FALA, BÁRBARA !

DEU NO JORNAL

AUDIÊNCIA NA SEDE DO MINISTÉRIO DO POVO

Um depoimento totalmente fora do protocolo e das normas regulamentares.

E acontecida na sala de audiências que a maior autoridade do país reservou pra despachar com o cidadão comum, anônimo: a entrada do Palácio da Alvorada.

É lá que está localizado o Ministério do Povo, ao ar livre, dirigido e administrado por dezenas de milhões de ministros espalhados por todos os cantos do território nacional.

Todos os dias o Presidente lá despacha com a ralé, a mundiça, o zé povinho, a turba, os precisados, os necessitados, os abastados, os bem de vida, os afoitos, os tímidos, os tietadores, as fêmeas, os machos, os velhos, as crianças e os tiradores de retrato com o celular.

Uma manifestação tosca, rude, como diria Ceguinho Teimoso, que não segue o ritual protocolar ou as normas previstas nos manuais do cerimonial.

CHARGE DO SPONHOLZ

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO A QUATRO MÃOS – Paulo Mendes Campos

Tudo de amor que existe em mim foi dado
Tudo que fala em mim de amor foi dito
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.

Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.

Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.

Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.

Paulo Mendes Campos (1922-1991)

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DORIA NÃO DEVERIA SE ORGULHAR DE ELOGIO DE LULA

Rodrigo Constantino

O governador de São Paulo, João Doria, ficou feliz de receber um elogio do condenado Luís Inácio Lula da Silva, a ponto de compartilhar a mensagem:

Para tudo há um limite, governador. Ou deveria haver. Nada que vem desse bandido presta, e jamais ele deve ser referência para qualquer debate sério. O governador, pelo visto, quer acenar à turma de esquerda, mostrar que está disposto ao diálogo, mas isso é um tiro no pé…

É fundamental entender que um elogio de Lula é um demérito, algo que mancha nossa reputação, que deveria nos levar a rever nossas ações. Até porque o elogio em questão é a uma atitude bem questionável e autoritária. Mas acho que uma vez tucano, sempre tucano…

No afã de isolar Bolsonaro, os “radicais de centro” se unem ao que há de pior na extrema esquerda. Compartilham mensagens do “economista” de Ciro Gomes, ou até mesmo de Lula! Recusam-se a criticar militantes de esquerda disfarçados de jornalistas, que batem panela contra o presidente. Puxam hashtags de mãos dadas a Freixo e a turma do PSOL. Perderam a mão!

A passagem de pano nas bobagens de Vera Magalhães, por exemplo, chegou a um patamar tão absurdo que para certos “conservadores” não há mais um viés geral de esquerda na imprensa brasileira. O que sempre foi óbvio para conservadores virou “pluralidade” agora, como vemos nesse comentário raso, com o perdão pelo trocadilho:

E ainda dizem que eu mudei… Uma amiga veio alertar que estou atraindo gente ruim, pois recebi “elogio” até de Olavo de Carvalho. Mas eu não fico orgulhoso disso e não compartilho. E olha que Olavo não é um criminoso responsável pela destruição do Brasil. É só um radical desbocado que criou uma espécie de seita.

Já Doria fica feliz de deixar diferenças de lado e compartilhar elogio de Lula! Do bandido Lula! Do petista que é companheiro dos piores ditadores do mundo! E, como resultado, temos apenas o silêncio no parquinho dos “radicais de centro”…

Guilherme Fiuza resumiu com perfeição a coisa:

Gente, não é hora de expor discordâncias com a ditadura comunista chinesa! Não é hora de expor discordâncias com Lula, com Freixo, com Boulos! Não é hora de apontar para o viés escancarado de militantes disfarçados de jornalistas! Não entenderam que é hora de só atacar Bolsonaro?

COLUNA DO BERNARDO

PERCIVAL PUGGINA

O NOVO GENOCÍDIO CHINÊS

O regime chinês é o mais genocida da história. No período anterior ao Grande Salto para Frente estimam-se em 20 milhões os vitimados pela execução sumária de opositores, contrarrevolucionários, burgueses, proprietários rurais, intelectuais “ocidentalizados”, religiosos, etc.. Entre 1959 e 1961, depois do que deveria ter sido o “grande salto”, outros 20 milhões pereceram de fome. Nos anos seguintes, um número talvez bem maior. São sucessivos crimes contra a humanidade dirigidos à própria população. Crimes hediondos, continuados, encobertos sob a poeira dos tempos por um regime que, em todas as suas experiências, prima pela capacidade de agir nas trevas e ocultar tudo que não lhe convém.

Em 1979, com a morte de Mao Tse-Tung, houve uma luta por sua substituição ao cabo da qual o poder foi entregue a Deng Xiaoping que promoveu uma série de reformas econômicas cujos efeitos levariam a China a sentar-se entre as grandes economias do planeta.

Agora, um novo genocídio, em escala planetária. Centenas de milhares de pessoas deverão morrer em virtude do vício institucional dos governos comunistas de ocultar seus desacertos e se darem bem com esse procedimento. Quando, em Wuhan, o médico Li Wenliang advertiu seus colegas sobre as primeiras manifestações do referido vírus, imediatamente se tornou alvo da polícia e foi obrigado a desmentir-se… A ditadura mostrou seu poder e caráter. E assim se perderam semanas preciosas, ampliando-se o número de vítimas da pandemia.

Eduardo Bolsonaro, semanas depois, relatou o fato já sabido, ou seja, que o vírus surgira na China, e estabeleceu paralelismo entre a nova epidemia e o desastre de Chernobyl. Assim como o Covid-19 foi, de início, silenciado no comunismo chinês, o desastre nuclear de Chernobyl foi, de início, silenciado no comunismo soviético. E afirmou que “a liberdade seria a solução”. Desabaram, então, sobre ele as críticas da imprensa nacional, ocupadíssima em desgastar o presidente da República. Foram dias consecutivos com os noticiários e as “News” batendo no mesmo assunto, até que surgisse pauta mais interessante para espremer. Para a maior parte do atual jornalismo brasileiro o deputado havia faltado com o respeito ao “maior parceiro comercial do Brasil”. Agora me digam se isso não é frase que se pode esperar de agentes de polícia política? Centenas de milhares, talvez milhões de vidas, perdem significado quando o assunto é business…

Nesses mesmos dias, com a encenação em curso, Rodrigo Maia pegou carona na boleia da carroça publicitária aberta e desabou aos pés do embaixador chinês, implorando perdão em nome da Câmara dos Deputados. Que coisa mais ridícula!

No entanto, tudo é ainda muito mais grave e infinitamente mais perigoso, já se verá. O PCC, maior partido político da história, rico como jamais se viu igual, vem estendendo seu poder e influência sobre o mundo. A grande imprensa brasileira, diante de nossos olhos, sem nenhum constrangimento, se põe genuflexa perante a ditadura chinesa, aceita seus métodos, e entra no teatro do silêncio sobre temas desconfortáveis ao regime chinês. Com o jugo já preso ao pescoço, ela esgota, em Bolsonaro, sua combatividade e o uso que faz da liberdade de informação.

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

PERIGOSAMENTE CONTAGIOSO

Comentários sobre a postagem COMO TEM GENTE BESTA NO MUNDO

Mauri:

O JBF contagia mais que o corona.

* * *

Armando de Almeida:

Berto, sou um viciado nesta merda de gazeta.

Mesmo quando fico sem internet por alguns dias, retorno nas postagens antigas pois sei que terei o Peninha, Guzzo, Sponholz, Bernardo, Jessier e tantos outros para me ajudar nesta quarentena forçada.

E tudo isso embaixo da sua batuta!

Abraçado e muito obrigado a todos!!

* * *

Ataíde Cuqui:

Gosto muito do JBF, Luiz Berto.

Muito bom e escrito por gente muito boa.

Parabéns!

* * *

“O JBF é uma gazeta tão escrota que até eu leio”