COLUNA DO BERNARDO

AUGUSTO NUNES

CRIME SEM SOLUÇÃO

Maria do Rosário finge esquecer o Sombra que ainda paira sobre o assassinato de Celso Daniel

“A ligação do mandato dos Bolsonaros com organizações criminosas parece ser assim: o comando é de grupos, os Bolsos eram uns relações públicas, fachada política. Disfarce ótimo pq gritam contra bandidos, mas estão junto c/ bandidoes. Só tem 1coisa: essa gente mata antes q delata”.

Maria do Rosário, deputada federal pelo PT gaúcho, conhecida pelo codinome Solução no Departamento de Propinas da Odebrecht, no Twitter, esquecendo que há quase 20 anos os brasileiros continuam querendo saber quem mandou matar o prefeito petista Celso Daniel.

ANDERSON BRAGA HORTA - SONETO ANTIGO

SERESTEIRO

Contemplando-a do céu, sem compreendê-la,
a ofuscar das estrelas o disperso,
tênue clarão, a lua, eterna vela,
singra o céu claro, como um claro verso.

Ah! pudesse eu vogar como uma estrela
nas paragens divinas do universo,
e toda noite espiá-la, da alta umbela,
todo na sua alva nudez imerso!

Seresteiro de branca primavera
eu seria, a sonhar num céu bendito!
desceriam meus versos da alma esfera

celeste ao seio dela, e eu junto, aflito,
ardendo na volúpia da quimera,
me atirava das grimpas do infinito!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

TIA DO ZAP – MANAUS-AM

Editorzão

Depois de tantas operações policiais sigilosas (menos pra ‘Grobo’), sendo feitas na madrugada, essa foi a que mais me deixou impressionada.

A Foia não faia.

R. De fato, querida leitora manauara, esta manchete da Falha de S.Paulo sobre os pães apreendidos numa padaria está excelente e coerente com a linha editorial deste extraordinário jornal.

Mas, deixando de lado a Faia, é imperioso destacar a competência dos jornalisteiros investigativos da Grobo.

É um profissionalismo noticiozeiro do caralho!!!

Ontem, em Brasília, a polícia invadiu a casa de uma família terrorista, composta por um bando nazi-bolsonárico, que guardava camisas verde-amarelas, cartazes fascistas, facas de cozinha e fogos de São João, numa operação digna de um filme roliudiano.

Transcrevo do jeitinho que foi lido pelo locutor da Grobo ontem à noite:

“Foram encontrados cartazes e camisetas com mensagens de apoio ao presidente Jair Bolsonaro”

O material foi caprichosamente arrumado, como numa vitrine, pra ser devidamente filmado e fotografado.

Veja só que coisa horrível, absurda, horrorosa:

Pois a Grobo estava lá, querida leitora. Chegou junto com a polícia, graças ao faro fantástico (êpa!!!) dos seus redatores, e cobriu tudo ao vivo.

Teve até cenas aéreas da mega-hiper-gigante operação contra o grupo anti-democracia.

Como diz o jargão da emissora (emissora que emite muita bosta), vale a pena ver de novo!!!

PERCIVAL PUGGINA

CALA BOCA JÁ MORREU

Inicio este artigo respaldado pela citação, no título, de uma frase da ministra Carmen Lúcia, do STF. Se for necessário, lembrem-se deste habeas corpus preventivo. A ministra valeu-se do dito popular para justificar seu voto em favor das biografias não autorizadas (ADIn 4815): “Cala Boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu”, disse ela, lembrando a ciranda infantil..

Nestes tumultuados dias, no entanto, o Cala Boca arrastou a pedra de seu sepulcro, livrou-se das ataduras, vestiu uma capa preta e se instalou dentro do Supremo Tribunal Federal.

Na URSS, o Cala Boca se chamava Glavlit e tinha por função controlar a comunicação social como forma de proteger a revolução. O órgão chamava-se Diretório-Geral para a Proteção de Segredos de Estado na Imprensa, foi criado em 1921 e vigeu durante todo o regime. Chegou a ter 70 mil funcionários controlando textos e imagens importados ou publicados no país.

No Brasil, se chamou DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), nos anos da ditadura Vargas. Nos governos militares, o Cala Boca esteve vivo e ativo, com diferentes intensidades, entre os anos de 1964 e 1979.

