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ANDERSON BRAGA HORTA - SONETO ANTIGO

CÁCTUS

Quando a última ilusão se for, perdida
no deserto brumoso do passado,
onde é, como este cáctus desolado,
roxa saudade, apenas, permitida;

quando tu e a desgraça lado a lado
marchardes, sem conforto e sem guarida,
canta, minha alma, canta, pela vida,
inda que um canto apenas balbuciado.

Canta. Canta, e recorda: que a saudade
é o cáctus doloroso do deserto,
que, tocado, nos fere sem piedade:

mas sob a crosta enrijecida e morta
dorme um gênio acre-doce, que, desperto,
dessedenta, suaviza e reconforta.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOÃO ARAÚJO – MUNIQUE – ALEMANHA

Salve caro amigo Luiz Berto,

Trago aqui um pouco dos versos do poeta Jó Patriota, sobre o qual eu mostro três situações porque ele foi considerado “O ÚLTIMO DOS LÍRICOS”.

Vídeo pertencente à Série Mestres da Poesia: grandes repentistas, poetas, violeiros.

E para os leitores que quiserem acessar gratuitamente o link de inscrição no meu canal é só clicar aqui

Obrigado, muita saúde, um forte abraço a todos e até a próxima declamação.

COLUNA DO BERNARDO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ARTHUR TAVARES – SÃO PAULO-SP

Prezado mestre …..

Acho que este manifesto (Exercito, Marinha e Aeronáutica) merece destaque na nossa Gazeta

Quem sabe agora vai ……..

Um grande abraço ….

R. Meu caro, você diz que “quem sabe agora vai“.

Vai pra onde?

Pro brejo?

Esse detalhe você não nos forneceu.

Outra coisa: mande pra gente o link de onde foi publicado este manifesto que você nos enviou, e que está transcrito logo a seguir.

E, por fim, me tire uma dúvida: os militares que assinaram são da ativa ou da reserva?

* * *

Alto escalão das Forças Armadas entram na briga entre Executivo e STF

Ao Sr. José Celso de Mello Filho.

Ninguém ingressa nas Forças Armadas por apadrinhamento. Nenhum Militar galga todos os postos da carreira, porque fez uso de um palavreado enfadonho, supérfluo, verboso, ardiloso, como um bolodório de doutor de faculdade.Nenhum Militar recorre à subjetividade, ao enunciar ao subordinado a missão que lhe cabe executar, se necessário for, com o sacrifício da própria vida.

Nenhum Militar deixa de fazer do seu corpo uma trincheira em defesa da Pátria e da Bandeira.

Nenhum Militar é comissionado para cumprir missão importante, se não estiver preparado para levá-la a bom termo.

Nenhum Militar tergiversa, nem se omite, nem atinge o generalato e, nele, o posto mais elevado, se não merecer o reconhecimento dos seus chefes, o respeito dos seus pares e a admiração dos seus subordinados.

E, principalmente, nenhum Militar, quando lhe é exigido decidir matéria relevante, o faz de tal modo que mereça ser chamado, por quem o indicou, de general de merda.

Rio de janeiro, 13 de junho de 2020

Lúcio Wandeck de Brito Gomes, Coronel da Aeronáutica;Luís Mauro Ferreira Gomes, Coronel da Aeronáutica;Luiz Sérgio de Azevedo Ferreira, Coronel da Aeronáutica;Antoniolavo Brion, Professor;Rodolfo Tavares, Presidente da FAERJ;Alfredo Severo Luzardo, Coronel da Aeronáutica;Napoleão Antonio Muños de Freitas, Coronel da Aeronáutica;

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ALEXANDRE GARCIA

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

CHÁ DE RÉSTIA DE TELHADO

Foto feito por este colunista em sua casa

Pense num Chá feladaputa

O Chá de Réstia é uma infusão feita a partir da raspa de parede, que leva uma réstia de Sol, vinda da brechinha do telhado sertanejo.

Você raspa o reboco da parede (melhor, a raspa de chão batido), que leva a réstia de sol, e pila bem pilado. Pega a porção de “um dedal” para o devido preparo e começa o procedimento.

Tira uma pitada do pó (com o dedo mindinho), e esfrega de meia-lua na bocada da venta, como se fosse um Maradona das Caatinga.

O restante, do dedal, o caba ferve em meio copo d’água, depois de abafado e amornado, bebe com fé-multiplicada e esperança na melhora.

PRONTO. Pense num remédio FELADAPUTA.

Esse Chá, entre muitos males,
Cura: Repentino colado,
Câimbra de sangue; inteiriça;
Cura a dor nos cambito;
Dor de espinhela caída
Dor de cadeira doída
Panzinamento de pança.

Cura também má do sono,
Que é viver com os ói grelado.
Cura drumença dos muque
Dor das amiga, puxado;
Trimilique, opilação;
Má de amarelidão
Sobrosso e sangue pisado.

Cura frouxidão dos nervos
Friviôco, brubuim.
Cura mentira de unha
Lundu, manzanza, pantim
Inchaço, má de gastura
Queimação e quebradura
Barrigada e farnizim.

O “Instituto FELADAPUTA de Medicina das Réstias”, tá vindo pesquisar, e a matutada anuncia:

O chá, ta vindo virado num num mói de coentro!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS BRICKMANN – SÃO PAULO-SP

Berto:

faz tempo que não recebo nenhuma mensagem da nossa Besta escrota.

Os leitores pararam de se manifestar?

Me esqueceram, porra!

Abração!!!

R. Grande (grande e pesado) Brickmann:

Esta gazeta escrota passou por uns desmantelos há algum tempo e algumas mudanças foram feitas.

Até no visual.

Depois de tudo ajeitado, algumas colunas foram retiradas, inclusive a sua. 

Será um prazer restabelecê-la.

Vamos reinaugurá-la assim que você me mandar material.

É um privilégio para este jornaleco safado receber a solicitação de um jornalista do seu porte pra voltar a se juntar ao nosso bando.

Um cabra lido em todo o Brasil e que assina a prestigiada página Chumbo Gordo.

Aqui dentro cabem todos, leves e pesados, esquerdas e direitas, doidos e normais, cegos e enxergadores.

Sugiro aos nossos leitores que conheçam um pouco de Carlos Brickmann clicando na linda carinha dele, está que está aí embaixo:

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

TRINITY – E OS FAROESTES ESPAGUETES DOS ANOS 60-70

Texto escrito em parceria com o especialista em filmes de faroeste D.Matt

Dedicamo-lo ao mestre da coluna SEGUNDA SEM LEI, Altamir Pinheiro

Imagem de cartaz do primeiro filme da franquia Trinity (1970)

Subgêneros dos filmes Westerns Spaghetti, os filmes da franquia Trinity transformaram o Velho Oeste em comedia pastelão no início dos anos setenta na Itália, com conteúdo humor e pancadaria, à semelhança dos Trapalhões no Brasil. Por trás da maioria desses filmes houve diretores promissores, que depois vieram a fazer filmes de faroeste clássico, como Sergio Corbucci, Enzo Barboni e Lucio Filci. Este último vindo a se tornar mestre em filme de terror. E Sergio Corbucci responsável pela obra-prima fantasmagórica do western spaghetti, DJANGO (1966), com o ator Franco Nero numa atuação memorável.

Surgido em pleno auge da contra-cultura, Trinity se apresentava como um típico hippie vagabundo, vestindo roupas velhas e rasgadas, coberto de poeira do deserto dos pés à cabeça. Para as longas travessias do Velho Oeste, ele usa uma “cama índia” (espécie de padiola), puxada pelo seu obediente cavalo.

O primeiro filme da série a estrear chamava-se Lo Chiamavano Trinita (1970), traduzido no Brasil para Meu Nome é Trinity, tendo como novidade o pistoleiro mais rápido do gatilho no Velho Oeste, Terence Hill, e seu parceiro brutamonte, Bud Spencer, que formaram uma dupla extremamente marcante do subgênero western spaghetti macarrônico.

Terence Hill, antes de fazer esses filmes de paródia western, teve um inicio bastante promissor e atuou com destaque no clássico do grande diretor Luciano Visconti, no elogiadíssimo filme “IL GATTOPARDO” que tem como astros principais, nada menos que Burt Lancaster, Alain Delon, Claudia Cardinale. Nesse filme Terrence Hill faz um personagem militar amigo do personagem interpretado pelo ator Alain Delon.

Caio Pedersoli e Mario Girotti, ou Terence Hill e But Spencer, respectivamente, para atuarem nos Trinity, adotaram nomes artísticos em inglês e atingiram um sucesso bastante significativo principalmente a partir da produção Trinity é Meu Nome (1970). A dupla seguiu atuando junto em diversos longas do faroeste macarrônico italiano, com uma sintonia que ultrapassava as telas e materializava a participação dos dois como parceiros insubstituíveis.

As paródias e versões cômicas no subgênero trouxeram um ar novo ao cinema italiano, mas de nada serviram para a continuidade do subgênero inspirado nos longas americanos. Mesmo sendo responsáveis por tornar a parceria dos atores internacionalmente conhecida, os filmes contavam cada vez mais com uma produção de baixa qualidade. Os longas perdiam suas características à medida que eram encharcados dehumor lugar-comum.

Os filmes foram se afastando do que inicialmente havia sido o spaghetti western que chegou a preocupar críticos por ameaçar o western tradicional. Os cômicos ainda atraíam multidões em busca dos títulos de faroeste italiano, mas, com o passar dos anos, nenhum desses longas se tornou um verdadeiro clássico, como os de Sergio Leone ou Sergio Corbucci. Se nos anos de glória do subgênero – entre 1966 e 1971 – se produziram mais de 70 longas, no ano de 1973 apenas dois filmes foram lançados.

O certo é que os faroestes macarrônicos, ou western movies, tiveram seu apogeu a partir de 1970 quando foi lançado Trinity é Meu Nome, que alcançou grande sucesso de público e bilheteria.

Depois do grande sucesso de Chamam-me Trinity os italianos lançaram outro longa metragem com a mesma dupla Terence Hill e Bud Spencer vivendo os mesmos personagens da fita anterior em outra sátira de morrer de rir, com o diretor ENZO BARBONI, que fazia uma paródia atacando e destruindo os velhos mitos do Velho Oeste, de pistoleiros a jogadores. Bem mais engraçada que a anterior, este Trinity não deixa nada sem deboche e extasia de tanto rir a dupla Terencer Hill e Bud Spencer, que esbanja simpatia.

Trinity, Terence Hill, é um andarilho e pistoleiro que acaba chegando à cidade na qual Bambino (Bud Spencer), seu irmão e ladrão, está disfarçado, atuando como Xerife local. Eles tentam passar despercebidos mas tudo dá errado quando se envolvem em um conflito de terras entre um grupo de mórmons e um grande barão local, que deseja se apropriar dos territórios dos colonos.

Estima-se que nos anos 1970 foram produzidos dezenas de filmes com a marca Trinity, mas apenas dois ultrapassaram as fronteiras da Itália com crítica e público favoráveis: “Trinity é Meu Nome” (1970) e “Trinity Ainda é Meu Nome” (1971), ambos dirigidos por Enzo Barboni, pseudônimo de E.B. Clucher, tendo como atores principais a dupla de grande popularidade Terence Hill e Bud Spencer. Mas depois foram perdendo público e crítica pela baixa qualidade das produções, baixo orçamento e falta de criatividade dos realizadores. Sua arte inovadora deu lugar a histórias fáceis e sem graça.

Clique aqui para assistir Trinity é meu Nome. Primeiro filme completo da série.

CHARGE DO SPONHOLZ