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O CHEFE CONVOCOU E ELES FORAM

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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ADIVINHAÇÃO – Bocage

É pau, é rei dos paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser árvore de figo,
Da glande o fruto tem, sem se sobreiro:

Verga, e não quebra, como zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
Branco às vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:

À roda da raiz produz carqueja;
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!

Para carvalho ser falta-lhe um V;
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar meta-o no cu.

Manuel Maria Barbosa du Bocage, Setubal, Portugal (1765-1805)

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OS CONSUMIDORES FICARAM FRUSTRADOS

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O diretório nacional do PT deveria soltar uma nota condenando este escandaloso atentado à liberdade de comércio, praticado contra o filho de um parlamentar do partido.

Isto é um abuso contra a livre iniciativa.

Pura perseguição político-ideológica, pra evitar que o esforçado empresário tranficanteiro gravasse a tal da live contra o imoral presidente pornofônico.

Sem sanduíche de mortadela e sem maconha, o sofrimento vai ser grande em muitos grupos de esforçados militantes.

Fiquei morrendo de pena dos consumidores privados de sua mercadoria.

Pobres maconheiros desabastecidos….

E me lembrei do meu conterrâneo Sikêra Júnior:

DEU NO JORNAL

FAKE NEWS – MODO DE USAR

Guilherme Fiuza

– Você é do gabinete do ódio?

– Sou. E você?

– Gabinete do amor.

– Ah, que sorte.

– Pois é. Por que você não vem pra cá?

– Ué, me convida que eu vou.

– Você tem experiência?

– De amor?

– É.

– Não. Só de ódio.

– Ah, então não dá. Que pena.

– É. Imaginei.

– Mas tenta uma formação, tem uns cursos bons por aí.

– Se eu conseguir um certificado, será que consigo entrar no gabinete do amor como estagiário?

– Depende. Você vai ter que passar por um processo seletivo.

– É muito difícil?

– Vão te fazer umas perguntas sobre fake news. Se você der as respostas certas, tá dentro.

– Show. Vou começar a estudar.

– E joga fora tudo que você aprendeu no gabinete do ódio. Nada vai servir pra cá.

– Isso é que me deixa tenso. Será que eu vou conseguir uma mudança tão radical?

– Tudo é bom senso. Se você tiver bom senso, a transformação vem naturalmente.

– Quero muito isso. Será que você pode ir me dando umas dicas?

– Que dicas?

– Do que eu respondo no processo seletivo.

– Sobre fake news?

– É. Só uma ideia geral.

– Bom: em primeiro lugar, você precisa ser capaz de checar fatos.

– Aí é que o bicho pega. Não entendo nada disso.

– Não é difícil. Um bom começo é você ir separando as fontes confiáveis.

– Pode dar um exemplo?

– Ah, tem vários. O STF, por exemplo.

– Como assim?

– Não é uma bíblia, mas é um bom guia. Se o Alexandre de Moraes, por exemplo, disser que o Dias Toffoli não é o amigo do amigo do meu pai, é porque não é.

– Seu pai?

– Não, querido. O pai do Marcelo Odebrecht.

– Ah, tá. No caso, então, fake news seria dizer que o Toffoli era conhecido na Odebrecht como amigo do Lula.

– Exatamente.

– Se eu responder isso, consigo vaga no gabinete do amor?

– Não só isso. O processo seletivo é rigoroso.

– Pode dar outro exemplo de fonte confiável?

– Não posso falar muito. Mas vou te deixar alguns nomes-chave.

– Obrigado.

– Pensa sempre em Rodrigo Maia, Randolfe, Molon, Wyllys, Ciro Gomes…

– Como referência de fake news?

– Não. De verdade.

– Ah, tá. É que no gabinete do ódio é tudo ao contrário.

– Claro. O ódio é o contrário do amor.

– Isso. Eu devia ter deduzido.

– Não se preocupe. Você vai recuperar capacidade de dedução quando parar de odiar.

– Sério?

– Científico. Segundo a OMS e o Instituto Butantã, cerca de 90% dos…

– Espera. Já estou com informação demais. Vou começar a me confundir.

– Tudo bem, eu entendo. Aqui no gabinete do amor você vai conseguir armazenar muito mais.

– Na nuvem?

– Nas nuvens.

– Que lindo. Então você acha mesmo que tenho chance?

– Não sei. Precisaria fazer um teste pra verificar o seu potencial.

– Tudo bem, pode fazer.

