DEU NO TWITTER

AUGUSTO NUNES

DEMOCRATA É ISSO AÍ

Lula ensina o que é Estado de Direito para o partido que virou bando

“Bolsonaro e o general Heleno estão provocando manifestações contra a democracia, a Constituição e as instituições, em mais um gesto autoritário de quem agride a liberdade e os direitos todos os dias. É urgente que o Congresso Nacional, as instituições e a sociedade se posicionem diante de mais esse ataque para defender a democracia”.

Lula, em entrevista ao site do PT, sobre os atos convocados por simpatizantes de Jair Bolsonaro descontentes com a bancada dos parlamentares chantagistas, garantindo que durante 13 anos ele e o partido que virou bando lutaram bravamente pela democracia, pela Constituição e pelas instituições saqueando os cofres públicos, loteando empregos federais e torrando o dinheiro dos pagadores de impostos no financiamento de obras em países governados por ditadores companheiros, fora o resto.

DEU NO TWITTER

ALEXANDRE GARCIA

A PALAVRA DO EDITOR

O INSTITUTO DATA BESTA INFORMA

Este são os resultados finais da última pesquisa feita pelo Instituto Data Besta:

SIM – 96%

NÃO – 4%

A Editoria desta gazeta escrota agradece a todos que participaram e cumpriram o seu dever cívico-fubânico.

Vocês são a força que dá sustentação ao JBF.

Um excelente final de semana para todos os nossos estimados leitores!!!

PERCIVAL PUGGINA

ISSO JÁ VIROU BULLYING!

Os eleitores que venceram o pleito presidencial de 2018 vêm sofrendo um bullying dos poderes de Estado e da grande imprensa. Esta última, especialmente, não se conformou em momento algum com o resultado das urnas. Dezenas de milhões de brasileiros são acusados então, cotidianamente, pelos grandes meios de comunicação, de fanatismo e irresponsabilidade política.

Em tais imputações, essa mídia tem parceria de ministros do STF e de parcela que já se revelou majoritária no Congresso Nacional. Num surto de asnice, qualificam como antidemocrática a manifestação agendada para o dia 15 março.

Têm saudade do ancien régime. Não querem que o povo vá à rua. Que aguente calado o bullying a que está submetida sua esperança de um país renovado e melhor.

Cabe bem a pergunta: a tão reverenciada liberdade de opinião não alcança o povo quando ele se manifesta, ordenadamente, em espaço público?

Se o bullying midiático incomoda o cidadão, que dizer-se do próprio presidente, atacado em três turnos, sete dias por semana, pelos protagonistas da cena política? Ora é a grande imprensa cuja tarefa, aroud the clock, consiste em atingir o governo com todas as suas forças. Ora são ministros do STF que, indignados com as prisões dos endinheirados corruptos e corruptores, réus confessos que causaram terríveis danos ao país e que ainda estão a devolver bilhões em dinheiro roubado, abrem-lhes as portas da liberdade e esbofeteiam a roubada nação. Ora, são os congressistas, a fazer pirraça e a dar “lições” ao governo, derrubando seus vetos, deixando vencer medidas provisórias, deturpando projetos do Executivo para fazer com que seus efeitos sejam o oposto do pretendido pelo governo. Esses revides legislativos ocuparam muito da pauta do Congresso no ano de 2019!

De um modo bem seletivo, essa engrenagem e o respectivo bullying vão direcionados, também, aos membros do governo que, por suas responsabilidades de gestão, expressam convicções com palavras e atos.

Porém, – “Ah, porém!” – existem as redes sociais.

Graças a elas, democratizou-se o direito à informação e a liberdade de expressão se tornou efetiva para 127 milhões de brasileiros com acesso à Internet. Foi assim que, dentre eles, milhões se descobriram conservadores, que outros milhões se reconheceram liberais e passaram, todos, a ter vida intelectual e política inteligente e independente. Foi assim, também, que a grande mídia, tornada militante, passou a afundar no descrédito. Deliberadamente, confunde com “ataque ao Congresso e às instituições democráticas” a crítica aos congressistas. Deliberadamente, silencia diante de parlamentares corruptos, protetores de corruptos e vendilhões dos próprios votos. Deliberadamente, contradiz seu próprio discurso de décadas contra emendas parlamentares e compra de apoio no parlamento. E se torna importante incentivadora da mobilização para o dia 15 de março.

DEU NO TWITTER

NEWTON SILVA - CALAMUS SCRIBAE

DONA ZEFINHA E O CÃO

Zé de Zefinha era um cabra feio que só a peste! Era mais feio do que a palavra Teje Preso. O povo dizia que o cabra era tão feio, que quando nasceu, a parteira ia jogando o desgraçado no lixo. Preguiçoso feito o cão, passava o dia entre uma coisa e outra que a mãe mandava fazer e o fundo de uma rede na varanda do quintal, enfiando peido em cordão. Ele não trabalhava, não tinha amigos e de tão feio que era sequer tinha namorada. Pra dona Zefinha, a mãe dele, não. Ele era feio pros outros. Pra ela, podia até ser meio malamanhado, mas era bonito que só.

