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NO OLHO DO FURICO DE JOÃO BABACA DORIA

ALEXANDRE GARCIA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

AIRTON BELNUOVO – SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP

Caro Berto ,

boa noite

a entrevista é “longa”, mas já mostrava o que veríamos hoje .

R. Só pra informar os nossos leitores: 

Este vídeo que você nos mandou é de fevereiro de 2012.

Ele contém uma entrevista com o então Deputado Luiz Mandetta, atualmente Ministro da Saúde.

A leitora Auta Vasconcelos, de Vitória do Espírito Santo, já havia nos remetido este mesmo vídeo com a seguinte advertência:

Se o atual Ministro da Saúde Luiz Mandetta passa para essa nação Competência, veja o que ele já dizia há 8 anos atrás, ainda no governo Dilma.

E vamos ao vídeo que você nos mandou:

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FRANCISCO ITAERÇO - MEUS RISCOS E RABISCOS

DUAS GLOSAS

Mote:

Eu não quero ver o vírus
Nem que o vírus me veja

Daqui de casa não saio
Mas, nem que seja na peia
Na rua a coisa está feia
É vírus pra todo lado
Não quero ser culpado
Por uma gripe que seja
Deus do Céu que me proteja
Morrer de fome prefiro
Eu não quero ver o vírus
Nem que o vírus me veja

Não sairei mais de casa
Mas, nem que a vaca tussa
Vou botar a carapuça
E ficar de quarentena
Prefiro sair de sena
Por alguns dias que seja
Continuar na peleja
Abater o mal com um tiro
Eu não quero ver o vírus
Nem que o vírus me veja.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO HENRIQUE MENDES DE MELO – TERESINA-PI

Professor Adonis Oliveira,

fui aluno seu do curso de Engenharia Mecânica em Teresina–PI.

Gostaria de saber de você como tem mantido a sanidade mental diante de toda essas escrotas e repugnantes ações que toda a esquerda e a mídia brasileira estão fazendo.

Torcer contra o Brasil virou algo comum desde quando?

Eu como acadêmico de Engenharia e como Cabo da reserva do exercito (infante louco), tô muito preocupado com o rumo que vem tomando nosso Brasil.

Abraços

R. Caro leitor, aguarde que o nosso estimado colunista Adonis Oliveira vai responder a sua pergunta.

De modo tranquilo, sereno e calmo como ele costuma fazer sempre.

Eu também estou ansioso pra ver o que ele tem a dizer sobre o conteúdo da sua mensagem.

Grato pela audiência e um grande abraço.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

FASCISMO 2

Esta segunda semana, depois que sai da preguiça dengosa, cai na quarentena provocada pelo “coronga” vírus, que é mais uma ferramenta política do que propriamente um alarme generalizado, haja vista ele ser menos letal que “espinhela caída”, ou “leiteira virada”, como diziam os antigos. E, para passar o tempo eu me divido entre fazer os serviços da casa – solteirice é bom, mas tem horas pesa -, ler alguns livros, ver poucos e raros filmes antigos. Estava recentemente assistindo aos faroestes do Sergio Leone. Tanto pela narrativa, pela fotografia, como pela trilha sonora do genial Enio Morricone. E nas horas vagas fico catando carrapato da carcunda dos meus cachorros.

Mas isso são elucubrações para eu poder retomar um texto de duas semanas atrás quando falei sobre o fascismo e seu adjetivo, fascista, tão na moda que está mais parecendo pereba em moleque do que conceito político e ideológico. Mas não quero me ater sobre o fascismo do século XX que, como disse é irmão bastardo do socialismo científico de origem marxista, que mata na mesma proporção. Quero voltar ao assunto do “fascio”, no seu conceito histórico.

As legiões romanas, quando iam à guerra, ou iam impor a sua “pax romana”, ou A Paz de Roma, sempre levava em suas legiões estandartes com as letras SQPR – Senatus Populosque Romanum – ou, em uma tradução livre, O Senado e o Povo Romano. Mas o que quero que se note, e uma busca rápida pelo Google imagem demonstra isso, é que esse estandarte ia com uma águia de asas abertas segurando dois ramos de oliveira e duas setas. Os ramos se entrelaçam na base formando um “fascio”, ou feixe que simbolizavam e ainda simbolizam a coerência de valores, a objetividade única, e unidade.

Apesar de se passar mais de dois mil anos desde a Roma Imperial, esse mesmo símbolo pode ser visto em diversas bandeiras e símbolos de diversos países. Mas, aí o gaiato vai me dizer que estou forçando a barra e fazendo interpretações esdrúxulas. Não. Estou apenas demonstrado como aquela ideologia de unidade, de convergência de valores e objetivos comuns organizou e ajudou a construir as nações modernas e permanecem no imaginário coletivo das pessoas.

