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NAS ASAS DA GOL

Enquanto o voo 2062 da Gol taxiava no aeroporto Santos Dumont para a viagem Rio-Brasília, às 8h55 desta segunda (17), os passageiros constatavam como se respeita e como se desrespeita dinheiro público: na pista, dois jatos da FAB aguardavam autoridades tipo Rodrigo Maia, presidente da Câmara.

No voo de carreira, seguia o mais importante ministro de Bolsonaro, Paulo Guedes (Economia), mostrando a deputados folgados como é fácil respeitar quem paga impostos.

Paulo Guedes embarcou sozinho no voo da Gol, sem seguranças ou assessores.

Viajou sem ouvir piadinhas, lorotas, nada.

Em paz.

* * *

Procurado por esta gazeta escrota para comentar o fato, Lula declarou que isso é coisa de ministro de um governo fascista e reacionário.

Quem tem que viajar de avião são os pobres que eu transformei em ricos“, disse o proprietário do PT, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Condenado injustamente e sem qualquer prova, segundo Ceguinho Teimoso.

Procurada pelo JBF, Gleisi Hoffmann, gerente do estabelecimento luleiro, declarou que não podia fazer comentários porque estava ocupada tentando rasgar o furico com o dedo.

De raiva.

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CHARGE DO SPONHOLZ

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FODA-SE!

Laerte A. Ferraz

Paciência tem limites. Quando alguém ultrapassa esses limites, é preciso ter sangue de barata para permanecer impassível, sem qualquer reação. E, vamos reconhecer, mesmo que educados, bem formados, cultos, bem treinados e disciplinados, generais não costumam ter sangue de barata.

Foi por terem ultrapassado os limites que o General Augusto Heleno, Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, disparou um sonoro e bem colocado “foda-se” dirigido ao Congresso.

O que teria motivado tal destempero por parte do ilustre general? Ao que tudo indica, a irritação de Heleno deveu-se a pressão do Congresso em controlar parte do orçamento impositivo, naquilo que ele qualificou como “chantagem”.

“Nós não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo. Foda-se”, disse o Ministro Heleno, em áudio captado pela transmissão ao vivo, pela internet, de um evento no Palácio da Alvorada e noticiado pelo jornal O Globo.

Conforme matéria do jornal Correio do Estado, (…) A demonstração da irritação de Augusto Heleno com a pressão do Congresso em controlar parte do orçamento impositivo começou logo cedo, às 8 h de ontem, dia 19/02, durante cerimônia de hasteamento da bandeira no Palácio da Alvorada.

Heleno afirmou que o governo estava “negociando uma rendição” ao aceitar que o Congresso derrubasse parte dos vetos do presidente e pediu que os ministros Paulo Guedes, da Economia, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, refizessem a negociação com o Congresso para tentar manter todos os vetos.

A sugestão de Heleno foi feita a Bolsonaro em evento que também contou com Paulo Guedes e Luiz Eduardo Ramos Ramos. O general afirmou que o governo não pode ficar “acuado”, com a possibilidade de o parlamento controlar aproximadamente R$ 30 bilhões em recursos de emendas impositivas.

Ainda conforme o jornal O Globo – diz a matéria – o presidente Jair Bolsonaro pediu cautela ao Ministro e aconselhou a articulação política a costurar novo acordo” com o Congresso sobre as emendas. O general quer que o presidente convoque o povo a ir às ruas contra os parlamentares.(…).

A reação de Heleno sugerindo que se conclame a população para ir às ruas demonstra que a paciência com as tentativas de inviabilizar a governabilidade, tanto por parte da classe política, quanto da imprensa, está chegando ao fim. Essa corda já vem sendo esticada demais desde o início do mandato do atual governo e não tenho dúvida que, se conclamada, a população reagirá.

De minha parte, caros leitores, concordo integralmente com o Ministro Heleno. Afinal, paciência tem limites e seria uma questão de bom senso que os congressistas entendessem isso.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO – Cláudio Manuel da Costa

Este é o rio, a montanha é esta,
Estes os troncos, estes os rochedos;
São estes inda os mesmos arvoredos;
Esta é a mesma rústica floresta.

Tudo cheio de horror se manifesta,
Rio, montanha, troncos, e penedos;
Que de amor nos suavíssimos enredos
Foi cena alegre, e urna é já funesta.

Oh quão lembrado estou de haver subido
Aquele monte, e às vezes, que baixando
Deixei do pranto o vale umedecido!

Tudo me está a memória retratando;
Que da mesma saudade o infame ruído
Vem as mortas espécies despertando.

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