DEU NO TWITTER

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ALEXANDRE GARCIA

DEU NO JORNAL

ESTRANHO. MUITO ESTRANHO…

Segundo o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, a Polícia Civil do Rio garante que “não há nenhuma participação da família Bolsonaro” no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

“Não tem nenhuma participação da família Bolsonaro nesse evento. Não temos indício dessa família no caso. Temos certeza de que não há participação”, disse o delegado.

Como noticiamos mais cedo, o cabo do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa foi preso nesta quarta-feira. Ele é acusado de ser cúmplice dos assassinos de Marielle – os policiais Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz.

* * *

Nada de novo.

Quem enxerga as coisas e não sofre das vistas, já sabia disso.

O extraordinário mesmo foi a notícia ter sido dada pelo Antagonista, um expoente da mídia anti-governo-em-tudo.

Que danado tá acontecendo???!!!

Como foi comentado no Twitter, “Enviem lenços. Essa notícia vai entristecer muitas redações de jornais e de emissoras de TV.”

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO TWITTER

SE ELA QUISER, TEM VAGA PRA TRABALHAR NO JBF

A PALAVRA DO EDITOR

DEPENDENTES

Aviso aos senhores dependentes e viciados que esta gazeta escrota será atualizada normalmente hoje à tarde.

Não precisa ninguém ficar desesperado com a escassez de besteiras que foram postadas hoje pela manhã.

Calma, calma…

Assim que eu chegar da rua vamos voltar à rotina normal.

Uma excelente quarta-feira pra todos vocês.

PERCIVAL PUGGINA

A FRAUDE INTELECTUAL DOS “ANTIFASCISTAS”

Quando penso que se abre alguma fresta para o bom senso, eis que parte da grande mídia brasileira compra, por vinte centavos, a fraude intelectual dos antifas, ou seja, dos autorrotulados antifascistas.

Admito que o estudo da História no ambiente acadêmico e, em particular, na preparação dos jovens jornalistas ande ideologicamente comprometido. Percebo, também, que uma das cláusulas desse pacto é a de explorar, em cada evento histórico, a narrativa mais conveniente sob o ponto de vista político. Trata-se de um compromisso que exige imensos esforços de dissimulação e manipulação. Quer saber o tamanho disso? É mais ou menos o que custaria esconder sob um tapete bordado uma centena de gulags soviéticos onde milhões de prisioneiros foram jogados, viveram e morreram sob a acusação de serem… fascistas.

Já no final dos anos 1920, entre os comunistas de vários países europeus, o adjetivo fascista era largamente utilizado inclusive para designar facções internas do próprio movimento ou forma de empacotar e mandar para o outro mundo toda dissidência. Foi assim em relação aos russos Brancos, durante a consolidação do domínio soviético. O Partido Comunista da Alemanha usava o conceito até para os sociais-democratas, chamados de sociais-fascistas. Os nazistas alemães eram chamados fascistas até a assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop (1939) quando a formação do acordo entre a Rússia comunista e a Alemanha nazista levou Stalin a difundir uma visão positiva do regime de Hitler. Tudo mudou dois anos depois quando o monstro alemão rasgou o pacto e invadiu a União Soviética. A partir daí, toda conduta antagônica ao comunismo, ficou sob o qualificativo fascista.

Para a cartilha marxista-leninista o fascismo era a fase final da “inevitável crise do capitalismo”. Sob Stalin, a exemplo de toda divergência a ele, Trotsky era fascista. Todos os países de economias livres eram, igualmente, assim declarados e continuam sendo assim definidos pelos comunistas que neles atuam e se expressam politicamente. Sem exceção, foram ditos fascistas todos os movimentos liberais na segunda metade do século passado – Primavera Húngara (1956), Primavera de Praga (1968), a revolta da Praça da Paz Celestial (1989), as Revoluções de 1989 (Outono das Nações) e as dezenas de mobilizações liberais entre 1989 e 1991.

Aliás, é muito pouco referido o fato de que o famoso Muro de Berlim, construído pelo lado comunista da Alemanha para impedir seus cidadãos de fugirem para a liberdade, era chamado pelos hipócritas que o construíram de Muro de Proteção Antifascista (Antifaschistischer Schutzwall).

Punto e basta! Continuar demonstrando o óbvio seria soterrar este texto, desnecessariamente, com evidências. O epíteto fascista caracteriza muito mais objetivamente a pessoa que dele faz uso do que a pessoa a quem é imputado. Nove décadas de história mostram inequivocamente que quem o utiliza se autodefine como comunista. Desconhecer tal fato não é cascata nem catarata. É cegueira, mesmo.

Portanto, como pode alguém levar a sério a natureza democrática dos antifas? Como aceitar que certos eventos sejam apresentados à nação como antifascistas, ou reconhecidos como Movimento pela Democracia quando seus membros se dedicam a distribuir o adjetivo fascista àqueles a quem se opõem?

Difícil encontrar hoje maior evidência de desonestidade intelectual, mormente entre quem tem a missão de bem informar! Por fim, como exercer a cidadania sem avaliar cuidadosamente os movimentos em ambos os lados da cena política real?

