PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

AS POMBAS – Raimundo Correia

Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada…

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada…

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais…

Raimundo da Mota de Azevedo Correia, São Luís-MA (1859-1911)

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COLUNA DO BERNARDO

DEU NO JORNAL

O CANTO DO CISNE

Henrique Cordova

O Supremo Tribunal Federal, alheio às suas funções constitucionais, através do protagonismo individual de alguns de seus integrantes claramente marcado pela ideologia que os domina e com a qual homenageiam os que os indicaram para a suprema judicatura, está empurrando o Brasil para uma iminente disrupção institucional.

São decisões monocráticas temerárias, quando não provocativas e sem fundamentação jurídica sistêmica, destinadas a confrontar o Poder Executivo no uso de suas atribuições consagradas histórica e legalmente.

Só a resiliência de um Presidente com convicções democráticas arraigadas e seu espírito de tolerância, que contrastam com seu temperamento, permitem-lhe assimilar os golpes baixos oriundos da Suprema Corte, que visa defenestrá-lo da Presidência da República, e que já impõe aos brasileiros a mais odiosa das ditaduras a pretexto de, cinicamente, defender a democracia.

Como se não bastassem as decisões reprocháveis, perigosas e arrogantes do Ministro Alexandre de Morais, vemos o “decano” Celso de Melo, no apagar das luzes de sua judicatura, esmerar-se na produção das mais arcaicas formas de agressão ao Direito, ao País e à autoridade suprema do Brasil, escolhida em eleições limpas pelo povo brasileiro, que merece o respeito de todos, inclusive dos nomeados, muitas vezes sem méritos, pelos que ocuparam o mesmo cargo de Jair Bolsonaro.

Mas, Celso de Melo é conhecido, à saciedade, por quantos acompanham sua história menos lustral que sombria e credora de qualificações indignas de serem invocadas, em homenagem ao lusco-fusco de seu definitivo crepúsculo.

É lamentável que ele encerre, pelo decurso de seu tempo, melancolicamente, a carreira de magistrado, sob o som das trombetas de uma mídia pobre e podre, mais podre que pobre, mas que soa como música aos seus vaidosos ouvidos e faz com que seu pescoço se alongue, em forma de interrogação invertida, como se perguntasse ao passado por que tudo não foi diferente.

Pensa, o Ministro Celso de Melo, que suas últimas manifestações de exacerbado ódio ao Presidente da República o salvarão do chicote da História. Comovente engano.

Quem, como ele, rende homenagens à mídia oportunista e paga o preço da ilusão com o sacrifício dos fatos penará, no mundo da memória, como alma desvalida, infelizmente.

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COMENTÁRIOS SELECIONADOS

A VERDADE NUA, CRUA E VERMÊIA-ISTRELADA

Comentário sobre a postagem O ARROCHO TÁ SÓ AUMENTANDO

Gonzaga:

Prezado editor.

Sobre Fakes News, pediria a seu competente Departamento Arquivístico, gerenciado pela Chuplicleide, se possível recuperar um vídeo.

Aquele vídeo em que o Lularapio conta pra imprensa como ele estima o número de crianças de ruas no Brasil.

Uma pérola da verdade petista.

* * *

O leitor pediu apenas um vídeo.

Mas a generosa Chupicleide botou logo dois.

Dois vídeos sobre os quais o luleiro Ceguinho Teimoso sempre manteve prudente silêncio.

DEU NO JORNAL

REPUBLIQUETA FEDERATIVA DE BANÂNIA

A liminar do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, a pedido do Partido Socialista Brasileiro, proibindo operações policiais em favelas do Rio de Janeiro durante a pandemia, provocou indignação entre policiais que arriscam a vida enfrentando o crime organizado.

A impressão é que foi criado uma espécie de “protetorado do tráfico”, onde o poder público está impedido de fazer operações policiais contra bandidos por longo período.

O ministro da Justiça, André Mendonça, avaliou a decisão como preocupante. Segundo a assessoria, ele vai solicitar uma avaliação do impacto da decisão sobre a vida do cidadão e das políticas de segurança aos órgãos de segurança pública do Ministério e do Estado do Rio de Janeiro.

A pandemia pode durar meses no Brasil, talvez até 2022. A decisão de Fachin veda operações policiais nas favelas enquanto houver covid-19.

A doença impede a polícia de fazer seu trabalho, mas não os bandidos, que estão livres para atuar.

Não há precedentes na História.

Questionado, o PSB não contou a serviço de que ou de quem está sua inciativa.

Fachin também não explicou o prazo vago da sua liminar.

Esse “salvo-conduto” sem prazo para acabar, que proíbe a polícia de agir no morro, foi celebrada em bailes funk com vivas às gangues do tráfico.

* * *

Terça-feira e o dia amanheceu chuvoso aqui no Recife.

Não vou fazer comentários sobre esta notícia aí de cima.

Deixo essa tarefa a critério dos leitores.

Vou apenas fechar esta postagem repetindo um vídeo que já foi publicado nesta gazeta escrota anteontem.

Bom dia pra todos vocês.

FALA, BÁRBARA !

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ALEXANDRE GARCIA