– Ok. Me responde o seguinte: o que há em comum entre o impeachment da Dilma e a eleição do Bolsonaro?

– Foi golpe.

– Perfeito! Como você captou com tanta exatidão?

– Segui a lógica. É tudo ao contrário do que eu achava, né?

– Exato. Você tem chance. Só faltou uma coisa.

– O quê?

– A pronúncia. O certo é gópi.

– Ok. Também faltou te dizer uma coisa.

– O quê?

– Enfia esse gópi no…

– Êpa! Calma aí! Tá pensando que isso aqui é gabinete do ódio?

– Não. Isso foi uma declaração de amor.

CHARGE DO SPONHOLZ

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

CARANGUEJO IDEOLÓGICO

Sempre procuro escrever assuntos diversificados, curiosidades e amenidades humorísticas em minha modesta coluna aqui no JBF. De temas políticos, tenho tangenciado o quanto posso, até porque é “pau que rola” em amplo espaço aqui na sagrada gazeta (dita escrota). Por isso, não pretendo dar palpite em seara alheia, dominada por doutos escribas.

Mesmo assim, não pude me furtar de tecer algumas observações sobre um assunto tão presente em nosso cotidiano. Afinal, me vi compelido ao que afiançou Aristóteles, quando preceituou ser o homem, um animal político.

Pode ser que eu esteja enganado, mas, do que pude observar no trilhar da política nacional, existe um boicote arquitetado para obstruir, digamos, o sucesso do opositor, procurando dessa forma, desgastar o adversário para desacreditá-lo perante a população. Mesmo se essas ações forem para beneficiar a grande massa dos que habitam pindorama.

MENTALIDADE DE CARANGUEJO

Indubitável que o mundo politico anda completamente contaminado pela “mentalidade de caranguejo”. O termo é corrente no universo corporativo para designar pessoas que se dispõem em puxar para baixo, aquele que busca sair do abismo, balde ou buraco em que está metido. No viés desta metáfora, terceiros impedem que aquele consiga sair daquela situação. Do buraco. “se eu não consigo, não permitirei que logre êxito também”.

A alegoria pode até parecer exagerada, mas os números(os danados dos números) não nos deixam mentir. Já dizia o gênio Albert Einstein que “a Matemática não mente. Mente quem faz mau uso dela”. E, como uma raça de News Mazombos ou apátridas, procuram turvar os números escancarados, como uma forma de justificar seus “anseios”, por meio de uma ciência (política) que nada tem de exata, como a matemática o é.

Ao remoer suas frustrações eleitorais, inaceitáveis, fazem com que a parte vencida não consiga digerir em ser dirigido (que trocadilho, em?) pela parte antagônica vencedora. Para essas mentalidades, Inútil que se conclame Thomas Hobbes, Johannes Althusius ou Maquiavel. Seus tratados e teses tomam o caminho do lixo. Advindo daí, a referida síndrome, em que o problema não está necessariamente no sucesso do outro, e sim na sensação de inferioridade sentida com o êxito alheio. Há de se insurgir, então.

A MATEMÁTICA POLÍTICA

Alhures invoquei a matemática que, em seu bojo, arrasta consigo à tiracolo, a estatística. Demonstrando matematicamente que, congressistas, judiciário (STF especialmente) e mídia em geral, pactuados, promovem “diuturna e noturnamente” (vixemaria!!!), como num grande mutirão, uma avalanche de atividades contra toda e qualquer espécie de iniciativa do governo. Obstruir a governabilidade é uma espécie de tática “terrorista parlamentar” impactante. Zé Dirceu sempre foi mestre em obstruir pautas no congresso. Com a cumplicidade do aparelhado STF, então, ficou tudo mais fácil ainda.

Vejam os dados (estatísticos) comparativos, em ralação a governos anteriores:

MEDIDAS PROVISÓRIAS EDITADAS PELO PRESIDENTE – Precisam ser, em até 120 dias, aprovadas na Câmara e Senado. Do contrario caducam.

Lula I (2003) – 58
Lula II (2007) – 70
Dilma I (2011) – 36
Dilma II (2015) – 43
Bolsonaro (2019) – 48

APROVAÇÃO DESSAS MEDIDAS PROVISÓRIAS – Porcentagem de aprovação de MPs

Lula I – 65%
Lula II – 70%
Dilma I – 39%
Dilma II – 39%
Bolsonaro – 23%* *até o dia 24 de dezembro de 2019

DERRUBADA DE VETOS – O congresso aprovando uma lei, o presidente pode vetar certas partes dela, ou tudo. Mas o Congresso tem a palavra final e pode derrubar esses vetos.

