A PALAVRA DO EDITOR

24 DE JUNHO – DIA DE SÃO JOÃO

24 de junho.

Minha folhinha, que está aqui ao lado do computador e que também me serve de agenda, assinala que hoje é o dia do santos João Batista, Fausto e Firmo.

Dia de São João.

Feriado aqui no Recife e em todo o Nordeste.

Fiquei com muita pena de uma pessoal que vendia lenha pra fazer fogueira, aqui perto de casa, ali do outro lado do Açude de Apipucos.

Este ano eles não vão ganhar seu iluminado dinheirinho, pois não haverá fogueiras nas ruas.

Ano passado Aline fez até uma foto, enquanto eu dirigia o carro.

O freguês escolhia a fogueira, dava o endereço e eles iam entregar a madeira numa carroça.

Bom, hoje eu e Aline não iremos dançar e relar o bucho num forró do Sítio da Trindade, aqui perto de casa, mas também não vamos deixar de celebrar meu santinho predileto.

Pra ceia de hoje à noite já temos pamonha, canjica, manguzá e bolo de milho.

A fila na padaria estava longa, muita gente mesmo, mas tivemos paciência e fizemos a nossa feira junina.

Hoje, com certeza, o foguetório vai rolar do outro lado do rio que passa aqui atrás do edifício onde moro.

Existe um bairro por lá onde tem uma turma animada que faz zuada em qualquer celebração.

O céu chega fica clareado!!!

Peço aos amigos cachacistas que, se tomarem uma bicada de cana hoje, tomem duas, por favor.

Uma por mim, que estou em abstinência compulsória.

Agradeço antecipadamente.

E vamos festejar!




DEU NO TWITTER

UMA TURMA DA PESADA

O ministro Gilmar Mendes foi eleito nesta terça-feira (23) presidente da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e conduzirá os trabalhos do colegiado por um ano.

* * *

Esta auspiciosa notícia saiu ontem na página oficial do STF.

Uma página que eu leio com grande e patriótico entusiasmo.

O STF é um órgão que mora na minha estima e na minha admiração, como bom brasileiro que sou.

O Ministro Gilmar Mendes, eleito Presidente da Segunda Turma daquela imaculada corte, é um retrato fiel e sem retoques deste nosso supremo e magnífico tribunal.

Sucesso Ministro!!!

Tem um monte de gente mais feliz ainda do que eu com a vossa eleição.

Esta é a segunda, a turma da pesada

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Meu caro Editor,

Aqui vai uma colaboração para este que é o espaço mais aberto e democrático de toda a mídia brasileira.

Uma montagem que traduz com exatidão o pensamento das pessoas sensatas deste país. 

Um país que, finalmente, encontrou o rumo certo.

Meus cordiais cumprimentos.

COLUNA DO BERNARDO

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UMA GRANDE CHAPA, UMA PARELHA INVENCÍVEL

Comentário sobre a postagem UMA CHAPA IMBATÍVEL

José Hinacio:

Moro, se for inteligente, deve ser o vice do meu amado Lula.

Escrevam e me cobrem depois.

O Goiano deve estar providenciando as camisetas.

Lula Livre Sempre e

Moro Vice em 2022.

Uma chapa imbatível.

* * *

DEU NO JORNAL

GOVERNO VAI ACABAR COM MINHA ESTATAL PREFERIDA

Guido Orgis

O governo federal anunciou que vai acabar com a Ceitec, estatal fabricante de chips criada no governo Lula. O empreendimento não deve ser privatizado, mas liquidado. Deixará de existir da mesma maneira que surgiu, por força de lei.

A empreitada do governo no ramo de microprocessadores é um resumo de tudo que pode acontecer de errado quando uma empresa é criada pelo governo: motivação ideológica, falta de objetivo, dinheiro público infinito e resultado pífio. Por tudo isso, é minha estatal preferida.

A criação da Ceitec ocorreu no momento em que a política do governo Lula partia para a ideia de um Brasil grande. Aquele que podia entrar no Conselho de Segurança da ONU, costurar acordo de paz no Oriente Médio, ter trem bala e produzir tecnologia de ponta.

A lei que criou a Ceitec diz em seu segundo artigo que a empresa teria ” por função social o desenvolvimento de soluções científicas e tecnológicas que contribuam para o progresso e o bem-estar da sociedade brasileira”. Uma definição na qual cabe de tudo, seguida das atividades definidas em lei: produzir semicondutores, comercializar patentes e prestar serviços de consultoria e assistência técnica. Parece simples.

O ponto de partida da Ceitec foram máquinas doadas pela Motorola ao governo do Rio Grande do Sul no início dos anos 2000. Os equipamentos foram alocados em um centro de desenvolvimento de tecnologia (de onde a Ceitec herdou o nome), que não avançou até encontrar uma porta aberta no governo federal.

Quando a União entrou na jogada, o dinheiro deixou de ser problema. Em 2005, antes mesmo da criação da estatal, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) direcionou recursos à construção de uma fábrica de microchips, em um terreno cedido pela prefeitura de Porto Alegre. Não havia plano de negócios submetido a investidores, visão de oportunidade, nem empreendedores correndo risco.

Foram investidos R$ 400 milhões na fábrica, inaugurada em 2010. Como é comum em projetos estatais, a obra andou devagar e foi alvo de uma investigação do Tribunal de Contas da União, que apontou superfaturamento. Na inauguração, os gestores da Ceitec já sonhavam com mais US$ 1 bilhão para ampliar a sua capacidade produtiva.

A fábrica tinha um principal projeto na prateleira, o chamado “chip do boi”, usado nas argolas de rastreamento de rebanhos. A tecnologia básica era dos anos 50 e o produto tinha dezenas de concorrentes no mercado, já que estava longe de ser inovador.

Para sorte dos contribuintes, a Ceitec nunca viu a cor do bilhão sonhado para sua ampliação. Isso porque também não viu o dinheiro das vendas. O balanço de 2019, mais de uma década depois de a União entrar no projeto, registra vendas de magros R$ 7,8 milhões. Com custo operacional de quase R$ 80 milhões, a companhia precisou de um aporte de R$ 66 milhões do governo federal.

Seu portfólio de produtos se baseia na tecnologia RFID, que usa um microchip e uma antena, e é usado em aplicações como etiquetas e outros itens de identificação. Também presta serviços para projetos e fabricação de microchips para terceiros. Pouco diante do custo milionário de se manter uma equipe de mais de 180 pessoas, a maioria com alto grau de instrução.

Na inauguração da fábrica, Lula fez um discurso em que afirmava que só faltava o governo demandar a produção da Ceitec para ela dar certo. Ele classificou o projeto como “comunismo moderno”, no qual os empreendimentos estatais têm superávit. Ao mesmo tempo, o Brasil tinha que “perder a mania de pequenez para entrar na mania da grandeza, sem arrogância”.

O resultado do comunismo moderno lulista é que ele não funciona da mesma maneira que não funcionava o comunismo raiz. Além de consumir recursos públicos sem retorno ao contribuinte, o projeto da Ceitec concorreu pela mão de obra qualificada que poderia estar muito bem empregada em empreendimentos privados.

A mania de pequenez à qual Lula se referia é provavelmente o fato de o país não contar com muitos dos segmentos de tecnologia de ponta – entre eles o de semicondutores. Esse setor emergiu na ebulição do pós-guerra nos Estados Unidos, onde o financiamento de projetos de guerra fomentou os inovadores que mais tarde fundaram os primeiros fabricantes de microchips.

O mercado cresceu e se consolidou em torno de um número pequeno de empresas devido à combinação de custos altos de desenvolvimento e ganhos de escala. Chips precisam ser produzidos em volumes altos para serem competitivos e bancarem a desenvolvimento necessário para sua produção. A Lei de Moore (cunhada por um dos fundadores da Intel e segundo a qual a capacidade dos microchips dobra a cada 18 meses) não combina com máquinas de segunda mão e compras obrigadas pelo governo.

Isso não significa que o Estado não possa ajudar a criar condições para o crescimento de setores da fronteira tecnológica. A combinação de centros de pesquisa avançada para a formação de mão de obra, ambiente propício para negócios, proteção a patentes e cultura empreendedora, entre outros fatores, foi alcançada pelos países que se destacam em setores tecnológicos. Em muitos casos, o fornecimento para projetos públicos estratégicos é o amálgama dessas outras partes. O Brasil não vai bem na maioria desses itens. Não é mania de pequenez.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARIA HELENA NOVELLI – RIBEIRÃO PRETO-SP

Editor Berto,

Recebi este vídeo de um amigo daí do Recife.

Confesso que não entendi nada.

Fiquei sem saber qual é a moral, a lição que este cidadão deixa no final.

Você poderia explicar pra gente?

Conto com sua paciência e já vou dizendo que fico muito agradecida.

Bom dia.

R. Caríssima leitora, confesso que também fiquei perdido e sem entender o recado que este cidadão passou.

Matutei, pensei, meditei e não cheguei a uma conclusão.

Tô ficando meio leso com o avanço dos anos…

Mas você pode ficar tranquila: aqui no JBF nós temos um especialista nesse assunto.

O nosso estimado filósofo canhoto Ceguinho Teimoso é doutor PhD nessas coisas de esquerda e de direita.

Você pode ficar tranquila que Ceguinho vai traduzir e explicar tudo pra gente.