Hoje, ele se chama Inquérito 4781. Não tem borda nem tampa. Fachin, ao endossá-lo – vejam só! – o disse atípico, singular e anômalo. Marco Aurélio esgotou em seu voto a lista das demasias cometidas e o proclamou “Inquérito do fim do mundo”. Malgré tout, lá está ele no STF, sob comando do ministro Alexandre de Moraes, para quem, tudo indica, mídia digital não é mídia e, como tal, não merece respeito. Nada lhes ensinou o papelão praticado contra a Revista Crusoé.

O que ele fez com alguns canais, recolhendo todos os equipamentos, equivale ao antigo “empastelamento”, que inutilizava o material gráfico impedindo um jornal de ser produzido. Para quem vê fantasmas nazistas e fascistas é bom lembrar as palavras do falecido deputado paulista Salomão Jorge, referindo-se a um empastelamento determinado por Otávio Mangabeira: “Em Berlim, quando começaram a empastelar jornais, surgiu o nazismo”.

Qual a origem da atual crise política e institucional do país? Para responder de modo adequado a essa pergunta é preciso ter em mente o fato de que, no Brasil, a revolução cultural vinha construindo vitórias por WO há mais de meio século. Ao longo desse período atacou as bases cristãs da cultura vigente, dominou o ambiente acadêmico, infiltrou-se nos seminários e na mídia, invadiu e cristalizou-se no aparelho burocrático, Por fim, transformando os dois vocábulos em insulto, dominou a linguagem com o “politicamente correto” e retirou de circulação as ideias conservadoras e liberais que lhe poderiam fazer oposição. Estavam lançadas as bases para o ciclo das grandes vitórias eleitorais iniciadas em 1995.

Se havia algo inevitável nessa revolução cultural à brasileira era o caos que adviria em todas as dimensões possíveis. De fato, perde-se nos flancos da razão quem, para comprar o paraíso terrestre, desassocia liberdade de responsabilidade e direitos de deveres. Tudo se agrava, na perspectiva social, quando se começa a fumar e cheirar ideias de que certo e errado, bem e mal, moral e imoral, são decisões de foro íntimo ou de definição majoritária. Quando o PT recheou o STF com juristas à sua imagem e semelhança (sete dos onze na atual composição), estabeleceu-se uma cisão entre a consciência conservadora e liberal que se ia formando na sociedade e a visão autorrotulada “progressista” da Suprema Corte.

Não se diga que as decisões do STF refletem, nus e crus, os preceitos constitucionais. A visão de mundo do julgador, os caminhos percorridos na formação do seu pensamento, de sua cultura e experiências de vida, influenciam suas decisões. Não fora assim, tantas votações não seriam decididas pelo estreito placar de 6 a 5. Não havendo um único ministro reconhecidamente conservador ou liberal no plenário, o STF segue então seu caminho enquanto a sociedade vai por outro.

O modo como o “inquérito do fim do mundo” se instalou e vem atuando enquanto o silêncio da grande mídia dói nos meus ouvidos, configura um absurdo jogo de braço entre a Corte e a Nação. Quem vai para o palco e incomoda o público não pode se recusar à vaia.

Se eu disse tudo que queria? Não, não com o Cala Boca tão vivo entre nós.

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ALTAMIR PINHEIRO - SEGUNDA SEM LEI

LEGADO PARA A POSTERIDADE DOS 90 ANOS DE CLINT EASTWOOD

Qualquer manchete cairá bem quando alguém for escrever sobre um monstro sagrado da cinematografia mundial, assim como essa!!! CLINT EASTWOOD FAZ 90 ANOS: DE CAUBÓI DURÃO A FINO DIRETOR DE OBRAS-PRIMAS. Alguém, assim como eu, já escreveu o seguinte ou mais ou menos desta forma sobre esse noventão: Clint era um magrelo que não tinha cara de ir muito longe — alto, cabelos cor de areia e tímido, ele mesmo não se via como o tipo certo para o estrelato. Há época da glamourizada Hollywood pedia-se morenos, mandões, românticos. Só que, no caminho apareceu um Leone tinha um Leone em seu caminho…

Pois bem!!! A literatura mundial do cinema e seus respectivos cinéfilos nos afirmam que, Sergio Leone não viu as coisas assim. Com a ida à Itália e Por um Punhado de Dólares, de 1964, Clint tornou popular o caubói silencioso e durão, que chega a um lugar MUDO e, aventuras depois, vai embora CALADO como chegou. O sucesso popular chegou aos 34 anos e consagrou o tipo do estranho sem nome em cujo rosto parecia que o sol batia sempre forte. Mas, para todos os efeitos, era ainda um galãzinho do “western spaghetti”, um gênero popularesco, definitivamente menor, de um intruso no Velho Oeste como Leone.

