DEU NO TWITTER

ALEXANDRE GARCIA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

RODRIGO BUENAVENTURA DE LEÓN – PELOTAS-RS

Berto,

Os escoteiros fizeram uma ação para as crianças e para todos durante a quarentena.

Uma iniciativa legal.

Por favor divulga o texto a seguir.

* * *

JOTI, ESCOTEIROS EM AÇÃO

A Organização Mundial de Escoteiros e, no Brasil, a UEB – União do Escoteiros do Brasil, realizaram neste final de semana, de 03 a 05 de abril, o JOTI em Casa.

O JOTI, Jamboree on the Internet, ocorre sempre em outubro e nele os escoteiros saem ao ar livre para realizar tarefas e uma gincana via internet. Desta vez os quase 50 milhões de Escoteiros do mundo foram desafiados a ficarem em casa e a realizarem tarefas individualmente ou, junto com seus pais.

A ideia é que os jovens interajam, via internet, com escoteiros do mundo todo. Eles foram incentivados a participarem de jogos virtuais, organizarem boas ações virtuais, ou boas ações que possam ser realizadas depois da quarentena.

Acampar na sala de casa, fazer vídeos ensinando receitas de cozinha, fazer vídeos cantando, jogando.

Uma das atividades que achei muito legais foi pedir que as crianças gravassem vídeos explicando os cuidados com higiene, por exemplo, como lavar corretamente as mãos.

Também foi pedido que gravassem vídeos de agradecimento aqueles que estão trabalhando na quarentena (médicos, policiais, padeiros, garis, etc.) e, também um em que eles estão fazendo uma oração ao Deus, não importa qual, da sua religião.

São os Escoteiros dando exemplo de cidadania, espiritualidade e ‘agindo’ na medida do possível

Meu filho, que é lobinho e judoca, gravou um vídeo ensinando os outros lobinhos a treinarem rolamento e quedas do judô. Moverem-se em tempos de resguardo.

Também gravou outro vídeo ensinando as pessoas a lavarem as mãos. São pequenas atitudes que forma cidadãos.

Ajudem os Escoteiros a subirem nas trends, mais do que qualquer oportunista ou má notícia.

Espalhem: #JotiEmCasa.

Um abraço

COLUNA DO BERNARDO

ANDERSON BRAGA HORTA - SONETO ANTIGO

SONETO DE DESPEDIDA

Novamente fechada está minha alma,
fugida a última ilusão dileta.
De novo a mão do gelo aqui se espalma.
Adeus! Volta ao silêncio e à sombra o poeta.

De minha alma no fundo de tua alma
fique apenas vibrando esta secreta,
inominada luz que é fúria e calma
e que aos céus e aos infernos me projeta.

De mim o puro Canto imaginado
leva contigo. Apague-se a voz rouca.
De ti não levo mais do que o sonhado…

O teu olhar no meu — volúpia louca!
Este incêndio em meus olhos derramado!
Esse gosto de estrela em tua boca!

CHARGE DO SPONHOLZ

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS AIRES - PROSEANDO NA SOMBRA DO JUAZEIRO

GLOSAS

Mote de autoria deste colunista:

O “corona” tronou-se uma ameaça
De extermínio pra toda humanidade.

Em Wuhan teve início e se espalhou
Pelo mundo esse vírus que amedronta
Contamina, apavora e faz afronta,
Ao planeta, pois já se propagou,
A ciência sequer inda encontrou
Um remédio, e tem dificuldade,
De encontrar, e está sem capacidade,
Pra conter o avanço da desgraça,
O “corona” tronou-se uma ameaça
De extermínio pra toda humanidade.

Uma guerra de grandes proporções
Em que nosso inimigo é invisível
Com um poder destrutivo tão terrível
Sem que use torpedos nem canhões,
Mesmo mísseis potentes e aviões,
Nessa guerra não tem utilidade
Já que o vírus provoca mortandade
Sendo a arma letal por onde passa,
O “corona” tronou-se uma ameaça
De extermínio pra toda humanidade.

Não respeita a criança ou o idoso
Nem o jovem, a quem pegar arrasa,
A melhor prevenção? Ficar em casa,
Pois andar pela rua é perigoso
E pra que não se sinta um ocioso
Use a mente com criatividade
Inventando qualquer atividade
Pra sair da cortina de fumaça,
O “corona” tronou-se uma ameaça
De extermínio pra toda humanidade.