DEU NO TWITTER

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

PROTESTOS

Finalmente, a humanidade resolveu botar pra fora aquela coisa que tava engasgada na goela. Em todo canto do mundo rola manifestações, nos mais diversos idiomas, inglês, francês, japonês, mandarim, italiano, na língua russa e principalmente em português. A galera se une num só estribilho. Justiça.

Mesmo girando a toda velocidade, o mundo quer paz, justiça, calma, paciência e proteção. As pessoas, independente de cultura e comportamento, sonham com sossego, ordem, e menor depredação e violência.

A questão, agora pública, viralizou tanto que até o Papa Francisco resolveu intervir, emitindo opinião: “Não é hora de olhar as indiferenças e ficar calado”. Realmente, o momento pede irmandade e reação para exigir menos ganância e mais ação para evitar a depredação do ecossistema.

De uns tempos pra cá, o mundo demonstra ter perdido a paciência. Por isso, faz explodir revoltas pelo globo terrestre. No ano passado, as estatísticas registraram várias manifestações de conflitos populares.

Na Bolívia, o povo afrontou a polícia por causa de manipulação de urnas, depois que a oposição rejeitou o resultado das eleições de outubro de 2019. Desconfiada de fraudes, que garantiu a quarta reeleição consecutiva de Evo Morales, o país entrou em crise política, que forçou a renúncia do presidente eleito.

No Chile, o caos tomou contas das ruas centrais de Santiago. O povo, insatisfeito com a majoração no preço das passagens, tocou fogo em ônibus, saqueou lojas. A situação ficou tão preta que o presidente da época não teve outra saída, senão declarar estado de emergência.

No Equador, em virtude do cancelamento dos subsidio aos combustíveis, vigente há décadas, a população provocou violentos distúrbios. O motivo da maior crise dos últimos doze anos no país, foi consequência de severas medidas econômicas recomendadas pelo FMI.

Todavia, a onda de protestos não se restringiu apenas à América do Sul. Hong Kong, também enfrentou momentos de distúrbios no ano passado que culminaram em greve geral nos transportes públicos e nos voos internacionais. No aeroporto local, um dos mais movimentados do mundo, a coisa pegou fogo. Os tumultos, generalizados, de tão dramáticos, perturbaram a lei e a ordem no país por um bom tempo.

Também em 2019, em virtude globalização, o pau cantou feio nas ruas de Beirute, durante dois meses, em consequência do colapso que atacou a economia do Líbano. Em confrontos violentos, se enfrentaram os manifestantes e jovens de partidos políticos. A ira popular explodiu, por causa da rejeição do acréscimo de menos de um real na tarifa do WhatsApp.

Mas, neste ano, de 2020, os protestos se multiplicam absurdamente por todos os cantos do planeta. Dois fatos repercutem intensamente. O racismo e a violência policial. Nem a pandemia do coronavírus impedem de os distúrbios se espalhar por aí afora.

Na França, a morte do jovem negro francês, Adama Traoré, ocorrida há quatro anos, de forma também brutal, foi o estopim para reunir mais de 20 mil pessoas no Norte francês e deflagrar um tremendo confronto.

Na Austrália, a causa de manifestações de protestos foi o preconceito contra os aborígenes. De máscaras, os manifestantes protestavam respeitando a distância regulamentar, em obediência às medidas de prevenção contra o Covid-19.

No Reino Unido, bastou o Parlamento britânico suspender as atividades, conforme autorização concedida pela rainha Elizabeth 2ª, como chefe e Estado, para gerar discordâncias. Os manifestantes, sob o slogan “de assalto à democracia”, pediram a renúncia do primeiro ministro britânico, Boris Johnson.

A morte, de forma cruel e desumana do norte-americano, George Floyd, 46 anos, em Minneapolis, no estado de Minnesota, abriu a boca do furacão. O interessante é que os protestos antirracistas varreram o mundo. Avançaram em vários países, Alemanha, Inglaterra, Canadá. México, Bélgica, Espanha e Portugal. A rejeição à truculência policial é crescente entre os ativistas.

A frase dita por Floyd, deitado no chão, e sem poder de reação, “Não consigo respirar” permanece no ouvido dos manifestantes que não se conformam com a barbaridade policial. Até os italianos, inconformados, se reuniram na Piazza del Popolo, Roma, e de punho erguido, berravam “Sem Justiça, não há paz”.

No Brasil, o caso de maior repercussão no momento ainda é o de Miguel Otávio Santana da Silva, menino de cinco anos, filho da doméstica do apartamento do prefeito de Tamandaré, que morreu, no dia 3 passado, após cair do nono andar do prédio onde mora a família do gestor municipal da famosa cidade do litoral sul de Pernambuco.

O lado triste da ocorrência. Por causa da pandemia, a mãe, a doméstica Mirtes, teve de trazer o filho para o trabalho na capital pernambucana, Recife. As duas cidades são distantes uma da outra por 104 quilômetros.

Lamentável, também é o disparate. Enquanto a mãe da criança teve de ir passear com o cachorro dos patrões, na rua, o menino ficou sob os cuidados da patroa. Então, por descuido, aconteceu o lamentável imprevisto. E a sociedade, unida, clama por Justiça.