CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SONIA REGINA – SANTOS-SP

FISCALIZAÇÃO MACHISTA

Na postagem exibida neste Jornal (clique aqui para ler) com uma montagem utilizando a imagem da deputada estadual por São Paulo Janaína, tendo ao fundo o chamado Rock Pauleira, fica claro que ao invés de utilizar argumentos para contestar a opinião que ela “supostamente” colocou em redes sociais, o jeito foi tentar rebaixar uma cidadã de forma rasteira. Desde sempre, quando uma mulher se destaca no campo político, a fórmula é desidratar a figura e não faltam argumentos. De forma grotesca algumas são chamadas de Feias, Gordas e por aí vai.

De fato, manifestações populares são sempre muito importantes, mas, esquecer que a Deputada ao enfrentar deputados e senadores com a faca nos dentes defendendo uma presidente para não ser despejada é no mínimo falta de memória.

Não votei na Deputada Janaína, nem sempre concordo com suas opiniões, mas ela merece meu respeito. Salvo engano, não li nem assisti uma mulher que ao discordar da figura do homem no campo da política apontar a feiura, se é barrigudo, ou se ele tem ou não um “nariz” grande etc.

No vídeo abaixo a inesquecível Elis Regina uma das grades artistas da música brasileira, demonstra toda sua emoção ao interpretar uma composição de Edu Lobo. Desde quando demonstrar emoções ao balançar os braços e a cabeça ou ainda, chorar ou rir é repreensível?

Arrastão

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SUAVE CAMINHO – Mário Pederneiras

Assim… Ambos assim, no mesmo passo,
Iremos percorrendo a mesma estrada;
Tu – no meu braço trêmulo amparada,
Eu – amparado no teu lindo braço.

Ligados neste arrimo, embora escasso,
Venceremos as urzes da jornada.
E tu – te sentirás menos cansada,
E eu – menos sentirei o meu cansaço.

E, assim, ligados pelos bens supremos,
Que para mim o teu carinho trouxe,
Placidamente pela vida iremos,

Calcando mágoas. Afastando espinhos.
Como se a escarpa desta vida fosse
O mais suave de todos os caminhos.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

COLUNA DO BERNARDO

ALEXANDRE GARCIA

A VOZ DO POVO

Nós, brasileiros, não perdemos a mania de discutir o evidente. Isso acontece porque não damos conta do óbvio. A Constituição começa dizendo que “todo poder emana do povo”. Se democracia é a vontade da maioria, então o poder emana da maioria do povo. Mas uma grande maioria da dita intelectualidade contesta essa obviedade. Afirma que democracia não é a vontade da maioria. Que a vontade da maioria vira ditadura contra a minoria. E que, portanto, é preciso impor, sim, a vontade da minoria, para que haja democracia. Os gregos chamavam isso de sofisma. O sofisma vem, a propósito da minoria derrotada na última eleição presidencial, numa insistência miliciana, demostrando não aceitar que por quatro anos o país seja governado de acordo com os princípios de uma maioria de mais de 57 milhões de eleitores.

Isso não é de agora. Sou eleitor desde 1960 e já participei de três consultas populares cujos resultados foram desprezados pelos legisladores, sem cobrança por parte dos meios de informação. Em 6 de janeiro de 1963, os brasileiros se pronunciaram em plebiscito a favor da forma presidencial de governo em 82%; o sistema parlamentar ficou em 18%. Trinta anos depois, em 21 de abril de 1993, em referendo, quase 70% dos eleitores afirmaram preferir uma república presidencial; e 30% ficaram com a forma parlamentar de governo republicano. Ainda assim, nossa Constituição mantém ema forma Frankenstein de governo, em que o presidente não tem os poderes para governar, mas tem a responsabilidade de governo. O Congresso manda no orçamento e não tem o ônus de arrecadar os recursos nem a responsabilidade de governar. Ou seja, tem o bônus de gastar. O mesmo aconteceu com o referendo sobre armas, em 23 de outubro de 2005, sobre a lei que queria proibir o comércio de armas. Apenas 34% concordaram. E 64% foram contra, a favor das armas. Ainda assim, as restrições ao sagrado direito da legítima defesa continuaram no Estatuto do Desarmamento.

