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ALEXANDRE GARCIA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

AIRTON BELNUOVO – SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP

Caro Berto, boa tarde.

Quando será que será dita a frase:

Eu não sabia de nada.

E a culpa é da Galega.

R. Meu caro, eu mesmo não tenho a menor ideia de quando a frase “Eu não sabia de nada” será dita por Lapa de Corrupto.

É melhor você perguntar pra Ceguinho Teimoso.

Ceguinho é especialista em tudo que diz respeito ao proprietário do bando vermêio-istrelado.

Enquanto aguardamos ele se manifestar, vamos ver o vídeo que você nos mandou:

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A INIMPUTABILIDADE POR IDEOLOGIA

Felipe Fiamenghi

Já existem fortes indícios de que o Cid foi alvejado por balas de borracha e não por projéteis normais.

Encontrei um casal de médicos amigos hoje cedo caminhando na Praça em frente à Igreja da Gloria e eles riram quando perguntei sobre o Cid Gomes.

Disseram que toda a classe médica sabe que foram balas de Borracha pois ninguém sobreviveria aos tiros com projéteis normais, que um dos tiros não foi na clavícula e sim um pouco acima do coração e que ninguém sairia andando para o carro mesmo com ajuda, que a quantidade de sangue exposto era muito pequena e deve ter sido do soco que levou no rosto.

E que ninguém que acometido por tiro de verdade no peito esquerdo e acima do coração estaria conversando tão bem e tão rapidamente porque estaria com dreno por hemorragia interna e ninguém receberia alta em 24 horas, e sim estaria numa UTI Hospitalar.

Ou seja, o Ciro Gomes aproveita a situação pra transformar o irmão que tentou atropelar pais e mães de famílias em mártir, mau caráter e frio que é.

O Brasil é um país que desafia a lógica.

Um Senador da República avança com uma máquina pesada sobre uma multidão. Só isso já é inexplicável. Tentativa de homicídio clara, filmada, testemunhada por uma centena de populares.

O que já é motivo mais do que suficiente para a prisão em flagrante delito do legislador alucinado. Obviamente, homicídios não são necessários para o desempenho parlamentar e, portanto, não enquadram no “Foro por Prerrogativa de Função”.

Mas, aqui, nas Índias de Cabral, tudo que é ruim pode piorar. O caso ainda vai além.

Entra, então, a militância e começa a criticar a greve da PM. Justo eles que defendem a desmilitarização da polícia e, portanto, o direito a greve.

Criticam também a reação violenta dos policiais, que neste caso foi mais do que justificada, visto que o senador apresentava perigo iminente. Justo eles, que defendem o desarmamento civil e, portanto, que só o Estado tenha capacidade de reação armada.

Podia parar por aqui. Mas estamos na Ilha de Vera Cruz. O caso ainda vai além.

Diante do exposto, a mídia tem a capacidade de tentar culpar o presidente.

No Ceará, um estado governado pelo PT, um cangaceiro de paletó, membro de uma oligarquia política local, tenta rechaçar uma greve da policia estadual com violência extrema e é “vitimado” pela reação absolutamente justificada daqueles que colocou em risco.

A imprensa pútrida, todavia, tem a capacidade de dizer que o presidente é responsável, por incentivar a violência policial.

Eu nem imagino o pesadelo que seria tentar explicar para um gringo o que acontece nesse país.

A mesma imprensa que estava extremamente ofendida porque o Bolsonaro lhes deu uma “banana”, que repudiou Paulo Guedes por chamar os parasitas de parasitas, agora sai em defesa de Cid Gomes, completamente desequilibrado, que tentou atropelar servidores públicos com uma retroescavadeira.

Definitivamente, o absurdo perdeu a modéstia. A esquerda, nesse país, pode absolutamente TUDO.

É o único caso, no mundo, de inimputabilidade por ideologia.

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CHARGE DO SPONHOLZ

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PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

ORLANDO TEJO HOMENAGEIA PINTO DE MONTEIRO E LOURO DO PAJEÚ

Dois ícones da cantoria nordestina de improviso: Lourival Batista, o Louro do Pajeú (1915-1992) e Severino Pinto, o Pinto de Monteiro (1895-1990)

* * *

PINTO E LOURO – Orlando Tejo

Grande saudade hoje sinto
Das cantorias-tesouro
Do gigante que foi Pinto,
Do uirapuru que foi Louro.

Era uma graça, um estouro
Ouvir em qualquer recinto
Os trocadilhos de Louro
Os desconcertos de Pinto.

Tal qual no Bar do Faminto,
Do Pátio do Matadouro,
Quando Louro aceitou Pinto
E Pinto abençoou Louro.

Mas no Bar Rosa de Ouro
Houve um encontro distinto
Pinto elogiando Louro,
Louro chaleirando Pinto.

Jamais ficará extinto
O meu prazer de ouvir Louro
Querendo derrubar Pinto,
Pinto brigando com Louro.

No Bar Casaca-de-Couro
Vi o maior labirinto:
Pinto depenando Louro
E Louro esganando Pinto.

No Mercado, em Rio Tinto,
Um momento imorredouro
com as emboscadas de Pinto
E as escapadas de Louro.

No Beco do Bebedouro
Um desafio ao instinto:
Pinto superava Louro,
Louro desmontava Pinto.

No bar de Moisés Aminto
(À Curva do Varadouro)
Louro acompanhava Pinto,
Pinto fugia de Louro.

Assisti, no Bar Jacinto,
Luta de cristão e mouro
Quando Louro açoitou Pinto,
E Pinto escanteou Louro.

O sol no nascedouro
E haja mel e haja absinto
Nas divagações de Louro,
Nos ultimatos de Pinto.

Num diálogo sucinto
Reverberavam em coro
Iluminuras de Pinto,
Clarividências de Louro.

Essa dupla, sem desdouro,
Reinou do primeiro ao quinto:
Pinto maior do que Louro,
Louro maior do que Pinto.

Duas fivelas num cinto,
Batéis sem ancoradouro,
Assim foram Louro e Pinto,
Assim serão Pinto e Louro.

Penso, reflito, pressinto
Que em todo o tempo vindouro
Ninguém vai superar Pinto,
Nenhum fará sombra a Louro.

Pois não há praga ou agouro
Que manche a paz do recinto
Das glórias que envolvem Louro,
Dos louros que adornam Pinto.

Aqui faço paradouro
(Ir além me não consinto),
Rendido ao gênio que é Louro,
Curvado ao estro de Pinto.

* * *

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