Clint Eastwood veio da TV quando apareceu com a série de western Couro Cru – Rawhide, Ele dividia a Série ao lado de Eric Fleming, cujo papel era mais importante do que o de Clint, embora este seja o segundo nome no elenco. A série foi ao ar até 1965. Mas foi graças a esta série televisiva que a estrela de Clint acabaria de encontro com o cineasta Sergio Leone (1929-1989), que introduziria o chamado Western Spaghetti, um novo estilo de se fazer faroestes bem diferentes dos americanos. Em 1964 Sergio Leone tinha conseguido 200 mil dólares para rodar seu primeiro western que se chamaria Por um Punhado de Dólares. Pensou em Henry Fonda, James Coburn, e Charles Bronson para o papel principal, mas os três recusaram.

Vejam só que ironia do destino: Indicaram então a Leone ERIC FLEMING, o astro principal da série de TV Couro Cru. Mas Eric pediu 50 mil dólares para participar do filme. Portanto, Leone recusou a pagar seu preço. Por sua vez, Leone ofereceu o papel a Clint Eastwood, o companheiro de Eric Fleming, com a oferta de 15 mil dólares, quantia esta que foi aceita por Eastwood, que acabou virando um grande astro. Eric Fleming, por sua vez, saiu da série Couro Cru, e foi filmar no Peru, onde acabou morrendo tragicamente em um acidente de filmagem, afogado num rio da floresta amazônica, aos 41 anos de idade.

Daí, Eastwood começou a ter destaque após interpretar o misterioso Homem sem nome na trilogia dos dólares de Sergio Leone. Os filmes Por Um Punhado de Dólares (1964), Por uns Dólares a Mais (1965), e Três Homens em Conflito (1966) foram um verdadeiro sucesso em terras italianas e norte-americanas, em especial o último, que fez Clint Eastwood se tornar famoso mundialmente. Em que pese ser um ator mediano ou meeiro, ele sempre nos passava a impressão de ser o herói ou anti-herói monossilábico, com ar impenetrável – uma combinação perfeita para o estilo cara-de-pedra. Mesmo não sendo um grande ator era uma figura bastante carismática, pois o vejo, cada um com seu estilo ou linhas bem diferentes, como o sucessor do grande John Wayne. Não à toa que o mestre Sérgio Leone costumava afirmar que, “Eu gosto do Clint Eastwood porque ele tem somente duas expressões faciais. UMA COM O CHAPÉU E OUTRA SEM ELE…”.

O nosso tributo a Clint Eastwood pelo seu aniversário é em razão dele ser uma das grandes lendas VIVAS do cinema que no última dia 31 de maio completou 9 décadas de existência, e uma vida cheia de lutas, prêmios e glórias. Conforme nos relata com muita precisão o pesquisador e estudioso da biografia de Clint, o carioca Paulo Telles, ele é um artista que não se deixou abater pelo avanço da idade e que continua firme e forte em seus projetos, um exemplo para seus amigos, colegas de profissão, e fãs que com o passar do tempo se transformou nesse espetacular ator, produtor e diretor. Seu nome de batismo é Clinton “Clint” Eastwood Jr, nascido em São Francisco, Califórnia, sua família era de ascendência escocesa, inglesa e irlandesa, de classe média e protestante.

Por fim, que fique bem entendido: quando me refiro a esses dois “monstros” sagrados do cinema, pois é bom que fique bem evidenciado que, na verdade, John Wayne foi melhor apenas um degrau acima. Eu ousaria afirmar que os dois astros não eram grandes atores, e sim altamente carismáticos. Afinal, os dois tinham uma presença fascinante nas plateias do mundo inteiro!!!

Clique na imagem abaixo para assistir a live 90 anos de Clint Eastwood

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

FRED, UM HOMEM SEM SORTE NO AMOR

Prédio da Secretária de Saúde onde Fred conheceu a viúva

Fred era um funcionário público exemplar, exceção à regra. Cumpria seu ofício de servidor pau para toda obra. Era um exímio consertador de computadores “pinduras”, “no tranco.” Nunca saiu do setor de trabalho deixando um PC quebrado, sem funcionar. Era uma espécie de MacGyver. Quando não havia peças para consertar, ele improvisava.

Ao nascer, a família lhe pôs a alcunha de Popeye, uma homenagem ao famoso personagem clássico dos quadrinhos em miniatura criado em 1929 pelo desenhista americano Elzie Crisler Segar, por ter a cara meio deformada, sempre com um olho fechado e um protuberante queixo partido ao meio, no formato do rosto do famoso marinheiro, protetor de Oliva Palito.