Não existe um remédio para a cura
Sem vacina que faça prevenção
O “corona” tornou-se num vilão,
Que provoca agonia e nos tortura,
Nossa vida virou uma loucura
Qual um barco em meio a tempestade,
Pois existe a probabilidade
Do maldito por fim na nossa raça,
O “corona” tronou-se uma ameaça
De extermínio pra toda humanidade.

DEU NO JORNAL

NO FURICO DE BOTAFOGO

Rodrigo Maia continua embromando sobre redução salarial e fundão eleitoral de R$ 2,7 bilhões no combate ao Covid19.

Quando perguntado sobre esses assuntos, ele critica Bolsonaro por qualquer razão.

Assim, garante manchete para os jornais e desvia a atenção dos abestados.

* * *

O nosso estimado jumento Polodoro está ansioso pra cruzar com Botafogo Maia.

Polodoro diz que vai enfiar tudinho, sem cuspe e sem vaselina.

Esse cabra safado vai sentir a pajaraca do jegue chegar até à garganta.

“Num vou aguentar. Este jumento tem um cacete muito grande. Vai estraçalhar o meu rabo”

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

DJANGO (ll) – O SPAGHETTI WESTERN QUE INSPIROU QUENTIN TARANTINO

Segundo texto escrito em colaboração com o estudioso e profundo conhecedor de filmes de faroeste: D.Matt.

Dedicamo-lo ao editor do JORNAL DA BESTA FUBANA, LUIZ BERTO, autor da excelente apresentação do livro de estreia do colunista western, ALTAMIR PINHEIRO, “NO ESCURINHO DO CINEMA”, a ser lançado brevemente.

No seu texto de apresentação, o editor da BESTA FUBANA demonstra ser um grande apreciador do cinema e de filmes westerns em particular, levando-nos às suas matinês nos cinemas da sua já culturalmente famosa cidade de Palmares, quando menino, relembrando suas travessuras cinematográficas e outras já amplamente descritas e apreciadas pelos leitores no seu famoso livro de crônicas “A PRISÃO DE SÃO BENEDITO e outras histórias.”

Poster do primeiro filme Django (1966), do diretor Sergio Corbucci

As primeiras imagens do fantástico filme DJANGO (1966), produzido e dirigido pelo talentoso diretor Sergio Corbucci, captadas pela lente do diretor de fotografia Enzo Corboni, nas primeiras cenas do filme, mostram um cenário místico, sombrio, com a quadrilha do general Hugo Rodriguez e a do Major Jackson se digladiando, com este tentando, a todo custo, enforcar ou queimar viva uma prostituta indefesa no deserto, lembram o cenário do sertão à época de Lampião, o anti-herói místico da caatinga, quando cangaceiros e volantes perseguiam suas vítimas indefesas para cometer atrocidades, furiosos por arrancar-lhes a ferro em brasa confissões inexistentes sobre paradeiro de bandos e soldados inimigos. Embora ficção, esse filme retrata com inteligência a realidade vivida no sertão nordestino no início do século XX, quando os cangaceiros, sobre o comando de Lampião, aterrorizavam na caatinga, saqueando, roubando, seqüestrando, matando e incendiando fazendas e propriedades, já castigadas pelo sol inclemente.

O confronto entre Django e os capangas do Major Jackson travada no meio do oeste, onde mais de quarenta capatazes morrem sobre a mira da metralhadora do homem solitário prova o talento do diretor que, em momento algum perde a mão na condução da batalha. Somando-se a esse filling cinematográfico inusitado, assiste-se a recriação de uma cena antológica: o ataque ao Forte Cheuriba do Major Jackson por Django e o general Hugo Rodriguez, com ambos utilizando para esse feito o estratagema do Cavalo de Tróia, como uma cartada bem planejada para matar todos os soldados do sanguinário major e depois saquear todo ouro que estava armazenado no porão do forte.

O misticismo do filme, sendo essa visão um dos fatores do seu grande sucesso para a época, em todo desenrolar da história; a cena do embate final entre Django, com as duas mãos esmagadas pelos capangas do general Hugo, diante das cruzes no cemitério e o fuzilamento dos soltados do Major Jackson e dele por um homem quase impotente, torna o filme um clássico cinematográfico cultuado até hoje por diretores, atores e aficionados do spaghetti western, passados mais de cinquenta anos do seu lançamento.

Nesse filme, vê-se que os cenários não procuram retratar uma cidade do Oeste. Na verdade não tem nada que identifique como uma cidade verdadeira. É apenas um amontoado de fachadas em escombros, coisas velhas sem nenhum cartaz ou dizeres indicando a sua utilidade, o que é muito importante.

Todo o cenário da cidade está fotografado com tons sombrios, tudo em quase preto e branco, sem nenhuma cena colorida. Parece uma cidade do umbral, sem nenhuma vida ou cor, sem nenhuma árvore, tudo escuro, como se estivesse situada às portas do inferno. Talvez tenha sido essa a intenção do diretor para preparar psicologicamente o telespectador para todo o drama que vinha a seguir.

As mulheres do bar não são personagens reais, são figuras quase abstratas posicionadas naquele cenário com a função de mostrar a irrealidade daquela cidade. A maquilagem delas mostrada no rosto é propositalmente exagerada, debochada, horripilante, quase uma máscara de horror, prenunciando os escândalos e violências futuras. Aliás, todo o filme exibe uma maquilagem de máscara, com exceção do ator principal.

O enredo começa de maneira empolgante. Ninguém fica imune da surpresa muito original na descoberta do conteúdo do caixão. O diretor segurou o filme com mão firme e muita inteligência, instigando a curiosidade do espectador que não desvia sua atenção da tela nem por um segundo.

Os atores, experientes, todos se saem muito bem, muitas vezes – nota-se – que a super representação é exigida pelo diretor, que deseja mostrar que aquilo é uma fábula encenada e não a reprodução da realidade, uma sacada de mestre do diretor Sergio Corbucci.

Não se vê no cenário de filmes de faroeste outro ator que pudesse interpretar melhor o personagem Django como Franco Nero. Ele está perfeito e ao final, quando termina a cena do cemitério, já começamos a sentir saudade do filme e de seu personagem principal, que ficará sem dúvida para sempre no cenário western em geral. Não só do spaghetti western, mas em todos os gêneros.

A direção do mestre Sergio Corbucci é impecável. Em algumas cenas sentem-se que estão exageradas ou super representadas, mas na verdade este foi um meio inteligente que o diretor encontrou para dizer explicitamente aos telespectadores que aquilo não era realidade e sim cinema.

Poster do filme Django Livre (2012), do diretor Quentin Tarantino

Para produzir e dirigir seu neoclássico spaghetti western, Django Livre (2012), uma homenagem ao diretor Sergio Corbucci, o diretor Quentin Tarantino contou com um elenco soberbo. Em destaque, além do ator principal Jamie Foxx, recém vencedor de um prêmio, o oscar de melhor ator, em excelente performance, apresentou-nos uma atuação fora de série do ator Leonardo DiCaprio, que pela primeira vez demonstrou ser um ótimo ator, com um grande futuro no cinema, o que já se confirmou em filmes recentes.

Entretanto há que ressaltar que mais um grande ator tem atuação brilhante, Samuel L. Jackson, que rouba todas as cenas em que aparece, com uma atuação brilhante, tão importante que o diretor Quentin Tarantino o escalou no seu filme seguinte “Os Oito Odiados” (2016), como ator principal, tendo uma atuação memorável.

A história escrita por Tarantino é explorada com virtuose, alguns suspenses detalhistas e cuidados máximos, como devem ser os grandes filmes de faroeste. Esse feito sublime ele aprendeu com o mestre maior: JOHN FORD.

A narrativa flui com algumas surpresas e cenas que demonstram que o diretor Quentin Tarantino criou ali um mundo irreal, todo seu, impossível de ser verdadeiro, como nas cenas em que o negro Django, senta à mesa de refeições com o racista escravocrata criador de negros lutadores, como se fosse criação de cães de luta. Um absurdo inimaginável naquela época. Outro deboche do diretor está na cena em que o negro Django entra na fazenda montado num cavalo com toda imponência e orgulho, como se fosse um grande fidalgo, vestido com uma roupa ridícula, azul claro, lenço de luxo branco e é convidado a se hospedar na mansão com quarto privativo. Esta cena cria uma grande confusão na cabeça do chefe dos escravos, o também escravo Samuel L. Jackson, que não acredita no que está vendo e se rebela contra as ordens do seu senhor e proprietário.

Essas inovações do diretor Quentin Tarantino demonstram que os diretores têm e devem sempre ter inteira criatividade ao imaginar os seus filmes, pois a criação dos fatos e movimentos do enredo não podem e não devem ter regras fixas, se a finalidade é criar uma obra pessoal, baseada num universo já conhecido e que nada tem a ver com a realidade.

O diretor italiano Sergio Corbucci criou seu spaghetti western, o místico Django (1966), um clássico; Quentin Tarantino, seu discípulo, reinventou o clássico com seu Django Livre (2012), eternizando o gênero.

Trailler Oficial DJANGO (1966)

Trailler Oficial de DJANGO LIVRE (2012)