PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

INVERNO – Francisca Júlia

Outrora, quanta vida e amor nestas formosas
Ribas! Quão verde e fresca esta planície, quando,
Debatendo-se no ar, os pássaros, em bando,
O ar enchiam de sons e queixas misteriosas.

Tudo era queixa e amor. As árvores copiosas
Mexiam-se, de manso, ao resfôlego brando
Da brisa que passava em tudo derramando
O perfume sutil dos cravos e das rosas…

Mas veio o inverno; e vida e amor foram-se em breve…
O ar se encheu de rumor e de uivos desolados…
As árvores do campo, enroupadas de neve,

Sob o látego atroz da invernia que corta,
São esqueletos que, de braços levantados,
Vão pedindo socorro à primavera morta.

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POLODORO TEM A CURA-DURA PRA TODAS ELAS

* * *

Atenção, gente:

Isso aí de cima num é invenção, num é mentira, num é ficção.

Num é aquilo que os muderninhos costumam chamar de “fake” (que chic!).

Isso é verdade pura!!!

Podem perguntar pro militante zisquerdista Ceguinho Teimoso que ele confirma todos os tolôtes que foram cagados no cartaz do evento.

Confirma e aprova tudo que lá está.

“O vírus tem nome e destino certos: mulheres negras”

Quem quiser se espantar com um festival de babaquice zisquerdóide-feminal-idioteira, clique aqui e confira.

Essas tabacudas descerebradas, de suvaco cabeludo e bacurinha fedorenta, tão precisando mesmo é do nosso estimado jegue Polodoro.

Pra introduzir uma substância milagrosa no furico de cada uma delas.

Ficariam curadas no mesmo instante!!!

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ARAEL COSTA – JOÃO PESSOA-PB

Boa tarde, caro Berto

O bate-boca está intenso, mas infelizmente ainda não apareceu um só repórter dessa miraculosa mídia para pedir contas aos muitos e ilustres parlamentares dos gastos que eles continuam a fazer à contas das suas verbas monumentais.

Por que ninguém pergunta a Rodrigo Maia ou ao senador Randolfe Rodrigues quantos ventiladores pulmonares eles compraram com suas verbas de gabinete e/ou de representação? Ou será que eles já destinaram essas verbas para o fundo de combate ao corona vírus?

Qual é o tratamento que os lideres partidários estão dando às muitas propostas que já surgiram para transferir as verbas do fundo partidário e eleitoral para os programas de combate ao corona vírus?

Será que não é chegada a hora de nosso desbocado Presidente mandar – fazendo o merecido e necessário estardalhaço, uma mensagem ao Congresso, realocando essas verbas, com pedido de urgência/urgentíssima?

Quem sabe, até, ir pessoalmente até àqueles lupanares para entregar essa mensagem?

Se esse sonho se realizasse, será que a mídia bostífera daria a cobertura adequada?

Ah!!! sonha menino grande…

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A MANCHETE DO DIA

* * *

Hum… 15 milhões de dólares…

Isso dá exatamente 75 milhões de reais.

Um prêmio gordo da Mega Sena.

Eu chega fiquei aqui me assuspirando-me e pensando em arrumar uma espingarda pra caçar Maduro.

Como o JBF é um jornal democrático e ouve todas as partes, pedimos a opinião do fubânico petista Ceguinho Teimoso.

Ele mandou dizer que isso é um absurdo.

Que o grande líder, estadista e herói da liberdade venezuelano nunca traficou ou aterrorizou.

Que isso tudo é difamação e calúnia dos reacionários imperialistas, dos fascistas americanos, dos direitistas trumpianos.

As declarações do Ceguinho foram apoiadas por Lula, por Gleisi, por Maria do Rosário, por Jandirão, por Manuela, por Rui Falcão, por Pimenta, pela minha vizinha que é militante do PT e por todas as lideranças zisquerdista banânicas.

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A PALAVRA DO EDITOR

UMA MÚSICA INTRIGANTE

Em sua última postagem, intitulada “Uma Carta de Peraí“, o colunista fubânico Jessier Quirino conta de uma lembrança forte de sua infância.

A história de uma música, intitulada Mensagem, composta por Aldo Cabral e Cícero Nunes, que fala de uma carta. 

Uma carta que a destinatária não chega a abrir e, por conta disto, não toma conhecimento do teor da missiva.

Jessier fala sobre a curiosidade que tem, desde os tempos de infância, a respeito do que estava escrito na danada da carta, a ponto de chegar a compor um poema sobre o assunto, intitulado Uma Carta de Peraí.

Poema que está publicado num dos seus livros.

E este assunto me toca bem fundo, pois eu também trago esta mesma curiosidade desde os tempos de infância, quando me emocionei ao ver, pela primeira vez, Isaurinha Garcia cantando. Foi num filme nacional, um musical da Atlântida, que assisti no Cine Apolo, lá em Palmares.

Compartilho com os leitores fubânicos esta tocante composição, gravada em 1955, na doce e suavíssima voz de Isaurinha Garcia (1923-1993), uma talentosa paulistana.

Vou ouvir junto com vocês e vou passar o resto do dia pensando que danado poderia estar escrito nesta carta…

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