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É A DADORA DE FURO

* * *

Já que me perguntou, eu tenho obrigação de responder.

Eu sei quem é esta “jornalista”, Presidente.

É aquela militante petista que gosta de dar furo.

Uma legítima representante das redações da grande mídia extremista deste país nos dias de hoje.

Vale a pena repetir em letras garrafais o título dessa matéria aí de cima, que ela cagou na Faia de S.Paulo:

BRASIL MARCOU UM GOLAÇO AO FINANCIAR MARIEL

Dizer que o Brasil “marcou um golaço” nesta trambicagem lulaica é uma conclusão que tem a marca registrada da irracionalidade ideológica dos canhotinhas.

Pra construir este magnífico tolôte jornaleiro, antes de excretar o artigo ela tomou informações e conselhos com o lulo-petista fubânico Ceguinho Teimoso.

O que não deixa de ser uma glória pra esta gazeta escrota.

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

ZÉ LIMEIRA, O POETA DO ABSURDO (I)

Capa da 5ª edição de Zé Limeira, O Poeta do Absurdo, da autoria de Orlando Tejo

* * *

Quando Dom Pedro Segundo
Governava a Palestina
E Dona Leopoldina
Devia a Deus e o mundo
O poeta Zé Raimundo
Começou castrar jumento
Teve um dia um pensamento:
“Tudo aquilo era boato”
Oito noves fora quatro
Diz o Novo Testamento!

Um dia Nossa Senhora
Se encontrou com Rui Barbosa
Tiraram um dedo de prosa
Viraram e foram se embora
Judas se enforcou na hora
Com uma corda de cimento
Botaram os filhos pra dentro
Foi pra arca de Noé,
Viva a princesa Isabé,
Diz o Novo Testamento.

Pedro Álvares Cabral
Inventou o telefone
Começou tocar trombone
Na porta de Zé Leal
Mas como tocava mal
Arranjou dois instrumento
Daí chegou um sargento
Querendo enrabar os três
Quem tem razão é o freguês
Diz o Novo Testamento.

Um sujeito chegou no cais do porto
E pediu emprego de alfaiate
Misturou cinturão com abacate
E depois descobriu que estava morto
Ligou seu rádio no focinho de um porco
E afogou-se num chá de erva cidreira
Requereu um diploma de parteira
E tocou numa ópera de sinos…
Eram mãos de dezoito mil meninos
E não sei quantos pés de bananeira.

Eu já cantei no Recife
Na porta do Pronto Socorro
Ganhei duzentos mil réis
Comprei duzentos cachorro
Morri no ano passado
Mas este ano eu não morro…

Sou casado e bem casado
Com quem não digo com quem
A mulher ainda é viva
Mas morreu mora no além
Se voltar um dia à Terra
Vai morar no pé-da-serra
Não casa com mais ninguém.

Lá na serra do Teixeira
Zé Limeira é o meu nome,
Eurico Dutra é um grande
Mas vive passando fome
Ainda antonte eu peguei
Na perna dum lubisome.

Minha mãe era católica
E meu pai era católico
Ele romano apostólico
Ela romana apostólica
Tivero um dia uma cólica
Que chamam dor de barriga
Vomitaro uma lumbriga
Do tamanho dum farol
Tomaro Capivarol
Diz a tradição antiga.

Minha avó, mãe de meu pai
Veia feme sertaneja
Cantou no coro da Igreja
O Major Dutra não cai
Na beira do Paraguai
Vovó pegou uma briga
Trouve mamãe na barriga
Eu vim dentro da laringe
Quage me dava uma impinge
Diz a tradição antiga.

Zé Limeira quando canta
Estremece o Cariri
As estrêla trinca os dente
Leão chupa abacaxi
Com trinta dias depois
Estoura a guerra civí

Aonde Limeira canta
O povo não aborrece
Marrã de onça donzela
Suspira que bucho cresce
Velha de setenta ano
Cochila que a baba desce!

Quem vem lá é Zé Limeira
Cantor de força vulcânica
Prodologicadamente
Cantor sem nenhuma pânica
Só não pode apreciá-lo
Pessoa senvergônhanica.

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CHARGE DO SPONHOLZ

AUGUSTO NUNES

ESSE É GÊNIO

Mercadante tem a solução para todos os problemas econômicos do Brasil

“A experiência neoliberal não vai resolver os problemas econômicos do Brasil. Tem sido uma tragédia na América Latina, uma tragédia histórica. Então, quando a gente olha os dados desse PIB, eles mostram que o que cresceu acima de 1,1% foi o consumo das famílias”.

Aloizio Mercadante, ministro da Educação do governo Dilma, insinuando que só não resolveu todos os problemas da economia porque, embora seja economista diplomado, nem Lula nem Dilma tiveram coragem de nomeá-lo ministro da Fazenda.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

J.R.GUZZO

VETO DE BOLSONARO CORREU RISCO SÓ NAS MANCHETES DE JORNAL

Bolsonaro cumprimenta Davi Alcolumbre observado por Rodrigo Maia: os três tentam aliviar a tensão entre poderes alimentada pela mídia

Se você lê e ouve durante semanas a fio, no noticiário político, que o governo corre o risco de sofrer uma séria derrota no Congresso, é natural você esperar que o governo sofra uma séria derrota no Congresso. Foi esse o caso, à essa altura ex-caso, dos vetos do presidente da República a decisões tomadas pelos deputados em relação ao Orçamento – reservando mais dinheiro para ser gasto em seus próprios projetos, é claro.