– Feio é a fome. – dizia ela.

A mãe de Zé, dona Zefinha era dessas mulheres fortes, virada na gota serena, trabalhadeira. Num abria nem prum trem carregado de lenha. Era devota do Padim Ciço e de Nossa Senhora das Cabeças e ainda tinha um pé no terreiro de macumba do Pai Chico de Zeza. Mas gostava mesmo era de um mexerico. Andava sempre desconfiada, agoniada, vendo visagens, resmungava de tudo e de todos e escutava nas paredes as conversas dos vizinhos, corria atrás dos cachorros, espantava as galinhas e as moscas da cozinha.

– Mamãe, se aquiete! – gritava de dentro da rede, o feioso – Deixe de ligar pra vida alheia! Um dia a senhora vai ter um troço! Pare de correr atrás dos cachorros do meio da rua! A senhora acabou de almoçar!

– Num se meta a besta comigo não, seu cabra! Mas num tô dizendo mermo! – respondia afobada.

A velha continuava a sua lida diária, correndo de um lado pro outro, ora gritando com os meninos dos vizinhos, ora espantando as moscas e as galinhas, ora correndo atrás dos cachorros do meio da rua que iam cagar bem na calçada onde ela estendia as roupas pra quarar.

– Esses cachorros são uns cornos iguais aos donos! – gritava a velha agoniada, bramindo um cabo de vassoura atrás dos bichos, esperando que os vizinhos dessem conta, doida pra começar um bate-boca. E era assim, dia após dia.

Não é que um dia a velha teve um troço? Numa dessas desavenças com os vizinhos por causa dos cachorros, começou a se tremer e a babar. Desabou feito um fardo no meio da rua, causando infernal alarido. Ainda teve tempo de gritar pro filho, com a língua trôpega:

– Acode, imprestável! Tô istoporando, fi duma égua!

Correu foi todo mundo pra ver a velha se estrebuchando no meio da rua. Os cachorros latiam, os meninos vaiavam, os vizinhos se apressavam a acudir a afobada dona Zefinha. O filho dela tinha ido buscar umas coisas na feira, a mando dela e só chegou na boca da noite, mais melado do que espinhaço de pão doce, porque além de feio, o infame gostava mesmo era de molhar a goela.

– Corre, Zé! A tua mãe teve um passamento e tá lá toda tesa, arriada na rede! Corre senão tu num pega ela viva! Vai, malamanhado!

– Ôxente! Bem que eu disse pra ela se aquietar! Ai meu Deus! – correu desengonçado, tropeçando nos caçuás, caindo por cima das galinhas, o que resultou no maior alarido do povo do meio da rua, vaiando e fazendo troça com a cena grotesca e cômica.

– Pra que tu bebe, nojento! Acode tua mãe, feladaputa! – gritava um.

– Além de feio é todo malamanhado! – dizia outro.

– Vai, cara de buceta! Papangu! – gritava em coro, os meninos do meio da rua.

Quando Zé entrou no quarto, viu a mãe entrevada na rede e correu esbaforido e trôpego. Tava mais bêbado do que um gambá. Ao lado da rede já estavam o padre e o pai-de-santo, pra encomendar a alma da infeliz.

– Mãezinha! Mãezinha! – choramingou sacudindo a velha. Tacou um beijo na testa da dona Zefinha e ato contínuo, destrambelhado, desabou por cima da rede, arrancando os armadores da parede e jogando a velha com tudo no chão, por cima da penteadeira, voando caco de tudo por todo lado.

– Égua! – gritou o padre – Agora matou de vez!

– Dona Zefinha! – correu o pai-de-santo – Valha meu São Jorge! – Essa já bateu as botas!

Qual o quê! A velha se levantou com as próprias pernas, tateando por cima do filho desacordado. O espanto foi geral, deixando o padre e o pai de santo de joelhos, abraçados! O povo desembestou porta a fora, por cima das cadeiras, atropelando as galinhas, caindo por cima do pote e dos caçuás de banana. A vaia foi geral do povo da rua e os cachorros, parecendo entender a tragicomédia, latiam como loucos.

– Ai meu Deus! Uma assombração! – gritou o padre, choramingando, agarrado nas pernas do pai de santo.

– Baba Egum! – balbuciou o pai de santo de olhos arregalados segurando forte a mão do padre.

Dona Zefinha, ainda amarelada, meio zonza, olhou com reprovação para aquela cena de destruição na sua casa. Olhou pro padre e pro pai de santo, pediu um copo d’água e falou baixo, pro povo da rua não ouvir.

– Eu fui bater no inferno!

– Que é isso, dona Zefinha! Cruz credo! – falou o padre!

– Oxossi te proteja, irmã! – Disse o pai de santo.

– Fui sim, gente, fui no inferno e voltei. Eu vi até o Cão! O capeta me lascou um beijo na testa! Senti o maior bafo de cana! Eu vi até o Cão! Ô bicho feio!

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UM ENTRE VÁRIOS OUTROS MERDAS

Comentário sobre a postagem O ÁGUIA DE HAIA E O PAVÃO DE TATUÍ

Pablo Lopes:

Em seu livro “Código da Vida”, Saulo Ramos conta que Sarney estava relutante em aceitar a indicação de Celso de Melo para o STF por considerá-lo muito jovem.

Saulo Ramos convenceu o presidente com um argumento simples: juventude o tempo corrige!

Pouco tempo depois o chamou de “juiz de merda”.

Como se vê, o tempo levou a juventude do hoje decano, mas não o corrigiu.

Felizmente este mesmo tempo lhe afastará para sempre do tribunal.

* * *

JOSÉ NARCELIO - AO PÉ DA LETRA

INGRATIDÃO

Nesse Carnaval usei e abusei da tranquilidade do lar. Avesso ao burburinho carnavalesco fiz um pouco de tudo o que gosto. Li, escrevi e pus em dia filmes, séries e documentários de meu interesse. Passeei, também, algumas vezes, por emissoras televisivas – as menos badaladas. A programação de uma delas me chamou a atenção: uma consulta sobre o mais nobre dos sentimentos humanos.

O entrevistado teria que apontar e justificar qual das emoções ele privilegiaria como a mais louvável e insigne – não se tratava das emoções básicas expressadas pelos nossos contornos faciais, as chamadas Big Six: felicidade, tristeza, medo, surpresa, raiva e nojo. Procurava-se, na pesquisa, o sentimento mais significativo para nós, seres racionais.

Dissecaram e tentaram justificar como as mais profundas e relevantes emoções, o amor, a amizade, a caridade, a compaixão e a empatia entre outras. Todavia, sob meu ponto de vista, cometeram uma profunda omissão esquecendo a gratidão.

O que é gratidão? Gratidão é um sentimento de reconhecimento, uma emoção por saber que uma pessoa fez uma boa ação, um auxílio em favor de outra.

Gratidão é uma espécie de dívida. A gratidão traz junto dela uma série de outros sentimentos como amor, fidelidade, amizade e muito mais. Daí se dizer que a gratidão é o mais nobre dos sentimentos.

São Tomás de Aquino escreveu um Tratado de Gratidão e, segundo ele, este sentimento contém três diferentes níveis de compreensão:

• Reconhecimento da graça ou favor recebido.

• Sensação de gratidão por ter recebido uma ajuda espontânea.

• Retribuição da graça recebida, não por obrigação, mas para permitir que outras pessoas experienciem o mesmo sentimento.

O não reconhecimento da graça; a falta de sentimento pela ajuda espontânea; ou, a falta de sensibilidade para retribuir, de alguma forma, o benefício recebido, a esses procedimentos dá-se o nome de ingratidão – a ausência da gratidão.

A verdade é que, ao nos acostumarmos com o desaparecimento da piedade, da caridade, da misericórdia no mundo, e vendo grassar a miséria e o desamor pelo próximo, a falta de gratidão se tornou um sentimento de somenos importância.

Eu sou um conformado com a falta de reconhecimento pelos favores que eu fiz ao longo da vida – se os fiz -, sem nada esperar em troca. Alegro-me quando alguém afirma ter sido beneficiado, por mim, em algum momento pretérito. O que não me entra na cachola é a perpetração continuada de atos de ingratidão de filhos com os pais, principalmente, quando os progenitores adentram na velhice.

Leon Tolstoi disse: Se seu coração é grande, nenhuma ingratidão o flexa, nenhuma indiferença o cansa. Porém, eu comungo mais com o pensamento de William Shakespeare: Ter um filho ingrato é mais doloroso do que a mordida de uma serpente! Meu intelecto não digere a ingratidão de um filho por quem o criou, amou e dele cuidou durante sua vida.

Exulto ao dizer que não fui ingrato com meus pais, pois tudo o que sou devo a eles. Para mim, no Tratado de Gratidão de São Tomás de Aquino, no terceiro nível de compreensão, no Código de Procedimentos da nossa existência, no capítulo que trata da Família, deveria constar como cláusula pétrea a obrigatoriedade da gratidão de filhos para com os pais. Sem contestação quanto ao mérito do que ali está decretado.