COLUNA DO BERNARDO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

TIA DO ZAP – MANAUS-AM

Editorzão

Depois de tantas operações policiais sigilosas (menos pra ‘Grobo’), sendo feitas na madrugada, essa foi a que mais me deixou impressionada.

A Foia não faia.

R. De fato, querida leitora manauara, esta manchete da Falha de S.Paulo sobre os pães apreendidos numa padaria está excelente e coerente com a linha editorial deste extraordinário jornal.

Mas, deixando de lado a Faia, é imperioso destacar a competência dos jornalisteiros investigativos da Grobo.

É um profissionalismo noticiozeiro do caralho!!!

Ontem, em Brasília, a polícia invadiu a casa de uma família terrorista, composta por um bando nazi-bolsonárico, que guardava camisas verde-amarelas, cartazes fascistas, facas de cozinha e fogos de São João, numa operação digna de um filme roliudiano.

Transcrevo do jeitinho que foi lido pelo locutor da Grobo ontem à noite:

“Foram encontrados cartazes e camisetas com mensagens de apoio ao presidente Jair Bolsonaro”

O material foi caprichosamente arrumado, como numa vitrine, pra ser devidamente filmado e fotografado.

Veja só que coisa horrível, absurda, horrorosa:

Pois a Grobo estava lá, querida leitora. Chegou junto com a polícia, graças ao faro fantástico (êpa!!!) dos seus redatores, e cobriu tudo ao vivo.

Teve até cenas aéreas da mega-hiper-gigante operação contra o grupo anti-democracia.

Como diz o jargão da emissora (emissora que emite muita bosta), vale a pena ver de novo!!!

A PALAVRA DO EDITOR

LEGADO PARA A POSTERIDADE DOS 90 ANOS DE CLINT EASTWOOD

Qualquer manchete cairá bem quando alguém for escrever sobre um monstro sagrado da cinematografia mundial, assim como essa!!! CLINT EASTWOOD FAZ 90 ANOS: DE CAUBÓI DURÃO A FINO DIRETOR DE OBRAS-PRIMAS. Alguém, assim como eu, já escreveu o seguinte ou mais ou menos desta forma sobre esse noventão: Clint era um magrelo que não tinha cara de ir muito longe — alto, cabelos cor de areia e tímido, ele mesmo não se via como o tipo certo para o estrelato. Há época da glamourizada Hollywood pedia-se morenos, mandões, românticos. Só que, no caminho apareceu um Leone tinha um Leone em seu caminho…

Pois bem!!! A literatura mundial do cinema e seus respectivos cinéfilos nos afirmam que, Sergio Leone não viu as coisas assim. Com a ida à Itália e Por um Punhado de Dólares, de 1964, Clint tornou popular o caubói silencioso e durão, que chega a um lugar MUDO e, aventuras depois, vai embora CALADO como chegou. O sucesso popular chegou aos 34 anos e consagrou o tipo do estranho sem nome em cujo rosto parecia que o sol batia sempre forte. Mas, para todos os efeitos, era ainda um galãzinho do “western spaghetti”, um gênero popularesco, definitivamente menor, de um intruso no Velho Oeste como Leone.

Clint Eastwood veio da TV quando apareceu com a série de western Couro Cru – Rawhide, Ele dividia a Série ao lado de Eric Fleming, cujo papel era mais importante do que o de Clint, embora este seja o segundo nome no elenco. A série foi ao ar até 1965. Mas foi graças a esta série televisiva que a estrela de Clint acabaria de encontro com o cineasta Sergio Leone (1929-1989), que introduziria o chamado Western Spaghetti, um novo estilo de se fazer faroestes bem diferentes dos americanos. Em 1964 Sergio Leone tinha conseguido 200 mil dólares para rodar seu primeiro western que se chamaria Por um Punhado de Dólares. Pensou em Henry Fonda, James Coburn, e Charles Bronson para o papel principal, mas os três recusaram.

Vejam só que ironia do destino: Indicaram então a Leone ERIC FLEMING, o astro principal da série de TV Couro Cru. Mas Eric pediu 50 mil dólares para participar do filme. Portanto, Leone recusou a pagar seu preço. Por sua vez, Leone ofereceu o papel a Clint Eastwood, o companheiro de Eric Fleming, com a oferta de 15 mil dólares, quantia esta que foi aceita por Eastwood, que acabou virando um grande astro. Eric Fleming, por sua vez, saiu da série Couro Cru, e foi filmar no Peru, onde acabou morrendo tragicamente em um acidente de filmagem, afogado num rio da floresta amazônica, aos 41 anos de idade.

