabeleça a boa ordem rodoviária.

Pelo que tanto fez e pelo seu significado bíblico, ofertando o seu lombo para que o menino Jesus pudesse fugir às perseguições de Herodes, consigno ao jegue o meu preito de admiração e gratidão.

DEU NO TWITTER

J.R.GUZZO

“SOCIEDADE CIVIL”

Onde andaria, nos dias de hoje, a “sociedade civil”? Muita gente talvez ainda se lembre dela – um condomínio de nomes com registro no CNPJ, chefiados por gente que jamais chegou perto de uma eleição direta para ganhar os cargos que ocupa e dedicados, segundo o que está escrito nos seus estatutos, a assinar documentos em favor das boas causas. Cidadania, igualdade entre as pessoas e povos, “diversidade”, oposição ao racismo, proteção das “minorias”, dos índios, dos moradores de rua – enfim, tudo serve. Até um tempo atrás, sua Bíblia exigia, também, o respeito religioso à Constituição e às liberdades públicas e individuais, a começar pela livre manifestação do pensamento. Faziam questão fechada, enfim, de que fossem cumpridas as mais extremadas miudezas legais que protegem o direito de defesa – sobretudo quando se trata da defesa de acusados por crimes de corrupção cometidos entre 1º. de janeiro de 2003 e 31 de agosto de 2016, mais ou menos.

Muito bem: o Brasil está passando hoje pela mais intolerante ofensiva contra as liberdades, a democracia e o estado de direito desde o governo do general Costa e Silva baixou o Ato Institucional número 5, em 1968, que durante dez anos inteiros serviu como manual de regras do regime militar. A violação da lei, hoje, não vem do QG do Exército – vem do Supremo Tribunal Federal, onde dez minutos se tornaram cúmplices de atos que agridem abertamente a Constituição e outros códigos de lei, com seu inquérito ilegal e secreto contra os militantes radicais do governo do presidente Jair Bolsonaro. Mas justo nessa hora em que o país precisaria tanto da “sociedade civil”, para oferecer um mínimo de resistência à escalada ditatorial do STF, suas organizações e seus líderes se escondem. A lei é para todos – o fato de serem adeptos de Bolsonaro não elimina os direitos civis de nenhum dos brasileiros hoje perseguidos ilegalmente pelo STF. Ninguém, nem o tribunal que se diz “supremo”, tem a autoridade legal de anular a sua cidadania. Está acontecendo o contrário.

“Estamos vivendo um período crítico, em que vários direitos fundamentais do cidadão estão sendo violados”, diz o advogado Emerson Grigollette, dos coordenadores da ação que 7.000 advogados brasileiros movem no momento contra o inquérito ilegal do STF. “Precisamos ter acesso ao inquérito na íntegra, para que a gente possa exercer a nossa profissão – preservando a ampla defesa, o contraditório e o devido processo legal”. A OAB, à esta altura, deveria estar dando todo apoio para os 7.000 dos seus associados que cobram o direito de trabalhar – além do mais, são 7.000, não uma meia dúzia. Mas não está; sumiu, simplesmente. “A OAB não fez absolutamente nada”, diz Grigollette. Melhor assim, talvez: se a OAB tiver de tomar posição é possível que tenhamos o espetáculo inédito de uma associação de advogados que fica contra os advogados.

Não é pouca coisa. A maioria das entidades da “sociedade civil” tem importância próxima ao zero. Nenhum jornalista, por exemplo, é obrigado a ser sócio da Associação Brasileira de Imprensa. A única atividade de alguma relevância da União Nacional dos Estudantes é traficar carteirinhas de meia entrada no cinema. Se você não é bispo, pouco se lhe dá o que fazem ou não fazem os membros da Conferência Nacional dos Bispos. Mas com a OAB a história é diferente. Todos os 1,1 milhão de advogados do Brasil – sim, é isso mesmo, mais de 1 milhão – são obrigados por lei a serem filiados (e pagarem anuidade) à OAB; sem a “carteira da Ordem”, não podem exercer a profissão. O mínimo que os associados poderiam esperar é que sua entidade profissional não os persiga. Mas no Brasil a “sociedade civil” é outra coisa.

DEU NO JORNAL

IMPUNIDADE SUPREMA

Traficantes e milicianos, que já controlam 1.413 favelas do Rio, trocaram tiros à vontade nesta madrugada, aterrorizando moradores e seguros de não serem incomodados pela Polícia Militar.

Liminar do ministro Edson Fachin (STF) proíbe a PM de agir nas favelas no período de pandemia.

* * *

Os bandidos dos morros e os bandidos de paletó e gravata se sentem supremamente seguros.

Lula encarna muito bem este sentimento.

Segundo fui informado, Gilmar Mendes ficou puto de raiva porque Fachin tomou a medida em favor dos meliantes antes dele.

Tá espumando de raiva pelos cantos daquela linda boca.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ROMILDO – JOÃO PESSOA-PB

Prezado Berto,

Olha o que aconteceu em Belo Horizonte…

R. Pelo que me consta, meu caro leitor, essa história se assucedeu-se em 2015.

Notícia antiga.

Mas vocês conseguem avacalhar esta gazeta escrota mais ainda, até cavando coisas do passado.

Agora, aqui entre nós: um ser humano nascer parecido com Lula é uma azar da porra.

A natureza foi muito ingrata com este fotógrafo.

Chega fiquei com pena do coitado.

Vôte!!!

DEU NO JORNAL

MÍDIA MILITANTE SEGUE LADEIRA ABAIXO EM PERDA DE CREDIBILIDADE

Rodrigo Constantino

Não sou jornalista de formação, ao contrário de Oswaldo Eustáquio. Sou economista. Na minha área original, temos o Corecon. É o Conselho Regional que, na prática, nada mais é do que um antro da extrema esquerda que faz proselitismo socialista com meu dinheiro.

Imagino que a Associação Brasileira de Imprensa seja algo similar para os jornalistas. Criada em 7 de abril de 1908, seu principal objetivo era assegurar à classe jornalística os direitos assistenciais. Segundo Gustavo de Lacerda, seu criador, a associação deveria ser um campo neutro em que se pudessem abrigar todos os trabalhadores da imprensa.

O que vemos hoje, porém, é um antro de extrema esquerda fazendo proselitismo ideológico. E faz isso em nome da imprensa. O silêncio deve significar consentimento, e não seria espantoso, uma vez que o Congresso em Foco sempre expõe as preferências ideológicas dos jornalistas, encantados com o PSOL.

A ABI já entrou até com pedido de impeachment contra Bolsonaro, com base em… nada. Nesta terça, resolveu denunciar o “crime” do presidente: receber jornalistas para uma entrevista, estando contaminado com o coronavírus. Dar entrevista, eis o crime!

A mídia militante agoniza, eis a triste realidade. Incapaz de aceitar a perda do monopólio da narrativa, a imprensa partidária sofre com o avanço das redes sociais, que furaram a bolha “progressista” e expuseram a farsa do “jornalismo plural” de antes, que tinha hegemonia esquerdista.

Esses veículos de comunicação deram destaque para o fato de o presidente ter tirado a máscara durante a entrevista. A manchete do UOL, por exemplo, era apenas isso. Só quem entrasse para ler na íntegra descobriria que o presidente retirou a máscara quando estava longe dos jornalistas. Com meias verdades e muita distorção se conta grandes mentiras. Mas hoje elas não passam despercebidas:

Na era das redes sociais, o povo pode ver os fatos e comparar com as narrativas. E é aí que a credibilidade da mídia tradicional vai para o buraco. Afinal, o que resta para essa imprensa é basicamente isso: narrativas, narrativas ideológicas, torcida partidária!

O duplo padrão salta aos olhos, especialmente quando vemos o sepulcral silêncio dos pares jornalistas diante do desejo de morte do presidente pelo “respeitado” Helio Schwartsman, colunista da “prestigiada” Folha de SP, da qual já foi editor. Como aponta o professor de economia especializado em Escola Austríaca:

Seu desabafo duro é compreensível. Oswaldo foi tratado por toda essa ala da imprensa como “blogueiro”, e praticamente ninguém saiu em sua defesa. Ele pode ser jornalista, mas apoia o governo Bolsonaro, e eis o seu grande crime! O militante de extrema esquerda Glenn Greenwald foi protegido mesmo quando recebeu material roubado por hackers e divulgou a conta gotas, em doses homeopáticas e sem aceitar perícia. Ele é da “patota”, afinal.

Vejam esse outro exemplo. O grupo que fez uma reportagem sobre a cloroquina durante o surto da zika, recomendando que seu uso era seguro até para mulheres grávidas, agora sequer pode mencionar o nome do remédio na chamada, e destaca a falta de “comprovação científica” mesmo com inúmeros médicos o recomendando por estarmos numa pandemia, o que permite relaxar certos protocolos:

Em vez de enxergar o lado positivo de um presidente que exala otimismo e confiança mesmo contaminado, o jornal prefere trata-lo como irresponsável, pois a única postura aceitável é a histeria dos apavorados isolacionistas, a turma da Seita da Terra Parada, como ironiza Guilherme Fiuza.

E não pensem que aqui nos Estados Unidos é muito diferente, pois não é! A mídia mainstream faz campanha contra Trump desde o primeiro dia, e destila todo seu viés em cada “reportagem”. Quando Mike Pence apareceu, sozinho, sem máscara, foi uma celeuma. Já Alexandra Ocasio-Cortez, a queridinha dos democratas, uma radical socialista, solta germes na cara de uma criança, isso é “fofo” ou deve ser ignorado. Não nas redes sociais, porém:

Eis o que esses militantes disfarçados de jornalistas se recusam a admitir: o truque foi revelado, a farsa foi exposta, as máscaras foram rasgadas. Por trás de toda aquela pose de JORNALISTA imparcial, que só observa FATOS de forma isenta e desapaixonada, jaz um militante esquerdista com viés escancarado.

Ao insistir no show farsesco, tudo que essa ala da imprensa vai conseguir é perder ainda mais credibilidade. E, claro, fortalecer Trump e Bolsonaro, pois qualquer pessoa neutra que rejeita a injustiça acaba tomando seu partido nessa batalha.

DEU NO JORNAL

PERNAMBUCANO ORGULHOSO

Os estados de Pernambuco e São Paulo lideram o ranking de denúncias de corrupção envolvendo gastos e despesas para ações contra a covid-19.

De acordo com o Instituto Não Aceito Corrupção (INAC), em menos de um mês, os estados receberam 8 e 7 denúncias, respectivamente, na plataforma “Corruptovírus”.

Todas as denúncias passam por triagem técnica antes de enviadas ao Ministério Público para abertura de inquérito civil ou policial.

* * *

Me dá um orgulho da porra saber que meu querido Pernambuco está na frente do estado mais rico da federação em termos de ladroagem corruptvírica.

Nossos governadores, Paulo Câmara e Dória, formam uma dupla tão magnífica quanto os prefeitos das duas capitais.

Sendo que o nosso governador tem um ponto altíssimo no seu currículo: foi a Curitiba visitar o ex-presidiário Lula quando este estava engaiolado.

Na prefeitura do Recife reluz Geraldo Júlio e na de São Paulo  brilha Bruno Covas.

Uma dupla de deixar despeitadas as demais capitais brasileiras.

Vocês dos outros estados devem ficar morrendo de inveja de nós outros, pernambucanos e paulistas.

Meu coração bairrista bate com muita força de tanto orgulho.

Doria e Câmara: uma parelha de governadores do caralho!!!