Note-se o chamado Grande Selo Americano: é formado por uma águia segurando no bico uma faixa com a inscrição E pluribus unus, ou seja, “De Muitos, Um’. Na garra direita segura um ramo de oliveira com 13 folhas e 13 azeitonas (olha o sentido de unidade, de fascio), e na garra esquerda 13 flechas. A interpretação mais aceita é que o ramo de oliveira com 13 folhas e 13 azeitonas, ou olivas significam as 13 colônias originais, e a águia olhar para a oliveira e não para as flechas indicam que o país prefere a paz e não a guerra, mas que, se for precisa, ela vai para a guerra. No entanto, a interpretação subjacente é que, tanto a oliveira, as olivas e as flechas remetem para um mesmo pensamento: unidade, feixe de objetivos comuns que se pode atingir pela paz, mas se for preciso será assegurado pela guerra. O dístico em latim é a quintessência dessa versão. Nada mais condensa a ideia de unidade “fascio”, do que isso.

Mas essa visão se tem também no Brasão da República do Brasil. Um ramo de oliveira que se une em um feixe na base, com um ramo de tabaco ancorado em uma espada sobre uma estrela de 21 pontas com uma faixa com a data de proclamação da república. Se no texto anterior eu falei sobre a essência fascista da Carta brasileira, o Brasão Nacional não poderia deixar mais óbvio o conceito de feixe. Porém, tal qual o símbolo americano, ele remete á ideia de unidade, de concerto de objetivos, de unidade de valor.

E tem mais. A mesma ideia de “fascio” pode ser observada na bandeira mexicana, na bandeira boliviana, na do Equador, da Venezuela, entre outros países. Mas, note-se, nenhum desses países adotou o fascismo como metodologia política. Mesmo porque a criação desses símbolos é anterior ao fascismo ideológico do século XX que nasceu com o mesmo erro hereditário do socialismo: acreditar que para se chegar a uma sociedade igualitária deve-se eliminar aqueles que não concordam com suas taras morais.

O “fascismo” histórico não deixa de ter sua essência baseada na força. Isso ocorre porque, via de regra, ele tendia a condensar e cristalizar a vontade de um povo em um sistema organizado e com desejo de perpetuidade, daí ele estar sempre associado ao ramo da oliveira (paz), quanto à espada, ou flechas (guerra). Nesse sentido, ele busca uma relação de equilíbrio e serenidade entre essas duas dimensões. O fascismo do século XX, por sua vez, ao ser parido pelas mentes doentias que pariram o socialismo esqueceram-lhe de batizar com água benta e sal, e o batizaram com sangue e chicote, tal qual o seu irmão bastardo, o socialismo.

Então, quando eu vejo os canhotinhas de Iphone e os liberais de beira de praia chamando um, ou outro de fascista, eu fico pensando que marca de orégano esse povo anda fumando, pois falam daquilo que não sabem, e até daquilo que sabem eles pervertem o sentido. Enquanto essa dúvida não se evapora de minhas ideias, vou aproveitar a quarentena forçada e continuar catando carrapato da carcunda de meus cachorros.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

A FLOR DO CÁRCERE – Euclides da Cunha

Nascera ali – no limo viridente
Dos muros da prisão – como uma esmola
Da natureza a um coração que estiola –
Aquela flor imaculada e olente…

E ele que fora um bruto, e vil descrente,
Quanta vez, numa prece, ungido, cola
O lábio seco, na úmida corola
Daquela flor alvíssima e silente!…

E ele – que sofre e para a dor existe –
Quantas vezes no peito o pranto estanca!..
Quantas vezes na veia a febre acalma,

Fitando aquela flor tão pura e triste!…
– Aquela estrela perfumada e branca,
Que cintila na noite de sua alma…

COMENTÁRIO SELECIONADO

A ÚNICA OCUPAÇÃO DA MÍDIA NOS DIAS ATUAIS

Comentário sobre a postagem A GRANDE MÍDIA BANÂNICA DA ATUALIDADE

andre baccach:

Se Bolsonaro andasse sobre as águas que nem Jesus Cristo, a mídia diria que “ele não sabe nadar” .

* * *

Nota do Editor:

Bolsonaro já tentou andar sobre as águas que nem Jesus Cristo.

Mas não conseguiu, mesmo com a ajuda de um apóstolo puxa-saco.

Quanto mais andava, mais afundava.

Ficou com água pela cintura.