Daí, Eastwood começou a ter destaque após interpretar o misterioso Homem sem nome na trilogia dos dólares de Sergio Leone. Os filmes Por Um Punhado de Dólares (1964), Por uns Dólares a Mais (1965), e Três Homens em Conflito (1966) foram um verdadeiro sucesso em terras italianas e norte-americanas, em especial o último, que fez Clint Eastwood se tornar famoso mundialmente. Em que pese ser um ator mediano ou meeiro, ele sempre nos passava a impressão de ser o herói ou anti-herói monossilábico, com ar impenetrável – uma combinação perfeita para o estilo cara-de-pedra. Mesmo não sendo um grande ator era uma figura bastante carismática, pois o vejo, cada um com seu estilo ou linhas bem diferentes, como o sucessor do grande John Wayne. Não à toa que o mestre Sérgio Leone costumava afirmar que, “Eu gosto do Clint Eastwood porque ele tem somente duas expressões faciais. UMA COM O CHAPÉU E OUTRA SEM ELE…”.

O nosso tributo a Clint Eastwood pelo seu aniversário é em razão dele ser uma das grandes lendas VIVAS do cinema que no última dia 31 de maio completou 9 décadas de existência, e uma vida cheia de lutas, prêmios e glórias. Conforme nos relata com muita precisão o pesquisador e estudioso da biografia de Clint, o carioca Paulo Telles, ele é um artista que não se deixou abater pelo avanço da idade e que continua firme e forte em seus projetos, um exemplo para seus amigos, colegas de profissão, e fãs que com o passar do tempo se transformou nesse espetacular ator, produtor e diretor. Seu nome de batismo é Clinton “Clint” Eastwood Jr, nascido em São Francisco, Califórnia, sua família era de ascendência escocesa, inglesa e irlandesa, de classe média e protestante.

Por fim, que fique bem entendido: quando me refiro a esses dois “monstros” sagrados do cinema, pois é bom que fique bem evidenciado que, na verdade, John Wayne foi melhor apenas um degrau acima. Eu ousaria afirmar que os dois astros não eram grandes atores, e sim altamente carismáticos. Afinal, os dois tinham uma presença fascinante nas plateias do mundo inteiro!!!

Clique na imagem abaixo para assistir a live 90 anos de Clint Eastwood

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

FRED, UM HOMEM SEM SORTE NO AMOR

Prédio da Secretária de Saúde onde Fred conheceu a viúva

Fred era um funcionário público exemplar, exceção à regra. Cumpria seu ofício de servidor pau para toda obra. Era um exímio consertador de computadores “pinduras”, “no tranco.” Nunca saiu do setor de trabalho deixando um PC quebrado, sem funcionar. Era uma espécie de MacGyver. Quando não havia peças para consertar, ele improvisava.

Ao nascer, a família lhe pôs a alcunha de Popeye, uma homenagem ao famoso personagem clássico dos quadrinhos em miniatura criado em 1929 pelo desenhista americano Elzie Crisler Segar, por ter a cara meio deformada, sempre com um olho fechado e um protuberante queixo partido ao meio, no formato do rosto do famoso marinheiro, protetor de Oliva Palito.

Mal completou vinte e dois anos, Fred se amancebou com uma colega de trabalho de bunda protuberante e logo depois foram morar juntos, sem ele procurar se inteirar do temperamento dela, que já havia batido na cara de vários namorados e rompido o namoro, quando estes mijavam fora da bacia.

Depois de três anos juntos, Fred já era pai de dois filhos e a mulher fazendo de tudo para lhe pôr rédea. Estabeleceu hora para ele sair e chegar em casa. E quando a condução atrasava e ele chagava atrasado, o inferno estava com as velas vermelhas acesas. Era confusão até altas horas da madrugada. A mulher era uma capota choca, praguejava e acusava-o de tudo, menos de santo. E assim o tempo foi passando e o saco dele se enchendo de impaciência.

Fred passou vinte e quatro anos nesse inferno dantesco, tendo de conviver com uma mulher temperamental, dominadora. Para ela não havia argumento que lhe provasse o contrário de que ele estava com conversa mole com os amigos, raparigando e bebendo cachaça, mesmo ele chegando em casa sem bafo de ingerência de bebida alcoólica.

Passados vinte e quatro anos de brigas, bate bocas, atritos, caras feias, intrigas, indiferenças, malquerenças, Fred resolveu deixar a casa que havia construído com a companheira. Como os filhos já estavam maiores, com cursos superiores concluídos, e ela trabalhava, não havia por que se preocupar com pensão alimentícia.

Ao sair de casa Fred foi morar no kitinete perto do trabalho, alugado de um colega da repartição. Era simples, mas para ele estava bom, pois tranqüilidade não tinha preço.

Três meses depois de deixar a companheira, Fred conheceu uma viúva toda nos trinques, com idade de setenta e dois anos. Ele tinha quarenta e seis. E imaginou: dessa vez eu me arrumo e vou ter a paz de espírito que sempre desejei.

Era amorzinho praqui, amorzinho pralá, e tudo caminhando na mais perfeita sintonia, quando certo dia Fred teve uma decepção que o deixou propenso ao suicídio. Depois de a viúva ter dormido com ele no kitinete, ela foi para casa, mas lhe pediu que à noite fosse ficar com ela, dormirem juntos novamente, mas desta vez na casa dela.

Fred entusiasmado, mas feliz do que pinto no ovo, tomou um banho demorado, se perfumou todo, escovou a prótese dentária, vestiu-se com seu melhor sobretudo branco, jantou e se mandou para a casa da viúva.

Lá chegando, já à distância, percebeu que havia um monte de gente na casa dela. Eram os filhos vindo trazer presentes e comemorar seus setenta e três anos. Como Fred já sabia que os filhos, tradicionais e contrários a mudanças, não aceitavam que outro homem entrasse na vida da mãe, deu meia volta e, decepcionado, macambúzio, voltou para o kitinete e no outro dia foi encontrado enforcado no pé de maxixe, com uma garrafa de Pitu vazia ao lado do corpo.

Suicídio ou catalepsia devido à ingestão da bebida?

DEU NO JORNAL

UMA CHAPA IMBATÍVEL

Em entrevista à Agence France Presse, Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da saúde durante o governo de Jair Bolsonaro, classificou como “decepcionante” a militarização da pasta durante a pandemia.

Perguntado sobre diálogos com o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, Mandetta afirmou que “se dá bem” com Moro e respondeu “não estar descartada” uma eventual chapa entre ambos.

* * *

Excelente notícia: uma chapa Moro-Mandetta para concorrer à próxima eleição presidencial.

Bolsonaro tá fudido: já pode parar de sonhar com a reeleição.

Acabei de enviar mensagem para Sérgio Moro informando que esta gazeta escrota estará com suas portas abertas pra divulgar a campanha desta dupla dinânia, a parelha M-M.

Sugeri ao ex-ministro que a chapa Moro-Mandetta usasse um animal como símbolo de campanha.

Um tucano jamais!!!

Pássaro não é um bom símbolo. Bom mesmo é um peixe

Um peixe tipo tubarão ou traíra.

O combativo ex-ministro Moro decidiu aliar-se à grande mídia deste país.

Atualmente ele está ganhando a vida como colunista do Globo e da revista CrusoÉ.

Um fato que enriquece e enobrece enormemente o seu currículo.

Aliás, a se julgar pelos números de “gostei” e “odiei”, (os tais dos laiquis e dislaiquis) que foram registrados ontem na estreia de Moro como jornalista, ele está com a eleição garantida.

Vejam:

GEORGE MASCENA - SÓ SEI QUE FOI ASSIM

A MORTE DE CORONÉ LUDUGERO EM UM AVIÃO DA POBRE TAMBÉM AVUA

Nos anos 60 uma música fez grande sucesso na voz de Gigliola Cinquetti: “Dio Come ti Amo“, o filme homônimo também foi estouro de bilheterias, eu lembro que era sinal de casa cheia quando vinha essa película italiana para o Cine Alvorada em Tabira. A cena mais conhecida era a que Mark Damon embarcava em um voo de volta para a Espanha e pelo microfone Gigliola cantava a canção e o avião parava e desembarcava o passageiro para o casal se encontrar e o filme ter um final feliz. Pois bem, esse arrodeio todo foi pra falar do avião, o Fokker 27.

Cena do filme Dio, Come ti Amo

O Fokker 27 era um avião holandês de grande sucesso nas décadas de 60 e 70, voou no Brasil pela Varig e TAM. A aeronave foi também fabricada nos Estados Unidos pela Fairchild com algumas modificações. Esse foi o modelo escolhido pela Paraense para compor sua frota de cinco aviões, o Fairchild Hiller FH-227-B, como o nome era muito difícil de se pronunciar, a empresa de aviação do Pará rebatizou-o de Hirondelle, andorinha em francês. A PTA, Paraense Transportes Aéreos, deve ter sido a primeira low coast brasileira, tinha bons preços e descontos para estudante ou grupos de pessoas que podiam chegar a 50%, por causa desses preços e da sigla, PTA, a empresa foi apelidada de “Pobre Também Avua”. A companhia voava desde o Acre até RJ e SP, operava também no Recife.

Folders da PTA com o Hirondelle

Em 1972 um avião similar foi escalado para levar uma equipe de rugby de Montevideu no Uruguai para Santiago no Chile, com o tempo ruim para transpor a Cordilheira dos Andes, os pilotos resolveram pernoitar em Mendoza na Argentina e só no dia seguinte seguir viagem, o “Hirondelle” uruguaio não era apropriado para atingir uma altitude suficiente para cruzar os Andes em qualquer lugar da sua extensão, teria que procurar um ponto mais baixo para fazer essa transposição, e no dia seguinte assim o fez, foi para o Sul e no local planejado virou a direita e seguiu em frente, sendo que a tecnologia era limitada e o relógio era o que se tinha no momento, e com o tempo de voo calculado, sabia-se que estavam no local mais baixo da cordilheira que devia-se chegar ao Chile, porém com o vento contra, esse tempo não foi suficiente para atingir o local exato e o avião seguiu por uma rota de grande altitude e caiu sobre a cordilheira, longe de tudo e cercado de gelo e serra por todos os lados. Os que sobreviveram comeram carne humana dos que morreram no acidente, os que não conseguiram se alimentar dessa forma não ficaram para contar a história. O filme “Vivos” de 1993 conta essa triste epopeia. Outro sucesso de bilheteria do Cine Alvorada, “Sobreviventes dos Andes”, contou essa tragédia nos anos 70, eu assisti, pensei que era ficção, mas não era.

Destroços do Fairchield fotografado pelo salvamento

Dois anos antes desse caso do Chile, em 13 de março de 1970, um voo de um Fairchield da PTA partiu do Recife com escalas em Fortaleza, Parnaiba e São Luiz e as 5:30 do dia 14, uma manhã chuvosa, o voo chegava ao fim. Já na aproximação do aeroporto de Belém, o Hirondelle prefixo PP-BUF colidia com a água da Baia de Guajará, a poucos metros da cabeceira do Val de Cans, na queda morreram quase todos os ocupantes, só três sobreviveram, sendo que um dos sobreviventes faleceu no hospital. Entre os passageiros estava Luiz Jacinto Silva, humorista pernambucano mais conhecido por Coroné Ludugero, acompanhado de Irandir Perez Costa (Otrope) e equipe de apoio, Mercedes del Prado (Felomena) não estava no voo, a trupe havia embarcado em São Luiz na madrugada e ia fazer um show em Belém. A Paraense era famosa também pelo grande número de acidentes, tinha outro apelido: “Prepara Tua Alma”, este foi o 9º acidente da companhia antes de entrar para a lista de companhias aéreas brasileiras que deixaram de operar.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ CRENTE – SÃO PAULO-SP

Caro Berto

Em minha diária leitura deste valoroso, livre e escroto blog, senti a falta de publicações sobre as manifestações de ontem, amplamente cobertas pela mídia “é muito palavrão para pouco espaço”.

Algumas coisas que observei na cobertura:

1 – Tinha mais loucos de verde amarelo, do que vermelhos “democratas”.

2 – A mídia fez uma esforço enorme para justificar a manifestação dos “democratas”, uma analista (sei lá se é assim mesmo que se deve chamar jornalista militante), falou até que pelo fato de constantemente termos manifestações anti-democráticas, era perfeitamente normal que houvesse um contraponto, claramente apoiando a quebra da regra do “fique em casa” defendida pela sua rede de TV o tempo todo, pois a causa agora é nobre DERRUBAR O PRESIDENTE.

3 – Uma defesa estrondosa do inquérito do fim do mundo instalado pelos ministros do STF que tem medo da própria sombra. Dizem por aí que o ministro relator já até mandou investigar um gesto suspeito de sua sombra, e está pensando seriamente em enquadrá-la na LSN.

4 – As manifestações a favor do governo até um tempo atrás não tinha a menor importância para a mídia, no máximo eram noticiadas em notinhas, até que uns gatos pingados esquerdistas resolverem ir as ruas, se dizendo democratas e mostrando faixas de ditadura da proletariado, epa ditadura isto não pode, hahá! se eles se auto-determinam democratas aí pode.

Brasil está ficando estranho!.

Um grande abraço de José Crente da Terra da Garoa, terra abençoada e cheia de oportunidades.

R. Meu caro, você diz em sua mensagem que sentiu falta nesta gazeta escrota de “publicações sobre as manifestações de ontem”

Veja só o que aconteceu:

Ontem, domingo, eu tomei banho assim que me acordei e decidi não ver o noticiário do dia na grande imprensa extremista, pra não enfeiar e azedar o meu domingo de sol.

Não abri os jornais e nem sintonizei as TVs pra não me sujar e gastar inutilmente o cheiroso sabonete que diafanou os gostosos minutos que passei embaixo do chuveiro (esse verbo “diafanar” eu inventei agora, enquanto digitava…).

Mas, como tenho que abrir minha caixa de correspondência e também ver as mensagens que me chegam pelo zap, tomei conhecimento de algumas coisas que se assucederam-se ontem em Brasília, onde uma meia dúzia de zumbis bolsonaleiros fizeram uma manifestaçãozinha bem chinfrim.

Em Brasília e também em algumas poucas cidades deste país enorme.

Algumas delas: Uarini-AM, Inhacora-RS, Pavussu-PI, Torixoreu-MT, Gararu-SE e Bujari-AC.

E mais em canto nenhum. Silêncio total, pra grande frustração dos manifestantes nazistas bolsonaleiros.

Pelo que me consta, além dos poucos reacionários fascistas que invadiram Brasília pra babar o ovo do presidente – todos de armas na mão, comendo mortadela e recebendo cachês -, não houve manifestações nas capitais.

É só perguntar pros nossos leitores que eles confirmam.

Nenhum dos pouquíssimos manifestosos que invadiu Brasília gastou dinheiro do seu próprio bolso. Pelo contrário: receberam uma gorda bufunfa pra ir lá fazer cagada.

As fotos que circularam mostrando anti-patriotas enrolados em bandeiras verde-amarelas, no Rio, em BH, em Recife, em Curitiba, entre outras capitais, são todas falsas, feiquinius, fotos bem antigas.

As manifestações que tiveram sucesso mesmo e levaram multidões às ruas foram as dos zisquerdistas, progressistas, socialistas e anti-nazistas.

Um detalhe significativo: o furor de alguns canhotos em seus comentários aqui no JBF, feitos ontem, demonstrava muito bem o quanto eles estavam felizes com o fracasso do evento pró-presidente acontecido na nossa capital federal.

Na postagem que está aí embaixo, feita no Twitter, você poder ver uma fantástica multidão carregando uma faixa bem significativa.

Só não consegui identificar onde esta tocante e comovente passeata aconteceu.

Os nossos leitores, sempre bem informados e argutos, irão nos esclarecer.

ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

O MAU HUMOR DA SEGUNDA-FEIRA

É frequente comentar-se sobre o mau humor da segunda-feira, entretanto os cientistas vieram agora dizer que o humor desse dia se estende até quinta-feira. O que se verifica é um incremento de bem estar à sexta-feira por chegar o fim de semana.

Pesquisadores americanos fizeram uma enquete com 340 mil pessoas e descobriram que o humor delas não é pior na segunda-feira do que qualquer outro dia da semana, exceto sexta-feira. A pesquisa revelou entrevistados mais felizes no dia que antecede o fim de semana. O que fortalece a ideia de que existe um mito cultural enfatizando o padrão de humor de um único dia da semana.

Os cientistas teriam economizado dinheiro e tempo se conhecesse a admirável arte do improviso cantado. O repentista Agostinho Lopes dos Santos (1906-1972) descreve, em duas sextilhas, as alterações de humor com muita sabedoria:

O homem é como o barco
Quando no alto mar cai
Empurrado pelas ondas
Não sabe até onde vai
Tem vezes que vai ao fundo
Vezes que na praia sai.

Tem horas que o homem é calmo
Horas que ele é furioso
Tem horas que ele é desleixado
Tem horas que é caprichoso
Tem horas que ele é esperto
E horas que é preguiçoso.

DEU NO TWITTER

DEU NO FANTÁSTICO: UM ARSENAL NAZISTA DE GRANDE PORTE

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