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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

FANATISMO – Florbela Espanca

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!…”

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UM FUBÂNICO NOS ZISTEITES

Comentário sobre a postagem MAGNOVALDO SANTOS – PALM COAST-ESTADOS UNIDOS

Magnovaldo:

Sou filho de retirantes nordestinos.

Meu pai foi valente o suficiente para vencer a inércia, foi para Mato Grosso trabalhar na construção da Estrada de Ferro Brasil Bolivia entre Corumbá (onde nasci) e Santa Cruz de La Sierra.

Operário, beiradeiro, sem estudo, mas honesto até o tutano dos ossos, do que tenho muito orgulho.

Continuo sendo ligado ao sertão.

Formei-me Engenheiro e só Deus sabe o que passei para tal.

Há 21 anos moro nos Estados Unidos, já tenho a cidadania americana mas sempre fui e serei brasileiro e simplório como a maioria de nosso povo.

Tenha sempre uma grande apreciação de minha parte.

Que Deus o tenha, a si e a sua família.

Um abraço.

* * *

Nota do Editor:

Quando decidi dar destaque a este comentário, pedi ao Magnovaldo que me mandasse uma foto dele pra ilustrar a postagem.

Ele mandou-me não apenas a foto. Junto com ele, vieram também dois textos em arquivo Word, nos quais ele fala do pai e dele mesmo.

Achei os textos tão comoventes e tocantes que pedi permissão a Magnovaldo pra juntá-los a esta postagem.

E ele me concedeu a permissão.

Quem quiser ler, é só clicar aqui .

A PALAVRA DO EDITOR

EXCELENTE MEDICAÇÃO

Vou ligar pro Dr. Sérgio Azevedo, meu competente cardiologista, pra perguntar se eu posso tomar umas doses desse medicamento que está aí embaixo:

Pelo que tenho lido, é um excelente remédio e tem curado muita gente.

Ficarei torcendo pra que o meu doutor autorize.

Tomarei os dois frascos com muito gosto, gole por gole!

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE FRANK SINATRA, O CÃO QUE CANTAVA

Carlito Lima, o cara que imaginou a maior quantidade de contos eróticos passados em praias, deve ser doido por areia e pode ter o Guiness de tanta história de transa à milanesa: é praia da Jatiúca pra cá, praia da Ponta Verde pra lá, e praia da Pajuçara, praia da avenida da Paz, praia do Trapiche da Barra, praia da Boa Viagem e sei lá mais quantas.

Mas algumas vezes escreve sobre outras coisas, como outro dia lembrou o caso do Cachorro Que Chorava.

Trata-se de Johnson, um cão alagoano que não podia ouvir a música Vida Minha na voz de Altemar Dutra que se punha a chorar.

Uivava de dar gosto; e ficou tão famoso que foi levado ao Rio de Janeiro, para um programa de variedades nos anos sessenta, do Flávio Cavalcanti, onde botaram para tocar a música e Johnson chorou que dava pena. Acho que saíam lágrimas.

Johnson ganhou mundo. Ficou famoso.

Contei a Carlito que eu tive um vira-latas, desses amarelinhos, pego na rua, que cantava, e ele me disse: – Frank Sinatra dá um conto, caro Goiano!

É que eu me esqueci de contar que o cão, logo que me foi confiado, tirado do relento para eu acabar de criar, sentava-se na varanda, esticava o pescoço para o alto e se punha a uivar, com saudades de suas cachorras (ele fugiu tanto, tantas vezes, e foi recapturado, porque tinha o número do telefone gravado na coleira, que acabei tirando a coleira e da última vez que ele fugiu ninguém mais telefonou e ele voltou ao, digamos assim, abandono, que era o que ele desejava, para sempre – ou quase).

Mas, o nome, Frank Sinatra, eu o dei como uma homenagem reversa: o cachorro era completamente desafinado.

Nunca vi na minha vida um cachorro uivar tão mal.

Ocorre que as notícias correm o mundo, alguém nos Estados Unidos ficou sabendo de um cachorro que cantava, no Brasil, que tinha o nome de Frank Sinatra, e deve ter entendido que o cachorro cantava igual o Blue Eyes…

Um belo dia, apareceram uns gringos na minha casa, em Petrópolis, com uma tradutora: Queriam porque queriam comprar o cachorro para apresentá-lo na televisão norte-americana.

Me ofereceram uma baba. Em dólares.

Eu nunca menti sobre o cachorro, eles é que chegaram e queriam levar o bicho. Me senti à vontade para fazer doce e disse que Frank Sinatra não estava à venda.

Eles faltaram é chorar. A tradutora implorou por eles e depois do preço quadruplicado ou quintuplicado eu acedi, desde que cuidassem bem do artista e o alimentassem com acém moído, que era o que ele mais gostava.

Eu disse que Frank estava na hora da sesta, ficaram de voltar no dia seguinte, e assim que eles saíram corri para a rua à procura do famoso animal.

Tive sucesso. Meia hora depois encontrei uma loja de bichos com uma tijela de ração e outra de água na porta, para alimentar os cães de rua e tive a certeza de que ali me dariam a dica.

Entrei e não deu outra. Me perguntaram se era um cachorro que uivava feio, eu disse que sim, me contaram que ele tinha acabado de passar por ali, me mostraram a direção e lá fui eu.

Logo vi Sinatra. Ele também me viu e escafedeu-se. Não queria voltar para casa. Meia hora de perseguição, consegui enganar o danado e peguei-o.

No dia seguinte eles vieram, levaram Frank Sinatra, felizes da vida, enquanto eu me sentava olhando a paisagem, tomando uma cerveja e contando o dinheiro da reforma da casa.

Ô, sorte!

Não sei direito o que aconteceu.

Na época, o xará do cachorro ainda estava entre nós, parece que fizeram uma apresentação de tv em rede costa a costa programando a apresentação dos dois, ao vivo.

Alguém me contou que quando Frank Sinatra abriu a boca para o dueto com Frank Sinatra, e se ouviu aquele uivo tão completamente desafinado, Frank Sinatra ficou muito ofendido com a palhaçada e processou a emissora, que está querendo desforrar em mim, em alguns milhões de dólares.

Meu advogado garante que não vai dar em nada, não teve contrato, e a coisa está rolando, agora é que chegou, anos e anos depois, na Corte Suprema e eu nem tchum.

Quem mandou não me pedirem uma audição antes?

CHARGE DO SPONHOLZ

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO JORNAL

SÓ EM BANÂNIA MESMO…

O “principado” do tráfico de drogas, estabelecido no Rio de Janeiro por decisão judicial que proíbe operações policiais contra os bandidos nas favelas, durante a pandemia, atingiu seu momento mais baixo com a reclamação do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Defensoria Pública e ONGs contra o governador e o procurador-geral de Justiça, pelo fato de policiais terem atrapalhado e impedido uma grande festa de aniversário de um chefe do tráfico, onde criminosos exibem armas e vendem drogas.

A queixa do PSB et caterva, vergonhosa, foi ao ministro Edson Fachin, autor da liminar que proíbe a polícia agir contra bandidos nas favelas.

O promotor Bruno Carpes, conhecido por sua atuação corajosa contra o crime, classificou essa situação como “teatro dos absurdos”.

Para Bruno Carpes, o Estado optou por deixar as populações dessas favelas dominadas por traficantes, “agentes do mal e do terror”.

Parece realidade paralela: as autoridades agora precisam explicar os motivos para combater o tráfico.

Já traficantes, não podem ser presos.

* * *

Partido Socialista se queixa a um ministreiro do supremínimo…

Num vou fazer comentário.

Os fubânicos que são militantes zisquerdais solicalistas vão explicar pra gente.

Vou apenas fechar a postagem com uma linda canção para amenizar o nosso emputecimento.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

Meu Papa,

Neste Sábado, 20 de junho, na Rede GLOBO Nordeste, logo após o Jornal HOJE – 14 horas, será exibido o documentário DOMINGUINHOS – 70 ANOS.

Se não tiver havido edição no filme original, tive a honra de vê-lo cantar trecho de minha canção ORAÇÃO DO SANFONEIRO, ao lado da querida IRAH CALDEIRA.

Se eu fosse você eu não perderia.

José Domingos de Morais, o Dominguinhos (1941-2013)

R. Meu estimado Cardeal e colunista fubânico,  num vou perder o programa de jeito nenhum!

Hoje de tarde irei rever este documentário, cujo link eu já destaquei na sua mensagem aí em cima.

Os leitores que clicarem no link e abrirem o documentário, verão que o trecho onde Irah Caldeira canta Oração do Sanfoneiro está em 24:44 s,

Um documentário com pouco mais de 50 minutos.

Você diz que teve a honra de ver Dominguinhos cantar trecho de sua música Oração do Sanfoneiro, ao lado da nossa amiga comum Irah Caldeira, essa talentosa mineira que adotou a Nação Nordestina como lar.

Pois eu tive a alegria de ver Irah Caldeira cantar sua belíssima composição – essa merecida homenagem à figura do sanfoneiro -, acompanhada pelo saudoso Mestre Camarão, um músico pernambucano de grande talento.

O vídeo está no final desta postagem.

Isto foi no Teatro da UFPE, em janeiro de 2009.

Eu e Aline estávamos na platéia maravilhados com aquele espetáculo.

Já lá se vão mais de 11 anos…