A mídia, reforçada pelos especialistas, cientistas políticos, comentaristas, etc., deu a entender, desde que a história começou, que os deputados iriam rejeitar os vetos. Seria mais uma demonstração da incapacidade do governo em lidar com o Parlamento, que anda indignado com o Palácio do Planalto – e com isso teríamos mais uma crise política de consequências desconhecidas, e certamente ruins.

Terminada a votação sobre a rejeição ou manutenção dos vetos, porém, quem olhasse para o placar da Câmara onde aparece o resultado das decisões do plenário veria o seguinte número: 398 votos a favor do governo.

Que diabo aconteceu entre o começo dessa conversa de veto e a exibição dos números finais no marcador eletrônico? Aconteceu que o leitor, ouvinte e telespectador perdeu o seu tempo sendo mal informado. Falaram que havia o risco real e iminente de o governo sofrer uma derrota horrorosa. Só que aconteceu o contrário. O governo não apenas ganhou. Ganhou por uma diferença tão grande que o caso nem precisou ir para o Senado.

São coisas que acontecem, é claro; ninguém é perfeito. O problema real, aí, é que histórias como essa não servem para nada. Poderiam levar a alguma reflexão sobre a necessidade de melhorar a qualidade da informação política prestada ao público. Tipo: “será que não seria mais certo, numa próxima vez, ter mais cuidado com aquilo que a gente está dizendo?” Mas aconteceu justo o contrário. A parte da mídia que optou pela rejeição dos vetos passou a dizer, encerrada a votação, que o governo, em vez de ganhar, na verdade tinha perdido. Foi obrigado a fazer um “dá cá, toma lá”. Os políticos ainda levaram um naco do que queriam. Enfim, deu tudo errado. O público, compreensivelmente, não entendeu coisa nenhuma.

A cobertura do episódio dos vetos é um desses casos onde há males que vem para o mal. Não ajuda quem fala nem quem ouve. Dá para escrever uma porção de livros tentando explicar por que as coisas são assim, mas fica de bom tamanho se o leitor prestar atenção em dois fatos.

O primeiro é que boa parte do noticiário político de hoje é jornalismo de torcida – o informador diz que está acontecendo aquilo que ele quer que aconteça. O segundo é o convívio mal resolvido entre jornalistas e políticos. Jornalistas falam demais com políticos, porque é fácil. É só aparecer para ser bajulado, paparicado e recebido como o melhor sujeito do mundo. Políticos falam demais com os jornalistas, porque é útil. Tudo o que dizem sai publicado, e o seu nome aparece – basta dizer o que o jornalista quer ouvir.

Só perde quem ouve uns e outros.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ARAEL COSTA – JOÃO PESSOA-PB

Bom dia, estimado Guru

Com uma tremenda curiosidade sobre o que foi feito com os chifres de alce americano do ilustre corno Paulo Renato, agora toureado pelo Lindinho, tomo a liberdade de passar a suas mãos o vídeo anexo, que achei bastante interessante.

Embora não saiba seus autores, pois me foi passada por WhatsApp, cujo remetente fez o que é muito comum em nossos interlocutores desse sistema, não identificando sua origem.

Embora não saiba quem são os desafiantes, ouso sugerir o seu acolhimento pela Besta.

R. Estes assuntos de botar galhas dentro da quadrilha petralha, envolvendo o trio Amante, Lindinho e o corno Paulo Bernardo, eu deixo pros pesquisadores fubânicos.

Quanto à sua dúvida sobre quem são os componentes da dupla que está no vídeo que você nos mandou, pode ficar tranquilo: os nossos especialistas em cantoria improvisada de viola irão esclarecer.

Quem é este dupla que tão inspirada e talentosamente glosa o mote:

Pra que tanta ganância e correria
Se ninguém veio aqui para ficar?

Com a palavra Pedro Malta, Aristeu Bezerra e Jesus de Ritinha, entre tantos outros fubânicos, que dominam este assunto.

E vamos ao excelente vídeo que você nos mandou.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

MULHER DE RAÇA

Neguinha sou para amigas
Minha nega pro amado
Sou morena citadina
Meu cabelo é ondulado
Sou dona das minhas ventas
Sou das mulheres atentas
Tenho nariz empinado.

Sou cabocla sertaneja
E trago no matulão
A astúcia da matuta
Que desbravou o sertão
E que não poupou canela
Quando abriu sua cancela
Buscando libertação.

Da fralda da Ibiapaba
Sou das alas das guerreiras
Agarrada ao jacumã
Enfrentei as corredeiras
Em cima duma piroga
Sou guerreira que se joga
Nas águas das Ipueiras

Sou a mistura das raças
Sou a miscigenação
Sou Catunda, sou do Prado
Tenho sangue de Aragão
Sou cunhã, sou companheira,
Sou concubina parceira
Eu só não sou é padrão.

CHARGE DO SPONHOLZ