COMENTÁRIOS SELECIONADOS

O ESTRAGO FOI MUITO GRANDE

Comentário sobre a postagem TRABALHO

Rômulo Simões Angélica:

Prezado Marcelo,

Parabéns, Perfeito !!!

Acompanho, e guardo, seus textos, assim como de outros colunistas brilhantes, aqui do JBF.

Este, é um verdadeiro primor.

Sou professor de uma universidade federal, completamente aparelhada, como a quase totalidade das nossas IFES, ideologicamente, com gerações e gerações de jovens imbecilizados.

São imprestáveis para a sociedade, pois só aprenderam a repetir chavões e mantras de ditos professores, na verdade, deformadores.

Por vezes me comparo ao Prof. Adonis, na amargura de desesperança, que um dia as universidades – para não dizer, o país – possam ter jeito.

Falo das universidades por ser um dos elos da grande cadeia de formação e qualificação que poderiam iniciar a transformação de uma nação.

É claro que poderíamos falar do ensino fundamental, igualmente calamitoso. Mas os seus professores vem justamente das universidades aparelhadas.

Imaginem, o que os professores de história e geografia, por exemplo, recém saídos de IFES brasileiras, atualmente, vão ensinar para seus alunos, seja de escolas públicas ou privadas?

O estrago foi muito grande.

* * *

ALEXANDRE GARCIA

PERFUME DA TERRA

Nesses tensos tempos pergunta-se às bolas de cristal como e quando vamos nos recuperar deste caos. Paulo Guedes certamente gostaria de acertar a previsão de que virá do investimento privado. Mas investidores teriam que ter sobras, depois da pandemia, para aplicar na compra de estatais, ou em concessões. Acreditando no futuro, estão os investidores em renda variável, os operadores de bolsa. Este ano, aumentou em 38% o número de mulheres investidoras na Bolsa. Instinto feminino? Algum perfume já sentiram no ar, porque depois de despencar de 120 mil pontos para 60 mil, o índice da B3, ex-Ibovespa, já está chegando de novo aos 100 mil pontos. Penso que sentiram perfume de terra e a recuperação está em enterrar dinheiro – literalmente.

É da terra que vai sair a recuperação do Brasil. Na recessão da Dilma, o agro atenuou o PIB e as contas externas; agora não apenas vai segurar, na beira do abismo, como também vai indicar o novo rumo, a vocação do país que tem espaço territorial, clima e tecnologia para ser um gigante na produção mundial de alimentos. E não é apenas o que vai para a nossa mesa; já podemos alimentar uma boa parte da população do planeta. Além disso, a agropecuária brasileira gera uma cadeia econômica que vai muito além de suas porteiras.

Imaginemos a indústria de veículos de carga, máquinas agrícolas, implementos, adubos, fertilizantes, combustíveis; a construção de silos e armazéns, além do processamento de alimentos, algodão, celulose, fibras – uma gama sem fim de produtos de origem vegetal e animal.. Sem falar na exigência de mais infraestrutura de transporte e escoamento: rodovias, pontes, ferrovias, portos, navios, trens, mais aviões na exportação de frutas. Estimulam-se também os serviços, setores que tanto têm sofrido com a quarentena: comércio exterior, atacado e varejo. E os benefícios ao consumidor, com preço mais barato pelo alimento abundante, com reflexo na economia doméstica e nos restaurantes.

A pesquisa, a tecnologia, a biotecnologia, a ciência – mais vagas para técnicos e cientistas voltados à produtividade, às variedades, à genética vegetal e animal. A valorização das profissões no campo cada vez mais informatizado e conectado, os agrônomos, veterinários, operadores de máquinas, consultores de mercado… um mundo novo brota no solo do Brasil. Basta que governos não atrapalhem, protejam o direito de propriedade e que o agro e seus representantes políticos, no Congresso, nas assembléias e câmaras, estejam à altura do poder e da oportunidade que estão recebendo nesta pandemia.

DEU NO JORNAL

TAPIOCA E BOCHECHA: UMA DUPLA AFINADA

Figura menor, que virou ministro do Esporte porque Lula quis agradar ao PCdoB, Orlando Silva (SP) agora é homem da confiança do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para tarefas que garantem holofotes, como relatar projetos de visibilidade.

É uma jogada de Maia para “prender o rabo” de partidos de oposição mais à esquerda e, ao mesmo tempo, alfinetar o Palácio do Planalto.

Nem que para isso prestigie o deputado que usava cartão corporativo do governo para se lambuzar na tapioca.

O ex-ministro da tapioca se prestará ao papel de chancelar o “projeto alternativo” de Rodrigo Maia de uma “lei das fake news”. Vai dar ibope.

Orlando não se notabilizou só pelas tapiocas malandras.

O escândalo que o derrubou foi inaceitável até para o padrão Lula de ladroagem.

Como ministro, Orlando era tão inexpressivo que até foi barrado ao tentar visitar a Seleção no hotel em Königstein (Alemanha), na Copa de 2006.

* * *

O cu-bundudo Maia e o cu-munista Orlando Silva.

Uma parelha arretada.

Uma dupla da porra.

Um casamento perfeito.

Atualmente os dois estão vivendo uma gostosa lua de mel nesta paradisíaca Ilha Banânica.

Retrato cagado e cuspido da República Federativa de Banânia, de perfil e de bochecha; o de bochecha é presidente da um dos três poderes deste país fantástico (êpa!!!)

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

O ESTRANHO E TALVEZ VERÍDICO CASO DO PAPAGAIO NAT SORIANO

Algumas histórias de cachorros, um, chamado Lyndon Johnson, que chorava quando ouvia Altemar Dutra cantando Vida Minha, outro, de nome Frank Sinatra, que cantava, ambos brasileiros, apesar dos nomes estrangeiros, foram contadas aqui, ao pé da fogueira, no São João do ano passado.

Os narradores juram que é verdade, como as histórias de assombração, que ninguém duvida, contadas pelos matutos sob o céu de estrelas.

Nada mais incrível, do que esses casos, acharíamos que poderia surgir, quando um novo narrador vem e assegura que tem um papagaio que canta. Não como o cão Frank Sinatra, que recebeu esse nome porque uivava desentoado, desafinado, e a referência ao grande cantor dos Blue Eyes foi feita como uma espécie de ironia, já que Frank Sinatra, o verdadeiro, era A Voz, e há quem diga que foi o melhor intérprete de todos os tempos.

Pois bem, ao pé da fogueira sentou-se um desconhecido e apresentou-se:

– Eu me chamo D. Matt. Eu possuo um papagaio que canta um grande repertório de músicas brasileiras, do samba ao pagode, e que interpreta com competência canções estrangeiras, em Inglês, Italiano, Espanhol, Alemão e Francês.

Nosso lema, na roda de fogo, é acreditar em tudo – por isso elegemos Jair Messias Bolsonaro presidente do Brasil – de modo que ninguém duvidou da mentira deslavada.

Como assim? Alguém inquiriu. Cite uma música que esse papagaio dos infernos canta, em Francês, por exemplo.

D. Matt responde na bucha:

– Ne Me Quitte Pas.

– O quê? Cabra safado! O teu papagaio canta essa música, divinamente interpretada por Maísa, por Jacques Brel, Édith Piaf…

– Canta. E posso provar.

Todos se alvoroçaram. Um cão chorar, tudo bem, não passa de um fenômeno sensível, o cachorro ouve um som e uiva. O outro cantar, também é aceitável, mais uma vez trata-se de um cachorro que como todos os cães em certas circunstâncias uivam, uns mais, outros menos afinados. Agora, vamos e venhamos, um papagaio cantar várias músicas, em diversos idiomas, e ainda por cima Ne Me Quitte Pas, vai mentir assim nos infernos!

D. Matt não se perturbou, nem mesmo quando um dos companheiros mais exaltados falou eu vou bater nesse cara.

Ele, D. Matt, afirmou:

– Por acaso, eu tenho aqui comigo uma fita cassete com uma gravação de Nat – justamente de Ne Me Quitte Pas.

– O papagaio se chama Nat King Cole?! Alguém perguntou com picardia.

– Nat Soriano, respondeu ele. E continuou dizendo que ia no carro pegar um aparelho para rodar a fita.

Nem ele se afastou e um garantiu que D. Matt não voltaria mais, tinha se escafedido, mentiroso dos diabos.

Mas, mal acabou de falar isso e lá vinha D. Matt com o toca-fitas na mão. Sentou-se, fez algum suspense, devagar pôs a fita a rodar e após alguns chiados uma voz de homem dizia: – Canta, Soriano!

A seguir, com acompanhamento e tudo (ele disse que era karaokê), Nat Soriano começou a cantar a música em Francês, com algum sotaque (pelo que D. Matt se desculpou, o papagaio aprendera essa música já adulto e não se libertara de algum acento estrangeiro).

Foi a coisa mais linda, de chorar mesmo, tinha gente ali com o coração despedaçado, alguém terminando um relacionamento, outro se sentindo desprezado, de modo que muitos lenços se molharam enquanto o papagaio Nat Soriano soltava a linda voz.

Foi no meio de toda aquela emoção que, mal acabara a música, D. Matt levantou-se dizendo eu tenho de ir e nunca mais o vimos.

Outro dia, no São João deste ano, nos reunimos de novo em frente à fogueira, rememorávamos e comentávamos o caso. É claro, ninguém acreditou que aquilo era um papagaio cantando, isso não era possível. O cara chegou num fusca velho, se tivesse um papagaio com tais qualidades estaria podre de rico.

Além do mais, alguém observou, aquilo era escritinho uma gravação de Ne Me Quitte Pas na voz de Nina Simone!

