CHARGE DO SPONHOLZ

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ALTAMIR PINHEIRO – GARANHUNS – PE

DEPOIS DA SAÍDA DE MORO, RECRUTA ZERO NUNCA MAIS FOI O MESMO: O STF ESTÁ TENTANDO ABRIR O BUNDA SUJA EM BANDAS…

Em uma entrevista ao Jornal EL PAÍS, anteontem(16), por videoconferência desde Curitiba, onde está confinado com a família, por conta da pandemia de coronavírus, o inabalável ex-ministro Moro jogou os cachorros em cima do Bunda Suja Boca Porca Bolsonaro afirmando mais uma vez que, “Eu não sai da justiça pra fazer política. Entrei na política pra fazer justiça”. Pois bem!!! O El País informa acertadamente que, quando o ex-juiz Sergio Moro aceitou seguir o ultradireitista Jair Bolsonaro no Governo fez uma aposta arriscada. Entregava o seu capital político como símbolo anticorrupção a um deputado veterano e incendiário, um nostálgico da ditadura. A lua de mel acabou no fim de abril, como um divórcio ruim, não consensual e uma acusação bomba contra o mandatário: ele queria trocar o diretor-geral da Polícia Federal e interferir na corporação por interesses pessoais. Pimba na gorduchinha!!! O El País acertou na mosca!!!

Como diria Luiz Gonzaga, o cipó de aroeira, a bimba de boi, como também a tabica de rama de cansanção, está voltando no lombo de quem mandou dar. A prova é tanta que, o Arruaceiro Bunda Suja nunca mais foi o mesmo depois que se desfez do melhor ministro do seu governo, sacanamente expulsando-o por sentir inveja do seu exemplar colaborador, como também por covardia e mau caratismo. Com a saída do ministro da justiça, o judiciário tá na cola do Capitão Cabra de Pêia tentando apeá-lo do poder a todo custo. Isso é o que podemos chamar de lei da compensação: a chibata está voltando para o lombo de quem mandou dar. Realmente, o Brasil vive um momento de grande chiqueiro, graças aos excrementos de uma Sara Winter da vida e suas 300 picaretas, que tangem o odor para infestar outras partes do país. A cada dia alguém faz alguma patifaria para piorar a coisa ainda mais. Tá difícil chegar a 2021 em clima de cloroquina e pandemia. E pasmem!!! O que dizer da postura desses trombadinhas 01, 02, e 03, que nos faz relembrar as pegadinhas do Sérgio Malandro do Programa Sílvio Santos. O troço chegou ao escracho geral, total e irrestrito.

Depois de um ano e meio de arruaças e maluquices presidencial, principalmente quando expulsou o inabalável MORALISTA MORO a realidade do Bunda Suja Boca Porca Bolsonaro é muito parecida com a de uma mulher fictícia criada por um escritor chamado Josué Guimarães. Essa mulher da ficção sofria de uma doença que a fazia diminuir diariamente de tamanho. E seus parentes serravam os pés das mesas e das cadeiras, rebaixando os móveis, para que ela não percebesse o que lhe acontecia. No caso do Recruta Zero, a manada tenta disfarçar o encolhimento do doido varrido reduzindo o drama jurídico do personagem a uma conspiração do STF, da Procuradoria e da mídia. A imagem do Capitão Caverna, antes monumental e que fazia arminha, agora cabe numa caixa de fósforo. E o encolhimento deve continuar…

DEU NO TWITTER

ALEXANDRE GARCIA

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CATAR FEIJÃO – João Cabral de Melo Neto

Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na da folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.

Ora, nesse catar feijão, entra um risco:
o de entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quanto ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a com o risco.

João Cabral de Melo Neto, Recife-PE (1920-1999)

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO JORNAL

INSTITUTO SUPREMO

As palavras de ministros do STF contra o governo Bolsonaro ficariam bem na boca de qualquer político de oposição

E não em magistrados prestes a julgar processos que envolvem o alvo da fúria togada.

* * *

“Fúria togada”.

Gostei dessa expressão.

Já não bastam os peidos e cagadas togadas, agora temos a “fúria togada”.

E, em sendo o alvo a Presidência da República, então a fúria tem que ser proporcional à instituição à qual é dirigida: um tsunami de proporções desavergonhadamente arrasadoras.

Bom, o que eu queria falar é outra coisa.

É o seguinte:

A nota aí de cima fala em “palavras de ministros do STF contra o governo Bolsonaro”

A falação contra é simples de explicar.

Como professor de Matemática, asseguro que isto é uma questão puramente aritmética.

Vejam:

Dos 11 empoleirados lá da praça, 7 foram nomeados por Lula e Dilma:

Lula – Lewandowski, Carmen Lúcia, Toffolli

Dilma – Fux, Rosa Weber, Luís Barroso, Fachin

Ou seja, confirma-se uma ilustração que me foi enviada pelo leitor Sávio de Paula, residente em Belo Horizonte.

Na prática, diz o leitor, o STF é a sede de um famoso instituto banânico:

Dai as tais “palavras contras” que são permanentemente pronunciadas pelos que trabalham nesse instituto da ilustração aí de cima.

Mas ainda tem outra questão:

E outros quatro ministros, foram nomeados por quem???

Quem, quem, quem???

Vou dizer em seguida.

Fiquem calmos, tomem um copo d’água com açúcar e não se desesperem:

Sarney – Celso de Mello

Collor – Marco Aurélio

FHC – Gilmar Mendes

Temer – Alexandre de Moraes

Tá tudo ixplicado.

Tim-tim por tim-tim.

O STF tem até ministro que já fez campanha pra candidato do PT!!!!

Podes crer, amizade.

DEU NO JORNAL

ALEXANDRE GARCIA

A BANDEIRA E A CRISE

Nascemos num país que não sofre terremotos, furacões, erupções vulcânicas; temos terra suficiente para alimentar o mundo, belezas e clima de paraíso; não temos atentados terroristas que volta e meia abalam outros países, nem tínhamos ódios raciais, ideológicos ou luta de classes. Nos últimos anos, esses ódios foram se institucionalizando e agora se expressam nas ruas e noticiários. Parece masoquismo: podemos ser felizes mas nos submetemos à penitência do sofrimento.

Como se não bastassem a crise sanitária, que já leva 44 mil vidas – e a consequente crise econômica, que vai matando milhares de empresas e milhões de empregos, alimentamos uma crise institucional entre o Supremo e a Presidência da República. O disse-me-disse entre uns e outros é seguido pela mídia, redes sociais e ruas, com entusiasmo de torcidas organizadas do futebol – que, aliás, entraram também nesse campo. A Saúde e a Economia sofrem crises reais, fora do controle da vontade dos que operam esses setores. Mas a crise político-institucional não está fora de controle. Ela acabaria no momento em que a sensatez imperasse de ambos os lados e torcidas. Em que egos e vaidades cedessem passagem para o bem comum.

No inçado terreno da insensatez, inventaram do nada o fator militar. No masoquismo reinante, estão procurando, com o fósforo aceso, se há pólvora no barril. Em 1964, pela lembrança de meus 23 anos, começou com a Igreja assustada com o comunismo, logo seguida pelos grandes jornais – a TV ainda engatinhava – e o povo foi às ruas, exigir que dos quartéis saísse o contragolpe no governo que estaria preparando uma revolução marxista. Na época, o presidente era o vice e não tinha como hoje representação de quase 58 milhões de eleitores. Agora mudaram os atores, mas o libreto dessa ópera é uma reprise de argumentos.

E já que lembramos do período militar, recordemos que o Supremo não fechou um dia sequer e que até o Superior Tribunal Militar absolvia enquadrados na Lei de Segurança Nacional. Hoje, de novo se enquadram pessoas na LSN. E a crise de ficção começa a parir realidades, depois do casamento dos semeadores da discórdia com as vivandeiras.

O povo fardado, formado para defesa da Pátria, da lei e da ordem, assiste preocupado a esse inútil desperdício de energia, num momento em que todo poder nacional deveria se concentrar no combate a uma doença que atinge a vida de pessoas físicas e jurídicas. É insano alimentar mais uma crise, se estamos sob a mesma bandeira.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Mestre Berto,

Recebi no meu e-mail essas duas imagens, infelizmente reais, que sintetizam muito bem o contraste que há no Brasil que tanto o colunista Adônis Oliveira esculacha ferinamente nas suas colunas com críticas ácidas e certeiras sobre o mecanismo corrupto brasileiro nos três “podreires” e que somente o Jornal da Besta Fubana tem a coragem para publicar.

A primeira imagem diferencia com realismo sem maquiagem a realidade dos fudidos e mal-pagos e os nababescos, estes com destaque principalmente para vereadores, prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores, governadores, sem falar nos TCU, TCEs, Autarquias, que não fazem porra nenhuma pelo país e ainda o roubam direta e indiretamente.

A segunda imagem retrata, também sem maquiagem, a diferença com que a Justiça trata um pobre e preto lascados, que não tem porra nenhuma para se defenderem, de um rico, que com a grana roubada dos cofres públicos, compra até amor sincero, parodiando o genial Millôr Fernandes.

Doméstica que teve o filho “escapulido” do nono andar por alguém que deveria cuidar