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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

OMERO SOUZA LIMA – RIO DE JANEIRO-RJ

R. Sequiessê uma esculhambação da porra.

Eu acho que sou o Editor mais avacalhado deste mundo pelos leitores.

Pra eu virar uma cachorra só tá faltando mesmo duas carreiras de peito.

Essa máscara-disco que tu botou no meu fucinho ficou linda.

Que danado é isso???

Vôte!!!

CHARGE DO SPONHOLZ

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

IPHONE E PRAIA

Na semana passada comentei sobre os “pseudoliberais de praia” e sua pauta, bem como os canhotinhas de DCE – Diretório Central de Estudantes – das universidades públicas. Apesar do discurso antagônico, essas duas vertentes ideológicas têm mais coisas em comum do que se possa imaginar. E, ainda estou esperando o surgimento de um liberal da envergadura de um Roberto Campos, ou Eugênio Gudin.

Nossos canhotinhas, como sempre, usando camisa Lacoste, Iphone X, tênis Adidas, ou de calibre maior, dirigindo um jeep, land rover, ou Mercedes, com o bolso forro adivindo da mesada do papai, acordando ao meio-dia, grita pelos corredores das universidades que é contra o sistema, contra a opressão do capital, contra a burguesa, mas para os outros. Não para eles.

Já nossos pseudoliberais de praia, ou de clube, por sua vez clamam que querem menor intervenção do Estado nos negócios, na vida privada, nos lucros, mas…, e sempre haverá esse MAS, essa conjunção adversativa que nega a sua essência liberal e mostra que, por traz dessa casca de modernidade está mesmo alguém que não consegue viver sem a tutela do Estado.

Veja o caso de uma famosa montadora de carros no Brasil que há sessenta anos vive com subsídios estatais. E alardeia que sua produtividade é excelente, que seus veículos são top de linha. Quando o governo disse que retiraria os ditos subsídios, a empresa fez beicinho, fechou a montadora e foi embora. De duas uma: se ela era tão excelente como proclamava, após quase sessenta anos não necessitava de subsídios, agora, se após esse mesmo período não conseguia viver sem o subsídio, então não o merecia.

E aí vem as discussões sobre privatização. E todos os liberais de praia estão prontos a dar a sua contribuição ao modelo de empresa privada que se quer. E, de repente, lá está aquele MAS. É preciso privatizar, tirar empresas das mãos do Estado, MAS tem que haver um modelo que atenda a comunidades mais afastadas, e aí o Estado tem que regular, regulamentar, decretar, etc. isto é, o capitalismo brasileiro é um dos melhores do mundo, pois não se toma risco, e sempre que o capital privado está em vias de revés, o cidadão é chamado para cobrir os prejuízos.

Veja-se o caso da indústria cultural, de cinema, teatro e shows. A gritaria é imensa porque o governo de plantão cortou a safadeza de se financiar com milhões de reais filmes, peças e documentários de qualidade duvidosa. Mundo perfeito esse. O artista, o produtor, seja lá quem for, não temiam prejuízo. Não deu bilheteria, sem problemas. O povão, esse mesmo, o desdentado, o que anda de busão em um calor infernal para ir e voltar do trabalho, que ganha um salário mínimo, acorda as quatro da manha e nunca vai dormir antes da meia noite, era convocado para cobrir as despesas e o prejuízo. Mas, o artista, o produtor, o elenco e os diretores saiam no lucro. Assim é fácil defender a indústria da cultura nacional.

Mas, alguém pode dizer que não se tratava de dinheiro público, mas sim de investimento privado. Engano. Os recursos da Lei Roer, né? (Rouanet) são oriundos de renúncia fiscal, isto é, o empresário deixa de pagar o imposto para o Estado. Como o Estado não fabrica dinheiro, ele tem que compensar esse valor a menos em outro lugar. Como ele não diminui despesas, a grana sai do bolso do “Zé Povinho”, que é quem financia esses espetáculos, em sua maioria ruim, de qualidade duvidosa e que não acrescenta nada ao imaginário nacional.

Eu, particularmente sou a favor do liberalismo em sua essência. Por mim, o Estado só ficaria com as atividades de natureza estatal: segurança, diplomacia e moeda. O resto iria tudo para a iniciativa privada e o Estado ficaria proibido de subsidiar, ser sócio, acionista, ou mesmo financiar a atividades. Nosso capitalismo precisa crescer, sair do berço. E o cidadão precisa ser desmamado dessas tetas. Nos acostumamos a ter o Estado que fornece da primeira fralda que o cidadão suja quando nasce, à última pá de terra que lhe cobre o caixão.

Essa dinâmica que se estabeleceu no Brasil fez surgir essa elite política canalha, que chantageia todos os governos de plantão. Fez surgir uma justiça que está voltada para atender a seus próprios interesses e aos dos amigos da corte, ou amicus curiae, como se diz na boa língua de Virgílio e deixa o cidadão que mais precisa de justiça a ver navios.

Nossos pseudoliberais de beira de praia adotam o liberalismo, MAS, o Estado tem que sempre estar com um colchão debaixo deles para que, se caírem, não se machuquem, e seus investimentos não vão para o ralo. Esse tipo de capitalista de bloco carnavalesco eu não respeito. O dono do bolicho na esquina de casa, o vendedor de geladinho que passa todos os dias se esguelando na rua de casa, o vendedor de churros na feira aqui perto. Esses são os verdadeiros capitalistas. Esses têm meu respeito e minha admiração.

Ser capitalista sem tomar risco, sabendo que sempre tem o Estado para garantir o retorno de seu dinheiro não é ser capitalista. É ser gigolô da pobreza alheia e cafetão do subdesenvolvimento. Nesse universo que alia canhotinhas que vivem de mesada do papai e capitalistas que adoram as burras estatais, fico com uma máxima, que agora não me vem à memória quem o disse, mas falou de forma elegante e sublime a respeito do Brasil: “Neste país, a única forma de alguém ser oposição de verdade, é sonegando imposto”.

ANDERSON BRAGA HORTA - SONETO ANTIGO

ANGÚSTIA

Quando foge o luar, em noites silenciosas,
vem tomar-me uma angústia, um desespero enorme,
um desejo sem nome, um pesadelo informe
como o torvelinhar das grandes nebulosas.

Durma o corpo: adernado, o coração não dorme.
E debato-me em vão nas ondas voluptuosas
de um sonho dúbio: um céu de pedras e de rosas,
com promessas de luz no seio amplo e disforme.

E, como o mar se arqueia em busca do infinito,
ergo a mão para o céu, num desespero mudo…
Mas tudo foge, em roda, e estou só, louco e só.

O sonho se dissipa. E eis-me confuso, aflito,
vendo uma sombra má em cada canto, e em tudo
o olho morto de um sol que se desfaz em pó.

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CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

AMPUTAÇÃO DE MÃOS DE POLÍTICOS CORRUPTOS À VISTA…

Deputado Federal Boca Aberta debochando de sua inseparável tornozeleira eletrônica

O deputado federal Boca Aberta do PROS/PR protocolou o projeto de lei n.º 582 na Câmara dos Deputados propondo a amputação de mãos de políticos condenados por crime de corrupção contra o patrimônio público, “desde a condenação até o trânsito em julgado.”

Como o artigo 5.º da Constituição Federal-1988 não veda esse tipo de castigo para esse de crime, nada mais justo do que a argumentação do deputado para a propositura desse projeto de lei, ressuscitando a máxima codificada por Hamurábi, baseado na lei de Talião: Olho por Olho Dente por Dente.

Código de Hamurábi que inspirou Boca Aberta a elaborar o PL da amputação

Conforme dispõe o PL do deputado “a amputação das mãos direita e esquerda de político que comete crime de abuso de poder econômico, improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, desde a condenação até o trânsito em julgado.”

Delibera o PL que:

“Presidente da República, Governador de Estado, membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, das Câmaras Legislativas, das Câmaras Legislativas Municipais que tenham contra sua pessoa ou os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, terão suas mãos amputadas se cometerem os seguintes crimes:

a) abuso do poder econômico ou político;

b) contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores;

c) organização criminosa, quadrilha ou bando que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargo ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente;

d) os detentores de cargo na administração pública direta, indireta ou fundacional, que beneficiarem a si ou a terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político, que forem condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado;

e) os que forem condenados à suspensão dos direitos políticos, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, desde que a condenação ou o trânsito em julgado por órgão colegiado.”

Segundo define ainda o projeto de lei do deputado: “a amputação das mãos do político corrupto será realizada no Sistema Único de Saúde – SUS, clínica do local do domicílio do parlamentar condenado.”

Justificando sua intenção para a propositura do PL, Boca Aberta, habituado a transformar praças, ruas e avenidas em telecatch para se promover, argumenta que “os políticos se aproveitam da boa fé dos eleitores, prometem tudo, não cumprem nada e nada lhes acontece. Políticos desviam verbas de vários setores como educação saúde e muita gente morrem por causa disso. Eles matam milhares de pessoas e ninguém faz nada. Quando se desvia dinheiro da merenda escolar, por exemplo, muitas crianças passam mal de fome por isso e ninguém faz nada! A população está cansada de sofrer nas mãos de políticos inescrupulosos e frios, pessoas más, desumanas.”

Se for aprovado pelo Congresso Nacional sem alteração, como não aconteceu com o pacote anticrime do ministro Sergio Moro, com menos de um ano teremos uma câmara e um senado manetas, a não ser que entrem em ação os juízes de garantia criados pelo deputado federal do PSOL/RJ, Marcelo Fresco, para anularem as condenações…

QUEM SE HABILITARÁ A SER O CARRASCO?

Repórter da TV Paraná, DANIELA CALÇA VARA, mostra por que o Deputado Federal Boca Aberta ganha o eleitor na manha, se fazendo de vítima nos barracos que apronta e apanha.