Mal completou vinte e dois anos, Fred se amancebou com uma colega de trabalho de bunda protuberante e logo depois foram morar juntos, sem ele procurar se inteirar do temperamento dela, que já havia batido na cara de vários namorados e rompido o namoro, quando estes mijavam fora da bacia.

Depois de três anos juntos, Fred já era pai de dois filhos e a mulher fazendo de tudo para lhe pôr rédea. Estabeleceu hora para ele sair e chegar em casa. E quando a condução atrasava e ele chagava atrasado, o inferno estava com as velas vermelhas acesas. Era confusão até altas horas da madrugada. A mulher era uma capota choca, praguejava e acusava-o de tudo, menos de santo. E assim o tempo foi passando e o saco dele se enchendo de impaciência.

Fred passou vinte e quatro anos nesse inferno dantesco, tendo de conviver com uma mulher temperamental, dominadora. Para ela não havia argumento que lhe provasse o contrário de que ele estava com conversa mole com os amigos, raparigando e bebendo cachaça, mesmo ele chegando em casa sem bafo de ingerência de bebida alcoólica.

Passados vinte e quatro anos de brigas, bate bocas, atritos, caras feias, intrigas, indiferenças, malquerenças, Fred resolveu deixar a casa que havia construído com a companheira. Como os filhos já estavam maiores, com cursos superiores concluídos, e ela trabalhava, não havia por que se preocupar com pensão alimentícia.

Ao sair de casa Fred foi morar no kitinete perto do trabalho, alugado de um colega da repartição. Era simples, mas para ele estava bom, pois tranqüilidade não tinha preço.

Três meses depois de deixar a companheira, Fred conheceu uma viúva toda nos trinques, com idade de setenta e dois anos. Ele tinha quarenta e seis. E imaginou: dessa vez eu me arrumo e vou ter a paz de espírito que sempre desejei.

Era amorzinho praqui, amorzinho pralá, e tudo caminhando na mais perfeita sintonia, quando certo dia Fred teve uma decepção que o deixou propenso ao suicídio. Depois de a viúva ter dormido com ele no kitinete, ela foi para casa, mas lhe pediu que à noite fosse ficar com ela, dormirem juntos novamente, mas desta vez na casa dela.

Fred entusiasmado, mas feliz do que pinto no ovo, tomou um banho demorado, se perfumou todo, escovou a prótese dentária, vestiu-se com seu melhor sobretudo branco, jantou e se mandou para a casa da viúva.

Lá chegando, já à distância, percebeu que havia um monte de gente na casa dela. Eram os filhos vindo trazer presentes e comemorar seus setenta e três anos. Como Fred já sabia que os filhos, tradicionais e contrários a mudanças, não aceitavam que outro homem entrasse na vida da mãe, deu meia volta e, decepcionado, macambúzio, voltou para o kitinete e no outro dia foi encontrado enforcado no pé de maxixe, com uma garrafa de Pitu vazia ao lado do corpo.

Suicídio ou catalepsia devido à ingestão da bebida?

DEU NO JORNAL

UMA CHAPA IMBATÍVEL

Em entrevista à Agence France Presse, Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da saúde durante o governo de Jair Bolsonaro, classificou como “decepcionante” a militarização da pasta durante a pandemia.

Perguntado sobre diálogos com o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, Mandetta afirmou que “se dá bem” com Moro e respondeu “não estar descartada” uma eventual chapa entre ambos.

* * *

Excelente notícia: uma chapa Moro-Mandetta para concorrer à próxima eleição presidencial.

Bolsonaro tá fudido: já pode parar de sonhar com a reeleição.

Acabei de enviar mensagem para Sérgio Moro informando que esta gazeta escrota estará com suas portas abertas pra divulgar a campanha desta dupla dinânia, a parelha M-M.

Sugeri ao ex-ministro que a chapa Moro-Mandetta usasse um animal como símbolo de campanha.

Um tucano jamais!!!

Pássaro não é um bom símbolo. Bom mesmo é um peixe

Um peixe tipo tubarão ou traíra.

O combativo ex-ministro Moro decidiu aliar-se à grande mídia deste país.

Atualmente ele está ganhando a vida como colunista do Globo e da revista CrusoÉ.

Um fato que enriquece e enobrece enormemente o seu currículo.

Aliás, a se julgar pelos números de “gostei” e “odiei”, (os tais dos laiquis e dislaiquis) que foram registrados ontem na estreia de Moro como jornalista, ele está com a eleição garantida.

Vejam: