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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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ESTRANHO. MUITO ESTRANHO…

Segundo o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, a Polícia Civil do Rio garante que “não há nenhuma participação da família Bolsonaro” no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

“Não tem nenhuma participação da família Bolsonaro nesse evento. Não temos indício dessa família no caso. Temos certeza de que não há participação”, disse o delegado.

Como noticiamos mais cedo, o cabo do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa foi preso nesta quarta-feira. Ele é acusado de ser cúmplice dos assassinos de Marielle – os policiais Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz.

* * *

Nada de novo.

Quem enxerga as coisas e não sofre das vistas, já sabia disso.

O extraordinário mesmo foi a notícia ter sido dada pelo Antagonista, um expoente da mídia anti-governo-em-tudo.

Que danado tá acontecendo???!!!

Como foi comentado no Twitter, “Enviem lenços. Essa notícia vai entristecer muitas redações de jornais e de emissoras de TV.”

COLUNA DO BERNARDO

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SE ELA QUISER, TEM VAGA PRA TRABALHAR NO JBF

A PALAVRA DO EDITOR

DEPENDENTES

Aviso aos senhores dependentes e viciados que esta gazeta escrota será atualizada normalmente hoje à tarde.

Não precisa ninguém ficar desesperado com a escassez de besteiras que foram postadas hoje pela manhã.

Calma, calma…

Assim que eu chegar da rua vamos voltar à rotina normal.

Uma excelente quarta-feira pra todos vocês.

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A PALAVRA DO EDITOR

PROTESTOS

Finalmente, a humanidade resolveu botar pra fora aquela coisa que tava engasgada na goela. Em todo canto do mundo rola manifestações, nos mais diversos idiomas, inglês, francês, japonês, mandarim, italiano, na língua russa e principalmente em português. A galera se une num só estribilho. Justiça.

Mesmo girando a toda velocidade, o mundo quer paz, justiça, calma, paciência e proteção. As pessoas, independente de cultura e comportamento, sonham com sossego, ordem, e menor depredação e violência.

A questão, agora pública, viralizou tanto que até o Papa Francisco resolveu intervir, emitindo opinião: “Não é hora de olhar as indiferenças e ficar calado”. Realmente, o momento pede irmandade e reação para exigir menos ganância e mais ação para evitar a depredação do ecossistema.

De uns tempos pra cá, o mundo demonstra ter perdido a paciência. Por isso, faz explodir revoltas pelo globo terrestre. No ano passado, as estatísticas registraram várias manifestações de conflitos populares.

Na Bolívia, o povo afrontou a polícia por causa de manipulação de urnas, depois que a oposição rejeitou o resultado das eleições de outubro de 2019. Desconfiada de fraudes, que garantiu a quarta reeleição consecutiva de Evo Morales, o país entrou em crise política, que forçou a renúncia do presidente eleito.

No Chile, o caos tomou contas das ruas centrais de Santiago. O povo, insatisfeito com a majoração no preço das passagens, tocou fogo em ônibus, saqueou lojas. A situação ficou tão preta que o presidente da época não teve outra saída, senão declarar estado de emergência.

No Equador, em virtude do cancelamento dos subsidio aos combustíveis, vigente há décadas, a população provocou violentos distúrbios. O motivo da maior crise dos últimos doze anos no país, foi consequência de severas medidas econômicas recomendadas pelo FMI.

Todavia, a onda de protestos não se restringiu apenas à América do Sul. Hong Kong, também enfrentou momentos de distúrbios no ano passado que culminaram em greve geral nos transportes públicos e nos voos internacionais. No aeroporto local, um dos mais movimentados do mundo, a coisa pegou fogo. Os tumultos, generalizados, de tão dramáticos, perturbaram a lei e a ordem no país por um bom tempo.

Também em 2019, em virtude globalização, o pau cantou feio nas ruas de Beirute, durante dois meses, em consequência do colapso que atacou a economia do Líbano. Em confrontos violentos, se enfrentaram os manifestantes e jovens de partidos políticos. A ira popular explodiu, por causa da rejeição do acréscimo de menos de um real na tarifa do WhatsApp.

Mas, neste ano, de 2020, os protestos se multiplicam absurdamente por todos os cantos do planeta. Dois fatos repercutem intensamente. O racismo e a violência policial. Nem a pandemia do coronavírus impedem de os distúrbios se espalhar por aí afora.

Na França, a morte do jovem negro francês, Adama Traoré, ocorrida há quatro anos, de forma também brutal, foi o estopim para reunir mais de 20 mil pessoas no Norte francês e deflagrar um tremendo confronto.

Na Austrália, a causa de manifestações de protestos foi o preconceito contra os aborígenes. De máscaras, os manifestantes protestavam respeitando a distância regulamentar, em obediência às medidas de prevenção contra o Covid-19.

No Reino Unido, bastou o Parlamento britânico suspender as atividades, conforme autorização concedida pela rainha Elizabeth 2ª, como chefe e Estado, para gerar discordâncias. Os manifestantes, sob o slogan “de assalto à democracia”, pediram a renúncia do primeiro ministro britânico, Boris Johnson.

A morte, de forma cruel e desumana do norte-americano, George Floyd, 46 anos, em Minneapolis, no estado de Minnesota, abriu a boca do furacão. O interessante é que os protestos antirracistas varreram o mundo. Avançaram em vários países, Alemanha, Inglaterra, Canadá. México, Bélgica, Espanha e Portugal. A rejeição à truculência policial é crescente entre os ativistas.

A frase dita por Floyd, deitado no chão, e sem poder de reação, “Não consigo respirar” permanece no ouvido dos manifestantes que não se conformam com a barbaridade policial. Até os italianos, inconformados, se reuniram na Piazza del Popolo, Roma, e de punho erguido, berravam “Sem Justiça, não há paz”.

No Brasil, o caso de maior repercussão no momento ainda é o de Miguel Otávio Santana da Silva, menino de cinco anos, filho da doméstica do apartamento do prefeito de Tamandaré, que morreu, no dia 3 passado, após cair do nono andar do prédio onde mora a família do gestor municipal da famosa cidade do litoral sul de Pernambuco.

O lado triste da ocorrência. Por causa da pandemia, a mãe, a doméstica Mirtes, teve de trazer o filho para o trabalho na capital pernambucana, Recife. As duas cidades são distantes uma da outra por 104 quilômetros.

Lamentável, também é o disparate. Enquanto a mãe da criança teve de ir passear com o cachorro dos patrões, na rua, o menino ficou sob os cuidados da patroa. Então, por descuido, aconteceu o lamentável imprevisto. E a sociedade, unida, clama por Justiça.

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