E vamos ao vídeo que você nos mandou:

A PALAVRA DO EDITOR

MONARQUIAS

É impossível acreditar. Mas, em pleno século XXI, na era da tecnologia e da informática, ainda existem monarquia pelo mundo. Pátrias governadas por reis, rainhas, príncipes, sultão e imperador.

Embora nem todos exerçam poderes políticos sobre a Nação, todavia, aparecem como a figura maior no contexto universal. Desempenham a função de chefe de Estado. O título é hereditário. Passa de pai pra filho. Para sair do Poder, somente com a morte ou a abdicação.

No início, os reis eram oriundos da nobreza feudal, os burgueses, donos de muitas terras. Seus poderes concentravam-se nos ideais militares e políticos, porém a partir do século XI, começaram a surgir os governos centralizados, dando sequência à criação de monarquias, onde os reis eram soberanos. Donos do poder, de ricos patrimônios. Palácios, imponentes construções e riqueza.

Até se transformar em Republica, o Brasil passou um longo período sob o regime de Monarquia. Foram 70 anos de submissão à família real. A abolição da escravidão, em 1888, foi um marco na história do Brasil.

Atualmente, existem 44 monarquias espalhadas por vários cantos do mundo. No entanto, a Organização das Nações Unidas reconhece 43. O Vaticano, embora não figure como membro efetivo da ONU, todavia, tem assento reservado, como observador.

Contudo, embora não seja um Estado eminente político, o Vaticano tem uma monarquia classificada de absolutista. Submissa à Santa Sé, o Vaticano, denominado de Estado da Cidade do Vaticano, atualmente é administrado pelo Papa Francisco, eleito pelo Colégio de Cardeais, que tem plenos poderes.

No mundo árabe, é costume figurar monarcas donos da verdade e do poder, tanto no esquema político, quanto no religioso. O importante é a soma de poderes acumulados. Os exemplos mais próximos se passam na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes e no Qatar.

Já em outros países, a Constituição assegura esse direito apenas no sentido figurativo. É o caso da Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Japão, Kuwait, Mônaco, Reino Unido, Suécia e outros.

As famílias reais, apesar de estarem fora de moda, ainda fazem parte das despesas do Estado. No Reino Unido, a rainha Elizabeth II ocupa o trono desde 1952. Recebendo ajuda financeira.

A Espanha acompanha a Inglaterra. A Coroa espanhola ostenta apenas valor simbólico. A monarquia é parlamentarista e até bem pouco tempo, o rei era Juan Carlos, no trono espanhol desde 1975, mas recentemente passou o título ao filho, Felipe VI.

Outro monarca com poderes figurativos é o rei Willen Alexander da Holanda que exerce o papel de líder da Casa Orange Nassau. Willen ocupou o trono holandês em 2013.

Um fato curioso acontece com a pequena cidade de Mônaco. Além de ser a menor área soberana do mundo, Mônaco e governada pelo príncipe Albert II. Esse, de fato manda. Exerce o poder em toda Mônaco, apesar de ser apenas príncipe.

Outro caso diferente é o do Japão. Apesar de ser uma monarquia constitucional, em vez de rei ou príncipe, o Japão mantém um imperador como líder máximo. Mas, por ser octogenário, o imperador Akihito se aposentou e passou o trono ao filho Naruhito.

A Arábia Saudita, maior fornecedor de petróleo para o Brasil, embora seja um país radical em determinadas circunstancias, é um dos absolutos no petróleo. Alguns detalhes impactam na Arábia Saudita. O país está assentado no deserto da Península Arábica, é o berço do islamismo, possui as duas sagradas e mais famosas mesquitas da religião, Meca e Medina. Meca, anualmente recebe uma multidão de peregrinos, e Medina é o local onde está sepultado o profeta Maomé.
Os Emirados Árabes é uma outra península do Golfo Pérsico. É outra nação do Oriente Médio, rica em petróleo. Como junta sete emirados é uma federação. Por isso adota o nome de Emirados Árabes Unidos. Os mais conhecidos emirados são Abu Dhabi e Dubai.

A administração do território é exercida pelo emir, que em português significa governante, pessoa integrante da classe dominante. Em cada emirado, tem um monarca, com poder absoluto. Donos do dinheiro, os soberanos adoram investir em palácios, carrões e futebol. São donos de grandes times de futebol de fama internacional, e em fundos de investimentos pelo mundo. No Brasil, os árabes namoram o agronegócio e a infraestrutura.

Até quando as monarquias vão mandar nos destinos do mundo, é uma incógnita. Só o tempo dirá as consequências. Se boas ou ruins para os reis. No entanto, podem ser ótimas ou péssimas para as respectivas economias.

PENINHA - DICA MUSICAL