O que há com os que foram eleitos para representar seus mandantes? Não teriam que refletir a vontade da maioria? O parlamento existe para fazer de mudar leis, fiscalizar, criticar, apoiar – mas não para governar. Controlando e usando os recursos de governo, está invadindo o outro poder e o enfraquecendo – alterando o equilíbrio necessário entre os poderes. Quanto à vontade da maioria, ela se impõe nos objetivos governo, mas não em detrimento da minoria, já que os direitos têm que ser iguais para todos, maioria ou minoria. A inversão totalitária dessa igualdade é, a pretexto de justiça, dar mais direitos às minorias, como a prática tem mostrado. E aí temo o paradoxo da “democracia” com mais poder às minorias.

Nos últimos anos, as redes sociais deram voz a todos, rompendo o monopólio dos meios tradicionais de informação. Democratizou-se a informação, mesmo com a resistência dos que dominavam a opinião e a informação. Antes da era digital, a forma de conduzir multidões foi manter uma minoria no comando dos instrumentos que poderiam controlar corações e mentes. Foi esse tipo de máquina de engodo e convencimento que ajudou a manter no poder ditadores como Mussolini, Hitler, Stálin, Mao, Castro. Uma minoria do partido, ou da ideologia, com o monopólio da informação e da voz, fazia prevalecer a vontade, o domínio do pensamento. Quem acompanhou a Constituinte de 1988 sabe muito bem como a voz da minoria produziu consequências. Agora a voz do povo já dispensa intérpretes para atravessar o concreto das duas cúpulas de Niemeyer.

COMENTÁRIO SELECIONADO

DEZENAS DE MILHÕES DE ELEITORES COM MASSA MOLE E MENTES VÃS

Comentário sobre a postagem PROGRAMA DE ÍNDIO

Goiano:

A direita, para se manter no poder, faz a cabeça das pessoas de massa mole com uma tal de ameaça comunista, que está provado ser uma bostagem boba mas que surte efeito nas mentes vãs, e leva os bobinhos a crer que esquerdistas são bandidos e defensores de bandidos, corruptos e aproveitadores, quando, na verdade, as conquistas sociais e trabalhistas dos últimos séculos são devidas a movimentos e ações das esquerdas.

Com esse tipo de isca, muitos seguem Jair Messias Bolsonaro e assumem suas ideias malucas e burrar com o peito estofado de patriotismo, ufanismo, nacionalismo e extrema fé em Deus e na família.

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AUGUSTO NUNES

NASCIDOS UM PARA O OUTRO

Porta-voz voluntária da seita que tem em Lula seu único deus, Mônica Bergamo desfez o mistério: o que faziam a presidente do PT e um ex-senador do partido no hotel, localizado no Rio de Janeiro, em que foram hostilizados por um grupo de hóspedes? “Gleisi Hoffmann está namorando Lindbergh Farias”, informou nesta segunda-feira a colunista social da Folha.

Essa versão brasileira da dupla americana Bonnie & Clyde reúne prontuários nascidos um para o outro. Gleisi e Lindbergh aparecem juntos, por exemplo, na lista de codinomes do Departamento de Propinas da Odebrecht — ela é a “Amante”, ele é o “Lindinho”. Ambos caíram fora do Senado na mesma eleição de 2018.

Ela virou deputada federal para manter o foro privilegiado. Ele naufragou na tentativa de reeleger-se.

Caso o namoro termine em casamento, Amante e Lindinho terão de prometer que viverão juntos até que a cadeia os separe.

COLUNA DO BERNARDO

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA