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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

O ÚLTIMO NÚMERO – Augusto dos Anjos

Hora da minha morte. Hirta, ao meu lado,
A Idéia estertorava-se… No fundo
Do meu entendimento moribundo
Jazia o último Número cansado.

Era de vê-lo, imóvel, resignado,
Tragicamente de si mesmo oriundo,
Fora da sucessão, estranho ao mundo,
Com o reflexo fúnebre do Incriado:

Bradei: – Que fazes ainda no meu crânio?
E o Último Número, atro e subterrâneo,
Parecia dizer-me: “E tarde, amigo!

Pois que a minha antogênica Grandeza
Nunca vibrou em tua língua presa,
Não te abandono mais! Morro contigo!”

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, Cruz do Espírito Santo-PB (1884-1914)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

WALDEMAR CRUZ – CRATO-CE

Caro editor fubânico:

Esse Ministro Tarcisio Gomes é de arrombar!!!

O homi não pára e entrega todo dia uma nova obra.

Agora foi um trecho da transposição do Rio São Francisco.

O nosso governador ficou tão puto que nem compareceu ao evento.

Felizmente!!!

Por favor, publique esta postagem do Twitter.

Um grande abraço!

* * *

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO JORNAL

TEMPOS ESQUISITOS

Na quinta, um homem foi preso após atear fogo em um ônibus, aos gritos de “Fora, Bolsonaro!”.

Se o alvo tivesse sido o STF, no outro lado da praça, seria um “terrorista”.

Como foi na porta do Planalto, era “maluco”.

* * *

O “maluco” já está livre, leve e solto.

Pronto pra queimar mais ônibus.

Não estou com muito saco pra comentar nada neste domingo.

Vou descer, fazer minha caminhada e tomar meu banho de sol.

Fecho a postagem com uma frase que saiu hoje no blog do jornalista Cláudio Humberto:

“Só pode estar doente uma sociedade cuja Justiça prende blogueiros, apesar da pandemia, e solta bandidos, até do PCC, a pretexto do covid.”

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

OS MENINOS DE ONTEM

O pau que dá em Chico, dá em Francisco? Nem tanto. Poderia ser mas, hoje, por conta da diversidade cultural deste País continental, que tem as “porteiras” abertas para pessoas com diferença de raça, credo e entendimento, não há como acreditar em “tudo linearmente, com a mesma facilidade de entendimento e prática.”

E isso, aqui e alhures, em todos os polos do planeta, contando ainda com a mudança climática, a cultura de vida a facilidade e o alcance dos apoios que a tecnologia oferece e, no somatório, transforma num peso importante e decisivo para a nossa forma de vida.

A Antropologia + Sociologia que compõem as mais variadas formas de “políticas públicas e urbanas” mundo à fora, acabaram fazendo com que, o hoje, seja diferente do ontem, e esses dois, mais diferentes ainda, do amanhã. É arriscado apostar na perseverança das coisas – deixando de lado, claro, a questão da religiosidade.

Dito isso, continuo acreditando que, “tudo de bom, ou tudo de ruim” que de alguma forma nos encaminha para as boas ou más ações, tem uma nascente única: dentro de casa, na família e por conta da saturação dessa, se as coisas não caminharem bem; ou, também, dentro de casa, graças ao “domínio dos gestores domésticos”, se tudo acontecer como todos desejamos que aconteçam.

É ali, na família, onde tudo começa. O bom, ou o bem; e o mau ou o mal.

A infância atual caga para o mundo

A boa e apropriada terra, preparada e cuidada, vai produzir boa plantação e melhor colheita. Isso é fato. É bíblico. Não poderia ser diferente o resultado com o ser humano, cuidado e preparado na infância com boas maneiras e ações que levem à uma boa vida (nesse caso, a colheita). Entre esses bons e eficientes “cuidados” com a infância, entre os mais positivos está o “brincar”.

Trocentos anos atrás, por conta da falta de dinheiro e por melhor entendimento da vida, pais e mães até incentivavam os filhos para a brincadeira sadia e construtiva que proporcionasse melhor e frutífero convívio social – e isso produzia uma resposta social maravilhosa.

A brincadeira semeava a convivência. Criava não apenas os anticorpos da defesa humana, como edificava o convívio social para uma vida de Paz e harmonia, tanto em meio a família, quanto num futuro, fora dela. Mas, na construção de uma nova família – era o “crescei e multiplicai-vos”.

Os pais brincavam junto, ensinavam a brincar e a fabricar os próprios brinquedos, imaginando que, daquela forma, os filhos se apegassem mais ao que faziam, por aprenderem as dificuldades que enfrentavam.

Brincando de forma saudável para o convívio e disciplina

Haviam também, o apego ao local apropriado para brincar. E isso levou à disseminação da cultura de “encontro” sem enfrentamento. Pensava-se numa troca de experiências entre as diferentes classes socioeconômicas. Aí surgiram, por necessário, as tais cidades ou parques das crianças. Nada melhor que um domingo no parque.

O progresso social foi de encontro à descoberta da “ludoterapia” (se é que assim poderíamos chamar), um diferente forma de curar, brincando. Ou, integrar, brincando. Método ainda muito utilizado para aproximação e convivência dos Portadores da Síndrome de Down.

A necessidade de defesa que os corpos humanos passaram a demonstrar, levaram à necessidade da criação dos anticorpos – e até Vovó já sabia: meninos e meninas precisam brincar juntos, tendo contato direito com a Terra. No interior onde nasci, alguns teóricos passaram a chamar essa fase de “a festa das lombrigas”.

E, realmente foi algo factual. A bactéria da lombriga entrava junto com o anticorpo. Mais tarde, o purgante de óleo de rícino (mamona) expulsava as lombrigas e aumentavam o sistema imunológico pela permanência dos anticorpos.

O dia da lama proporciona o contato direto com a terra e os anticorpos

As crianças de ontem, claro, não eram anjos. Eram apenas “filhos” – e, ainda hoje, filho não tem defeitos. Principalmente para os pais, esses de hoje, completamente diferentes dos de ontem. Os exemplos, se são bons, serão absorvidos e repetidos. Os maus exemplos, da mesma forma. E aí nunca haverá absolvição.

Pegar uma cadeira pesada, colocá-la diante de um armário de parede, subir e dali retirar uma lata para subtrair uma colherada de leite em pó (que ficará grudado no céu da boca), muitos de nós fizemos. Pegar um grampo de cabelo feminino e tentar enfiá-lo na tomada da eletricidade, outros tantos também fizeram. E, quando muitos fizeram isso, não havia a tecnologia atual, tampouco o atendimento médico tinha a possibilidade da rapidez de hoje.

Depois desse lamaçal um bom banho resolve tudo

O que se depreende atualmente no mundo infantil, é que as mudanças impostas pela convivência social, pelas intempéries ambientais, e, principalmente pelas falhas absorvidas pela educação doméstica com o reforço da deficiência da escolarização, é que, a criança de hoje é diametralmente oposta à criança de ontem – e tudo, repito, começou dentro de casa.

Numa culminância, não há como negar que, entre o céu e a Terra, existe algo além dos aviões de carreira. Se o mundo já não é mais o mesmo, e o ar é rarefeito por conta da falta de saneamento básico e uma absurda produção de lixo orgânico que, ao mesmo tempo contamina o ar, o lençol freático e o que dali evapora vai contaminar também a camada de ozônio, é evidente que, quem está entre o céu e a terra, usufruindo inclusive do alimento produzido nesse ambiente, se não tiver os anticorpos necessários, vai ser pego e contaminado por qualquer “gripezinha”.

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

O ESTRAGO FOI MUITO GRANDE

Comentário sobre a postagem TRABALHO

Rômulo Simões Angélica:

Prezado Marcelo,

Parabéns, Perfeito !!!

Acompanho, e guardo, seus textos, assim como de outros colunistas brilhantes, aqui do JBF.

Este, é um verdadeiro primor.

Sou professor de uma universidade federal, completamente aparelhada, como a quase totalidade das nossas IFES, ideologicamente, com gerações e gerações de jovens imbecilizados.

São imprestáveis para a sociedade, pois só aprenderam a repetir chavões e mantras de ditos professores, na verdade, deformadores.

Por vezes me comparo ao Prof. Adonis, na amargura de desesperança, que um dia as universidades – para não dizer, o país – possam ter jeito.

Falo das universidades por ser um dos elos da grande cadeia de formação e qualificação que poderiam iniciar a transformação de uma nação.

É claro que poderíamos falar do ensino fundamental, igualmente calamitoso. Mas os seus professores vem justamente das universidades aparelhadas.

Imaginem, o que os professores de história e geografia, por exemplo, recém saídos de IFES brasileiras, atualmente, vão ensinar para seus alunos, seja de escolas públicas ou privadas?

O estrago foi muito grande.

* * *

DEU NO JORNAL

TAPIOCA E BOCHECHA: UMA DUPLA AFINADA

Figura menor, que virou ministro do Esporte porque Lula quis agradar ao PCdoB, Orlando Silva (SP) agora é homem da confiança do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para tarefas que garantem holofotes, como relatar projetos de visibilidade.

É uma jogada de Maia para “prender o rabo” de partidos de oposição mais à esquerda e, ao mesmo tempo, alfinetar o Palácio do Planalto.

Nem que para isso prestigie o deputado que usava cartão corporativo do governo para se lambuzar na tapioca.

O ex-ministro da tapioca se prestará ao papel de chancelar o “projeto alternativo” de Rodrigo Maia de uma “lei das fake news”. Vai dar ibope.

Orlando não se notabilizou só pelas tapiocas malandras.

O escândalo que o derrubou foi inaceitável até para o padrão Lula de ladroagem.

Como ministro, Orlando era tão inexpressivo que até foi barrado ao tentar visitar a Seleção no hotel em Königstein (Alemanha), na Copa de 2006.

* * *

O cu-bundudo Maia e o cu-munista Orlando Silva.

Uma parelha arretada.

Uma dupla da porra.

Um casamento perfeito.

Atualmente os dois estão vivendo uma gostosa lua de mel nesta paradisíaca Ilha Banânica.

Retrato cagado e cuspido da República Federativa de Banânia, de perfil e de bochecha; o de bochecha é presidente da um dos três poderes deste país fantástico (êpa!!!)

A PALAVRA DO EDITOR

O ESTRANHO E TALVEZ VERÍDICO CASO DO PAPAGAIO NAT SORIANO

Algumas histórias de cachorros, um, chamado Lyndon Johnson, que chorava quando ouvia Altemar Dutra cantando Vida Minha, outro, de nome Frank Sinatra, que cantava, ambos brasileiros, apesar dos nomes estrangeiros, foram contadas aqui, ao pé da fogueira, no São João do ano passado.

Os narradores juram que é verdade, como as histórias de assombração, que ninguém duvida, contadas pelos matutos sob o céu de estrelas.

Nada mais incrível, do que esses casos, acharíamos que poderia surgir, quando um novo narrador vem e assegura que tem um papagaio que canta. Não como o cão Frank Sinatra, que recebeu esse nome porque uivava desentoado, desafinado, e a referência ao grande cantor dos Blue Eyes foi feita como uma espécie de ironia, já que Frank Sinatra, o verdadeiro, era A Voz, e há quem diga que foi o melhor intérprete de todos os tempos.

Pois bem, ao pé da fogueira sentou-se um desconhecido e apresentou-se:

– Eu me chamo D. Matt. Eu possuo um papagaio que canta um grande repertório de músicas brasileiras, do samba ao pagode, e que interpreta com competência canções estrangeiras, em Inglês, Italiano, Espanhol, Alemão e Francês.

Nosso lema, na roda de fogo, é acreditar em tudo – por isso elegemos Jair Messias Bolsonaro presidente do Brasil – de modo que ninguém duvidou da mentira deslavada.

Como assim? Alguém inquiriu. Cite uma música que esse papagaio dos infernos canta, em Francês, por exemplo.

D. Matt responde na bucha:

– Ne Me Quitte Pas.

– O quê? Cabra safado! O teu papagaio canta essa música, divinamente interpretada por Maísa, por Jacques Brel, Édith Piaf…

– Canta. E posso provar.

Todos se alvoroçaram. Um cão chorar, tudo bem, não passa de um fenômeno sensível, o cachorro ouve um som e uiva. O outro cantar, também é aceitável, mais uma vez trata-se de um cachorro que como todos os cães em certas circunstâncias uivam, uns mais, outros menos afinados. Agora, vamos e venhamos, um papagaio cantar várias músicas, em diversos idiomas, e ainda por cima Ne Me Quitte Pas, vai mentir assim nos infernos!

D. Matt não se perturbou, nem mesmo quando um dos companheiros mais exaltados falou eu vou bater nesse cara.

Ele, D. Matt, afirmou:

– Por acaso, eu tenho aqui comigo uma fita cassete com uma gravação de Nat – justamente de Ne Me Quitte Pas.

– O papagaio se chama Nat King Cole?! Alguém perguntou com picardia.

– Nat Soriano, respondeu ele. E continuou dizendo que ia no carro pegar um aparelho para rodar a fita.

Nem ele se afastou e um garantiu que D. Matt não voltaria mais, tinha se escafedido, mentiroso dos diabos.

Mas, mal acabou de falar isso e lá vinha D. Matt com o toca-fitas na mão. Sentou-se, fez algum suspense, devagar pôs a fita a rodar e após alguns chiados uma voz de homem dizia: – Canta, Soriano!

A seguir, com acompanhamento e tudo (ele disse que era karaokê), Nat Soriano começou a cantar a música em Francês, com algum sotaque (pelo que D. Matt se desculpou, o papagaio aprendera essa música já adulto e não se libertara de algum acento estrangeiro).

Foi a coisa mais linda, de chorar mesmo, tinha gente ali com o coração despedaçado, alguém terminando um relacionamento, outro se sentindo desprezado, de modo que muitos lenços se molharam enquanto o papagaio Nat Soriano soltava a linda voz.

Foi no meio de toda aquela emoção que, mal acabara a música, D. Matt levantou-se dizendo eu tenho de ir e nunca mais o vimos.

Outro dia, no São João deste ano, nos reunimos de novo em frente à fogueira, rememorávamos e comentávamos o caso. É claro, ninguém acreditou que aquilo era um papagaio cantando, isso não era possível. O cara chegou num fusca velho, se tivesse um papagaio com tais qualidades estaria podre de rico.

Além do mais, alguém observou, aquilo era escritinho uma gravação de Ne Me Quitte Pas na voz de Nina Simone!

Ou seja, se Nat Soriano é mesmo um papagaio cantor, além de cantar bem é um imitador inigualável!

D. Matt, como eu disse, não mais apareceu, mas se voltar a dar as caras vai ter de trazer Nat Soriano para uma audição ao vivo.

Enquanto isso, está sendo xingado diariamente como o maior mentiroso que já apareceu por aqui.

E olha que o páreo é duro.

Seja como for, uma dúvida restou: Terá D. Matt autorização do Ibama para possuir um papagaio?