Ou seja, se Nat Soriano é mesmo um papagaio cantor, além de cantar bem é um imitador inigualável!

D. Matt, como eu disse, não mais apareceu, mas se voltar a dar as caras vai ter de trazer Nat Soriano para uma audição ao vivo.

Enquanto isso, está sendo xingado diariamente como o maior mentiroso que já apareceu por aqui.

E olha que o páreo é duro.

Seja como for, uma dúvida restou: Terá D. Matt autorização do Ibama para possuir um papagaio?

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Mestre Berto,

VEJA QUE ESCROTIDÃO!!!!!!!! NÃO SAIU NA GLOBO LIXO!!!!!!

Depois da verba de mais 670 milhões do Governo Federal destinada aos necessitados da coronavírus e roubada pela Prefeitura da Cidade do Recife e interiores, mais um escândalo estoura em Pernambuco com a verba pública e contra o povo necessitado!

Aplicativo da Caixa para o cadastramento de pessoas carentes e desempregadas

Transcrevo o inteiro teor da notícia criminosa publicada no site do Diário de Pernambuco do dia 25.de junho de 2020, que não vai dar em nada contra esses funcionários públicos bandidos que ludibriaram o sistema:

Em Pernambuco, mais de 15 mil servidores receberam auxílio emergencial indevidamente, segundo noticia o Diário de Pernambuco:

Mais de 15 mil servidores públicos em Pernambuco receberam indevidamente o Auxílio Emergencial, programa de distribuição de renda do governo federal, durante a pandemia do novo coronavírus. O que significa que a gestão federal gastou, pelo menos, R$. 4 milhões de reais de forma desnecessária, já que o principal critério para receber o Auxílio Emergencial é não possuir vínculo empregatício formal. As informações foram levantadas por meio de uma parceria entre o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) e a Controladoria Geral da União no Estado de Pernambuco (CGU-PE). A pesquisa é fruto de um cruzamento de dados e seus detalhes foram repassados em coletiva de imprensa virtual na manhã desta quinta-feira (25).

Com a identificação dos servidores, sejam municipais, estaduais ou federais, eles serão intimados a repor o que foi recebido. A regra se aplica, inclusive, para os servidores que possuem registro no Bolsa Família e Cadastro Único, que de acordo com o levantamento, enquadra 10 mil servidores nesta categoria. O TCE e a CGU trabalham com três hipóteses para justificar o recebimento dos recursos: ter cadastro em programa social, fraude ou solicitação do recurso de forma deliberada. Neste último, ainda se considera que alguns dos funcionários podem ter feito o pedido do Auxílio por má interpretação da legislação, já que o programa estabelece que tem direito ao programa quem tem renda mensal por pessoa que não ultrapasse meio salário mínimo (R$ 522,50), ou cuja renda familiar total seja de até três salários mínimos (R$ 3.135,00).

O presidente do TCE, Dirceu Rodolfo, explicou que a devolução dos valores precisa ser feito da forma mais “rápida possível”, uma vez que “existem pessoas precisando para ontem”. “Então [será feita] notificação, com prazo de dez dias para que esses servidores façam o recolhimento por via de recolhimento da união. Depositando lá na conta da união. E essas informações irão para o Tribunal de Contas e para a AGU e a gente vai controlar isso”, pontua.

Ainda segundo o presidente, caso não ocorra a devolução voluntária, o Tribunal determinará o ressarcimento compulsório. “Partiremos para outros procedimentos. O bloqueio das parcelas subsequentes já vai haver. Você sabe que tem uma terceira parcela, então a AGU já vai encaminhar o bloqueio das parcelas subsequentes, mas quais podem ser as providências outras que podem ser adotadas se não houver a devolução? A providência é desconto em folha. A gente vai listar aos gestores públicos para descontar em folha e fazer o recolhimento do repasse disso para a união”, explica.

O levantamento dos órgãos também apresentou que mais de 2 mil servidores federais entraram com pedido para o recebimento do auxílio. Essa informação será apurada diretamente pelo Ministério da Cidadania. Cerca de 5 mil servidores públicos de Pernambuco solicitaram o auxílio emergencial, sendo estes os funcionários que não tinham cadastro no Bolsa Família e Cadastro Único. Para eles, foram pagos R$ 2,8 milhões, sendo R$ 1,1 milhão na primeira parcela e R$ 1,7 milhão na segunda parcela.

O superintende da CGU em Pernambuco, Fábio Araújo, explicou que cada situação precisará ser analisada de forma individual para que se possa averiguar possibilidade de fraude com os dados dos servidores. Caso os beneficiários não possuam mais vínculo como agente público, ele poderá solicitar a contestação desse bloqueio.

Segundo o levantamento do TCE, funcionários públicos de 20 municípios do estado são responsáveis pelo recebimento de 40% do total pago a servidores públicos em Pernambuco. Esses servidores atuam nas cidades de Pesqueira, Petrolina, Garanhuns, Saloá, Limoeiro, Caetés, Passira, Escada, Brejo da Madre de Deus, São José do Belmonte, São Caetano, Caruaru, Ibimirim, Paranatama, Paulista, Terezinha, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabrobó.

Não existe Governo Federal sério que lute contra essa praga endêmica petista que contaminou todos os Estados da Federação, principalmente os do Nordeste, ou alguém tem dúvida?

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Emílio Ribas

Emílio Marcondes Ribas nasceu em Pindamonhangaba, SP, em 11/4/1862. Médico sanitarista, pioneiro no combate da febre amarela entre outras epidemias e na criação de instituições de pesquisas na área da saúde pública, junto Oswaldo Cruz, Adolfo Lutz, Vital Brasil e Carlos chagas. Após os primeiros estudos em escola pública, foi estudar na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e graduou-se em 1887, com a tese “Morte aparente de recém-nascidos”, ressaltando os cuidados com o cordão umbilical.

Em seguida casou com Maria Carolina Bulcão e passou a clinicar em Santa Rita do Passa Quatro, SP. Pouco depois mudou-se para Tatuí, onde foi nomeado inspetor sanitário, em 1895. No ano seguinte, como auxiliar do Dr. Diogo Teixeira de Faria, no “Desinfetório Central”, combateu várias epidemias guiado sobretudo pela intuição. Exterminou o mosquito transmissor (Aedes aegyptii) em São Caetano, Jaú, Pirassununga, Pilar, Rio Claro, Araraquara e Campinas, onde foi promovido a chefe da comissão sanitária e permaneceu até 1898. Ajudou Vital Brasil na criação do Instituto Soroterápico, os primórdios do Instituto Butantan, e foi nomeado diretor do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo, cargo ocupado até se aposentar em 1917.

Publicou, em 1901, o artigo “O mosquito considerado como o agente de propagação da Febre amarela” e sofreu forte oposição dos colegas, que não acreditavam na transmissão da doença pelo mosquito. Afim de aprofundar o assunto, foi para Cuba acompanhar o trabalho dos médicos Carlos Juan Finlay e Walter Reed, que estavam mais adiantados na pesquisa. Em princípios do século passado Cuba era um celeiro do mosquito e os surtos febre amarela eram recorrentes. No ano seguinte foi para São Simão, afim de deter a 3ª epidemia de febre amarela e só saiu de lá quando conseguiu, com ajuda de outros médicos e voluntários, acabar com a epidemia, limpando o rio que corta a cidade e instalando serviços de saneamento básico.

Retornando â São Paulo, decidiu fazer uma experiência semelhante a realizada pelos colegas cubanos, junto com Adolfo Lutz e mais dois voluntários: deixaram-se picar por mosquitos que estiveram em contatos com doentes de febre amarela, no Hospital de Isolamento de São Paulo (atual Instituto de Infectologia Emílio Ribas), em 1903. Foi a partir da contaminação de Ribas que Oswaldo Cruz empreendeu a eliminação dos focos de mosquito no Rio de Janeiro. A experiência foi repetida mais duas vezes, sendo a última com 3 imigrantes italianos pagos para ficarem junto a secreções e lençóis usados por doentes de febre amarela. Os resultados provaram que a transmissão não se dava pelo contágio e sim pela picada de mosquitos infectados por pessoas portadoras dessa moléstia.

Ainda em 1903 a experiência foi apresentada no 5º Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia, onde ele defendeu o combate com a eliminação do mosquito e não dos meios defendidos pelos “contagionistas”. No mesmo ano a febre amarela foi declarada extinta no estado de São Paulo. Pouco depois uma nova epidemia começa a preocupar os paulistas: a tuberculose. O Governo encarrega-o com a missão de viajar aos EUA e Europa para estudar a profilaxia dessa doença. Trouxe na bagagem algumas ideias que alavancaram a cidade que ficou conhecida como a “Suiça Brasileira”. Campos de Jordão já era famosa pelo seu clima, como um lugar propício ao tratamento da tuberculose. Mas, para chegar lá os enfermos tinha que subir a serram da Mantiqueira em lombo de burros e cavalos. Uma de suas primeiras providências, junto com Victor Godinho, foi a construção da Estrada de Ferro Campos de Jordão, inaugurada em 1914.

O projeto era indispensável não só para o transporte das pessoas, mas para o envio de materiais para a urbanização e construção de hospitais, como o primeiro Dispensário de Tuberculose. A dedicação à este trabalho lhe rendeu honrosa homenagem ainda em vida: seu nome foi dado à praça central de sua cidade. Rendeu também 200 contos de réis, dado pela Câmara Municipal, em 1917, quando se aposentou. Mas, esta “comenda” ele recusou. Como se vê, foi um exímio administrador, além médico dedicado a várias doenças. De seus cuidados no tratamento da lepra, surgiu o “Sanatório de Santo Ângelo”, em Mogi das Cruzes. O primeiro centro de tratamento mais humano de assistência aos hansenianos no Brasil, iniciado em 1917 e inaugurado em 1928.

Seu envolvimento no projeto, junto com o colega Joaquim Riberio de Almeida resultou na construção de uma cidade em miniatura, com igreja, teatro, campo de futebol, praça etc. No conceito da época, o isolamento era um benefício para os doentes e para a sociedade. O sanatório deu origem ao grande “Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti”, que ainda mantém uma ala dedicada aos hansenianos. Em 1922 deu sua última conferência sobre febre amarela no Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina de São Paulo, que leva o nome de seu amigo Oswaldo Cruz, e veio a falecer em 19/12/1925. Na celebração dos 150 anos de seu nascimento, realizada em 2012 no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, foi apresentada uma exposição audiovisual sobre a vida e legado do médico e administrador.

Na ocasião, o governador Geraldo Alckmin concedeu-lhe o título póstumo de “Patrono da Saúde do Estado de São Paulo”. Foi também lançada sua biografia: “Emílio Ribas, o guerreiro da saúde”, escrita pelo seu colega José Lélis Nogueira. Trata-se de um vasto levantamento das batalhas travadas por este guerreiro em combate com diversas epidemias. Seu caráter batalhador foi realçado no artigo “Combates sanitários e embates científicos: Emílio Ribas e a febre amarela em São Paulo,” publicado por Marta de Almeida na revista “História, Ciências, Saúde – Manginhos”, vol. VI(3): 577-607, fev. 2000. Clique aqui para acessar.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SONIA REGINA – SANTOS-SP

CADERNETA DO FIADO

No século passado, antes da era dos Supermercados muitos cidadãos brasileiros utilizavam as famosas “Cadernetas”, não as de “Poupança”, eram do “Fiado”. Funcionava assim: o estabelecimento fornecia uma caderneta que ficava com você onde o comerciante anotava suas compras. Ao final do mês a caderneta era entregue ao comerciante para apurar o valor total, quando o débito era quitado, as vezes no mesmo dia já estreava a nova. Não eram cobrados juros, nem que o freguês estivesse passando por maus momentos. O pequeno comerciante não pertence a classe alta, convive com seus vizinhos, não raro o filho do devedor ser amigo de seu próprio filho. Todos se conheciam no bairro e a maioria sabia que deviam cuidar uns dos outros.

Tivemos também as não menos famosas “Notas Promissórias” logo apelidadas de “Papagaio”. Essa modalidade era utilizada por grandes lojas e somente eram aceitos compradores que não tinham qualquer dívida em atraso na praça, ou seja, a frase “Nada Consta” na ficha cadastral era o ponto de partida. Em seguida, entra nas negociações os carnês que também necessitavam de um bom cadastro para serem aprovados.

A Empresa Brasileira de Comércio e Exportação ltda. proprietária das lojas Erontex, na década de 50/60 divulgava na TV a comercialização de seus tecidos para pagamento na modalidade de carnês acompanhados de cupons para sorteio de vários prêmios.

Vale destacar que a Erontex também inovou vendendo cortes de casimira tropical com preços bem baratos para a época pois, a metragem era adequada para uma calça comprida ou uma saia. Nos dias atuais a quantidade de pano talvez rendesse duas saias. Considero a saia a peça mais eclética do vestuário feminino, a saber: saia godê, envelope, evasê, pregueada comum, prega macho e a preferida “Justa”. A saia justa, com seu comprimento da época, era a mais utilizada afinal, delineava as curvas do corpo com uma abertura que podia ser lateral, dianteira ou traseira para melhor desempenho dos movimentos mas, o tamanho era sempre de acordo com a ousadia da sua dona sem essa neurose pelas medidas: 90 x 60 x90 o importante era cuidar da cintura para fazer jus ao modelo “Violão” e até saborear o não menos famoso “Fiu Fiu.

Nem tudo ficou no passado. Na mesma rua onde moro, tem uma pequena mercearia que até hoje fornece alimentos com anotações em cadernetas e tenho certeza, que essa é uma forma de venda em várias partes do Brasil.

Quanto as saias justas, perderam as aberturas traseiras. Elas ficaram curtíssimas, deram total liberdade de movimentos e para alguns, aboliram o exercício do imaginário.

* * *

Minha receita para serenar nosso Espírito com a beleza da música e dança através dos tempos.

Footloose

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

EU QUERO UM JULGAMENTO DE NUREMBERG

PRECISAMOS DESRATIZAR O BRASIL – URGENTE!

Nosso Presidente não está fazendo a coisa certa. Não foi para contemporizar com essa raça de canalhas que o elegemos. O PT, juntamente com toda a corrupta classe política a ele associada, pelo simples fato de não terem passado por um tribunal como o de Nuremberg, quando seus principais líderes seriam todos enforcados, continuam infernizando a vida da população de todas as formas possíveis e imagináveis. A multidão de canalhas associada aos facínoras da cúpula petista está profundamente entranhada em todos os níveis do governo, nos três poderes e em posições chave da nossa nação. Enquanto não se proceder a uma “DESPETIZAÇÃO” completa do país, da mesma forma que foi feito na Alemanha do pós-guerra, com a desnazificação, continuaremos sendo forçados a assistir manifestações explícitas da mais absoluta canalhice por parte dos sobreviventes desta corja que se encontram encastelados em posições da nossa estrutura de comando.

Enquanto essas patologias sociais não forem extirpadas do tecido do governo, continuaremos a assistir demonstrações explícitas do mais alto grau de canalhice, sempre tentando destruir toda e qualquer iniciativa que venha melhorar nossa condição, só porque isso tornará mais difícil a missão posterior de implantar a ditadura do proletariado em nosso país, e a roubalheira deles. É a turma do “Quanto pior, melhor!” Os exemplos abundam: É aquele desembargador de merda, que decidiu soltar o Lula sozinho; são os lacaios do sapo barbudo encastelados no STF, soltando tudo quanto é patife cujo processo lhes chega às mãos; são os Procuradores da República, fazendo lobby para uma lista tríplice totalmente composta por “companheiros”, são artistas medíocres, embora muito bem articulados com seus comparsas internacionais, liderando vergonhosas campanhas denegrindo nosso país em tudo o que é lugar do mundo, e por aí vai.

Não se iludam. Esses canalhas são perigosíssimos! Não cometamos o mesmo erro daqueles que consideravam Hitler ridículo e que, ao prendê-lo, logo depois do “Putsch da cervejaria”, trataram-no com condescendência na prisão. Esta leniência só serviu para que este, ao ser solto, voltasse ainda mais forte e fosse conduzido ao poder absoluto. Nossa “generosidade” com esses bandidos será nossa ruina. Por que? Vejamos:

1) A proposta que eles apresentam é altamente sedutora para preguiçosos, fracassados, frustrados, invejosos, medíocres, rancorosos e lerdos de raciocínio. Quer dizer: a maioria absoluta da humanidade;

2) Suas parcerias internacionais – Para eles, países e fronteiras não significam nada. São altamente articulados com as facções dos outros países. Quando a facção está fraquejando num país, imediatamente a “Internacional” vem em seu auxílio de todas as formas;

3) Não ter limites éticos – Estão totalmente dispostos a matar, roubar, trair e mentir descaradamente. Qualquer coisa que seja útil para a causa, mesmo passar por cima dos próprios companheiros, é utilizada;

4) Por conta do item anterior, amealharam muitos Bilhões de dólares através da continuada roubalheira, praticada em todas as oportunidades que se apresentaram enquanto estiveram no poder;

5) Fanatismo e irracionalidade – A seita introjeta em seus adeptos altíssimo nível de fanatismo, lastreado em raciocínios tautológicos, o que torna praticamente impossível qualquer forma de refutação lógica.

6) Alta penetração nos meios de comunicação e de formação de opinião, sempre segundo a metodologia preconizada pelos nefastos Gramsci e Goebbels: Mentir, mentir, e mentir mais ainda. Hoje, o setor educacional de nosso país pode ser considerado um enclave bolchevique em nossa nação.

7) Estão infiltrados em posições estratégicas de todo o aparato estatal, legislativo e judicial do país. Vejam as recorrentes decisões a favor de meliantes da gangue que foram pegos e processados pela polícia. São descaradamente facciosos e, por nossa estrutura jurídica e política escrota, acham-se intocáveis.

8) Altíssima capacidade de mistificação e de criação de mitos. Normalmente, escolhem completos imbecis que, por terem algum carisma e serem fáceis de cooptar e manipular, são rapidamente transformados em “Grandes Líderes Geniais das Massas”.

9) Como os gatos, possuem sete vidas – Se não forem totalmente erradicados e exterminados, conseguem sair dos esgotos onde habitam e voltam a infernizar ainda mais intensamente.

A minha conclusão é que, ou extirpamos esse mal pela raiz, inclusive arrancando as batatinhas (quer dizer, banindo sumariamente todos os traidores da pátria que não forem fuzilados e cassando-lhes a cidadania), esse “Fantasma continuará rondando nosso país” indefinidamente. O PT TEM DE SER EXTINTO! E LOGO!

Não só o PT(13), como também o PCB(21), PPS(23), PCdoB(65), PCO(29), PDT(12), PMN(33), PPL(54), PSOL(50), PSB(40), PSTU(16), PV(43), e a REDE(18); e quem mais aparecer. Todo e qualquer ajuntamento de vagabundos que lembre, mesmo que remotamente, esse esquerdismo psicopata, deve ser extinto, banido e proibido para sempre da nossa sociedade. São todos contra a família, contra a propriedade privada, contra a religião cristã, a favor do estado dominando tudo e todos, a favor da degradação total da moral, especialmente da sexualidade, através da perversão das crianças e dos jovens.

Todos os meios de comunicação que se amasiaram com esta visão canalha de país devem ser relegados ao mais profundo ostracismo, ou até mesmo impedidos judicialmente de dispersarem o veneno que procuram instilar nas mentes menos avisadas da população. São antros como REDE GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, BRASIL 247, e tantas outras de igual jaez.

De forma semelhante, “celebridades” guindadas artificialmente a uma popularidade tosca e ridícula, tais como Luciano Hulk, Mirian Leitão. José de Abreu, José Mayer, Faustão, Reinaldo Azevedo. Outros, celebrizados e endeusados por apresentarem comportamento sexual desviante e aberrante, tais como Jean Willis, Glenn Greenwald e o cara que come ele, Pablo Vittar, e toda uma multidão de esquizofrênicos sexuais. Mais outros, nostálgicos de outros tempos em que simbolizaram as esperanças frustradas de toda a população, com muita competência até, tais como Caetano Veloso, Chico Buarque de Holanda, e que hoje são grotescas contrafações daquilo que já foram um dia.

De forma semelhante, todas as estruturas de poder governamentais e organizações sociais que foram infectadas de forma generalizada pela bactéria dessa ideologia nojenta, devem ser sumariamente extintas. Coisas aberrantes como STF, CUT, MST, sindicatos, ONGs, OAB, UNE, Universidades Federais, Institutos Federais, e assemelhados. Organizações parasitárias do Sistema “S” (SESI, SESC, SEBRAE, SENAI, SENAC, etc). Tudo farinha do mesmíssimo saco.

De forma semelhante, todos os políticos ladravazes que não forem sumariamente fuzilados, devem ser banidos de nosso país “ad aeternum” ou, no mínimo, impedido de qualquer atividade política. Peças raras como Lula, Dilma, Gleisi Hoffman. Haddad, Manoela D´Ávila, Lindemberg Farias, Guilherme Boulos, Marina Silva, Ciro Gomes, Alkmim, José Serra, Aécio Neves, Jucá, Sarney, Lobão, Fernando Bezerra, Renan, e tantos outros de menor expressão no quadro da roubalheira generalizada do nosso país. Sem esquecer a nova leva de ladrões esquerdopatas, como os governadores do Nordeste e suas gangues.

Eu sei que todas as vezes que tentamos imitar algum projeto bem-sucedido de outros países, o resultado aqui é sempre um desastre. Um bom exemplo foi o “Projeto Singapura”, de Paulo Maluf. Tentava imitar a iniciativa daquele país em erradicar favelas. Lá, são prédios belíssimos e cuja concepção embelezou ainda mais aquele país. Aqui, verdadeiras favelas verticais construídas sobre lixões geradores de gás metano e que podem explodir a qualquer momento. Além, é claro, de terem sido abundantemente superfaturados.

Pois bem! A minha proposta de solução para este malsinado país é um “Projeto Singapura – Fase 2”, só que dessa vez deverá ser um projeto bem mais abrangente. Vejam o vídeo abaixo e me digam o que acham. Está narrado em espanhol mas dá para entender bem.

A SOLUÇÃO PARA O BRASIL – Modelo Singapura – Etapa 1

A SOLUÇÃO PARA O BRASIL – Modelo Rússia – Etapa 2

“(O burguês) …colocou em lugar do poder, a maioria; em lugar da autoridade, a lei; em lugar da responsabilidade, as eleições. É compreensível que esta débil e angustiada criatura, embora existindo em número tão grande, não consiga manter-se, já que, de acordo com suas particularidades, não possa representar outro papel no mundo senão o de rebanho de cordeiros entre lobos erradios. ”

O LOBO DA ESTEPE – Hermann Hesse

OBRIGADO, WEINTRAUB!

BOTE PARA RACHAR AÍ EM WASHINGTON.

DEU NO TWITTER

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

GAFANHOTOS

O mundo é cheio de pragas. Umas boas, outras péssimas. Uma das boas pragas é a capital da República Tcheca. Localizada no coração da Europa, a Praga checa emociona o visitante com seus onze séculos de história.

Impossível alguém não se emocionar ao percorrer as ruas da cidade e ir conhecendo as belezas das cem cúpulas. Inadmissível não se empolgar com as colinas, o fabuloso patrimônio arquitetônico, curtir a extraordinária vida cultural tcheca, as construções barrocas coloridas, as igrejas góticas e o Relógio Astronômico medieval que toca de hora em hora, de forma harmônica.

Construída nas margens do Moldava, o extenso rio modela a capital tcheca em três horizontes. A Cidade Baixa, a Cidade Velha e a Cidade Moderna. O interessante é o divisor de águas. A Ponte Carlos, levantada bem no meio do trio das cidades, é turbinada por lendas.

A ponte foi[l1] construída pelo rei Carlos IV, um rei super supersticioso. Só que a construção demorou 45 anos. A obra tem 516 metros de extensão e 16 arcos. A Ponte também presenciou João Nepomuceno, vigário geral do arcebispado de Praga, e posteriormente santo, ser jogado lá de cima no rio. No final da construção, foram colocadas 31 estátuas de santos, de rara beleza que fomentam o turismo local.

Conta a crença popular que se o visitante tocar a mão na imagem de João Nepomuceno, fica garantido o seu retorno à cidade de Praga outras vezes. Por isso, muitos excursionistas não deixam de tocar na imagem de Nepomuceno na sua passagem pela ponte que foi destinada exclusivamente para pedestres.

Outro tópico da lenda bastante explorado diz respeito à decisão do arquiteto construtor que, durante a construção colocou ovos, vinho e leite na argamassa da obra, a fim de dar mais resistência à construção.

Foi o conjunto de lendas que tornou a Ponte Carlos se classificar como um dos mais famosos pontos turísticos de Praga. No período do meio dia até o final da tarde, o visitante enfrenta tremenda concorrência. A Ponte fica completamente congestionada. O jeito, então, para evitar empurrões é o turista fazer a passagem pela Ponte entre a madrugada e o início da manhã.

Mas, tem outros tipos de pragas que são devastadoras. Destroem lavouras, comem riquezas, mamam na corrupção, arrasam patrimônios, levam muita gente à falência. Aqui e acolá, as espécies nocivas dão as caras, fazendo miséria.

As amaldiçoadas e nocivas pestes provocadas pela raça humana, também ocasionadas por vírus, aves e insetos. Quando aparecem, viram epidemias endêmicas. Matam pessoas aos milhares, eliminam a produção agrícola, arrasam propriedades familiares, agridem ecossistemas

A dengue no período invernoso é uma doença infernal. A Aids matou mais de 32 milhões de vítimas. A gripe aviária também foi infernal. Levou muitas pessoas às covas.

Um tipo de coronavírus casca grossa foi o Sars, provavelmente transmitido por um tipo de morcego e espalhado por 26 países através do contato humano. Surgiu na cidade chinesa de Guangzhou e atravessou fronteiras.

Outro tipo de coronavírus foi o MERS-COV, definida como a doença letal de síndrome respiratória do Oriente Médio.

A Febre Hemorrágica Marburg apresentou uma taxa de mortalidade acima de 80%. O Ebola atormentou bastante. Mas de 80% das pessoas afetadas foram a óbito. A Raiva, devido à carência de assistência sanitária, tornou-se perigosa. Matou demais.

O DST-Doença Sexualmente Transmissível popularizou-se no mundo por causa de alguns aspectos. Do contágio, resultam as verrugas e câncer nos órgãos genitais. Tanto nos homens, quanto nas mulheres.

Entretanto, os produtores rurais têm um medo arretado das aves, das maritacas, primas do papagaio e do periquito. Apesar de serem aves consideradas inofensivas, tem um poder destruidor monstruoso. As aves adoram atacar lavouras agrícolas, especialmente as de frutas, maçãs, pêssegos, goiabas, caquis e milho.

Outra praga de arrombar são os insetos, tremendos causadores de enormes prejuízos na agricultura. O agricultor toda vez que avista mariposas, vespas-das-galhas, o papa cultura de eucaliptos e, particularmente, gafanhotos em profusão, treme nas bases. Fica acuado. Sabe o prejuízo que tem pela frente.

Agora, o Brasil entrou em parafuso. A notícia de que uma nuvem de gafanhotos está na Argentina, desde maio, colocou autoridades em polvorosa. Os insetos despediram-se do Paraguai, onde deixaram vultosos estragos nas plantações de milho, foram para o país do tango e daí devem voar para o Rio Grande do Sul, com breve passagem pelo Uruguai. O medo do agricultor é pensar logo em calamidade.

Foi vegetal, os insetos saltadores devoram. Como a nuvem de gafanhotos é extensa, nem inseticida resolve. Apenas alivia um pouco os ataques. A triste infestação que destruiu o arrozal brasileiro entre 1930/40, não foi esquecida. O fenômeno é incomum.

Dez países que sofrem ataques de gafanhotos periodicamente não encontram solução para a infestação. A Índia, preocupada, organizou um exército de drones e tratores para executar as nuvens desses insetos migratórios, mas não nutre esperança de exterminação.

Ágil, a nuvem de gafanhotos percorre 15 quilômetros por dia. Na África Oriental, os pestinhas dizimaram plantações de algodão, trigo e milho. Na Itália, os bichinhos acabaram com 15 mil hectares de pastagens e terras cultivadas.

Só existe um meio de reduzir a proliferação de gafanhotos. Controlar a praga com o uso de produtos químicos ou biológicos. Ou utiliza agrotóxicos ou faz uso de animais predadores.