Porcentagem de vetos presidenciais derrubados pelo Congresso

FHC – 1,6%
Lula – 0%
Dilma – 0%
Temer – 6,5%
Bolsonaro – 29% * 2019

NÚMERO DE ADIS – AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE – sofridas pelo Executivo

ADIS – é quando se pede ao STF dizer se aquela lei ou ato normativo fere a Constituição.

Lula – 5
Dilma – 2
Temer – 14
Bolsonaro – 58 *2019 (Dúvidas??????)

Fonte: ESTADÃO

FREUD EXPLICA?

Por mais incrível que pareça, para a psicologia, tal comportamento (de caranguejo) não é deliberadamente consciente e nem pré-determinado. (???) “vou ali azucrinar e atrapalhar fulano”. Segunda a psicologia, não é assim que ocorre. O mecanismo é inconsciente, acontece de forma natural e vem disfarçado de críticas, desdém, desencorajamento, psicologia do medo, desmerecimento, sarcasmo, comentários opressores.” Ora! Se a psicologia vier a frequentar esta ardilosa escola da faculdade política, não só será reprovada, como será ferida de morte. No universo politico, este comportamento é inteiramente consciente, planejado, delineado e estruturado.

Pois, a sutileza por lá, não faz morada. É intencional mesmo. Tem plena consciência de que matar um elefante é fácil, difícil é ocultar seu cadáver.

O OVO DA SERPENTE E O CARANGUEJO UNIVERSAL

Embora ocorra em todo mundo, a indigitada síndrome está bem aqui perto. Projete enveredar qualquer empreendimento. Um negócio, fazer um curso, estudar um novo idioma, mudar de emprego, seguir uma dieta, fazer exercícios físicos. Logo, logo começam a aparecer os arautos do fracasso, procurando dissuadir você com argumentos desanimadores.

Assim é no mundo político. Em Cuba, o general Raul Castro disse que não será permitido que eventuais atividades econômicas “não-estatais” levem a uma “concentração de riqueza”. Ou seja: zero sutileza e com a carcaça do paquiderme ali, bem à mostra.

Na China, temos o exemplo de um dos lemas de Mao Tsé- Tunga: “Devemos apoiar tudo que o inimigo combate, e combater tudo o que o inimigo apóia”. Tal assertiva nos remete a um lugar bastante conhecido, o qual não me atrevo a apostar com o caro leitor qual seja. Qualquer semelhança… . Em rota de colisão com seu conterrâneo, Deng Xiaoping sofreu, mas conseguiu mudar essa mentalidade em seu pais ao emplacar reformas econômicas que fizeram a China dar um salto extraordinário na qualidade de vida do seu povo. Lema por ele adotado: “enriquecer é glorioso”. Hoje é a 2ª maior economia do planeta. Maior ainda é a multiplicação de ex-maoistas por este mundo afora.

Por aqui, sem desatrelar do tema, ainda ecoa o embate da metáfora do ‘homem-caranguejo’ de Josué de Castro, se referindo a uma insólita espécie de homem que habitava os mangues. E mais recentemente, desembocando para a letra da música Antene-se, composição de Chico Science, onde alegoricamente ele diz que o homem do mangue “É só uma cabeça equilibrada em cima do corpo” Sou Mangueboy!

Mas aí, são outros quinhentos!

DEU NO JORNAL

PERDENDO O SONO

O ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) afirmou que não perde o sono com a ameaça de “impeachment” por partidos de oposição.

“Perco o sono quando sinto dores nas costas”, diz ele.

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E eu só perco o sono quando me dá vontade de mijar de madrugada.

Levanto puto, mijo e vou me deitar.

Durmo e torno a levantar na próxima vontade de mijar.

Coisa dum cabra véio mesmo: quanto mais a idade avança, mais eu mijo.

Essa madrugada eu contabilizei seis mijadas.

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E, em falando do General Heleno, esta postagem já estava pronta quando vi esta cacetada que ele acabou de dar na grande mídia oposicionista e golpista, que detesta conviver com a democracia.

Aquela mídia que é porta-voz dos derrotados. Porta-voz daquele bando que não se conforma com a pica de 57.797.847 de centímetros que levou no olho do furico nas últimas eleições presidenciais.

Vejam:

DEU NO JORNAL