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A PALAVRA DO EDITOR

AUGUSTO NUNES

ME ENGANA QUE EU GOSTO

Lula jura que só foi preso porque quis

“Hoje é uma data simbólica. Há exatamente dois anos, mais ou menos nesse horário, eu estava me entregando na Polícia Federal em Curitiba. Tomei a decisão de me entregar pra provar que o Moro e a Força Tarefa da Lava Jato eram mentirosos. Provamos. E vamos provar muita coisa ainda”.

Lula, no Twitter, jurando que se entregou na Polícia Federal para “provar que o Moro e a Força Tarefa da Lava Jato eram mentirosos” — e não porque havia sido condenado em segunda instância a quase 20 anos de cadeia — e que está em liberdade porque conseguiu provar alguma coisa — e não pela falta de vergonha na cara de alguns membros do STF.

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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CONTRASTE – Padre Antônio Tomás

Quando partimos, no verdor dos anos,
Da vida pela estrada florescente,
As esperanças vão conosco à frente
E vão ficando atrás os desenganos.

Rindo e cantando, céleres e ufanos,
Vamos marchando descuidosamente…
Eis que chega a velhice, de repente,
Desfazendo ilusões, matando enganos.

Então nós enxergamos claramente
Como a existência é rápida e falaz
E vemos que sucede, exatamente,

O contrário dos tempos de rapaz:
– Os desenganos vão conosco à frente
E as esperanças vão ficando atrás.

Padre Antonio Tomás, Acaraú-CE (1868-1941)

PERCIVAL PUGGINA

AOS ELEITORES DE BOLSONARO

O ano de 2020 começou para todos os brasileiros com uma convergência de infortúnios. Uma assustadora pandemia. Uma crise de governabilidade (o governo se recusou a comprar maioria parlamentar). Uma crise econômica e fiscal (quase sem recursos disponíveis para atender demandas súbitas e urgentes da sociedade, que empobrece a cada volta do relógio, o governo precisou criar um “orçamento de guerra”). Uma crise na comunicação entre o governo e a sociedade (“filtrada” pelo partido da mídia, que tem o objetivo explícito de desestabilizar o governo). É dentro desses e de outros contextos que os cidadãos são chamados a tomar posição.

A grande mídia, desde a campanha eleitoral, nunca teve outro inimigo além do Bolsonaro. A palavra “governo”, por exemplo, é usada de modo a tornar impessoal e sem crédito a ninguém tudo que vai bem, enquanto as palavras Presidente ou Bolsonaro são o cabide para pendurar o que vai mal. Essa tarefa do partido da mídia está facilitada pelo encarceramento da sociedade e o desencarceramento dos criminosos. Pelos mesmos motivos epidemiológicos – valha-me Deus! – que nos prende em casa, os bandidos são soltos. Sem poder sair à rua, sem trabalho, sem futebol e sem alternativa, nunca como nestes dias os brasileiros viraram audiência cativa e disponibilizaram tanto de seu tempo para os fazedores de cabeça dos grandes veículos atacarem infatigavelmente o governo por todos os flancos. A contínua exposição a esse bombardeio testa a resistência do alvo.

Visivelmente, o presidente optou, desde o início, por servir otimismo à nação. Com o clima psicológico nacional oscilando entre o purgatório e o inferno, Bolsonaro preferiu conferir à população um ânimo positivo, de confiança. Vamos sair dessa, vamos sanar os enfermos, vamos resguardar nossas crianças e nossos idosos e vamos repor, gradualmente, normalidade às nossas vidas. Vamos trabalhar e produzir nosso sustento.

É um discurso que espantaria a crise, espantaria os urubus, espantaria quantos fizeram e ainda fazem volumosas apostas no caos porque precisam da hecatombe universal. Quem cria o caos não pode admitir que algum irresponsável atravanque o caminho para acabar com ele recitando nomes de remédios. O caos estava garantido e bem desenhadinho com borra de café no fundo da xícara, ora essa! Como identificou há poucas horas o prof. Alex Pipkin, num artigo que postei no meu blog, ninguém tem condições de testemunhar juramentado sobre onde está a verdade. Não há como saber e não creio que alguém possa apresentar evidência ou comprovar alguma hipótese tecnicamente aplicável ao perfil geográfico, climático e demográfico do Brasil. A própria existência de um ponto médio entre a crise médico-epidemiológica e a crise econômico-fiscal é de existência presumível, mas incerta. É a tese que levará Bolsonaro ao inferno ou ao paraíso.

Duas certezas, porém, estão servidas em dose satisfatória pelo partido da mídia, sem necessidade de prescrição, dúzias de vezes ao dia. Primeira, quem pretende transformar Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre, o Congresso, o STF, em respeitáveis referências nacionais não convence ninguém. Está lelé e a mãe não sabe. Segunda, quem disser que o Presidente está se desestabilizando por conta própria, o que é verdade frequente, deduzindo daí que seus oponentes estejam a consolidar suas posições, não entendeu o ano de 2018, nem percebeu para onde convergem as mais consistentes anseios e rejeições dos eleitores brasileiros.

DEU NO JORNAL

SEM HUMILHAÇÕES

A deputada Joice Hasselmann (SP), líder do PSL na Câmara, disse que seu partido está disposto a “fumar o cachimbo da paz” com o presidente Jair Bolsonaro, neste momento de crise.

Mas sem humilhações.

* * *

A peituda e boquirrota deputada pode ficar tranquila.

Não haverá humilhações.

A Presidência da República já recomendou ao nosso jumento Polodoro o uso de bastante vaselina pra não haver excessivo estralhaçamento de pregas.

Não tenha medo e não chore, Dona Peppa.

CHARGE DO SPONHOLZ

A PALAVRA DO EDITOR

FECHA HOJE

O Instituto Data Besta informa:

A enquete fubânica que está nos ares será fechada hoje.

QUAL DOS DOIS É MAIS FELA-DA-PUTA?
– Doria
– Witzel

Se você ainda não cumpriu seu dever cívico, vá aí do lado direito e dê o seu pitaco.

E tenha uma excelente quinta-feira!!!

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